sexta-feira, 29 de novembro de 2013

CICLO TRIENAL - SEDRAH 138 (Semana de 24 a 30 de novembro/2013)

(Shabat Shalom)
Torah: Devarim/Deuteronômio 20:10-21:9
Tema: Instruções para a tomada de uma cidade; Sobre o sangue inocente
Haftarah: Shoftim/Juízes 8, 9, 15 e 20
Tema(s): A morte de Guidon/Gideão; Av'Melech/Abimeleque é feito rei; A vingança de Shimshon/Sansão contra dos filishtim/filisteus; Os Israelitas lutam contra os Benjamitas
Shirim U’Chochmah: Shir HaShirim/Cântico dos Cânticos 7:1-9
Tema: Exaltação à beleza da amada
Shir Mizmor: Tehilim/Salmos 138
Tema: A misericórdia do Eterno diante das tribulações.


TORAH
Devarim/Deuteronômio 20:
10 Quando te aproximares duma cidade para combatê-la, apregoar-lhe-ás paz.    11 Se ela te responder em paz, e te abrir as portas, todo o povo que se achar nela será sujeito a trabalhos forçados e te servirá.    12 Se ela, pelo contrário, não fizer paz contigo, mas guerra, então a sitiarás,    13 e logo que O Eterno teu Elohim a entregar nas tuas mãos, passarás ao fio da espada todos os homens que nela houver;    14 porém as mulheres, os pequeninos, os animais e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás por presa; e comerás o despojo dos teus inimigos, que O Eterno teu Elohim te deu.    15 Assim farás a todas as cidades que estiverem mais longe de ti, que não são das cidades destas nações.    16 Mas, das cidades destes povos, que O Senhor teu Elohim te dá em herança, nada que tem fôlego deixarás com vida;    17 antes destruí-los-ás totalmente: aos heteus, aos amorreus, aos cananeus, aos perizeus, aos heveus, e aos jebuseus; como Senhor teu Deus te ordenou;    18 para que não vos ensinem a fazer conforme todas as abominações que eles fazem a seus deuses, e assim pequeis contra O Senhor vosso Elohim.   19 Quando sitiares uma cidade por muitos dias, pelejando contra ela para a tomar, não destruirás o seu arvoredo, metendo nele o machado, porque dele poderás comer; pelo que não o cortarás; porventura a árvore do campo é homem, para que seja sitiada por ti?    20 Somente as árvores que souberes não serem árvores cujo fruto se pode comer, é que destruirás e cortarás, e contra a cidade que guerrear contra ti edificarás baluartes, até que seja vencida.   

Devarim/Deuteronômio 21:
1 Se na terra que O Eterno teu Elohim te dá para a possuíres, for encontrado algum morto caído no campo, sem que se saiba quem o matou,    2 sairão os teus anciãos e os teus juízes, e medirão as distâncias dali até as cidades que estiverem em redor do morto;    3 e será que, na cidade mais próxima do morto, os anciãos da mesma tomarão uma novilha da manada, que ainda não tenha trabalhado nem tenha puxado na canga,    4 trarão a novilha a um vale de águas correntes, que nunca tenha sido lavrado nem semeado, e ali, naquele vale, quebrarão o pescoço à novilha.    5 Então se achegarão os kohanim/sacerdotes, ben Lev/filhos de Levi; pois O Eterno teu Elohim os escolheu para O servirem, e para abençoarem em nome do Senhor; e segundo a sua sentença se determinará toda demanda e todo ferimento;    6 e todos os anciãos da mesma cidade, a mais próxima do morto, lavarão as mãos sobre a novilha cujo pescoço foi quebrado no vale,    7 e, protestando, dirão: As nossas mãos não derramaram este sangue, nem os nossos olhos o viram.    8 Perdoa, oh Eterno, a Am'Yisra'El/Teu povo Israel, que tu resgataste, e não ponhas o sangue inocente no meio de Am'Yisra'El. E aquele sangue lhe será perdoado.    9 Assim tirarás do meio de ti o sangue inocente, quando fizeres o que é reto aos olhos do Senhor. 

HAFTARAH
Shoftim/Juízes 8:
1E sucedeu que os homens da tribo de Efrayim foram reclamar a Gideão: “Que maneira é essa de agir para conosco: tu não nos chamaste quando saíste a combater Midiã?” E o admoestaram severamente. 2Então ele lhes ponderou: “Que mais fiz eu em comparação com o que fizeste vós? O restolho das uvas de Efrayim não é melhor do que toda a colheita de Abiezer? 3Foi em vossas mãos que O Eterno entregou os líderes midianitas, Orebe e Zeebe. O que pude fazer eu, não se compara com o que fizestes vós!” Diante deste esclarecimento, acalmou-se a indignação deles contra Gideão.
4Gideão chegou ao Yarden/Jordão e o atravessou, mas tanto ele como os trezentos guerreiros que o acompanhavam, estavam exaustos por causa da perseguição. 5Ordenou, pois, Gideão ao povo de Sucote: “Dai, rogo-vos, pedaços de pão aos homens que me seguem, porquanto estão muito cansados, e eu ainda estou perseguindo os reis de Midiã, Zeba e Zalmuna!” 6Ao que os príncipes de Sucote contestaram: “Já estão em tuas mãos Zeba e Zalmuna? Por que deveríamos alimentar tuas tropas?” 7“Ah, é assim que ages?” replicou Gideão. “Assim que o SENHOR tiver entregado nas minhas mãos Zeba e Zalmuna, rasgarei a vossa carne com os espinhos do deserto e com os abrolhos!” 8Dali, subiu a Peniel; contudo, eles também responderam como o povo de Sucote. 9Declarou Gideão ao povo de Peniel: “Eis que quando eu retornar vitorioso, destruirei esta vossa fortaleza!”
10Estavam, portanto, Zeba e Zalmuna em Carcor com seu exército, cerca de quinze mil homens apenas, todos os que haviam restado de todo o exército dos povos do deserto, os filhos do oriente. Os mortos dentre os que levavam a mão à espada somavam cento e vinte mil guerreiros. 11Gideão subiu pelo caminho dos nômades, os que habitam em tendas, a leste de Noba e Jogbeá, e atacou o exército inimigo exatamente no momento em que este se julgava oculto e em segurança. 12Zeba e Zalmuna, os dois grandes chefes midianitas, fugiram. Mas ele os perseguiu e os prendeu. E o exército inteiro foi derrotado.
13Gideão, filho de Joás, retornou da batalha pela encosta de Heres. 14Ele capturou um jovem de Sucote e o interrogou, e o jovem depôs por escrito o nome dos setenta e sete príncipes e anciãos responsáveis pelo governo da cidade. 15Em seguida Gideão rumou para Sucote e anunciou aos líderes e ao povo de lá: “Aqui estão Zeba e Zalmuna, a propósito dos quais zombastes de mim dizendo: ‘Já estão em tuas mãos Zeba e Zalmuna? Por que deveríamos alimentar tuas tropas?’ 16Tomou imediatamente todas as autoridades da cidade e, apanhando espinhos do deserto, abrolhos e sarças, rasgou-lhes os corpos, castigando-os severamente. 17Depois dirigiu-se a Peniel e derrubou sua torre e fortaleza, e matou todos os homens daquela cidade.
18Então interrogou a Zeba e Zalmuna: “Como eram mesmo os homens que matastes em Tabor?” E eles prontamente responderam: “Pareciam contigo. Todos eles tinham o aspecto de filhos de rei!” 19E Gideão acrescentou: “Sim, eram meus irmãos, filhos de minha mãe!” E concluiu: “Juro pelo Nome do SENHOR que, se os tivésseis permitido viver, eu não vos mataria!” 20Então deu ordem expressa a seu filho primogênito, Jéter, dizendo: “Levanta-te! Mata-os agora!” Contudo, o moço, apavorado, não conseguia desembainhar a espada, porquanto ainda era muito jovem. 21Mas Zeba e Zalmuna provocaram exclamando: “Levanta-te e mata-nos tu mesmo. Ora, é preciso ter coragem de um verdadeiro homem para isto!” Então Gideão avançou e os matou rapidamente, depois arrancou os enfeites reais do pescoço dos camelos deles.
22Então, os israelitas rogaram a Gideão: “Reina sobre nós, tu, o teu filho e o teu neto, porque nos tiraste das mãos de Midiã!” 23Gideão, contudo, lhes esclareceu: “Não serei eu quem governará sobre vós, tampouco meu filho, porque é O Eterno quem reinará sobre as vossas vidas!” 24Disse mais Gideão: “Permite, entretanto, que vos faça um pedido: que cada um de vós me dê um dos brincos que cada um de vós tiraste dos vencidos. Os ismaelitas, parentes dos midianitas, costumavam usar argolas de ouro nas orelhas ou nariz porquanto eram nômades do deserto. 25Replicaram eles: de bom grado os daremos. E estenderam uma capa, e cada um deles depositou ali um brinco do total do seu despojo pessoal de guerra. 26E o peso dos brincos de ouro que ele recebera chegou a vinte quilos e meio, sem contar os enfeites, os anéis, pendentes e as roupas de púrpura que os reis de Midiã usavam e os colares e enfeites reais que adornavam seus camelos. 27Gideão usou o ouro para confeccionar um efod, manto sacerdotal, que colocou em sua cidade, Ofra. Entretanto, todo o povo de Israel passou a idolatrar este objeto, vindo a se prostituir em relação a Elohim; o que se transformou numa armadilha para Gideão e toda a sua família.
28Assim foi Midiã abatido diante dos filhos de Israel, e nunca mais levantou a cabeça, e a terra experimentou paz e descanso por quarenta anos, todo o tempo que viveu Gideão.
29Então, Yierubáal ben Yioash, Jerubaal filho de Joás, partiu em direção a sua casa e lá permaneceu. 30Gideão teve setenta filhos, todos gerados por ele, fruto de seus ossos e sua carne, porquanto tinha muitas mulheres. 31A sua concubina, que morava em Shehém, Siquém, também lhe deu um filho, a quem ele deu o nome de Avimélech, Abimeleque, que significa “Meu Pai é Rei”. 32Gideão, filho de Joás, morreu pleno de dias, em idade avançada, e foi sepultado no túmulo de seu pai, Joás, em Ofra dos abiezritas.
33Logo depois da morte de Gideão, os filhos de Israel voltaram a se prostituir, oferecendo seu louvor e adoração aos baalins. E aclamaram Baal-Berite como seu deus, 34e não mais se lembraram do Eterno, o SENHOR, o seu Elohim, que os havia salvado das mãos dos seus inimigos em redor. 35Também não demonstraram qualquer gratidão para com Jerubaal-Gideão e sua família, pois se esqueceram de todo o bem que ele tinha realizado em favor de Israel.

Shoftim/Juízes 9:
1E aconteceu que Avimélech ben Yierubáal/Abimeleque filho de Jerubaal, foi ao encontro dos irmãos de sua mãe em Shehem/Siquém, e questionou-lhes e a todo o clã da casa paterna de sua mãe: 2“Indagai, peço-vos, aos nobres homens de Siquém quanto ao que é melhor, ter todos os setenta filhos de Jerubaal governando sobre eles, ou somente um homem que os dirija? Recordai-vos de que eu sou osso vosso e carne vossa, sangue do vosso sangue!” 3Então os irmãos de sua mãe transmitiram a mensagem de Abimeleque aos notáveis de Siquém, e o coração deles se inclinou a seguir as orientações de Abimeleque, porquanto ponderaram: “Ele, de fato, é nosso irmão!” 4E lhe deram setenta siclos, peças de prata, retiradas do templo de Baal-Berite, as quais Abimeleque usou para contratar alguns desocupados e mercenários, que se tornaram seus seguidores. 5Em seguida Abimeleque rumou para a casa de seu pai em Ofra e matou seus setenta irmãos, filhos de Jerubaal, todos sobre uma rocha. Contudo, Jotão, o filho caçula de Jerubaal, escondeu-se e conseguiu escapar. 6Então, todos os cidadãos de Siquém e de Bete-Milo reuniram-se ao lado do Carvalho sagrado, próximo à estela de Siquém, e proclamaram rei a Abimeleque.
7Levaram esta notícia a Jotão, então ele subiu ao cume do monte Gerizim e exclamou ao povo com grande voz: “Ouvi-me atentos, ó ilustres cidadãos de Siquém, a fim de que O Eterno igualmente os ouça! 8Certa vez, as árvores se puseram a caminho para ungir um rei sobre elas. Disseram à oliveira: ‘Reina, pois, sobre nós!’ 9Entretanto, a oliveira declinou alegando: ‘Renunciaria eu ao meu azeite, com o qual se presta honra aos deuses e aos homens, a fim de me colocar por sobre as demais árvores para dominá-las?’ 10Então, as árvores dirigiram-se à figueira: ‘Vem tu, e reina sobre nós!’ 11Mas a figueira lhes ponderou: ‘Poderia eu abandonar minha doçura e a boa produção do meu fruto no tempo certo? 12E as árvores partiram em busca da videira e a convidaram: ‘Vem tu, e reina sobre nós!’ 13Contudo, também a videira lhes afirmou: ‘Iria eu deixar de gerar meu vinho novo, que tanto alegra os deuses e os homens, a fim de erguer-me por sobre as demais árvores para governá-las?’ 14Sendo assim, todas as árvores rogaram ao espinheiro: ‘Vem tu, e reina sobre nós!’ 15Então, o espinheiro aquiesceu, mas advertiu as árvores: ‘Se de fato desejais ungir-me rei sobre vós, vinde e abrigai-vos sob a minha sombra. Caso contrário, sairá fogo dos meus espinheiros e devorará até os cedros do Líbano!’
16Sendo assim, prosseguiu Jotão, se foi com sinceridade que agistes quando fizestes rei a Abimeleque, se procedestes bem com Jerubaal e sua família, se o tratastes de acordo com o merecimento dos seus atos, 17visto que meu pai batalhou por vós e por vós arriscou a vida, e vos livrou das mãos de Midiã, 18no entanto, hoje vos levantastes contra a casa de meu pai, assassinastes os seus filhos, setenta homens, sobre uma mesma pedra, e proclamastes Abimeleque, o filho de sua escrava, rei sobre os notáveis de Siquém pelo fato de ser vosso irmão!19Se, pois, foi de boa fé e com lealdade que agistes hoje para com Jerubaal e sua casa, então alegrai-vos com Abimeleque, e que ele se alegre convosco! 20Contudo, se não for assim, que brote fogo de Abimeleque e consuma todo o povo de Siquém e de Bete-Milo, e que igualmente saia fogo dos cidadãos de Siquém e de Bete-Milo, e devore Abimeleque!” 21Logo em seguida, Jotão fugiu para Beer, onde permaneceu morando, longe de seu irmão Abimeleque.
22Abimeleque governou sobre todo o Israel por um período de três anos. 23Ao final deste tempo, Deus enviou um espírito de discórdia entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém, então os líderes do povo agiram traiçoeiramente contra Abimeleque. 24E isto aconteceu para que o crime cometido contra os setenta filhos de Jerubaal fosse devidamente vingado, e a responsabilidade pelo injusto derramamento do sangue deles caísse sobre Abimeleque, seu irmão que os assassinara, assim como sobre todas as pessoas de Siquém que colaboraram com ele no massacre de seus próprios irmãos. 25Os cidadãos de Siquém armaram, pois, emboscadas contra eles nos altos dos montes, e assaltavam a todos os que passavam por eles no caminho, e fizeram Abimeleque saber disso.
26Nesse meio tempo, Gaal ben Éved, Gaal filho de Ebede, mudou-se com seus parentes para Siquém, cujo povo confiava nele. 27E aconteceu que foram ao campo, colheram uvas, pisaram-nas, e realizaram uma festa no templo do seu deus. Comendo e bebendo, amaldiçoaram Abimeleque. 28Então Gaal, filho de Ebede, questionou: “Quem é Abimeleque para que o sirvamos? E quem é Siquém? Não é ele o filho de Jerubaal, e não é Zebul, seu capitão, que cabe servir ao povo de Hamor, o pai de Siquém? Por qual motivo haveríamos de ser nós a servi-lo? 29Ah! Se eu tivesse a possibilidade de liderar este povo! Expulsaria Abimeleque e bradaria: “Prepara teu exército e vem para a batalha!”
30Assim que Zebul, governador da cidade, foi informado sobre o que Gaal andava dizendo, ficou extremamente irritado. 31Secretamente mandou mensageiros a Abimeleque com a seguinte notícia: “Gaal, filho de Ebede, e seus parentes chegaram a Siquém e estão mobilizando toda a cidade contra ti! 32Levanta-te, pois, durante a noite, tu e as pessoas que estão contigo, e arma emboscadas no campo; 33de manhã, ao raiar do sol, aparece de surpresa e investe contra a cidade. Quando Gaal e os que estão com ele saírem ao teu encontro, fazei com eles o que desejares!”
34Então Abimeleque e todas as suas tropas partiram no meio da noite e prepararam emboscadas nas proximidades de Siquém, divididos em quatro grupos militares. 35Ora, Gaal, filho de Ebede, havia se retirado e parou à entrada da porta da cidade, quando Abimeleque e seus comandados surgiram das suas emboscadas.36Observando aquela gente, Gaal comentou com Zebul: “Eis que desce gente do cume dos montes!” Todavia, Zebul ponderou: “O que vês é apenas a sombra dos montes e a estás confundindo com uma multidão em movimento”. 37Contudo, Gaal afirmou novamente: “Vê melhor! Eis que descem homens da parte central da colina, do Umbigo da Terra, e uma companhia militar que vem se aproximando pelo caminho do Carvalho de Meonenim, Adivinhadores!” 38Então Zebul indagou: “Que fizeste da tua língua, com a qual bradavas: ‘Quem é Abimeleque para que o sirvamos?’ Não são estes os homens que tu ridicularizaste? Ora, pois, agora sai e luta contra eles!”39Então Gaal saiu à frente dos cidadãos de Siquém e pelejou contra Abimeleque, 40Mas Abimeleque o perseguiu, pois acabara fugindo do campo de batalha, e muitos tombaram mortos antes que alcançassem a porta da cidade.41Abimeleque retornou para Arumá, e Zebul, perseguindo a Gaal e seus parentes, impediu-lhes que habitassem em Siquém.
42No dia seguinte, o povo de Siquém saiu pelo portão da cidade e se dirigiu aos campos, e Abimeleque ficou sabendo disso. 43Então tomou sua gente, dividiu-a em três companhias militares e se pôs em emboscadas pelos campos. Assim que avistou o povo deixando a cidade, levantou-se contra eles e os exterminou. 44Enquanto Abimeleque e o grupo que estava com ele avançaram e dominaram o portão da cidade, os outros dois grupos fizeram o mesmo contra os que estavam no campo, e os massacraram. 45Abimeleque desferiu violento ataque contra toda a cidade durante o dia inteiro. Depois de possuí-la, dizimou impiedosamente seus habitantes, destruiu toda a cidade e espalhou sal sobre ela.
46Assim que souberam destas notícias, todos os líderes e cidadãos que estavam na torre de Siquém refugiaram-se na fortaleza do templo de Bet-El-Berit, Baal-Berite. 47Logo que Abimeleque foi informado que o povo se havia reunido lá, 48ele e todos os seus homens subiram ao monte Zalmom. Ele apanhou um machado, cortou um galho de árvore e o colocou sobre os ombros. Em seguida ordenou aos seus comandados: “Depressa! Como me vistes fazer, fazei-o agora mesmo vós também!” 49Todos os seus homens cortaram cada qual o seu galho, e seguiram a Abimeleque. Amontoaram os galhos sobre a cripta e os queimaram sobre os que ali se haviam escondido. E assim pereceu todo o povo que havia se refugiado na torre de Siquém, cerca de mil homens e mulheres.
50Depois Abimeleque avançou sobre a cidade de Tebes, cercou-a e tomou-a. 51Havia no centro da cidade, uma torre fortificada, onde se refugiaram todos os homens e mulheres e todos os líderes da cidade. Tendo fechado a porta atrás de si, subiram ao terraço da torre. 52Abimeleque aproximou-se da torre e a atacou. Ao chegar próximo da porta da torre para lhe atear fogo, 53uma mulher jogou sobre ele uma pedra de moinho que o atingiu na cabeça, rachando-lhe o crânio. 54No mesmo momento ele chamou seu escudeiro e lhe ordenou: “Toma a tua espada e mata-me, para que não se divulgue que uma mulher conseguiu me abater!” Então o jovem que transportava suas armas o atravessou com sua espada, e ele morreu. 55Quando os israelitas observaram que Abimeleque estava morto, retornaram cada um para sua habitação. 56E assim o Eterno fez recair sobre Abimeleque o devido castigo por todo o mal que ele havia praticado a seu pai, assassinando os seus setenta irmãos. 57O Eterno fez igualmente que todos os cidadãos de Siquém pagassem por toda a maldade deles. Desse modo, cumpriu-se sobre eles a maldição de Jotão, filho de Jerubaal.

Shoftim/Juízes 15: 
1Passado algum tempo depois, durante a época de colheita do trigo, Shimshon/Sansão foi visitar a sua mulher e levou para ela um cabrito. E comentou com o pai dela: “Vou até os aposentos da minha esposa.” Entretanto, seu sogro não quis deixá-lo entrar e explicou-lhe: 2“Eu entendi que tu não a amavas e não a querias mais, e por isso a entreguei a um dos teus amigos. Mas, repare, a sua irmã mais nova não é ainda mais bonita? Pois então fique com ela em lugar da irmã!” 3Ao que Sansão lhe respondeu: “Desta vez ninguém poderá me acusar quando eu acertar as contas com os filisteus!” 4Em seguida, partiu e capturou trezentas raposas e as amarrou aos pares pelas caudas e prendeu em cada par de rabos uma tocha, 5acendeu as tochas e soltou as raposas no meio das plantações dos filisteus, e assim queimou não somente os feixes de trigo como tudo o que estava plantado, e até as vinhas e oliveiras. 6Os filisteus indagaram: “Quem fez isso?” E lhes contaram: “Sansão foi o responsável, o genro do timnita, porque a sua mulher foi dada ao seu amigo!” Então os filisteus foram e queimaram a mulher e seu pai.7Então Sansão lhes prometeu: “Já que agistes deste modo, não descansarei enquanto não me tiver vingado de vós!” 8E os atacou com toda a violência, sem qualquer piedade, e realizou terrível matança. Logo depois, desceu à gruta do rochedo de Etã e ali se recolheu.
9Os filisteus subiram, foram acampar em Yehudah/Judá e atacaram a cidade de Lehi, Lei. 10Os cidadãos de Judá indagaram aos filisteus: “Por que nos atacastes?” Ao que eles replicaram: “Viemos prender Sansão e levá-lo amarrado, a fim de tratá-lo como ele nos tratou!” 11Então três mil homens de Judá desceram à caverna da rocha de Etã e foram falar com Sansão argumentando: “Não sabes que os filisteus dominam sobre nós? Não compreendes o que nos fizeste?” Ao que ele lhes justificou: “Assim como me fizeram, eu lhes fiz igualmente!”12Então eles lhe disseram: “Descemos para te prender e te entregar nas mãos dos filisteus.” Mas Sansão lhes pediu: “Jurai-me, pois, que vós mesmos não me matareis.” 13Diante do que eles anuíram: “Juramos! Desejamos apenas te prender e te entregar a eles, mas de maneira nenhuma te feriremos!” Então o puderam amarrar com duas cordas novas e o conduziram para fora do rochedo. 14Quando os homens trazendo Sansão se aproximava da cidade de Lei, os filisteus partiram ao encontro do grupo aos gritos de vitória. Mas a Ruach HaElohim/Espírito do Eterno, veio sobre Sansão: as cordas que amarravam seus braços se tornaram como fios de linho queimados ao fogo, e os laços que o prendiam se soltaram das suas mãos. 15Ao ver a carcaça de um jumento, imediatamente pegou a queixada do animal e com ela matou mil homens. 16Então bradou: 17Quando parou te bradar, jogou fora a queixada; e aquele local passou a ser conhecido como Ramat Lehi, Colina da Queixada. 18Sentindo grande sede, Sansão clamou ao Eterno dizendo: “Foste tu, ó SENHOR, que alcançaste esta maravilhosa vitória pela mão do teu servo, mas será que agora terei de morrer de sede e cair nas mãos dos incircuncisos?” 19Então Elohim fez abrir a rocha que há na cidade de Lei, e dela brotou água. Sansão bebeu, suas forças foram revigoradas, e ele recobrou o ânimo. Foi por isso que se deu a essa fonte o nome de En-Hacoré, Fonte do que Clama, que permanece fluindo até nossos dias em Lei. 20Então Sansão julgou e liderou os filhos de Israel por vinte anos, durante a época do domínio dos filisteus. 

Shoftim/Juízes 20: 
1Então todo o povo de Israel, de Dan/Dã a Berseba, e de Gileade, saíram como uma só pessoa e se reuniram em assembleia perante O Eterno, em Mishpah/Mispá. 2Os líderes de todo o povo e de todas as tribos israelitas se apresentaram na congregação do povo de Elohim; eram quatrocentos mil homens de infantaria armados de espada.3E o povo de Benjamim foi informado que todos os outros israelitas haviam subido até Mispá e que eles queriam explicações sobre como aquele crime hediondo havia sido cometido. 4Então o levita, marido da mulher assassinada, tomou a palavra e relatou: “Eu chegara com minha concubina a Gibeá, no território da tribo de Benjamim, para passar a noite. 5Os homens de Gibeá se amotinaram contra mim e, durante a noite, cercaram a casa onde eu estava hospedado. Eles queriam tirar-me a vida, mas em vez disso agrediram e estupraram minha mulher, e ela morreu. 6Então tomei o corpo da minha concubina, cortei-o em pedaços e mandei uma parte para cada uma das doze tribos de Israel, porquanto aqueles indivíduos cometeram tal ato ignominioso e infame no meio do povo de Israel. 7Todos vós estais aqui, filhos de Israel! Consultai-vos uns aos outros e aqui mesmo tomai uma decisão sobre o que devemos fazer agora!”
8Todo o povo se levantou como se fosse um só homem, e declarou: “Nenhum de nós retornará à sua tenda, nenhum de nós voltará à sua habitação! 9Isto, pois, é o que faremos agora contra Gibeá. Separaremos por sorteio, de todas as tribos de Israel, 10de cada cem homens dez, de cada mil homens cem, de cada dez mil homens mil, com a missão de arrecadarem provisões para o exército poder chegar a Gibeá de Benjamim e retribuir àquela gente o que merecem por terem praticado esse crime horrível em Israel. 11Assim se reuniram contra aquela cidade todos os homens de Israel, unidos como um só homem. 12As tribos israelitas mandaram que mensageiros fossem por toda a tribo de Benjamim e comunicassem: “Que crime terrível é esse que se cometeu entre vós?” 13Agora, pois, entregai-nos os responsáveis, esses indivíduos imorais e criminosos para que nós os executemos e extirpemos este mal do meio de Israel!” Contudo, os benjamitas não quiseram dar ouvidos aos seus irmãos israelitas. 14Os benjamitas, deixando as suas cidades, se concentraram em Gibeá e prepararam-se para combater contra os demais filhos de Israel. 15Contaram-se naquele dia os benjamitas vindos das diversas cidades: eram vinte e seis mil homens hábeis no manejo da espada, sem contar os próprios habitantes de Gibeá. 16Em todo esse exército havia setecentos homens de escol, canhotos. Todos eram muito hábeis e qualquer um desses soldados era capaz de atirar com a funda uma pedra pesada e acertar um fio de cabelo sem pecar, isto é, sem errar. 17Os demais israelitas que uniram-se para combater a tribo de Benjamim somavam quatrocentos mil soldados experientes no brandir a espada, todos homens de guerra. 18Então os israelitas subiram a Bet-El/Betel, à Casa do SENHOR, e consultaram ao Eterno: “Quem de nós deverá subir primeiro para o combate contra os benjamitas?”, perguntaram os demais filhos de Israel. E O Eterno respondeu: “A tribo de Judá subirá em primeiro!” 19Ao raiar do dia, os filhos de Israel saíram e acamparam defronte de Gibeá. 20Os soldados de Israel saíram para lutar contra seus irmãos benjamitas e tomaram posição de combate contra eles em Gibeá. 21Os benjamitas saíram de Gibeá e naquele dia mataram vinte e dois mil irmãos israelitas no campo de batalha. 22Mas os homens de Israel procuraram encorajar uns aos outros, e uma vez mais tomaram as mesmas posições de ataque do primeiro dia. 23Os israelitas, menos a tribo de Benjamim, subiram, choraram e lamentaram diante da presença do Eterno, indagando: “Devemos ainda voltar a atacar os nossos irmãos benjamitas?” E o SENHOR respondeu: “Sim, deveis outra vez marchar contra eles!” 24Diante desta orientação os israelitas avançaram contra os benjamitas também no segundo dia. 25Desta vez, quando os benjamitas saíram de Gibeá para enfrentá-los, mataram mais dezoito mil israelitas, todos eles armados de espada. 26Então todos os israelitas, menos a tribo de Benjamim, subiram a Betel, e ali prostraram-se e lamentaram-se perante o SENHOR. Naquele dia jejuaram até a tarde e ofereceram holocaustos e sacrifícios de paz e comunhão ao Eterno. 27Então ergueram uma consulta ao Eterno (naqueles dias, a Arca da Aliança de Elohim estava entre eles em Betel. 28E Fineias, filho de Eleazar e neto de Aharon/Arão, era o responsável por ministrar ao povo e cuidar da Arca). E a pergunta que eles alçaram ao SENHOR foi esta: “Sairemos novamente a guerrear contra nossos irmãos benjamitas ou é melhor que desistamos? Contudo o SENHOR lhes ordenou: “Atacai, porque amanhã Eu os entregarei nas vossas mãos!”
29Então os israelitas reorganizaram as tropas e armaram uma emboscada ao redor de Gibeá. 30No terceiro dia, os filhos de Israel marcharam contra seus irmãos benjamitas e, como das outras vezes, posicionaram-se em ordem de batalha defronte de Gibeá. 31Os benjamitas saíram confiantes para enfrentá-los, mas foram atraídos para longe da cidade. Começaram, como nas outras batalhas, a ferir alguns da coalizão israelita, e cerca de trinta homens foram mortos em campo aberto e nas estradas: uma que leva à Betel e outra que vai para Gibeá.32Enquanto os benjamitas exclamavam: “Eis que os vencemos como antes!”, os demais israelitas combinavam: “Vamos fugir para atraí-los para longe da cidade, para as estradas!” 33Então todos os homens de Israel abandonaram as suas posições e se organizaram em Baal-Tamar, e a emboscada da coalizão israelita atacou de sua posição a oeste de Gibeá. 34Dez mil homens de elite, escolhidos de toda a coalizão de Israel, vieram violentamente contra Gibeá; recrudesceu o combate, mas os outros não sabiam a desgraça que os aguardava.35O Eterno derrotou Benjamim na presença de todo Israel, e naquele dia a coalizão israelita matou vinte e cinco mil e cem benjamitas, todos hábeis soldados armados de espada. 36Então os benjamitas concluíram que estavam mesmo derrotados. Os israelitas bateram em retirada diante de Benjamim, porquanto tinham plena confiança na emboscada que haviam preparado perto de Gibeá. 37Os homens destacados para a emboscada avançaram depressa na direção de Gibeá, espalharam-se e mataram todas as pessoas da cidade. 38O exército israelita e os homens que estavam escondidos tinham combinado um sinal: quando avistassem uma grande nuvem de fumaça subindo da cidade, 39os israelitas que estavam fora, no campo de batalha, deviam dar meia-volta e atacar. Até aquele momento os benjamitas já haviam matado cerca de trinta homens da coalizão israelita e começavam a comemorar: “Certamente nós os venceremos!” Imaginaram eles, “exatamente como nas batalhas anteriores!” 40Mas o sinal, a coluna de fumaça, começou a elevar-se da cidade, e Benjamim, ao voltar-se, julgou que a cidade inteira estava se esvaindo em chamas para o céu. 41A coalizão israelita, então, deu meia-volta e os benjamitas se assombraram, ao compreender que a hora da sua desgraça havia chegado. 42Então, partiram em fuga desesperada da presença dos demais filhos de Israel na direção do deserto, mas os perseguidores os alcançaram, e os que vinham da cidade os massacraram a todos, atacando-os pela retaguarda. 43Eles cercaram os soldados de Benjamim, perseguiram-nos sem tréguas e os aniquilaram até perto de Gibeá, no lado leste, do nascente do sol. 44Dezoito mil dos melhores soldados benjamitas tombaram mortos. 45Os sobreviventes, viram-lhes as costas e fugiram rumo ao deserto, para o Rochedo de Rimom. Cinco mil homens foram mortos nas estradas. A coalizão israelita perseguiu o restante do exército benjamita e assim matou mais dois mil soldados. 46Ao todo vinte e cinco mil benjamitas foram mortos naquele dia, todos eles soldados hábeis e valentes. 47Entretanto, seiscentos homens retrocederam e fugiram para o deserto na direção do Rochedo de Rimom. Ali permaneceram escondidos por quatro meses. 48A coalizão israelita voltou aos benjamitas e passou ao fio da espada toda a população masculina da cidade, e até mesmo o gado e tudo o que ali se achava. E também atearam fogo em todas as demais cidades benjamitas da região.  


SHIRIM U'CHOCHMAH
Shir HaShirim/Cântico dos Cânticos 7:
1 Quão formosos são os teus pés nas sandálias, ó filha de príncipe! Os contornos das tuas coxas são como jóias, obra das mãos de artista.   2 O teu umbigo como uma taça redonda, a que não falta bebida; o teu ventre como montão de trigo, cercado de lírios.   3 Os teus seios são como dois filhos gêmeos da gazela.   4 O teu pescoço como a torre de marfim; os teus olhos como as piscinas de Hesbom, junto à porta de Bate-Rabim; o teu nariz é como torre do Líbano, que olha para Damasco.   5 A tua cabeça sobre ti é como o monte Carmelo, e os cabelos da tua cabeça como a púrpura; o rei está preso pelas tuas tranças.   6 Quão formosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias!   7 Essa tua estatura é semelhante à palmeira, e os teus seios aos cachos de uvas.   8 Disse eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; então sejam os teus seios como os cachos da vide, e o cheiro do teu fôlego como o das maçãs,   
9 e os teus beijos como o bom vinho para o meu amado, que se bebe suavemente, e se escoa pelos lábios e dentes.10 Eu sou do meu amado, e o seu amor é por mim.   11 Vem, ó amado meu, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias.  

SHIR MIZMOR
Tehilim/Salmos 138:
Mizmor leDavid/De David. De todo meu coração hei de agradecer-Te e, na presença dos poderosos, canções de louvor entoarei para Ti.  Ante Teu sagrado santuário hei de prostrar-me e render graças a Teu Nome por Tua bondade e Tua fidelidade, pois alargaste Tua promessa acima de todo o limite.  Quando a Ti clamei, me atendeste e revigoraste minha alma.  Ao ouvir Tuas palavras, agradecer-Te-ão e louvarão todos os reis da terra.  E cantarão nos caminhos do Eterno exaltando a imensidão de Sua glória.  Mesmo das alturas, o Eterno se apercebe dos humildes e adverte os arrogantes. Mesmo que eu atravesse atribulações, serei por Ti reanimado; contra a cólera de meus inimigos estenderás Tua Destra e ela me salvará. Possa o Eterno me favorecer.  Óh Eterno, perpétua é Tua misericórdia; não abandones, pois, a obra de Tuas mãos!
por Ya'el bat Yossef


2 comentários:

  1. O texto da Haftarah está como: Haftarah: Shoftim/Juízes 8, 9, 15 e 20, porém o texto que foi enviado é de Yehoshua. Qual é o correto? Creio que seja o texto de Shofetim/Juízes, que fala da batalha de Gideão contra os midianitas e de Abimeleque, filho de Gideão que matou seus setenta irmãos.

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    1. Shalom, chaver!
      Por um lapso, na hora da transcrição colamos os textos de Yehoshua ... Já efetuamos a correção.
      Todá rabá pelo alerta e Shabat Shalom lekulam!

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