sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O QUE FAZER PARA O SHABAT - ANTEPASTO DE BERINJELA À ITALIANA

Olá, pessoal ... Por motivos de enfermidade em família, ficamos alguns meses afastados do nosso Blog, mas, já estamos de volta e muito felizes por estar com vocês, compartilhando artigos, estudos e algumas receitinha fáceis e práticas para tornar nosso Shabat ainda mais agradável!Bete'avon!ANTEPASTO DE BERINJELA À ITALIANA
Ingredientes
  • 5 berinjelas pequenas
  • 3 pimentões vermelhos pequenos
  • 3 pimentões amarelos pequenos
  • 3 pimentões verdes pequenos
  • 5 cebolas médias
  • 5 dentes de alho grandes
  • 2 pimentas dedo-de-moça
  • 1 xícara (chá) de vinagre de vinho branco
  • 1 1/2 xícara (chá) de azeite de oliva extra virgem
  • 2 folhas de louro
  • 1 1/2 cubos de caldo de galinha esfarelados
  • Sal, pimenta-do-reino e orégano a gosto

Como fazer
Descasque as berinjelas e corte-as em fatias finas pelo comprimento. 
Sobreponha as fatias e corte-as em tiras finas e coloque-as na transversal. 
Vá colocando-as em um recipiente e salpicando as camadas com sal. 
Deixe descansar por meia hora. 
Enquanto isso fatie todos os demais legumes em juliana fina, inclusive o alho e a cebola. 
Escorra e lave bem as berinjelas, apertando com as mãos sob a água corrente para retirar o excesso de sal. 
Esprema mais uma vez, agora pra retirar o excesso de água. 
Escolha uma assadeira grande e coloque a berinjela e os legumes já cortados. 
Junte os cubos esfarelados e mais um pouquinho de sal ou apenas sal se preferir, orégano, pimenta dedo-de-moça picada, pimenta-do-reino, as folhas de louro rasgadas e o glutamato. 
Regue com o vinagre e 1 xícara do azeite, misture bem e leve ao forno pré- aquecido em temperatura média, sem cobrir. 
De vez em quando a abra o forno e misture tudo muito bem (a cada 20 minutos). 
Leva cerca de 1 hora e 30 minutos para ficar pronto. 
Retire do forno misture mais uma vez e corrija o sal se achar necessário, se quiser adicione mais orégano. 
Passe para um recipiente de vidro com tampa e adicione a 1/2 xícara de azeite restante. 
Aguarde esfriar e conserve na geladeira. 
Comece a servir pelo menos após 24 horas. 
Dura bastante tempo na geladeira. 
Sirva como entrada, com fatias de pão italiano ou baguete torradas ou frescas.
fonte: http://cybercook.com.br

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

SOBRENOMES SEFARDITAS (JUDEUS DE PORTUGAL, ESPANHA, ANDORRA E GIBRALTAR)

(Mapa do Território Sefardita na antiguidade)
Os judeus Sefarditas (do hebraico Sefardim, no singular Sefardi) são todos provenientes da Península Ibérica (Sefarad), por muitos séculos foram perseguidos durante o período da Inquisição Católica. E por este motivo, fugiram para países como Holanda e Reino Unido; além dos países do Norte da África e da América como: Brasil, Argentina, México e EUA; e desse modo, tiveram que seguir suas tradições secretamente como cripto judeus ou até mesmo abrir mãos das Tradições do Judaísmo, tudo em busca da sobrevivência. Sendo que alguns ainda tiveram que se converter forçadamente ao Cristianismo Católico.
Neste caso, a partir da Inquisição espanhola de 1478 até 1834, em que Judeus e inúmeros outros indivíduos, foram julgados por possíveis atos contra os preceitos da Igreja. Sendo que os Judeus foram expulsos da Espanha no ano de 1492. (9 de AV) 

Sobre o 9 de AV:
  • A destruição do Primeiro Templo
  • A destruição do Segundo Templo
  • O império romano arou todo o Monte do Templo destruindo todo vestígio que poderia ser identificado do Templo
  • Édito de Expulsão dos Judeus de Espanha, pelos Reis Católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, em 1492.

Perseguidos e desamparados, os Judeus espanhóis tiveram que se refugiar em Portugal. Estando lá, foram feitos escravos, embora conquistassem a liberdade em 1495, beneficiados com a Lei promulgada por D. Manoel ao subir ao trono. Mas em 1496, assinou um acordo que expulsaria todos os Judeus Sefarditas (ou Marranos) que não se sujeitassem ao batismo Católico. Sendo que no ano seguinte, as crianças Judias de até 14 anos foram obrigadas a se batizarem e em seguida adotadas por famílias Católicas.

Com a descoberta das terras brasileiras em 1500, pela a esquadra de Cabral, a sorte de muitos Judeus mudaria. Pois em 1503, o Judeu Fernando de Noronha com uma considerável lista de Judeus, apresenta o projeto de Colonização a D. Manoel. Porém, o Povo Judeu ainda passaria por mais um triste episódio, quando em 1506, milhares de Judeus foram mortos e queimados pelo Progom da capital portuguesa. Além de tais Judeus (Cristãos Novos) terem presenciado o contraditório D. Manoel estabelecer a lei que dava os liberdade e os mesmos direitos dos Católicos, em 01 de março de 1507. O mesmo D. Manoel que em 1515 solicita ao papa um sistema de Inquisição. semelhante ao espanhol.

E desse modo, a solução para estes Judeus Marranos, foram a de aderirem ao movimento de Colonização do Brasil, quando em 1516, D. Manoel distribui ferramentas gratuitamente a quem quisesse tentar a vida na Colônia.

Em 1524, D. João III confirma a Lei de D. Manoel (de 1507), que consolida a lei de direitos iguais aos convertidos à força. No ano de 1531, Martin Afonso de Souza (aluno do Judeu Pedro Nunes), recebe de D. João III a autorização de colonizar o Brasil sistematicamente. Em que 1533, o mesmo funda o primeiro engenho no Brasil.

Durante um bom tempo, os Judeus passaram por inúmeras revira-voltas quanto a benefícios, confiscos, inclusive a morte. Porém, os mesmos gozaram de plena liberdade religiosa durante o domínio holandês de 1637 a 1644 (na gestão de Maurício de Nassau), quando fundaram a primeira sinagoga no Brasil, a Zur Israel. Mas, com a retomada portuguesa em 1654, os Judeus foram de fato expulsos e alguns migraram para outros países.

No período de 1770 a 1824, os Judeus passam por mais uma fase de aceitação; sendo que em 25 de maio de 1773, é estabelecida a abolição dos termos Cristãos Novos (Judeus) e Cristãos Velhos (Católicos), passando todos a terem os mesmos benefícios e sem distinções.

A partir de 1824 os Judeus Sefarditas ou Marranos, passam por um período de “assimilação profunda”, isto é, inicia-se uma fase parcial esquecimento de suas Tradições, devido a séculos de repressão e pelo contato direto e extensivo com uma cultura etnocêntrica, que mesmo os aceitando perante as leis, tratavam-nos com desprezo e repressão. A solução mesmo, partiu do pressuposto do esquecimento e sectarismo, o que permitiu com que várias gerações crescessem sem ter uma real noção de suas legitimas raízes.

Desse modo, estima-se que no Brasil, vivam cerca de um décimo (1/10) ou até mesmo 35 milhões de Judeus Sefarditas, entre eles os Judeus Asquenazitas (provenientes da Europa Central e Oriental).
Assim, segue-se abaixo uma lista com os principais sobrenomes Sefarditas habitantes da Península Ibérica, e no decorrer do continente Americano, a exemplo do Brasil:        

 Sobrenomes Judaico-Sefarditas oriundos das regiões portuguesas de Alentejo, Beira-Baixa e Trás-os-Montes:
Judiaria na região de Trás-os-Montes

Amorim; Azevedo; Álvares; Avelar; Almeida; Barros; Basto; Belmonte; Bravo; Cáceres; Caetano; Campos; Carneiro; Carvalho; Crespo; Cruz; Dias; Duarte; Elias; Estrela; Ferreira; Franco; Gaiola; Gonçalves; Guerreiro; Henriques; Josué; Leão; Lemos; Lobo; Lombroso; Lopes; Lousada; Macias; Machado; Martins; Mascarenhas; Mattos; Meira; Mello e Canto; Mendes da Costa; Miranda; Montesino; Morão; Moreno; Morões; Mota; Moucada; Negro; Nunes; Oliveira; Ozório; Paiva; Pardo; Pilão; Pina; Pinto; Pessoa; Preto; Pizzarro; Ribeiro; Robles; Rodrigues; Rosa; Salvador; Souza; Torres; Vaz; Viana e Vargas.

Sobrenomes de famílias Judaico-Sefarditas na Diáspora para Holanda, Reino Unido e Américas:
Abrantes; Aguilar; Andrade; Brandão; Brito; Bueno; Cardoso; Carvalho; Castro; Costa; Coutinho; Dourado; Fonseca; Furtado; Gomes; Gouveia; Granjo; Henriques; Lara; Marques; Melo e Prado; Mesquita; Mendes; Neto; Nunes; Pereira; Pinheiro; Rodrigues; Rosa; Sarmento; Silva; Soares; Teixeira e Teles.

Sobrenomes judaico-Sefarditas na América Latina:
Almeida; Avelar; Bravo; Carvajal; Crespo; Duarte; Ferreira; Franco; Gato; Gonçalves; Guerreiro; Léon; Leão; Lopes; Leiria; Lobo; Lousada; Machorro; Martins; Montesino; Moreno; Mota; Macias; Miranda; Oliveira; Osório; Pardo; Pina; Pinto; Pimentel; Pizzarro; Querido; Rei; Ribeiro; Robles; Salvador; Solva; Torres e Viana.

Principais exemplos de Sobrenomes extraídos do Dicionário Sefarad:
A – Abreu; Abrunhosa; Affonseca; Affonso; Aguiar; Ayres; Alam; Alberto; Albuquerque; Alfaro; Almeida; Alonso; Alvade; Alvarado; Alvarenga; Álvares/Alvarez; Alvelos; Alveres; Alves; Alvim; Alvorada; Alvres; Amado; Amaral; Andrada; Andrade; Anta; Antonio; Antunes; Araújo; Arrabaca; Arroyo; Arroja; Aspalhão; Assumção; Athayde; Ávila; Avis; Azeda; Azeitado; Azeredo; Azevedo; B – Bacelar; Balão; Balboa; Balieyro; Baltiero; Bandes; Baptista; Barata; Barbalha; Barboza/Barbosa; Bareda; Barrajas; Barreira; Baretta; Baretto; Barros; Bastos; Bautista; Beirão; Belinque; Belmonte; Bello; Bentes; Bernal; Bernardes; Bezzera; Bicudo; Bispo; Bivar; Boccoro; Boned; Bonsucesso; Borges; Borralho; Botelho; Bragança; Brandão; Bravo; Brites; Brito; Brum; Bueno; Bulhão; C –Cabaço; Cabral; Cabreira; Cáceres; Caetano; Calassa; Caldas; Caldeira; Caldeyrão; Callado; Camacho; Câmara; Camejo; Caminha; Campo; Campos; Candeas; Capote; Cárceres; Cardozo/Cardoso; Carlos; Carneiro; Carranca; Carnide; Carreira; Carrilho; Carrollo; Carvalho; Casado; Casqueiro; Casseres; Castenheda; Castanho; Castelo; Castelo Branco; Castelhano; Castilho; Castro; Cazado; Cazales; Ceya; Céspedes; Chacla; Chacon; Chaves; Chito; Cid; Cobilhos; Coche; Coelho; Collaco; Contreiras; Cordeiro; Corgenaga; Coronel; Correa; Cortez; Corujo; Costa; Coutinho; Couto; Covilha; Crasto; Cruz; Cunha; D – Damas; Daniel; Datto; Delgado; Devet; Diamante; Dias; Diniz; Dionísio; Dique; Doria; Dorta; Dourado; Drago; Duarte; Duraes; E – Eliate; Escobar; Espadilha; Espinhosa; Espinoza; Esteves; Évora; F – Faísca; Falcão; Faria; Farinha; Faro; Farto; Fatexa; Febos; Feijão; Feijó; Fernandes; Ferrão; Ferraz; Ferreira; Ferro; Fialho; Fidalgo; Figueira; Figueiredo; Figueiro; Figueiroa; Flores; Fogaca; Fonseca; Fontes; Forro; Fraga; Fragozo; Franca; Francês; Francisco; Franco; Freire; Freitas; Froes/Frois; Furtado; G – Gabriel; Gago; Galante; Galego; Galeno; Gallo; Galvão; Gama; Gamboa; Gancoso; Ganso; Garcia; Gasto; Gavilao; Gil; Godinho; Godins; Góes; Gomes; Gonçalves; Gouvêa; Gracia; Gradis; Gramacho; Guadalupe; Guedes; Gueybara; Gueiros; Guerra; Guerreiro; Gusmão; Guterres; H – Henriques; Homem; I – Idanha; Iscol; Isidro; J – Jordão; Jorge; Jubim; Julião; L – Lafaia; Lago; Laguna; Lamy; Lara; Lassa; Leal; Leão; Ledesma; Leitão; Leite; Lemos; Lima; Liz; Lobo; Lopes; Loução; Loureiro; Lourenço; Louzada; Lucena; Luiz; Luna; Luzarte; M – Macedo; Machado; Machuca; Madeira; Madureira; Magalhães; Maia; Maioral; Maj; Maldonado; Malheiro; Manem; Manganês; Manhanas; Manoel; Manzona; Marca; Marques; Martins; Mascarenhas; Mattos; Matoso; Medalha; Medeiros; Medina; Melão; Mello; Mendanha; Mendes; Mendonça; Menezes; Mesquita; Mezas; Milão; Miles; Miranda; Moeda; Mogadouro; Mogo; Molina; Monforte; Monguinho; Moniz; Monsanto; Montearroyo; Monteiro; Montes; Montezinhos; Moraes; Morales; Morão; Morato; Moreas; Moreira; Moreno; Motta; Moura; Mouzinho; Munhoz; – Nabo; Nagera; Navarro; Negrão; Neves; Nicolao; Nobre; Nogueira; Noronha; Novaes; Nunes; O –Oliva; Olivares; Oliveira; Oróbio; – Pacham/Pachão/Paixão; Pacheco; Paes; Paiva; Palancho; Palhano; Pantoja; Pardo; Paredes; Parra; Páscoa; Passos; Paz; Pedrozo; Pegado; Peinado; Penalvo; Penha; Penso; Penteado; Peralta; Perdigão; Pereira; Peres; Pessoa; Pestana; Picanço; Pilar; Pimentel; Pina; Pineda; Pinhão; Pinheiro; Pinto; Pires; Pisco; Pissarro; Piteyra; Pizarro; Pombeiro; Ponte; Porto; Pouzado; Prado; Preto; Proença; Q – Quadros; Quaresma; Queiroz; Quental; R –Rabelo; Rabocha; Raphael; Ramalho; Ramires; Ramos; Rangel; Raposo; Rasquete; Rebello; Rego; Reis; Rezende; Ribeiro; Rios; Robles; Rocha; Rodriguez; Roldão; Romão; Romeiro; Rosário; Rosa; Rosas; Rozado; Ruivo; Ruiz; S – Sá; Salvador; Samora; Sampaio; Samuda; Sanches; Sandoval; Santarém; Santiago; Santos; Saraiva; Sarilho; Saro; Sarzedas; Seixas; Sena; Semedo; Sequeira; Seralvo; Serpa; Serqueira; Serra; Serrano; Serrão; Serveira; Silva; Silveira; Simão; Simões; Soares; Siqueira; Sodenha; Sodré; Soeyro; Sueyro; Soeiro; Sola; Solis; Sondo; Soutto; SouzaT – Tagarro; Tareu; Tavares; Taveira; Teixeira; Telles; Thomas; Toloza; Torres; Torrones; Tota; Tourinho; Tovar; Trigillos; Trigueiros; TrindadeU –Uchoa; V – Valladolid; Vale; Valle; Valença; Valente; Vareda; Vargas; Vasconcellos; Vasques; Vaz; Veiga; Veyga; Velasco; Vélez; Vellez; Velho; Veloso; Vergueiro; Viana; Vicente; Viegas; Vieyra; Viera; Vigo; Vilhalva; Vilhegas; Vilhena; Villa; Villalao; Villa-Lobos; Villanova; Villar; Villa Real; Villella; Vilela; Vizeu; X – Xavier; Ximinez; Z – Zuriaga.

Desse modo, vemos claramente que os Judeus fazem parte de uma enorme frente de formação da Península Ibérica, Norte da África e América. O que nos coloca em contato direto com um contexto cripto-judaico.

Como confirmar a descendência judaica?

Evidentemente que, nem sempre aqui no Brasil, ter o sobrenome judaico lhe dá a condição de Judeu descendente. Pois, havemos de concordar, que o país passou por inúmeros casos concernentes a erros de sobrenomes, no que diz respeito a grandes falhas nos cartórios responsáveis pelo registro de nomes e sobrenomes.

Assim, a melhor opção para quem se identifica com um sobrenome Judeu, é observar os seguintes fatores:

Os casamentos entre familiares (pois era uma forma de manter os bens entre as famílias judias e os pontos de vista em comum).

Tradições de cunho ligado à cultura hebraica em relação ao Cristianismo (considerando que o Cristianismo para esses era seguido por aparências, pois ambos foram convertidos forçadamente à religião Cristã Católica);

O levantamento histórico-genealógico (para confirmar se houve ou não alterações nos sobrenomes ao longo das gerações).

CONCLUSÃO
Portanto, fica evidente a existência de uma grandiosa cripto-Comunidade Judaica na Península Ibérica (Portugal e Espanha), assim como nos países do continente americano (a exemplo do Brasil) e africano. E com isso, percebemos o quanto à segregação e o etnocentrismo promovem a destruição de princípios, gerando um “câncer” na liberdade individual e conjunta, como também, na tradição religiosa. O que aglutina ainda mais a odiosidade entre as Religiões e os Povos, que se distanciam ainda mais de possíveis e saudáveis diálogos baseados no bom senso.    

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS DESCENDENTES DE JUDEUS DA INQUISIÇÃO. Cronologia histórica da etnia judaica Ibero-Brasileira. Disponível em:. Acesso realizado em: 19 abr. 2009. 
CRUZ, Carla & RIBEIRO, Uirá. Metodologia cientifica: teoria e prática. 2ª ed. Rio de Janeiro: Axcel Books do Brasil, 2004.
LAMECH144. Judeus Anussins: nossa origem comum [mensagem geral: triangulodourado – yahoogrupos]. Mensagem recebida por em 23 dez. 2007.
WIKIPÉDIA. Sefardita. Disponpivel em: . Acesso realizado em: 18 abr. 2009.
Contribuição de José Ribeiro da Silva Júnior.

fonte: http://www.bneianussimbrasil.com/2012/10/sobrenomes-sefarditas.html

sábado, 8 de fevereiro de 2014

REFLEXÃO SEDRAH 147 e 148 - EM DEVARIM/DEUTERONÔMIO 34 (TEMÍVEL)

por Yossef Michael
Como definir Mosheh/Moisés? Como descrever seu relacionamento com o Criador? Como compreender sua missão?

Estas são perguntas que passaremos nossas vidas tentando responder, porém, honestamente, creio que jamais consigamos vislumbrar a dimensão do que se passou naqueles 120 anos em que Mosheh/Moisés pisou nesta terra.

Muitos tentam desqualifica-lo e, para isto, já assisti a verdadeiros “filmes de horror”, com afirmações infundadas, estapafúrdias e sem o menor sentido, num intuito único de transferir a importância do maior profeta que já esteve em meio ao povo do Eterno... Sim, transferência, pois tentam atribuir ao deus-homem uma relevância jamais prevista nas Escrituras... O mashiach/messias deles jamais foi digno, se é que ele existiu, de ser comparado a uma centelha desta importante figura, Mosheh/Moisés.

Nestas duas ultimas Sedrot, o Eterno nos apresenta bênçãos acerca das tribos de Yisra’El e traz a morte de Mosheh/Moisés, após ter-lhe mostrado toda a boa terra que havia dado, em honra à promessa feita a Avraham/Abraão, Yits’chak/Isaac e Ya’akov/Jacó, aos filhos de Yisra’El.
Para descrever os feitos de Mosheh/Moisés, o Eterno utiliza uma palavra única em todas as Escrituras, senão vejamos.

Devarim/Deuteronômio 34:12, “Porquanto em momento algum houve uma pessoa que demonstrasse tamanho poder como Mosheh/Moisés, tampouco realizasse as obras temíveis que Mosheh/Moisés ministrou à vista de todo o povo de Yisra’El”.

A palavra aqui traduzida como obras temíveis é, no hebraico, hamora. A palavra mora aparece em apenas outra interessante passagem das Escrituras.

Mal’achi/Malaquias 2:5, “Minha aliança com ele foi de vida e de paz, e Eu lhas dei para que temesse; então temeu-Me, e assombrou-se por causa do Meu nome”.

Mora é traduzida como temesse e, ao que tudo indica, a tradução parece bem apropriada. Mas qual o contexto da passagem de Mal’achi/Malaquias?

Mal’achi/Malaquias 2:1-4, “Agora, ó sacerdotes, este mandamento é para vós. Se não ouvirdes e se não propuserdes, no vosso coração, dar honra ao Meu nome, diz o Eterno dos Exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e também já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o coração. Eis que reprovarei a vossa semente, e espalharei esterco sobre os vossos rostos, o esterco das vossas festas solenes; e para junto deste sereis levados. Então sabereis que Eu vos enviei este mandamento, para que a Minha aliança fosse com Levi, diz o Eterno dos Exércitos”.

Se continuarmos a ler do passuk/versículo 5 até o 7 veremos que tal descrição é perfeitamente aplicável a Mosheh/Moisés, um bnei/filho Levi. Vemos a importância do temor, da reverência e da preocupação com o honrar o nome do Criador, expressas nesta passagem de Mal’achi/Malaquias de forma tão clara.

Encerrar a Torah falando acerca do temor que as obras de Mosheh representaram para aquela porção de mundo é sim tentar demonstrar que isto só poderia ter sido feito “através de” e não “por”, um homem, assim definido pela Torah.

Devarim/Deuteronômio 34:10-11, “Em Israel, todavia, nunca mais se levantou um profeta como Moisés, com quem YHWH houvesse dialogado face a face. Também jamais surgiu alguém que realizasse milagres, sinais portentosos e maravilhas semelhantes àquelas que Moisés, em obediência às ordens do SENHOR, fez no Egito contra o Faraó, contra todos os seus servos e exércitos, e contra a terra dos egípcios”.

O temor, a reverência e a obediência faziam parte do caráter de Mosheh/Moisés... Estudar sua história nos leva a recebermos um verdadeiro balde de água fria, pois percebemos nossa pequenez diante do Criador... Percebemos o quão irrelevante somos e o quanto é estúpida nossa cadeia de valores!!!

Mal’achi/Malaquias fala da aliança... Uma aliança estabelecida pelo Criador com apenas um povo, Yisra’El... Que o ensino das palavras de Sua Torah caberia exclusivamente a uma de Suas tribos, a de Levi, por conta do temor e da forma como haviam agido em situações extremas de idolatria... Sim, a tribo de Levi foi “a” escolhida... Mosheh/Moisés foi “o” maior profeta de todos os tempos e jamais se levantará outro como ele...

Esta aliança tem como base a obediência e o temor... Não um temor infundado, mas um temor à Sua Presença... Sabemos que Ele nos vê, que perscruta nossos corações e mentes a cada segundo, buscando incessantemente um espelho para Suas Palavras, buscando em nossos egoístas corações uma centelha daquela confiança que transpirava Mosheh/Moisés... Para que, a partir disto, possa fazer aquilo que Lhe é mais comum... Perdoar-nos!!! Agir com Sua incomensurável Misericórdia e Seu incompreensível e irrestrito Amor!!! Isto é Elohim... Misericórdia e Amor!!!

Somos dignos ou merecedores de tudo isto??? Claro que não... Mosheh/Moisés morreu sem entrar na Terra Prometida... O que se diria de nós, cujos umbigos estão acima de todas as coisas???

A realidade é dura... A verdade é uma só... Dependemos unicamente de Sua Misericórdia... Temos de aproveitar que Ele é Fiel e Sua Palavra jamais passa... Se não fosse isto, já estaríamos condenados... Não a um “inferno” como na teologia cristã, algo que absolutamente não existe, mas a uma vida sem sentido... Não termos uma direção, não sabermos o caminho, não podermos partilhar desta esperança seria como termos nossos corações atravessados por uma adaga... É este o sentimento que me vem à cabeça ao ler as últimas palavras da Torah...

Estamos em uma caminhada que NÃO nos levará ao céu... Uma caminhada cheia de dificuldades, sofrimento e tristeza... Uma caminhada cujo único propósito é O temermos e a Ele obedecermos, da melhor forma que nos é possível e para que este exemplo seja compreendido por nossos filhos e pelos filhos de nossos filhos... O resto é estultícia!!!

Que, no auge de Sua Misericórdia, Ele nos ajude a não nos deixarmos levar pela sedução do mundo a praticar a idolatria, seja ela declarada como o fazem as religiões ou mesmo a velada, que brota no mais profundo canto de nossos corações, quando a partir de uma simples ação, deixamos transparecer aquilo que lá habita em lugar de Sua Torah...

Que possamos amar a nossos filhos, como Mosheh/Moisés amou Seu povo... Que possamos nos entregar e nos dedicar à prática de Sua Torah, como Mosheh/Moisés se entregou... Que possamos honra-lO com nossos lábios, como somente um bnei/filho Levi pode fazê-lo...

Temível talvez seja o futuro daqueles que se recusam a andar por Seus Caminhos, mesmo conhecendo Sua Verdade, por rebeldia e por darem ouvidos a ensinamentos humanos e doutrinários que buscam sobreporem-se à Torah!!!


Que o Eterno, Bendito Seja, tenha misericórdia de quem Lhe aprouver...
Shabat Shalom!!!
Chazak, Chazak Venit Chazek!
(Força, força e que sejamos fortalecidos!)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

MUSEUS JUDAICOS - UM MERGULHO NA HISTÓRIA: (2) PRAGA

Praga, na República Tcheca, mistura charme medieval à efervescência cultural
Arte UOL
Sobrevivente de guerras e conflitos políticos, a cidade de Praga foi chamada por Goethe de "a jóia de pedra" e é considerada até hoje uma das capitais mais bonitas do leste europeu. Não é necessário muito tempo de caminhada pelas ruelas e pontes sobre o rio Vltava, que corta o local, para entender porque ele figura na lista de patrimônios históricos da humanidade da UNESCO. Mansões e palácios renascentistas, catedrais e rotundas góticas, conventos barrocos e pontes medievais dividem espaço, representando uma arquitetura riquíssima e que deve ser apreciada aos poucos, a pé.

A Praça Central, ou Staromestke námesti como é chamada por lá, é o ponto de partida ideal para conhecer a cidade. Nela, uma multidão de turistas se aglomera em seu amplo espaço para assistir aos pequenos shows de artistas de rua que se apresentam no local, observar as igrejas de diferentes estilos, ou simplesmente esperar o tempo passar em um dos agradáveis cafés. Lá também fica o relógio astronômico, que de hora em hora atrai a atenção dos transeuntes, que param para observar um boneco que representa a morte acionando um carrilhão por onde desfilam bonecos de 12 apóstolos seguindo São Pedro.

A oeste da praça fica a Ponte Charles, ou Karluv Most. Com sua arquitetura gótica, é exclusiva para pedestres e é a melhor forma de atravessar para o outro lado da cidade, em direção a colina de Hradycani. Lá fica o Castelo de Praga, que começou a ser construído no século 9 e abriga o governo da República Checa e a residência oficial do presidente.

Ao norte da praça fica o bairro judeu Josefov, com seis das mais antigas sinagogas do continente, um dos cemitérios mais tumultuados do mundo, com 12 mil lápides aglomeradas e sobrepostas, tudo com uma arquitetura predominantemente em art noveau.

Mesmo com as principais atrações na cabeça, a graça da cidade é caminhar mesmo sem rumo. Ao final de cada viela, sempre surge uma construção, parque e, por vezes, o turista se depara com a margem do rio, que sozinha faz o passeio valer a pena.

Para quem não se encanta pela arquitetura, não faltam atrações culturais. Por toda a cidade, cartazes divulgam espetáculos de ópera e jazz. Para os amantes da literatura, é possível seguir os passos de Franz Kafka, que passou boa parte de sua vida na cidade, visitando a casa onde morou ou o museu em sua homenagem.

O clima não costuma ser um grande obstáculo para os turistas. Apesar de a neve cair forte durante parte do inverno, o frio não chega a ser insuportável, atingindo -5°C. No verão a temperatura é amena, ficando entre
15°C e 25°C.

fonte: http://viagem.uol.com.br/guia/cidade/praga.jhtm

O museu de Praga


O Museu Judaico em Praga possui uma das maiores coleções de objetos rituais e religiosos - ou Judaica, como são tratadas estas coleções - de todo o mundo, cobrindo principalmente os séculos XVI a XIX. Seu acervo reflete a trajetória e o destino dos judeus da Boêmia e da Morávia, cuja presença na Checoslováquia vem desde o século X. Durante a Segunda Guerra Mundial, os judeus foram deportados para os campos de morte nazistas e suas coleções enviadas para Praga, onde foram cuidadosamente catalogados por curadores e historiadores de arte, também judeus, sob a supervisão dos alemães. Manuscritos raros, livros antigos em hebraico, rolos da Torá, ornamentos de prata, quadros e outros objetos foram gradativamente transferidos para os cofres nazistas.

Parte dessas coleções integra o atual acervo do Museu Judaico, permitindo aos visitantes conhecerem um pouco mais sobre as comunidades judaicas da região. Um manuscrito em hebraico, do século XIV, um livro em hebraico impresso em Praga em 1526, estão expostos ao lado de objetos de prata dos séculos XVIII e XIX, como castiçais, rimonim, chanuquiot.

O Museu Judaico de Praga possui, também, uma das maiores coleções do mundo de adornos em tecido, incluindo capas para chalot e matzot, sacolas para tefilin e talitim. Especialistas afirmam que o estilo destes ornamentos revela um intercâmbio entre os artistas judeus de Praga e de outros centros da Europa, seguindo certas tendências da época.

Estes mesmos especialistas afirmam ainda que o acervo deste museu, centrado principalmente em objetos religiosos, revela a importância da espiritualidade, dos simbolismos e da tradições para os judeus. A coleção de Judaica, como as pessoas que criaram os objetos e também as que os utilizavam, possui elementos que refletem a influência das comunidades vizinhas. São testemunhas silenciosas de um estilo de vida e das experiências de seus criadores.


http://www.jewishmuseum.cz/

fonte:  http://www.morasha.com.br/conteudo/ed26/museus.htm


INFORMAÇÕES E SERVIÇO



Site do país - www.czechtourism.com

Site da cidade - www.praguewelcome.cz

Embaixada brasileira na cidade - Praha Panská 5 - Praga. Tel: 224.324.965, chebrem@mbox.vol.cz

Idioma - Tcheco. Não dá pra se arriscar na língua local, que tem base em línguas eslavas. É praticamente impronunciável sem um bom tempo de estudo. Entretanto, para quem tem um domínio mínimo de inglês fica fácil de se virar. Com o crescimento do turismo, em todo canto a língua é compreendida.

Fuso horário: 4 horas a mais em relação a Brasília.

DDI - 00420. Código de acesso da cidade - Incluso no número de telefone.

Telefone de emergência - Polícia: 158.

Informações turísticas - São cinco espalhados pela cidade. Estão localizados na rua Staromestské namesti - Old Town Hall, Rytirska street 31, Aeroporto de Praga (Letiste Praha, Terminal 2), Lesser Town Bridge Tower (aberto somente no verão), e no lobby da Estação ferroviária. Também é possível obter informações em tcheco, inglês e alemão pelo telefone +420 221 714 444 ou pelo e-mailtourinfo@pis.cz.

Moeda - Coroa tcheca. Para saber mais sobre a cotação da moeda, acesse:economia.uol.com.br/cotacoes

Câmbio - Geralmente é mais vantajoso trocar o dinheiro estando em Praga do que antes de sair para viajar. Só é preciso ficar atento às pequenas agências de câmbio, que usam ofertas de não cobrarem comissão para esconderem péssimas taxas de câmbio. Os bancos, na maioria concentrados em Wenceslas Square, oferecem boas taxas, mas cobram comissões que variam de um para outro. É bom ficar atento. Algumas grandes agências, como a internacional eXchange, oferecem boas taxas e sem comissão. Há uma na Kaprova 15, próxima a Old Town Square.

Telefone - Os telefones públicos funcionam a cartão, que são vendidos em postos do correio ou em quiosques na rua. Os números já incluem DDD (420), que deve ser usado mesmo quando se liga para um número na cidade. Ligando do Brasil, basta discar 00 + o número da operadora + 420 + os outros nove dígitos do número.

Correio - Uma carta e cartão postal para o Brasil custa 20 Kc em média.

Internet - É fácil de encontrar cyber cafés em Praga. Os preços ficam em torno de 20 Kc a hora utilizada.

Segurança - A cidade é segura, sendo necessários apenas os cuidados habituais. Também é preciso ficar atento com aproveitadores, principalmente taxistas, que adoram passar a perna em turistas.

Assistência médica - American Medical Center, Janovckého 48, fone420 220 807 756, metrô Vltavská; Na Homolce Hospital, Roentgenova 2, Foreigner Pavilion, 5° andar, fone 420 252 922 191; Polyclinic at Národní, Národní 9, fone 420 222.075.120, metrô Národní. O atendimento é feito em inglês e, ocasionalmente, espanhol ou alemão. O sistema público garante atendimento de emergência e primeiros socorros gratuitamente a todos que visitam a cidade.

Gorjeta - Não são obrigatórias, mas muito bem-vindas. Média é de 5% a 10% do serviço.


Se estiver programando, não só para desfrutar das belezas milenares dessa parte do mundo mas, com a intenção de resgatar sua identidade judaica, o Museu de Praga é uma visita obrigatória. Então, tire o máximo proveito e "Boa viagem"!
por Ya'el bat Yossef

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

CICLO TRIENAL - SEDRAH 148 (Semana de 26 de janeiro a 1 de fevereiro/2014)

(Shabat Shalom)
Torah: Devarim/Deuteronômio 34:1 - 12
Tema: Mosheh/Moisés morre
Haftarah: Shmuel Alef/1 Samuel 31; Iyov/Jó 7; Yonah/Jonas 1 e 3
Tema(s): A morte de Shaul e dos filhos; A vida humana é cheia de lutas; Jonas foge do Eterno; Jonas vai à Nínive
Haftarah (complemento): Ester 10
Tema(s): O prestígio de Mordechay/Mardoqueu
Shir Mizmor: Tehilim/Salmos 148
Tema: Am'Yisra'El/Povo de Israel louve Adonay/Senhor

TORAH
Devarim/Deuteronômio 34:
1Então, vindo Mosheh/Moisés das planícies de Moabe subiu o monte Nebo, ao topo de Pisga, em frente de Jericó. Dali do alto o SENHOR Elohim lhe mostrou toda a terra de Canaã: de Gileade até a cidade de Dã, no Norte; 2e toda a região de Naftali, o território de Efraim e Manassés, toda a terra de Judá até o mar do Oeste, o Mediterrâneo; 3o Neguebe, as terras do sul, e toda a região que vai do vale de Jericó, a cidade das Palmeiras, até Zoar. 4E falou YHWH a Moisés: “Esta é a terra que prometi sob juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó, quando lhes afirmei: à tua descendência darei esta terra. Portanto, eis que te faço vê-la com teus próprios olhos; contudo, não atravessarás o rio, não poderás adentrá-la! 5Sendo assim, Moisés, o servo do SENHOR, morreu ali, em Moabe, como YHWH ordenara. 6Elohim mesmo o sepultou em Moabe, em um vale que fica em frente à cidade de Bete-Peor, mas até estes dias ninguém sabe onde está localizada sua sepultura. 7Moisés tinha cento e vinte anos de idade quando morreu; no entanto, nem seus olhos nem seu vigor físico haviam desvanecido. 8Os filhos de Israel prantearam a morte de Moisés ali mesmo, nas planícies de Moabe, durante trinta dias, até passar o período tradicionalmente dedicado ao luto. 9Contudo, Yehoshua/Josué, filho de Num, estava cheio da Ruach/Espírito de sabedoria, porque Moisés havia imposto suas mãos sobre ele; e, portanto, os filhos de Israel lhe deram ouvidos e fizeram tudo conforme o SENHOR ordenara a Moisés. 10Em Israel, todavia, nunca mais se levantou um profeta como Moisés, com quem YHWH houvesse dialogado face a face. 11Também jamais surgiu alguém que realizasse milagres, sinais portentosos e maravilhas semelhantes àquelas que Moisés, em obediência às ordens do SENHOR, fez no Egito contra o Faraó, contra todos os seus servos e exércitos, e contra a terra dos egípcios. 12Porquanto em momento algum houve uma pessoa que demonstrasse tamanho poder como Moisés, tampouco realizasse as obras temíveis que Moisés ministrou à vista de todo o povo de Israel.

HAFTARAH
Shmuel Alef/1 Samuel 31:
1E aconteceu que, em combate com os filisteus, os soldados de Israel foram postos em fuga e muitos caíram mortos no monte Gilboa. 2Os filisteus pelejaram contra Saul e sua família; e mataram Jônatas, Abinadabe e Malquisua, filhos de Saul. 3A batalha agravou-se contra Saul, e os flecheiros o alcançaram e o feriram gravemente. 4Então Saul ordenou ao seu escudeiro: “Desembainha a tua espada e transpassa-me, para que não venham esses incircuncisos e antes de me matar me humilhem ainda mais!” Mas o seu escudeiro não conseguiu obedecê-lo. Então, imediatamente, Shaul/Saul puxou sua própria espada e atirou-se sobre ela. 5Assim que o escudeiro constatou que Saul estava morto, lançou-se de igual modo sobre a sua espada e também suicidou-se ao lado de seu rei. 6E assim sucedeu que Saul, seus três filhos, seu escudeiro e todos os seus soldados morreram naquele dia. 7Quando os israelitas que estavam no outro lado do vale e além do Jordão viram que os homens de Israel haviam fugido, e que Saul e seus filhos estavam mortos, abandonaram suas cidades e fugiram; e os filisteus vieram e estabeleceram suas moradias nelas. 8No dia seguinte, quando vieram para despojar os que haviam morrido, os filisteus acharam os corpos de Saul e dos seus três filhos estirados no monte Gilboa. 9Então cortaram a cabeça de Saul e o despojaram das suas armas; e enviaram mensageiros por toda a terra dos filisteus a fim de proclamarem a notícia nos templos de seus ídolos e entre o seu povo. 10Expuseram as armas de Saul no templo de Ashtarot, Astarote e pregaram seu cadáver decepado da cabeça nas muralhas de Beit-Shean, Bete-Seã. 11Quando os habitantes de Iavesh-Guilad, Jabes-Gileade tomaram conhecimento do que os filisteus haviam feito a Saul e aos seus, 12os mais corajosos dentre o povo foram durante a noite a Bete-Seã. Tiraram da muralha os corpos de Saul e dos seus três filhos e os levaram para a cidade de Jabes, onde os cremaram. 13Depois recolheram os seus ossos e os enterraram debaixo da Tamargueira de Jabes, e jejuaram durante sete dias.

Iyóv/Jó 7:
1“Ó Elohim, por acaso o ser humano não trabalha dia após dia, arduamente, sobre a terra? Não são todos os seus dias como os de um assalariado? 2Como o escravo que suspira pelas sombras e o repouso do entardecer, como o assalariado que anseia pelo pagamento, 3assim me ofereceram meses de ilusão, e noites de desgraça me foram destinadas. 4Quando enfim me deito, questionam-me os pensamentos: ‘Quanto tempo terei de repouso? Quando me levantarei?’ Então a noite se arrasta e eu fico me virando na cama até que vejo o romper da aurora. 5Meu corpo está tomado pelos vermes e de crostas de ferida, observo minha pele se rachando e vertendo pus. 6Meus dias passam mais depressa que a lançadeira do tecelão, e chegam ao fim do mesmo jeito que começaram: sem esperança. 7Lembra-te, ó Elohim, de que a minha vida não representa mais que um sopro; meus olhos jamais tornarão a contemplar a felicidade. 8Os que agora me observam, nunca mais me verão; depositaste teu olhar sobre a minha pessoa, e já deixei de existir. 9Da mesma maneira que a nuvem se esvai e desaparece, aquele que desce ao Sheol, à sepultura, jamais voltará a subir. 10Nunca mais retornará à sua casa; a sua antiga habitação não mais tornará a vê-lo. 11Por este motivo não calarei a boca e falarei da angústia do meu espírito; eu me queixarei da amargura da minha alma. 12Acaso sou eu o mar, ou o monstro das profundezas para que cerques com guardas? 13Quando penso: ‘meu leito haverá de consolar-me e minha cama aliviará meu sofrimento!’ 14Eis que me assustas com sonhos, e me atemorizas com visões. 15Prefiro ser estrangulado e sofrer a morte em lugar de ver meus ossos sendo fustigados dia após dia; 16sinto desprezo pela minha vida! Sei que não viverei nesta terra para sempre; portanto, deixa-me, porquanto os meus dias não têm o menor sentido. 17Afinal, quem é o ser humano para que lhe dês grande importância e coloque sobre ele os teus olhos, 18para que o examines a cada nova aurora e o proves a cada momento? 19Nunca desviarás de mim o teu olhar misericordioso? Jamais me abandonarás, nem por um instante? 20Se errei e pequei, que mal te causei, ó tu que vigias todos os seres humanos? Por qual razão me tornaste teu alvo? Porventura me transformei num fardo pesado e inútil para ti? 21Por que não perdoas as minhas ofensas e não apagas de vez os meus pecados? Porquanto em breve me deitarei no pó; tu me procurarás, contudo, eu já não mais existirei

Yonah/Jonas 1:
1A Palavra de YHWH veio a Yonáh ben‘Amittay, Jonas filho de Amitai, com esta ordem:2“Dispõe-te e vai à grande cidade de Niynveh, Nínive, quer dizer, Morada de Ninus, e prega contra ela, porque a sua malignidade subiu até a minha presença!” 3Entretanto, Jonas decidiu fugir da presença de YHWH, o SENHOR, e partiu na direção de Tarshish,Társis, isto é, Jaspe Amarelo. Descendo para a cidade de Yâphô, Jope, ou seja, Formosa, encontrou um navio pronto à zarpar para Társis, pagou a passagem e embarcou nele, a fim de ir para a cidade de Társis, tentando escapar da presença de YHWH4Contudo, YHWH, fez soprar um forte vento sobre o mar, e caiu uma tempestade tão devastadora que o barco ameaçava arrebentar-se. 5Todos os marinheiros foram tomados de grande pânico, e cada um daqueles homens passou a clamar ao seu próprio deus. Em seguida lançaram ao mar a carga do navio, com o propósito de deixar a embarcação mais leve. Jonas, no entanto, havia se refugiado no porão do navio; e, tendo-se deitado, dormia profundamente.6O capitão dirigiu-se a ele e indagou: “Como consegues ficar dormindo numa hora dessas? Levanta-te agora mesmo e começa a clamar também ao teu deus! Talvez assim ele se lembre de nós para que não venhamos todos a perecer! 7Então os marinheiros chegaram a uma conclusão entre si: “Vinde e lancemos sortes, para saber quem é o responsável por essa desgraça que se abateu sobre nós!” E, de fato, jogaram as sortes, e a sorte caiu sobre Jonas. 8Imediatamente lhe perguntaram: “Declara-nos, pois, neste momento, por culpa de quem nos sobreveio esta tragédia? Quem és tu e qual a tua ocupação? De onde vens e qual a tua terra? A que povo pertences tu? 9E Jonas passou a responder-lhes: “Eu sou hebreu, e temo a YHWH, Adonay, o Elohim dos céus, que fez o mar e a terra!” 10Então aqueles homens ficaram horrorizados e lhe repreenderam: “Que é isso que fizeste?” Porquanto os homens sabiam que ele fugia do SENHOR, pois ele já lhes havia contato tudo. 11Considerando que o mar estava cada vez mais revoltoso, os marinheiros lhe inquiriram: “O que devemos fazer contigo, a fim de acalmar este mar?” 12Diante do que Jonas lhes aconselhou: “Pegai-me e lançai-me ao mar, e ele haverá de se aquietar; pois sei que esta violenta tempestade caiu sobre vós por minha causa!” 13Contudo, os homens ainda se esforçavam ao máximo para remar de volta à terra; todavia sem sucesso, e o mar ficava cada vez mais tempestuoso. 14Por isso suplicaram a YHWH nestes termos: “Ó SENHOR! Eis que nós te rogamos, ó YHWH! Não nos deixe morrer por conta da vida deste homem, e que não nos culpes pelo sangue inocente; porque tu, ó YHWH, fizeste como te aprouve fazer!” 15Então agarraram Jonas e o lançaram ao mar enfurecido; e logo este se acalmou. 16Assim que notaram que o mar se aquietara, todos os homens adoraram e louvaram a YHWH com grande temor, oferecendo-lhe sacrifícios e fazendo-lhe votos. 17Entrementes, YHWH, o SENHOR, fez com que um grande peixe engolisse Jonas, e ele ficou dentro desse peixe durante três dias e três noites.

Yonah/Jonas 3
1Então a Palavra de YHWH, o SENHOR, veio a Jonas pela segunda vez com esta orientação: 2“Levanta-te e vai agora mesmo à grande cidade de Nínive. E assim que lá chegar prega contra ela a mensagem que Eu mesmo haverei de te entregar!” 3Jonas, sem demora, obedeceu à Palavra do SENHOR e partiu para Nínive. E Elohim tinha um propósito para aquela grande cidade, cuja extensão levava-se três dias para percorrer. 4Jonas entrou na cidade e caminhou por ela por um dia inteiro proclamando: “Eis que daqui a quarenta dias Nínive será destruída!” 5Então os ninivitas creram em Elohim. Combinaram um jejum geral, e todo o povo, dos mais importantes e ricos aos mais simples e pobres, se vestiram com uma roupa feita de pano grosseiro a fim de demonstrar publicamente que reconheciam seus pecados e estavam arrependidos. 6Quando o rei de Nínive tomou conhecimento da pregação e de tudo que ocorria na cidade, ele se levantou do trono, tirou o manto real, vestiu-se também de pano de saco e sentou-se sobre cinzas. 7E então proclamou em Nínive: “Eis que por decreto do rei e de seus nobres; fica proibido a todo homem ou animal, bois ou ovelhas, provar de qualquer alimento! Portanto, não havereis de comer nem beber nada! 8Cobri-vos de vestes de arrependimento e lamento, tanto as pessoas como os animais. E todos os cidadãos orem a Elohim com todas as suas forças. Cada pessoa abandone seu mau caminho e toda atitude violenta. 9Talvez Elohim volte sua face para nós, se arrependa, e acalme o furor da sua ira, de modo que não sejamos destruídos!” 10Elohim observou tudo quanto fizeram: como se converteram do seu mau caminho e abandonaram a violência. E atendeu as orações do povo, voltou atrás e não destruiu a cidade como havia ameaçado.

HAFTARAH (complemento)
Ester/Ester 10:
1Passados esses acontecimentos, o rei Assuero, Xerxes, impôs tributos a todo o império, até sobre as distantes regiões costeiras. 2Todos os seus atos de majestade, força e poder, bem como o relato completo da grandeza com que honrou e exaltou Mardoqueu, estão registrados no Livro de Crônicas dos reis da Média e da Pérsia. 3O judeu Mardoqueu foi o segundo na hierarquia do império, logo depois do rei Assuero, Xerxes. Era um homem notável, ilustre e de grande influência entre todos os judeus e amado pela multidão de seus irmãos, porquanto trabalhava sempre para o bem de seu povo, promovendo a justiça e o bem-estar entre todos de seu tempo.

SHIR MIZMOR
Tehilim/Salmos 148:
Louvado seja o Eterno! Louvai-O nas alturas dos céus, os anjos e todas as legiões que Ele criou. Que O louvem o sol, a lua e todas as estrelas resplandecentes. Que O Louvem os mais elevados céus e as águas que estão ainda acima deles, porque por Sua palavra foram criados. Determinou-lhes seu lugar no universo e decretou-lhes leis que cumprirão eternamente. Louvai o Eterno, ó monstros marinhos e habitantes dos abismos, fogo e granizo, neve, vapores e ventos tempestuosos, todos obedientes à Sua lei; montanhas e outeiros, frutos das árvores e todos os troncos, animais selvagens e todo o gado, répteis e seres emplumados; reis e todos os governantes, príncipes e todos os juízes. Moços e moças, anciãos e crianças, louvem todos o Nome do Eterno, cuja glória é exaltada acima das maiores alturas. Sua glória se estende além dos céus e da terra. Ele elevará a glória de Seu povo e o louvor de Seus devotados servidores, os filhos de Yisra'El, O exaltarão, dizendo: Louvado seja o Eterno! Haleluiyah!
por Ya'el bat Yossef

http://www.youtube.com/watch?v=zsC25Bc3gYw