sábado, 8 de junho de 2013

CICLO TRIENAL LEYELADIM - SEDRAH 113 (BALAK/BALAQUE E BIL'AM/BALAÃO)

Shalom, Yeladim!

Na Sedrah anterior, mais uma vez pudemos ver as consequências da desobediência ao Eterno e suas penalidades. 
Mesmo Mosheh, tendo sido o homem mais justo a ter pisado na terra (segundo nos diz a Torah) por causa da murmuração do povo, num momento de fúria,  transgrediu a ordem de HaShem e, no lugar de falar à rocha, feriu-a com seu cajado e, assim, não só ele mas, também seu irmão, Aharon,  foram impedidos de entrar em Kena’an, a Terra Prometida aos seus antepassados, por herança.
Muito triste, não é mesmo?  Pensar que por um momento de ira Mosheh foi privado de algo pelo qual lutou a vida toda e, pior, trazendo consequências sobre a vida de outra pessoa - seu querido irmão Aharon.
Que isto nos sirva de alerta, não é mesmo?!
Vamos ao nosso estudo semanal!

BALAK (BALAQUE) E BIL'AM (BALAÃO)
Bamidbar/Números 22:2 - 23:1
Nesta semana, a Torah nos traz a história muito conhecida ... a de Balak, rei de Moab, e Bil’am, o mau navi (profeta). 
Balak era rei dos moabitas, uma nação inimiga de Israel. Sua terra compreendia a região fértil e bem regada dos planaltos que se estendiam a leste do mar Morto, onde, atualmente, é a Transjordânia.
Como o povo de Israel peregrinava pelo deserto vindo de Mitzrayim/Egito, rumo à Terra Prometida – Kena’an – acampou-se nas Campinas de Moabe; nas proximidades de Jericó, (Nm. 22:1).
Vendo que o povo era muito numeroso, os moabitas tiveram grande temor dos israelitas, (Nm. 22:3); e não queriam que eles passassem por suas terras.
Então Balak mandou mensageiros até Petor, pedir a Bil’am, para amaldiçoá-los.
Segundo nos diz o relato bíblico, mesmo sendo alguém que exercia sua função somente por dinheiro, Bil’am resolveu consultar O Eterno, que o proibiu de acompanhar os mensageiros de Balak com aquele propósito vil.
Bil’am, então, mandou dizer ao rei que não poderia fazer o que lhe havia pedido, pois o Elohim de Israel o havia proibido.
Entretanto, Balak não se deu por vencido e mandou um número ainda maior de mensageiros para tentar convencer Bil’am a ir com eles, a fim de executar o seu plano, pois, acreditava que se os b’nei Israel fossem amaldiçoados os moabitas os venceriam se por ventura houvesse uma guerra.
Mesmo dizendo aos enviados de Balak que não poderia contrariar uma ordem do Eterno, ainda que Balak oferecesse todo o ouro e prata de seus tesourosBil’am foi convencido a ir com eles. 
Levantou-se Bil'am, de manhã, selou a sua jumenta e partiu com os príncipes de Moab” (Bamidbar/Números 22:21).
A Torah nos diz que a atitude de Bil’am irou O Eterno sobremaneira, de modo que, quando já estava à caminho, um Malach (mensageiro de Elohim) com espada na mão,  se postou à frente deles, bloqueando a passagem. Assustada, a jumenta que carregava Bil’am se desviou pela campina.
Não podendo ver o Malach, Bil’am espancou-a, fazendo-a voltar ao caminho, mas, novamente, ela avista o Malach e se desvia pelo meio das vinhas, sendo outra vez foi espancada.
De volta ao caminho, uma terceira vez a jumenta se depara com o Malach de Elohim bloqueando sua passagem e se desvia, imprensando em um muro o pé de Bil’am que, enfurecido, a espanca com seu bordão, até que ela caia sob seus pés.
A jumenta então perguntou a Bil’am: "Por que você me bateu?".
Nesse exato momento O Eterno abre os olhos de Bil’am que, vendo o Malach na estrada, com a espada desembainhada na mão, temeu e, se prostrando, pediu perdão por sua atitude de desobediência. Todavia, o mensageiro do Eterno não manda Bil’am retornar, mas, ao contrário o orienta a prosseguir sua viagem com os príncipes de Balak e aguardar o que O Eterno o mandaria falar.
Sabendo que  Bil’am estava a caminho, Balak vai ao seu encontro.
Ao chegar em Kiryiat Chutsot, Balak sacrifica animais e oferece uma parte a Bil’am e aos príncipes do seu povo que acompanharam Bil’am na viagem, certo de que ele viera para cumprir o que lhe foi pedido.
Entretanto, Bil’am lhe diz o seguinte: “A palavra que Elohim puser na minha boca, eu a direi" (Bamidbar/Números 22:38).
O que podemos ver, Yeladim, é que mesmo sendo um mau profeta, Bil’am temeu O Elohim de Israel que, certamente, não pouparia aqueles que ousassem tocar em Seu povo amado.
Halelluy’ah!

"Guardei no coração a Tua Torah para não pecar contra ti" (Tehilim/Salmos 119:11).

ATIVIDADES:
(Imprimir, recortar e montar)
Perguntas:
1  Quem era Balak?
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2  Por quê Balak queria amaldiçoar o povo de Israel?
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3  Quem Balak mandou contratar para amaldiçoar o povo e por quê?
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4  O que O Eterno fez para impedí-lo?
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5  Por quê Bil'am bateu na mula?
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6  Qual foi a ordem final de HaShem?
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7  O que podemos extrair do texto desta semana? 
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Bom estudo, Yeladim, e Shabat Shalom!

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