sexta-feira, 9 de agosto de 2013

CICLO TRIENAL - SEDRAH 122 (Semana de 04 a 10 de agosto/2013)

Torah: Bamidbar/Números 35:9-36:13 
Tema(s): As cidades refúgio; Mais sobre a herança de Tselof’chad.
Haftarah: Yehoshua/Josué 20; Sh'muel Alef/1ºSamuel 23; Yeshaiyahu/Isaías 25
Tema(s): As cidades refúgio; David e Sha’ul; A vitória de YHWH.
Shirim U’Chochmah: Kohelet/Eclesiastes 9:11-18  
Tema: A sabedoria.
Shir Mizmor: Tehilim/Salmos 122 
Tema(s): Subir à Casa de YHWH.

TORAH
Bamidbar/Números 35:
9 O Eterno falou a Mosheh, dizendo-lhe para 10 falar aos Yisre’eliym e dizer-lhes: Agora que vocês estão cruzando o Yarden para a terra de Kena'an, 11 vocês devem designar cidades que servirão como cidades-refúgio[1] para as quais um assassino, que matou uma pessoa acidentalmente, pode fugir. 12 Essas cidades servirão como refúgio do vingador, de modo que um assassino não morrerá até que possa ser julgado diante dos tribunais[2]13 As cidades que vocês fornecerão por vocês mesmos serão seis no total. 14 Como cidades refúgio, vocês fornecerão três neste lado do Yarden e três na terra de Kena'an. 15 Essas cidades serão um lugar de refúgio para ambos, prosélitos e residentes[3] entre os Yisre’eliym, de modo que qualquer um que, acidentalmente, matar uma pessoa será capaz de fugir para lá. 16 Naturalmente, se alguém golpeia sua vítima de propósito com instrumento de ferro, matando-a, então ele é um assassino e ele deve morrer pelo assassinato. 17 Igualmente, se ele golpeia com uma pedra agarrada[4], que pode ser uma arma mortal e a vítima morre, ele é um assassino e deve morrer pelo assassinato. 18 Da mesma forma se ele golpeia com instrumento de madeira mortal e a vítima morre, ele é um assassino e deve morrer pelo assassinato. 19 Em tais casos, depois do julgamento[5], o vingador de sangue matará o assassino e ele pode matá-lo onde quer que o encontre. 20 A mesma lei se aplica se o assassino empurra sua vítima ou lança-lhe algo com ódio, causando a morte da vítima. 21 Isso também é verdade se ele a golpeia maliciosamente com a sua mão, causando a morte da vítima. A pessoa que feriu é um assassino e deve morrer. Uma vez que ele tenha sido julgado, o vingador de sangue o matará onde quer que o encontre. 22 Por outro lado, se o assassino empurra sua vítima acidentalmente e sem malícia ou lança-lhe algum objeto sem planejar matá-la, 23 mesmo se é uma pedra que pode matar, se ele não viu a vítima e a pedra a mata ao cair sobre ela, ele não é um assassino, uma vez que ele não era um inimigo e não possuía nenhuma malícia contra sua vítima. 24 Em tais casos, o tribunal[6] seguirá essas leis e julgará entre o assassino e o vingador de sangue. 25 O tribunal protegerá o assassino acidental do vingador de sangue e o retornará à cidade-refúgio para qual ele fugiu. O assassino deve viver lá até a morte do Kohen Gadol ungido com óleo sagrado[7]26 Se o assassino sai dos limites da cidade-refúgio para a qual ele fugiu 27 e o vingador de sangue o encontra fora dos limites de sua cidade-refúgio, então se o vingador de sangue mata o assassino, isto não é um assassinato[8]. 28 O assassino é assim obrigado a viver na cidade-refúgio até a morte do Kohen Gadol. Após a morte do Kohen Gadol, o assassino pode retornar à sua terra hereditária. 29 Estas são as regras da lei para vocês por todas as gerações, não importa onde vocês vivam. 30 Se alguém mata um ser humano, o assassino será morto com base no testemunho ocular. No entanto, uma simples testemunha não pode testemunhar contra uma pessoa quando a pena de morte estiver envolvida. 31 Não aceitem resgate pela vida de um assassino que está sob pena de morte, uma vez que ele deve ser morto. 32 Similarmente, se alguém fugiu para sua cidade-refúgio, não aceitem resgate para permitir-lhe retornar e viver na terra antes da morte do Kohen Gadol.  33 Não tornem poluída a terra em que vocês estão; ele é sangue que polui a terra. Quando o sangue é derramado na terra, Ele  não pode ser expiado a não ser através do sangue da pessoa que o derramou. 34 Vocês não devem aviltar a terra sobre a qual vocês vivem e na qual Eu moro, uma vez que Eu, o Eterno, moro entre os Yisre’eliym.   
     
Bamidbar/Números 36:
1 Os líderes paternos da família de Gilad[9] ben Machir ben Menasheh, que era uma das famílias dos b’nei Yossef, vieram e falaram diante de Mosheh e os líderes que eram os chefes paternos dos Yisre’eliym. 2 Eles disseram: ‘O Eterno te ordenou dar a terra aos Yisre’eliym como propriedade hereditária através de um sistema de sorteio Tu foste também ordenado pelo Eterno a dar propriedade hereditária de Tselof’chad, nosso irmão, para suas filhas. 3 Mas, se elas casarem com um membro de outra tribo Yisre’eliy, então a propriedade hereditária que veio para nós de nossos pais será diminuída, uma vez que ela será acrescentada à tribo na qual elas casarão. Nossa propriedade hereditária do sistema de sorteio será assim diminuída. 4 Mesmo se os Yisre’eliym tiverem o Yovel, a propriedade hereditária delas será acrescentada à propriedade da tribo na qual elas  casarem e será subtraída da propriedade da tribo de nosso pai’. 5 Mosheh deu instruções aos Yisre’eliym conforme o Eterno ordenou, dizendo: ‘A tribo dos descendentes de Yossef tem uma justa reclamação[10]’. 6 Esta é a Palavra[11] que o Eterno ordenou com respeito às filhas de Tselof’chad: “Vocês podem casar com quem desejarem, desde que o casamento seja dentro da tribo do pai de vocês.  7 A propriedade hereditária dos Yisre’eliym não será assim transferida de uma tribo para outra e cada pessoa dentre os Yisre’eliym permanecerá ligada à propriedade hereditária da tribo de seu pai. 8 Assim, cada filha que herdar propriedade entre as tribos Yisre’eliym casará com um membro da tribo de seu pai. Cada Yisre’eliy então herdará a propriedade hereditária de seu pai 9 e a propriedade hereditária não será transferida de uma tribo para outra. Cada uma das tribos Yisre’eliym permanecerá então ligada à sua propriedade hereditária”. 10 As filhas de Tselafchad fizeram exatamente como o Eterno ordenou a Mosheh. 11 Machlah, Tirtsah, Chaglah, Milkah e No'a[12], as filhas de Tselof’chad, casaram com seus primos. 12 Assim elas casaram na família de Menasheh ben Yossef e a propriedade hereditária delas permaneceu com a família de seu pai. 13 Estes são os mandamentos e leis[13] com que o Eterno instruiu os Yisre’eliym através de Mosheh nas Planícies Ocidentais de Moav, no Yarden, frente a Yericho.

 HAFTARAH
Yehoshua/Josué 20:
1 E o Eterno falou a Yehoshua, dizendo: 2 “Fala aos b’nei Yisra’El, dizendo: Designai as cidades de refúgio, que Eu vos falei por intermédio de Mosheh, 3 para que fuja para lá o homicida que matar uma pessoa por acaso, sem intenção e sirvam para vós por refúgio do vingador do sangue. 4 E refugiando-se numa dessas cidades, apresentar-se-á à porta da cidade e falará as suas palavras aos ouvidos dos anciãos da cidade, que o admitirão à cidade e lhe darão um lugar, para que more com eles. 5 E se o vingador de sangue o seguir, não entregarão o homicida nas suas mãos, porquanto feriu seu próximo sem intenção e não era seu inimigo antes. 6 E morará naquela cidade até que chegue perante a congregação para ser julgado e até a morte do Kohen Gadol que houver naqueles dias. Só então o homicida voltará e irá à sua cidade e à sua casa – à cidade de onde fugiu”. 7 E designaram Kedesh, em Galil, na montanha de Naftali e Shechem, na região montanhosa de Efraiym e Kiryat Arba[14] – que é Chevron – na montanha de Yehudah. 8 E além do Yarden, ao leste de Yericho, designaram Betser[15], no deserto, na planície d tribo de Reu’ven e Ramot, em Gilad, da tribo de Gad e Golan, em Bashan, da tribo de Menasheh. 9 Estas foram as cidades designadas para todos os b’nei Yisra’El e para o peregrino que mora entre eles, para lá fugir todo aquele que matar uma pessoa por acaso, para que não morra pelas mãos do vingador do sangue, antes de se apresentar diante de uma congregação.  

Yeshaiyahu/Isaías 25:
1 Ó Eterno, és meu Elohim e eu Te exaltarei e bendirei Teu Nome, pois realizaste maravilhas; Teus conselhos desde sempre, são fiéis e verdadeiros. 2 A cidade destruíste; transformaste em ruínas sua fortificação e seu castelo, arrasado, não mais será edificado. 3 Por isto, o povo que é forte Te glorificará e as cidades das terríveis nações Te temerão. 4 Tens sido uma fortificação para os desvalidos, um suporte para os necessitados em seu desprezo, um refúgio ante a tempestade, uma sombra a proteger do calor; porque o impacto dos tiranos se abateu como uma tormenta sobre os muros. 5 Como o calor que assola que assola um lugar seco, abafaste a algazarra de estranhos. Como o calor ante a sombra de uma nuvem, foi abafado o cantar dos tiranos. 6 E nesta montanha fará YHWH Tseva’ot uma celebração para todos os povos, com manjares suculentos e vinho dos mais finos; sim, com alimentos repletos de tutano, com vinhos sumamente filtrados. 7 E nesta montanha retirará a coberta que foi jogada sobre todos os povos e o véu estendido sobre todas as nações. 8 Afastará a morte para sempre e enxugará as lágrimas de todas as faces; de toda a face da terra será apagado o opróbrio de Seu povo, pois assim determinou o Eterno. 9 E neste dia será anunciado: ‘Este é nosso Elohim, por quem esperávamos para nos salvar; este é o Eterno que aguardávamos e nos alegraremos e rejubilaremos por Sua salvação’. 10 Pois nesta montanha repousará a mão do Eterno e aqui será esmagado Moav como a palha é pisoteada pelo varredor. 11 E quando estender suas mãos como o nadador que as estende para dar braçadas, seu orgulho será humilhado junto com os ardis de suas mãos. 12 E os altos muros de sua fortaleza serão abatidos pelo Eterno, que os jogará em terra, transformando-os em pó.

Sh'muel Alef/1ºSamuel 23:
1 E avisaram a David dizendo: ‘Eis que os filishtim estão lutando contra Keilah[16] e estão saqueando as eiras’. 2 E David consultou o Eterno, dizendo: ‘Devo ir e ferir os filishtim’? E o Eterno disse a David: “Vai e fere os filishtim e livra Keilah”! 3 E os homens de David lhe disseram: ‘Eis que tememos aqui em Yehudah, quanto mais indo a Keilah, contra as tropas dos filishtim’! 4 E David tornou a consultar o Eterno e o Eterno lhe respondeu e disse: “Levanta-te, desce a Keilah, porque darei os filishtim na tua mão”! 5 E David foi a Keilah com seus homens e lutou contra os filishtim e levou seu gado e lhes infligiu uma grande derrota e David livrou os habitantes de Keilah. 6 E quando Eviatar ben Achiymelech fugiu para David a Keilah, ele desceu com o efod nas mãos. 7 E Sha’ul foi avisado de que David chegara a Keilah e Sha’ul disse: ‘Elohim o entregou na minha mão, porque ficará preso numa cidade que tem portas e ferrolhos’. 8 E Sha’ul mobilizou todo o povo para a guerra, para descer a Keilah e sitiar David e seus homens. 9 E David soube que Sha’ul tramava este mal contra ele e disse ao Kohen Eviatar: ‘Traze aqui o efod’. 10 E David disse: ‘Ó Eterno, Elohim de Yisra’El! Teu servo ouviu que Sha’ul procura vir a Keilah, para destruir a cidade por minha causa. 11 Será que os homens de Keilah me entregarão na sua mão? Descerá Sha’ul, como Teu servo ouviu? Ó Eterno, Elohim de Yisra’El! Dize-o, rogo-Te, ao Teu servo’! E o Eterno disse: “Ele descerá”. 12 E David disse: ‘Os homens de Keilah entregarão a mim e aos meus homens na mão de Sha’ul’? E o Eterno disse: “Entregarão”. 13 E levantou-se David com uns seiscentos homens seus e saíram de Keilah e foram para onde puderam ir. E a Sha’ul foi avisado que David escapou de Keilah e cessou de sair. 14 E David ficou no deserto, nas fortalezas e ficou na região montanhosa do deserto de Ziyf[17]. E Sha’ul o procurou todos os dias, porém, o Eterno não o entregou na sua mão. 15 E David viu que Sha’ul saíra para tomar-lhe a vida e David ficou no deserto de Ziyf, num bosque. 16 E Yonatan ben Sha’ul se levantou e foi ter com David no bosque e fortaleceu a sua mão em Elohim. 17 E lhe disse: ‘Não temas, porque não te encontrará a mão de Sha’ul, meu pai e tu reinarás sobre Yisra’El e eu serei para ti o segundo; e  Sha’ul, meu pai, também o sabe’. 18 E os dois fizeram uma aliança perante o Eterno E David ficou no bosque e Yonatan voltou à sua casa. 19 E os Zifiy[18] subiram a Sha’ul, em Givah, dizendo: ‘Ora, David está escondido entre nós, nas fortalezas do bosque, na colina de Chakiylah[19], que está à direita de Yeshimon. 20 E agora, ó rei, desce conforme todo o desejo da tua alma e nós devemos entrega-lo na mão do rei’. 21 E Sha’ul disse: ‘Benditos do Eterno sejais, porque vos compadecestes de mim! 22 Ide, rogo-vos, empenhai-vos mais e sabei e notai o lugar que frequenta, quem lá o viu, porque me foi dito que ele é muito astuto. 23 E vede e verificai todos os esconderijos onde ele se esconde e voltai para mim com toda a certeza e irei convosco. E se ele estiver na terra, eu o procurarei entre todos os milhares de Yehudah’. 24 E eles se levantaram e foram a Ziyf, diante de Sha’ul. E David e seus homens estavam no deserto de Maon[20], na Aravah, à direita de Yeshimon. 25 E Sha’ul e seus homens foram em busca dele. E contaram a David e ele desceu do penhasco e ficou no deserto de Maon. E Sha’ul ouviu e seguiu David para o deserto de Maon. 26 E Sha’ul foi para um lado do monte e David e seus homens para o outro lado do monte. E David se apressou para escapar de Sha’ul e Sha’ul e seus homens tentavam cercar David e seus homens, para prendê-los. 27 E um mensageiro veio a Sha’ul, dizendo: ‘Apressa-te e vem, porque os filishtim invadiram a terra’! 28 E Sha’ul voltou de perseguir David e foi ao encontro dos filishtim e por isso chamaram aquele lugar de Sela  ham-machlekot[21]29 Então David subiu lá e ficou nas fortalezas de Em Gedi.

SHIRIM U'CHOCHMAH
Kohelet/Eclesiastes 9:
11 Mais uma vez percebi que a corrida não é, necessariamente, vencida pelo mais veloz, nem a batalha pelo mais forte; tampouco está assegurado o pão ao sábio, a riqueza ao inteligente, nem o favor ao instruído; mas a passagem do tempo e a morte, a todos alcançam. 12 Pois ninguém sabe sequer a extensão de suas vidas; como peixes que são capturados por uma rede malévola ou pássaros presos num laço, assim também os filhos dos homens, num fatídico momento, são presos numa armadilha que sobre eles desaba. 13 Esta percepção que alcancei sob o sol transmitiu-me uma grande sabedoria. 14 Existiu uma pequena cidade com poucos habitantes e um rei poderoso a cercou e ergueu altas torres para acossá-la. 15 Entretanto, um homem pobre, porém sábio, por meio de seu conhecimento, conseguiu livrá-la, mas ninguém preservou sua lembrança. 16 Observei, então: Sabedoria é melhor que força, mas ela é desprezada se vem de um pobre e suas palavras nem mesmo são escutadas. 17 As palavras dos sábios, mesmo ditas suavemente, são mais audíveis que os gritos do rei sobre os tolos. 18 Sabedoria tem mais valor que armamento e mesmo um só transgressor pode acarretar muito mal.

SHIR MIZMOR 
Tehilim/Salmos 122:
1 Um cântico de ascensão de David. Regozijei-me quando me disseram: ‘Vamos à Casa do Eterno’.
2 Chegaram nossos pés às tuas portas, ó Yerushalaiym .
3 És uma cidade edificada e coesa para unir
4 todas as tribos do Eterno que a ti se dirigiam como um testemunho de todo Yisra’El, para erguer graças aos Nome do Eterno.
5 Ali foi estabelecido o tribunal de justiça, o trono da Casa de David.
6 Rogai ao Eterno pela paz de Yerushalaiym! Prosperem os que te ama, ó Yerushalaiym!
7 Haja paz em teus baluartes e segurança em teus palácios.
8 Por amor a meus irmãos e companheiros, rogamos por tua paz.
9 Por amor à Casa do Eterno, nosso Elohim, buscarei sempre teu bem’.

[1] Bamidbar/Números 35:11 – Cidades-refúgio. Conforme Shemot/Êxodo 21:“12. Aquele que ferir mortalmente um homem, será morto. 13. Porém, se nada premeditou e Elohim o fez cair em suas mãos, eu lhe fixarei um lugar onde possa refugiar-se.”. 
[2] Bamidbar/Números 35:12 – Até que possa ser julgado. Assim, todos os assassinos serão levados para as cidades refúgio antes do julgamento.
[3] Bamidbar/Números 35:15 – Residentes. Residentes estrangeiros, isto é, um residente estrangeiro gentio, que mata outro gentio. Diz Vaiykra/Levítico 25:“6. O que cresce enquanto a terra está descansando pode ser comido por vocês, por seus escravos e escravas e seus empregados e mão-de-obra residente que vivem com vocês. 35. Quando teu irmão empobrecer e perder a capacidade de se sustentar na comunidade, tu deves vir em sua ajuda. Ajuda-o a sobreviver, seja ele um prosélito ou um Yisre’eliy nativo. 47. Esta é a lei se um estrangeiro ou forasteiro residente é bem sucedido, enquanto teu irmão perde seus meios de sustentação e é vendido ao estrangeiro, um forasteiro residente ou a um culto idólatra, o qual deve ser desarraigado de uma família de estrangeiros.” e Bereshit/Gênesis 23:“4. “Sou no meio de vós um simples hóspede e estrangeiro; concedei-me, não obstante, a propriedade de uma sepultura na vossa terra, para que eu possa sepultar minha morta  mulher”.
[4] Bamidbar/Números 35:17 – Pedra agarrada. Ou 'uma pedra que se ajusta na mão' ou 'uma pedra empunhada'.
[5] Bamidbar/Números 35:19 – Depois do julgamento. Considerar o perek/capítulo 35, passuk/versículo 12.
[6] Bamidbar/Números 35:24 – Tribunal. Em hebraico é עדה edah, procedente de [עד edn, forma contraída de (עוד ud, uma raiz que pode significar: ‘Voltar, repetir, ir de uma parte para outra, fazer novamente, circundar, ir ao redor, restaurar, libertar, ser restaurado, testemunhar, testemunhar, dizer sempre de novo, testificar, dar testemunho, levar a testemunhar, tomar ou chamar como testemunha, invocar, protestar, afirmar solenemente, avisar, exortar ou mandar solenemente, admoestar, acusar, dar advertência)]5749עד edn é um nome masculino que pode significar: ‘Testemunha, evidência referindo-se a coisas, testemunha referindo-se a pessoas no sentido original de acessório,  nome feminino, congregação, assembleia.. Literalmente, 'comunidade' ou 'assembleia'. O tribunal, porém, age como um representante de toda a comunidade.
[7] Bamidbar/Números 35:25 – Óleo sagrado. Ver Shemot/Êxodo 29:“7. Tomarás o óleo de unção e o ungirás, derramando-o sobre a cabeça.” e 30: “30. Ungirás Aharon e seus filhos e os tornarás k’doshim, para que Me sirvam como cohanim.”. Conferir com Vaiykra/Levítico 21:“10. Estas são as regras para o Cohen Gadol entre seus irmãos, sobre cuja cabeça o óleo da unção foi derramado e que foi inaugurado para vestir as vestes especiais sacerdotais: Ele não andará sem o cabelo cortado e não permitirá que suas vestes sejam rasgadas”.
[8] Bamidbar/Números 35:27 – Não é um assassinato. Literalmente: Não haverá nenhum débito de sangue.
[9] Bamidbar/Números 36:1 – Gilad. Verificar acima o perek/capítulo 26, passukim/versículos 29 a 35.
[10] Bamidbar/Números 36:5 – Justa reclamação. Um exemplo: ver perek/capítulo 27, passuk/versículo 7“As filhas de Tselafchad têm uma justa reclamação. Dá-lhes uma porção hereditária da terra junto com os irmãos de seu pai. Que a propriedade hereditária do pai delas passe para elas.”.
[11] Bamidbar/Números 36:6 – Esta é a Palavra. A ordem de que as tribos não podiam casar entre si foi válida somente para a geração que entrou na Terra Prometida. No dia 15 do primeiro mês foi finalmente permitido que as tribos casassem entre si. Este é o dia de aniversário do término do decreto de quarenta anos no deserto. Considerar a Nota de Rodapé: Bamidbar/Números 31:50 – Anel. Em hebraico é 'tabaat'. Conforme Shemot/Êxodo 35:“22 Homens e mulheres, todos aqueles que tinham o coração generoso trouxeram brincos, arrecadas, anéis, colares, jóias de ouro de toda espécie, cada um apresentando a oferta de ouro que dedicava a YHWH”.
[12] Bamidbar/Números 36:11 – Machlah, Tirtsah, Chaglah, Milkah e No'a. Aqui Tirtsah é mencionada antes de No'a, uma vez que Tirtsah era mais velha. No entanto, no perek/capítulo 27, passuk/versículo 1 No'a é listada primeiro: “1 Uma petição foi apresentada pelas filhas de Tselafchad, filho de Chefer, filho de Gilad, filho de Machir, filho de Menasheh, da família de Menasheh, filho de Yossef. Os nomes dessas filhas eram Machlah, No’ah, Chaglah, Milkah e Tirtsah.”.  Isso porque No'a era mais inteligente, segundo a tradição.
[13] Bamidbar/Números 36:13 – Estes são os mandamentos. Do perek/capítulo 26, passuk/versículo 22 até aqui.
[14] Yehoshua/Josué 20:7 – Kiryat Arba. Em hebraico encontramos: קרית ערבע Kiryat Arba ou (com intercalação do artigo) קרית הארבע Kiryat haArba (Nehemiah/Neemias 11:“25 Quanto às aldeias, com os seus campos, alguns dos b’nei Yehudah habitaram em Kiryat-Arba e suas aldeias, em Divon e suas aldeias, em Yecabze’el e suas aldeias,”). Procedente de {קריה Kiryah, por sua vez procedente de [קרה karah, uma raiz que pode significar: ‘Deparar, encontrar, suceder, acontecer, vir a encontrar, encontrar sem combinação prévia, vir a estar presente, vir a encontrar, fazer encontrar, designar, construir com vigas, colocar as vigas de, ornar com vigas’]}no sentido de pavimentar, isto é, construir. קריה Kiryah é um nome feminino que pode significar: ‘Cidade, aldeia em geral ou específica, coletivo indefinido’.) e (ארבע Arba, o mesmo que (arba masculino ארבעה arbaah). Procedente de [רבע raba, uma raiz com a ideia de ‘esparramar pelos quatro cantos'. Pode significar ‘tornar quadrado, ser quadrado). É um nome e adjetivo masculino e feminino que significa ‘quatro’). Kiryat Arba  ou (com intercalação do artigo) קרית הארבע Kiryat haArba é um nome próprio de localidade que significa 'cidade de Arba'. É o antigo nome da cidade que depois da conquista passou a ser chamada de 'Chevron'.
[15] Yehoshua/Josué 20:8 – Betser. Em hebraico temos: בצר Betser. Significa 'minério de ouro' ou 'fortaleza remota' . É um nome próprio masculino para se referir ao filho de Tsofach (צופח Tsofach, significando expandir, largura. É um nome próprio masculino que significa 'um jarro'. Refere-se a um Asheriy ben Helen e pai de Suah, Harnefer, Sual, Beri e Inra, um dos líderes das casas de Asher). Também pode ser usado como nome próprio de localidade para se referir a uma cidade de refúgio em Reu’ven nos lugares baixos a leste do Yarden.
[16] Sh'muel Alef/1ºSamuel 23:1 – Keilah. Em hebraico é: קעילה Keilah, talvez procedente de (קלע kala, uma raiz que pode significar: ‘Atirar, arremessar, atirador no particípio, entalhar no sentido de cercar). É um nome próprio de localidade que significa 'fortaleza'. Refere-se a  uma cidade nas planícies de Yehudah a noroeste de Chevron.
[17] Sh'muel Alef/1ºSamuel 23:14 – Ziyf. Em hebraico temos: זיף Ziyf, procedente do mesmo que (זפת Zefet, significando ‘liquefazer’. É um nome feminino que significa: ‘Piche, alcatrão, asfalto). Em português, observando-se as regras do transliterado é grafado como Zife significando 'seteira'. É um nome próprio masculino usado para se referir a ‘um filho Yehallel’El [יהללאל Yehallel’El, procedente de (הלל halal, uma raiz que em grego é αλληλουια. Pode significar ‘brilhar, brilhar como figurativo do favor do Eterno, luzir, louvar, vangloriar, ser vaidoso, arrogantes, gabar-se, jactar-se, ser louvado, ser considerado louvável, ser elogiado, ser digno de louvor, gabar-se, gloriar, vangloriar, fazer de bobo, zombar, agir loucamente, comportar-se como louco) e {El. Forma contraída de [איל ail, procedente do mesmo que (אול ul, significando torcer, i.e. por implicação, ‘ser forte’;  proeminência, corpo, barriga no sentido de ‘insolente’, nobres, homens ricos). איל ail pode significar: ‘Carneiro, carneiro como alimento, carneiro como sacrifício,  carneiro como pele tingida de vermelho para o tabernáculo, pilares, verga, umbrais, pilastra, homem forte, líder, chefe, árvore grande, terebinto). Em grego é: ηλι e ελιουδ. Pode ser uma referência a Elohim mas é usado para se referir a um falso deus também; significa ainda poderoso, homens poderosos, homens de posição, valentes poderosos, imaginações. O uso correto é como referência ao Eterno, o único El verdadeiro, YHWH. Pode fazer menção a  coisas poderosas na natureza, força, poder). É um nome próprio masculino que, observadas as regras do transliterado, é grafado em português como ‘Jealelel’ significando 'El é louvado'. יהללאל Yehallel’El  é usado para se referir a um kaleviy descendente de Yehudah], um descendente de Yehudah e irmão de Zifa.  É um nome próprio de localidade usado para se referir a uma cidade no sul de Yehudah, entre Ytnan e Telem, de localização desconhecida ou ainda a uma cidade de Yehudah a sudeste de Chevron, entre Carmelo e Yutah, na região montanhosa desse deserto de Ziyf.
[18] Sh'muel Alef/1ºSamuel 23:19 – Zifiy. Em hebraico é: זיפי Zifiy, um gentílico procedente de (Considerar a Nota de Rodapé anterior). É um nome patronímico masculino que, observadas as regras do transliterado, em português é grafado como: Zifeus, significando 'fundidores'. Refere-se aos habitantes de Ziyf.
[19] Sh'muel Alef/1ºSamuel 23:19 – Chakiylah. Em hebraico temos: חכילה Chakiylah, procedente da mesma raiz que (חכליל chakliyl, reduplicação aparentemente significando ‘ser escuro’. É um adjetivo masculino que pode significar: ‘Embotado, brilhante-escuro, cintilante). É um nome próprio de localidade que, observadas as regras do transliterado é grafado em português como Haquila significando 'escuro'.
[20] Sh'muel Alef/1ºSamuel 23:24 – Maon. Em hebraico  encontramos: מעון maon ou מעין maiyn (citado em Divrei HaYamin Alef/1ºCrônicas 4:“41 Estes, que estão registrados por seus nomes, vieram nos dias de Chizkiyahu, rei de Yehudah e derribaram as tendas e feriram os meoniy que se encontraram ali e os destruíram totalmente até ao dia de hoje e habitaram em lugar deles, porque ali havia pasto para os seus rebanhos)מעון maon ou מעין maiyn é procedente da mesma raiz que (עונה onah,  aparentemente significando ‘morar junto’. עונה onah  é um nome feminino que pode significar: ‘Coabitação, direitos conjugais). מעון maon ou מעין maiyn é um nome masculino que pode significar: ‘Moradia, habitação, refúgio, morada, refúgio de chacais. De מעון maon ou מעין maiyn  deriva, י מעון Maoniy, que em português, observadas as regras do transliterado é grafado como ‘maonitas significando 'habitação' . מעון maon ou מעין maiyn  é um nome próprio masculino que se refere a um homem de Yehudah ou aos habitantes da cidade de Maon. Pode ser usado como nome próprio de localidade para referir-se a uma cidade de Yehudah localizada aproximadamente a 12 km ao sul de Chevron.
[21] Sh'muel Alef/1ºSamuel 23:28 – Sela  ham-machlekot. Em hebraico temos: סלע המחלקות Sela  ham-machlekot, procedente de (סלע sela, significando ‘ser alto’. É um nome masculino que significa: ‘Rochedo, penhasco, rocha, rochedo ou penhasco como fortaleza de YHWH, de segurança) e o plural de [מחלקת machaloket, procedente de (חלק chalak, uma raiz que pode significar: Dividir, compartilhar, saquear, distribuir, repartir, determinar, conceder, dividir-se, ser dividido, espalhar, receber uma porção ou parte, dividir entre si, ser liso, escorregadio, enganoso, bajular)].É um nome feminino que pode significar: ‘Divisão, turno, classe, parte, distribuição, divisão, classe ou turno referindo-se a kohanim/sacerdotes, Levi’im/levitas. É um termo técnico de organização) com a interposição do artigo. É um nome próprio de localidade que, observadas as regras do transliterado, em português é grafado como Sela-Hamalecote significando 'a pedra de escape' ou 'a pedra de divisões'. Refere-se a uma rocha ou rochedo no deserto de Maon, sudeste de Chevron, o local onde David escapou de Sha’ul.

Bom estudo e Shabat Shalom!

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