quarta-feira, 30 de outubro de 2013

CICLO TRIENAL (e vídeo) - SEDRAH 134 (Semana de 27 de outubro a 02 de novembro/2013)

(Shabat Shalom)
Torah: Devarim/Deuteronômio 15:7-16:17
Tema: Auxílio ao necessitado ; Os Primogênitos; Chag HaMatzot
Haftarah:  Iyov/Jo 42; Yirmiyahu/Jeremias 29, 30
Tema(s): O Eterno restaura a sorte de Iyov; Carta aos Exilados; A restauração prometida a Yisra'El
Shirim U’Chochmah: Shir HaShirim/Cântico dos Cânticos 4:16 - 5:1
Tema: O Amado e a Amada
Shir Mizmor: Tehilim/Salmos 134
Tema: Um Cântico de Ascenção


TORAH
Devarim/Deuteronômio 15:
7Quando houver um pobre em teu meio, que seja um só dos teus irmãos numa só das tuas cidades, na terra que O Eterno teu Elohim te dará, não endurecerás teu coração, nem fecharás a mão para com este teu irmão pobre; 8pelo contrário: abre-lhe a mão, emprestando o que lhe falta, na medida da sua necessidade. 9Fica atento a ti mesmo, para que não surja em teu coração um pensamento vil, como o dizer: "Eis que se aproxima o sétimo ano, o ano da remissão", e o teu olho se torne mau para com o teu irmão pobre, nada lhe dando; ele clamaria ao Eterno contra ti, e em ti haveria um pecado. 10Quando lhe deres algo, não dês com má vontade, pois, em resposta a este gesto, O Eterno teu Elohim te abençoará em todo teu trabalho, em todo empreendimento da tua mão. 11Nunca deixará de haver pobres na terra; é por isso que eu te ordeno: abre a mão em favor do teu irmão, do teu humilde e do teu pobre em tua terra. O escravo 12Quando um dos teus irmãos, hebreu ou hebréia, for vendido a ti, ele te servirá por seis anos. No sétimo ano tu o deixarás ir em liberdade. 13Mas, quando o deixares ir em liberdade, não o despeças de mãos vazias: 14carrega-lhe o ombro com presentes do produto do teu rebanho, da tua eira e do teu lagar. Dar-lhe-ás conforme a bênção que O Eterno teu Elohim te houver concedido. 15Recorda que foste escravo na terra do Egito, e que O Eterno teu Elohim te resgatou. É por isso que eu te dou hoje esta ordem. 16Mas se ele te diz: "Não quero deixar-te", se ele te ama, a ti e à tua casa, e está bem contigo, 17tomarás então uma sovela e lhe furarás a orelha contra a porta, e ele ficará sendo teu servo para sempre. O mesmo farás com a tua serva. 18Que não te pareça difícil deixá-lo ir em liberdade: ele te serviu durante seis anos pela metade do salário de um diarista. E O Eterno teu Elohim te abençoará em tudo o que fizeres. Os primogênitos 19Todo primogênito macho que nascer das tuas vacas ou ovelhas, tu o consagrarás ao Eterno teu Elohim. Não trabalharás com o primogênito das tuas vacas, nem tosquiarás o primogênito das tuas ovelhas. 20Tu o comerás em cada ano diante dO Eterno teu Elohim, tu e a tua casa, no lugar que O Eterno houver escolhido. 21Se ele tiver algum defeito — se for manco ou cego, ou tiver algum outro defeito grave — não o sacrificarás aO Eterno teu Elohim  22poderás comê-lo em tua cidade, o puro junto com o impuro, como a gazela ou o cervo. 23Não comerás, porém, o seu sangue: derrama-o por terra como água.

Devarim/Deuteronômio 16:
1Observa o mês de abib, celebrando Pessach/Páscoa para O Eterno teu Elohim  porque foi numa noite do mês de abib que O Eterno teu Elohim te fez sair do Egito. 2Sacrificarás para O Eterno teu Elohim o Pessach, ovelhas e bois, no lugar que O Eterno teu Elohim houver escolhido para aí fazer habitar o seu nome. 3Não comerás pão fermentado com ela. Durante sete dias comerás com ela Ázimos — um pão de miséria — pois saíste da terra de Mitzrayim/Egito às pressas, para que te lembres do dia em que saíste da terra do Egito, todos os dias da tua vida. 4Durante sete dias não se encontrará fermento em todo o teu território, e da carne que tiveres sacrificado na tarde do primeiro dia nada deverá restar para a manhã seguinte. 5Não poderás sacrificar Pessach numa das cidades que O Eterno teu Elohim te dará, 6mas tão-somente no lugar que O Eterno teu Elohim houver escolhido para aí fazer habitar o seu nome. Sacrificarás Pessach à tarde, ao pôr-do- sol, hora em que saíste do Egito. 7Tu a cozerás e comerás no lugar que O Eterno teu Elohim houver escolhido. Pela manhã voltarás e irás para as tuas tendas. 8Durante seis dias comerás ázimos e no sétimo dia haverá uma solene reunião em honra de O Eterno teu Elohim. Nenhum trabalho realizarás. Outras festas 9Contarás sete semanas. A partir do momento em que lançares a foice nas espigas, começarás a contar sete semanas. 10Celebrarás então Chag Shavuot/festa das Semanas em honra dO Eterno teu Elohim  A oferta espontânea que a tua mão fizer deverá ser proporcional ao modo como O Eterno teu Elohim te houver abençoado. 11E te alegrarás diante dO Eterno teu Elohim, — tu, teu filho e tua filha, teu servo e tua serva, o levita que vive em tua cidade, e o estrangeiro, o órfão e a viúva que vivem no meio de ti, — no lugar que O Eterno teu Elohim houver escolhido para aí fazer habitar o seu nome. 12Recorda que foste escravo no Egito e cuida de pôr esses estatutos em prática. 13Celebrarás Chag Sukot/festa das Tendas durante sete dias, após ter recolhido o produto da tua eira e do teu lagar. 14E ficarás alegre com a tua festa, tu, teu filho e tua filha, teu servo e tua serva, o levita e o estrangeiro, o órfão e a viúva que vivem nas tuas cidades. 15Durante sete dias festejarás em honra dO Eterno teu Elohim, no lugar que O Eterno houver escolhido; pois O Eterno teu Elohim vai te abençoar em todas as tuas colheitas e em todo trabalho da tua mão, para que fiques cheio de alegria. 16Três vezes por ano todo varão deverá comparecer diante de O Eterno teu Elohim  no lugar que ele houver escolhido: em Chag HaMatzot/festa dos Ázimos, Chag Shavuot/festa das Semanas e em hag Sukot/festa das Tendas. E ninguém se apresente de mãos vazias diante do Eterno; 17cada um traga seu dom conforme a bênção que O Eterno teu Elohim te houver proporcionado. 


 HAFTARAH
 Iyov/Jó 42:
1Jó respondeu ao Eterno: 2Reconheço que tudo podes e que nenhum dos teus desígnios fica frustrado. 3Sou aquele que denegriu teus desígnios, com palavras sem sentido. Falei de coisas que não entendia, de maravilhas que me ultrapassam. 4(Escuta-me, que vou falar; interrogar-te-ei e tu me responderás.) 5Conhecia-te só de ouvido, mas agora viram-te meus olhos:6por isso, retrato-me e faço penitência no pó e na cinza. O Eterno repreende os três amigos de Yiov 7Quando O Eterno acabou de dirigir a Iyov essas palavras, disse a Elifaz de Teman: "Estou indignado contra ti e teus dois companheiros, porque não falastes corretamente de mim, como o fez meu servo Iyov. 8Tomai, pois, sete novilhos e sete carneiros e dirigi-vos ao meu servo Iyov. Oferecei-os em holocausto, e ele intercederá por vós. Em atenção a ele, e não vos tratarei como merece vossa temeridade, por não terdes falado corretamente de mim, como o fez meu servo Iyov." 9Elifaz de Teman, Baldad de Suás e Sofar de Naamat fizeram como O Eterno lhes ordenara, e ele atendeu às orações de Iyov. O Eterno restaura a felicidade de Iyov 10Então O Eterno mudou a sorte de Iyov, quando intercedeu por seus companheiros, e duplicou todas as suas posses. 11Vieram visitá-lo seus irmãos e irmãs e os antigos conhecidos; almoçaram em sua casa, consolaram-no e confortaram-no pela desgraça que O Eterno lhe tinha enviado; cada um ofereceu-lhe uma soma de dinheiro e um anel de ouro. 12O Eterno abençoou a Iyov pelo fim de sua vida mais do que no princípio; possuía agora catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. 13Teve sete filhos e três filhas: 14a primeira chamava-se "Rola", a segunda "Cássia", e a terceira "Azeviche". 15Não havia em toda a terra mulheres mais belas que as filhas de Iyov. Seu pai lhes repartiu heranças como a seus irmãos. 16Depois desses acontecimentos, Iyov viveu cento e quarenta anos, e viu seus filhos e os filhos de seus filhos até à quarta geração. 17E Iyov morreu velho e cheio de dias. 

Yirmiyahu/Jeremias 29:
Carta aos exilados 1Eis os termos da carta que o profeta Jeremias enviou, de Jerusalém, ao resto dos anciãos no exílio, aos sacerdotes, aos profetas e a todo povo que Nabucodonosor deportara de Jerusalém para a Babilônia, 2Foi depois que o rei Jeconias saiu de Yerushalayim com a rainha-mãe, os eunucos, os príncipes de Yehudah e de Yerushalayim, os ferreiros e os serralheiros. 3Ela foi levada por intermédio de Elasa, filho de Safan, e de Gamarias, filho de Helcias, que Sedecias, rei de Yehudah, enviara à Babilônia junto a Nabucodonosor, rei da Babilônia: 4"Assim disse O Eterno dos Exércitos, Elohim de Yisra'El, a todos os exilados que eu deportei de Yerushalayim para a Babilônia: 5Construí casas e instalai-vos; plantai pomares e comei os seus frutos. 6Casai-vos e gerai filhos e filhas, tomai esposas para os vossos filhos e dai as vossas filhas em casamento, que eles gerem filhos e filhas; multiplicai-vos aí e não diminuais! 7Procurai a paz da cidade, para onde eu vos deportei; rogai por ela O Eterno, porque a sua paz será a vossa paz. 8Porque assim disse O Eterno dos Exércitos, Elohim de Yisra'El: Não vos deixeis enganar por vossos profetas que estão no meio de vós, nem por vossos adivinhos, e não escuteis os sonhos que vós sonhais. 9Pois eles vos profetizam mentiras em Meu Nome. Eu não os enviei, oráculo dO Eterno. 10Porque assim disse O Eterno  Quando se completarem, para a Babilônia, setenta anos eu vos visitarei e realizarei a minha promessa de vos fazer retornar a este lugar. 11Sim, eu conheço os desígnios que formei a vosso respeito — oráculo dO Eterno —, desígnios de paz e não de desgraça, para vos dar um futuro e uma esperança. 12Vós me invocareis, vireis e rezareis a mim, e eu vos escutarei. 13Vós me procurareis e me encontrareis, porque me procurareis de todo coração; 14eu me deixarei encontrar por vós (— oráculo dO Eterno. Eu mudarei o vosso destino, reunir-vos-ei de todas as nações e de todos os lugares para onde vos dispersei, oráculo dO Eterno. Eu vos farei retornar ao lugar donde eu vos deportei). 15Porque dissestes: 'O Eterno suscitou para nós profetas na Babilônia — 16Assim disse O Eterno a respeito do rei que está sentado sobre o trono de David e a respeito de todo povo que habita nesta cidade, vossos irmãos que não foram deportados convosco. 17Assim disse O Eterno dos Exércitos: Eis que lhes vou enviar a espada, a fome e a peste; e os farei semelhantes a figos podres que não podem ser comidos, de tão ruins que são. 18Eu os perseguirei pela espada, pela fome e pela peste. Farei deles um objeto de horror para todos os reinos da terra, uma maldição, um objeto de espanto, de escárnio e de vergonha, em todas as nações, onde eu os dispersei. 19Porque não escutaram as minhas palavras — oráculo dO Eterno —, embora lhes tenha enviado sem cessar meus servos, os profetas, mas eles não os escutaram,m oráculo dO Eterno. 20Mas vós, escutai a palavra dO Eterno, todos os deportados que enviei de Yerushalayim para a Babilônia! 21Assim disse O Eterno dos Exércitos, Elohim de Yisra'El, acerca de Acab, filho de Colias, e de Sedecias, filho de Maasias, que vos anunciam mentiras em meu nome: Eis que vou entregá-los nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, que os matará diante dos vossos olhos. 22E será tirada deles a maldição que estava sobre todos os deportados de Yehudah que estão em Babilônia: 'Que O Eterno te trate como a Sedecias e a Acab, que o rei da Babilônia queimou pelo fogo! 23Porque eles tinham cometido uma infâmia em Yisra'El, adulteraram com as mulheres de seus próximos e falaram mentiras em meu nome sem que eu tivesse dado ordem. Mas eu sei e sou testemunha, oráculo dO Eterno'. Profecia contra Semeias 24E a Semeias de Naalam dirás assim: 25Assim disse O Eterno dos Exércitos, Elohim de Yisra'El: Já que enviaste, em teu nome, uma carta a todo o povo que está em Yerushalayim e ao sacerdote Sofonias, filho de Maasias (e a todos os sacerdotes) dizendo: 26"O Eterno te constituiu sacerdote em lugar do sacerdote Joiada, para exercer vigilância no templo dO Eterno sobre todo homem exaltado e que profetiza . Deves colocá-lo no cepo e na corrente. 27Por que, pois, não repreendeste Yermiyahu/Jeremias, de Anatot, que profetiza entre vós? 28Ele até nos enviou a Babilônia a seguinte mensagem: 'Será longo! Construí casas e instalai-vos; plantai pomares e comei os seus frutos'."... 29(Mas o sacerdote Sofonias lera esta carta ao profeta Jeremias.) 30A palavra dO Eterno foi, então, dirigida a Jeremias: 31Envia esta mensagem a todos os deportados: "Assim disse O Eterno acerca de Semeias de Naalam. Porque Semeias vos profetizou sem que eu o tivesse enviado e vos fez confiar em mentiras, 32por isso assim disse O Eterno  Eis que vou castigar a Semeias de Naalam e à sua descendência. Nenhum deles habitará no meio deste povo e não verá o bem que eu farei ao meu povo (— oráculo dO Eterno porque ele pregou a revolta contra O Eterno."

Yirmiyahu/Jeremias 30:
A restauração prometida a Yisra'El 1Palavra que foi dirigida a Yirmiyahu da parte dO Eterno nestes termos: 2Assim disse O Eterno  o Elohim deYisra'El: Escreve para ti num livro todas as palavras que eu te dirigi. 3Porque eis que virão dias — oráculo dO Eterno — em que trarei de volta os cativos de meu povo Yisra'El (e Yehudah), disse O Eterno  e os farei regressar à terra que eu dei a seus pais, e eles tomarão posse dela. 4Estas são as palavras que O Eterno disse a Yisra'El (e a Yehudah): 5Assim disse O Eterno  Ouvimos um grito de pavor, há o terror e não a paz! 6Interrogai e averiguai. Pode um homem dar à luz? Por que vejo a todos os homens com as mãos nos quadris, como a mulher em trabalhos de parto? Por que todos os rostos se tornaram lívidos? 7Ai! Porque este é o grande dia! Não há outro semelhante a ele! É um tempo de angústia para Yia'acov/Jacó, mas ele será salvo! 8(Neste dia — oráculo dO Eterno dos Exércitos — eu quebrarei a canga que pesa sobre o teu pescoço e romperei as tuas cadeias. Então os estrangeiros não mais te dominarão, 9mas Yisra'El e Yehudah servirão O Eterno  seu Elohim, e a David, o rei que suscitarei para eles.)? 10E tu, Yia'acov, meu servo, não temas —oráculo dO Eterno — não te apavores, Yisra'El. Porque eis que vou te salvar de terras distantes, e teus descendentes da terra de seu cativeiro. Yia'acov/Jacó voltará e terá paz, estará sereno, sem que ninguém o inquiete. 11Porque eu estou contigo para te salvar —oráculo dO Eterno — vou destruir todas as nações em que os dispersei; a ti, entretanto, não quero destruir, mas castigar-te conforme o direito, não te deixando impune. 12Sim, assim disse O Eterno. Incurável é a tua ferida, e a tua chaga não tem remédio. 13Não há ninguém para defender a tua causa; para uma úlcera há remédios, mas para ti não existe cura. 14Todos os teus amantes se esqueceram de ti, não te procuram mais! Porque eu te feri com um golpe de inimigo, com um castigo terrível (por tua falta, que é grande, e por teus pecados, que são numerosos.) 15Por que gritas por causa de tua ferida? Tua chaga é incurável! Porque a tua falta é grande e os teus pecados numerosos é que eu te tratei dessa maneira! 16Mas todos os que te devoravam serão devorados, todos os teus adversários irão para o cativeiro, os que te despojavam serão despojados, e todos os que te saqueavam serão saqueados. 17Porque eu te trarei o remédio, curarei as tuas feridas —oráculo dO Eterno — porque te chamaram "Repudiada", "Tzion/Sião, por quem ninguém pergunta".18Assim disse O Eterno  Eis que mudarei a sorte das tendas de Yia'acov/Jacó, terei compaixão de suas moradas; uma cidade será reconstruída sobre suas ruínas, e um palácio será instalado em seu verdadeiro lugar. 19Deles sairá a ação de graças e gritos de alegria. Eu os multiplicarei: não diminuirão mais. Eu os glorificarei: não mais serão humilhados. 20Seus filhos serão como outrora, mui assembléia será estável diante de mim, castigarei a todos os seus opressores. 21Surgirá dela o seu chefe, seu soberano sairá de seu

meio. Eu o farei aproximar-se e ele se chegará a mim; com efeito, quem teria coragem de aproximar-se de mim? — oráculo dO Eterno. 22Sereis o Meu povo e Eu serei o vosso Elohim. 23Eis a tempestade dO Eterno: o furor que saiu, é um furacão que se agita, que se abate sobre a cabeça dos ímpios. 24A ardente ira dO Eterno não se afastará sem realizar os desígnios de seu coração. No fim dos dias compreendereis estas coisas! 


SHIRIM U'CHOCHMAH
Shir HaShirim/Cântico dos Cânticos 4:
16Desperta, vento norte, aproxima-te, vento sul, soprai no meu jardim para espalhar seus perfumes. Entre o meu amado em seu jardim e coma de seus frutos saborosos! 

Shir HaShirim/Cântico dos Cânticos 5:
1Já vim ao meu jardim, minha irmã, noiva minha, colhi minha mirra e meu bálsamo, comi meu favo de mel, bebi meu vinho e meu leite. Comei e bebei, companheiros; embriagai-vos, meus caros amigos! 


SHIR MIZMOR
Tehilim/Salmos 134:
Cântico de ascensão. Bendizei ao Eterno, todos vós, Seus servos, que permaneceis em Sua Casa pelas noites adentro. Estendei para o Santuário vossas mãos e bendizei ao Eterno. E que de Tziyon vos responda o Eterno, que criou o céu e a terra com Sua bênção.
Bom estudo e Shabat Shalom!

sábado, 26 de outubro de 2013

REFLEXÃO SEDRAH 133 - DEVARIM 14 (O ANIMAL MORTO)

Shalom, chaverim v'chaverot
por Yossef Michael

Hoje, vamos analisar a passagem de Devarim/Deuteronômio 14:21. No hebraico transliterado temos:
“Lo toch’lu col-nevelah lager asher-bish’areicha tit’nenah va’achalah o machor lenach’ri ki am kadosh atah la’YHWH Eloheicha lo tevashel gediy bachalev imo...”
Em português, “Não podereis comer de nenhum animal que tenha morrido por si. Tu o darás ao forasteiro que vive em tua cidade para que ele o coma, ou vende-lo-ás a um estrangeiro. Porque tu és um povo consagrado ao Eterno vosso Elohim. Não cozerás um cabritinho no leite de sua mãe”.
 - Lo = Não
-  Toch’lu = Comerás
-  Col = Todo
-  Nevelah = Enfraquecido/Murcho/Morto de forma natural/Dilacerado (contexto deste estudo)
e, como alternativa, Insano/Louco/Falso (Ver Bereshit/Gênesis 34:7, Devarim/Deuteronômio 22:21, Yeshaiyahu/Isaías 32:6 e Yirmiyahu/Jeremias 29:23).
-  Lager = Estrangeiro
-  Bish’areicha = Tua porta
-  Tit’nenah = Dar/Conceder
-  Va’achalah = Consumirá/Comerá/Fartar-se-á
-  O = Ou
-  Machor = Venderá
-  Lenach’ri = Estrangeiro (dentre várias outras traduções possíveis)
-  Ki = Porque
-  Am = Povo
-  Kadosh = Separado
-  Atah = Tu
-  La’YHWH = ao Eterno
-  Eloheicha = Teu Elohim
-  Lo = Não
-  Tevashel = Cozerás
-  Gediy = Cabrito
-  Bachalev = No leite (Na gordura)
-  Imo = Mãe

Impressionante!!! 

Ao iniciar o estudo desta passagem, imaginava que encontraria alguma má tradução para a condição do animal que teria uma morte natural, ou algo do gênero, o que talvez me permitisse “divagar” bastante sobre o assunto. Mas, na verdade, o que o hebraico nos propicia é a compreensão da lógica escondida por trás das traduções e do quão maravilhoso é o Eterno, Bendito Seja!!!

As traduções trazem "lager" e "lenach’ri" traduzidas indistintamente por estrangeiro, forasteiro, estranho, sem uma maior preocupação, mas, é justamente no hebraico que o conceito se consolida.
Vemos que Am/Povo Yisra’El (invertendo um pouco a ordem da análise) deveria se “apiedar” daquele estrangeiro (lager), que estivesse habitando com ele dentro de suas cidades, daí a referência a portas, ou no hebraico "bish’areicha", afinal Am/Povo Yisra’El era um povo separado/santo ao Criador.

O povo não deveria comer deste animal, pois, não havia esta necessidade. Por ser temente ao Criador, tudo lhe era garantido. Este é o pano de fundo da passagem! 

Vemos que no início do perek/capítulo, o Eterno orienta justamente isto, para que Seu povo abatesse seus gados, rebanhos, enfim, todos os animais que lhes seriam dados em recompensa pela obediência que deveriam prestar ao Eterno, garantindo assim sua existência.

Voltamos a ver, com bastante clareza, o desejo do Criador para que Yisra’El andasse de forma distinta das nações. A questão da Kashrut (alimentação segundo Levítico 11) tem como fundamento estabelecer aquilo que era considerado adequado (puro) para o consumo de nossos pais e aqui nesta passagem de Devarim/Deuteronômio o constante paralelo entre a idolatria e a alimentação fazem-se muito presentes.

Vários dos alertas mais importantes, se é que assim podemos dizer sobre o modo de vida daquele povo, estão contidos nestes passukim/versículos.

Sabemos que aquelas nações, que deveriam ser subjugadas por Yisra’El, tinham em seus rituais idólatras verdadeiras aberrações como, por exemplo, o comer carne com sangue (mesmo com vida, quem sabe...) e como no final de nosso passuk/versículo em questão, cozinhar um cabrito ainda pequeno no leite de sua própria mãe, denotando um ato de despreso, por que não assim dizer.

Diferentemente disto, Yisra’El tinha, graças ao Eterno, a solução para andar de forma totalmente distinta daqueles povos, a Sua Torah!!!

A Torah é instrução, é vida!!! Ao estrangeiro que havia se achegado ao povo e se estabelecido dentro do arraial, mesmo a carne oriunda de uma morte natural poderia ser dada como alimento, pois, vejamos o que nos diz a Concordância Strong #01616 para ger:

1) residente temporário
   1a) um habitante temporário, alguém recém-chegado a quem faltam direitos herdados
   1b) referindo-se a peregrinos em Israel, embora tenham recebido direitos

A Torah nos mostra que, mesmo aqueles que peregrinavam entre nossos pais deveriam ser alimentados e que para isto não haveria uma restrição, mesmo que a origem daquele alimento não fosse a partir de um abate. Ainda, segundo meu humilde entendimento, aquele "ger" que desejasse, efetivamente, se estabelecer como um natural, abraçando a aliança, circuncidando-se e professando a fé no Elohim Echad/Único teria direito, assim, a alimentar-se também de tudo aquilo que era reservado a Yisra’El.

Mas, então por que havia uma diferenciação para outro grupo de pessoas (lenach’ri) que deveriam comprar (machor) esta carne de nossos pais?
05237 נכרי "nokriy" procedente de 5235 (segunda forma); DITAT - 1368c; adjetivo:
1) estrangeiro, alheio
1a) estrangeiro
1b) estrangeiro (substantivo)
1c) mulher estrangeira, meretriz
1d) desconhecido, não familiar (fig.)

Como vemos acima, procede de 05235 que, por sua vez, procede de 05234:
05234 נכר "nakar" uma raiz primitiva; DITAT - 1368; verbo:
1) reconhecer, admitir, conhecer, respeitar, discernir, considerar
  1a) (Nifal) ser reconhecido
  1b) (Piel) considerar
  1c) (Hifil)
      1c1) considerar, observar, prestar atenção a, dar consideração a, notar
      1c2) reconhecer (como anteriormente conhecido), perceber
      1c3) estar disposto a reconhecer ou admitir, reconhecer com honra
      1c4) estar familiarizado com
      1c5) distinguir, compreender
  1d) (Hitpael) tornar-se conhecido
2) agir ou tratar como estrangeiro ou estranho, disfarçar, confundir
  2a) (Nifal) disfarçar-se
  2b) (Piel)
      2b1) tratar como estrangeiro (profano)
      2b2) confundir
      2c) (Hitpael)
      2c1) agir como estrangeiro
      2c2) disfarçar-se

Vemos que duas interpretações são possíveis, distintas, mas até conciliáveis... O que a Torah pode estar nos dizendo é que aqueles que não faziam parte do povo, isto é, não tinham o interesse em permanecer habitando com nossos pais, sob as instruções da Torah, deveriam sim ser diferenciados ou tratados com distinção, como estrangeiros de fato!!!

Assim, além de não terem direito de participar da alimentação comunal do povo, com animais abatidos especialmente para este propósito, ainda teriam de adquirir sua carne, pagando por ela e que esta só poderia ser conseguida a partir da morte natural dos animais.

Mas, por quê tanta preocupação com a distinção da origem dos alimentos e com quem poderia ou não se alimentar deles?

Primeiro, para privilegiar e separar aqueles que desejavam seguir ao Criador, sendo por Ele cuidados e alimentados. Segundo por uma questão física e operacional. Aquilo que era produzido pelo povo (gados e rebanhos) deveria ser para o povo, enquanto animais mortos de forma natural, além de serem em menor quantidade, ainda eram passivos de disputa com predadores naturais, presentes naquele local. Dessa forma, o Eterno praticava justiça para com Seu povo, sem deixar uma “válvula de escape” para aqueles que peregrinassem entre nossos pais, tanto "ger" como "lenach’ri", ainda que os diferenciassem.

Ainda existe um ponto não abordado neste estudo, mas que não deixa de ser relevante... O lado “sanitarista” do Criador... Um animal que morre naturalmente, pode sim ter morrido por conta de algum tipo de doença, o que levaria sua carne a um estado de contaminação ainda maior e, portanto, ainda mais inadequada para o consumo.

Que fique claro que ao falar de carne para alimentação, obviamente, estamos falando dos animais apresentados em Vayikrah/Levítico 11 e aqui em Devarim/Deuteronômio. Animais fora desta condição não estão sequer sendo considerados para efeito de análise, por não serem alimento.

O Eterno é misericordioso, benevolente e tem um amor incomensurável para conosco!!!

Obviamente no campo da especulação, em Devarim/Deuteronômio 12:21-22, “Se o lugar escolhido pelo Eterno teu Elohim para aí colocar o Seu Nome estiver muito longe de ti, poderás então imolar das vacas e ovelhas que O Eterno teu Elohim te houver dado, conforme te ordenei. Poderás comer nas tuas cidades o quanto desejares. Do mesmo modo como se come a gazela e o cervo, assim as comerás: o puro junto com o impuro”, arrisco a dizer que o “jogo de palavras” aqui contido no final do passuk/versículo 22, refere-se justamente a esta condição do povo (puro) com o “ainda” não povo (impuro) e que através da submissão e reconhecimento do Elohim Echad/Único coabitariam tanto naquela época, como nos Tempos Apontados.

Para tristeza das mais diversas religiões existentes, não tem a menor lógica, seja no português mal traduzido ou mesmo no hebraico para alegar-se algum tipo de “liberação” de ingestão de animais impuros!

Que o Eterno, Bendito Seja, nos permita enxergar esta distinção, muitas vezes velada e “escondida” nas profundezas do coração de cada um, entre o "ger" e o "lenach’ri" ...

Chazak, Chazak Venit Chazek!!!
Força, força e que sejamos fortalecidos!!!

OS CZARES RUSSOS E A HISTÓRIA DOS JUDEUS ASHKENAZI

"Estudo sobre Vitebsk" (1915-20), de Marc Chagall
Marek Halter, em seu novo romance, investiga a história de um povo medieval, os "czares" 

Os czares foram um povo medieval que virou lenda. 
Eles viviam no Cáucaso e de repente se viram contra a parede, acossados por cristãos e muçulmanos. 
Então o rei escolheu a terceira via, o judaísmo. Seus súditos o acompanharam e todos os czares se tornaram filhos de Abraão em 740. 
Por sua vez, teriam dado origem, pelo menos em parte, aos judeus askenazi, ou "alemães". 
O grande pensador e poeta judeu-espanhol Iehydá HaLevi, escreveu um livro sobre judaísmo baseado nessa história. 
Em seu livro, dirigido ao suposto rei dos czares, ele explica o judaísmo, convencendo o monarca a adota-lo fervorosamente. 
HaLevi também virou lenda: indo para Jerusalém, onde morreu sob as patas de seu cavalo na entrada da cidade. 
São dele os versos que inspiram uma canção popular israelense de Naomi Shemer: "Jerusalém de ouro e de cobre e de luz / eu sou as cordas de todas as tuas canções."
Agora o escritor Marek Halter, velho batalhador pela paz, pelo entendimento entre árabes e judeus, publica um livro na França chamado "Le Vent des Khazars", um romance escrito a partir de um povo do qual, ele supõe, vieram seus antepassados. 
Foi com a disposição de encontrar uma resposta que, de acordo com Alexandra Lemasson, num artigo para Le Express (dia 6 de junho), o escritor se dirigiu ao Azerbaijão, onde vivem os chamados "judeus da montanha", que seriam os últimos descendentes diretos dos czares. Eles vivem em Quba:- "O escritor evoca sua descoberta de Quba, a cidade judaica, com emoção: "Tudo me recorda os shetsl (aldeia judaica da Europa central) da minha infância, as aldeias centrais da Polônia anterior à guerra. Lá, ele reencontra aqueles que os historiadores julgam ser os últimos descendentes dos czares. 
A epopéia desse povo exerce uma fascinação exacerbada pelo seu mistério. Antes de Marek Halter, que gosta de imaginar uma ascendência czar, ela dominou mais de um escritor." Arthur Koestler foi um deles, isto é contemporâneo. "Por que esse império optou pela conversão, em 740, ao judaísmo, religião já bastante perseguida?" Halter leva o tema para a praia dele, usando para isso um alter ego, o romancista Marc Sofer (escritor em hebraico) que, ao descobrir os czares, também encontra um bom tema para novo livro. 
Em um de seus textos antigos, ele fala sobre a cena anual em que os judeus se dirigiam à sinagogas com seus xales de orações, para a noite do Kol Nidrei, poema que dá início às celebrações do Dia do Perdão, um momento supremo da fé israelita, quando as bombas começaram a cair do céu.
Como Elie Wiesel, ele decidiu dedicar-se a uma campanha infindável pelos direitos fundamentais da pessoa. E pela paz, sem o que, nada disso faz o menor sentido. Nem a campanha, nem as frustrações têm fim. Num de seus livros, ele fala com ironia a respeito da trajetória quixotesca do homem de fé, às voltas com os senhores do poder, os senhores da guerra.
Apesar de todas as desilusões, mantém-se disposto a escrever para "mudar a cara do mundo e sobre tudo levar à paz" - um sonho soterrado pelos séculos, como a história dos czares, um povo nômade proveniente das estepes do oriente" cuja história-lenda Lemasson compara ao esplendor de uma Atlântida judaica.

transcrito por Ya'el bat Yossef

nota: (O texto acima é uma cópia íntegra de reportagem assinada por Moacir Amâncio, publicada no jornal O Estado de São Paulo em 1 de julho de 2001)

fonte: http://www.historianet.com.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cazares