sexta-feira, 24 de maio de 2013

CICLO TRIENAL LEYELADIM - SEDRAH 111 (O ETERNO MANDA MOSHEH FALAR À ROCHA)

Shalom, Yeladim

Na Sedrah da semana passada, pudemos ver O Eterno restabelecendo a autoridade de Mosheh e Aharon diante do povo de Israel, quando os revoltosos duvidaram da escolha destes, por HaShem.  
Para acabar com a murmuração, O Eterno ordenou que escolhessem um príncipe de cada tribo para o lugar de Aharon, escrevessem seus nomes em galhos de amendoeiras e os colocassem  diante de Elohim. A vara que florescesse mostraria aquele que HaShem havia escolhido.
 
Milagrosamente, a vara de Aharon brotou e floresceu, dando amêndoas -
 demonstrando claramente que os Levi'im haviam sido escolhidos pelo Eterno  e confirmando  Aharon como Sumo-sacerdote para oficiar o Serviço a Ele,  pondo um fim, assim, às reclamações e murmurações do povo contra Mosheh e  Aharon.
Vamos ao nosso estudo desta semana?

O ETERNO MANDA MOSHEH FALAR À ROCHA
Bamidbar/Números 20:1-13 
“Por quê nos fizeste subir do Egito, para nos fazer morrer num deserto sem cereais, sem figueiras, sem romãs, sem videiras e sem água” (Bamidbar’Números 20:5).
Após a morte de Miryam, estando a congregação de Israel acampada em Refidim, no deserto de Tzin, não havendo água para beber o povo se ajunta contra Mosheh e Aharon - como seus pais  fizeram quase 40 anos antes, na saída do Egito (Shemot/Êxodo 17:1-7), no mesmo local (Merivah) – revoltados contra a direção deles e questionando os propósitos de HaShem ao tê-los tirado do Egito.
Ao reler Shemot/Êxodo 17:1-7, podemos ver que muitas gerações se passaram desde aquele momento e a mesma história se repete! Assim como seus antepassados, os israelitas da nova geração não se lembravam mais dos milagres realizados pelo Eterno e, muito menos, que motivos os levaram a ficar vagando por tanto tempo, de modo a estar outra vez no deserto de Tzin, contendendo por água.
Será que não haviam aprendido nada durante todo aquele tempo no deserto?
Será que ainda não estavam preparados para entrar na terra prometida aos seus pais?
Assustados com a reação do povo frente à escassez de água, Mosheh e Aharon se retiram e, em humildade diante do Eterno, se prostram em tefilah e a glória de Elohim lhes aparece.
Então, O Eterno ordena a Mosheh e Aharon tomar a sua vara e ajuntar o povo e, diante deles, FALAR À ROCHA para que ela lhes dê água e, assim possam saciar a sede não só dos milhares de homens, mulheres e crianças, como também de seus animais.
Em Shemot/Êxodo 17:1-7, quando seus antepassados reclamaram de sede, O Eterno diz a Mosheh para “FERIR” a rocha e, na presença dos anciãos do povo, ele faz exatamente como o Senhor lhe ordenara, realizando Kidush HaShem (Santificando O Nome de HaShem), perante toda a congregação.
Todavia, neste episódio, Mosheh fica completamente irado, chamando a congregação de “rebelde” e, no lugar de “FALAR” à rocha, como HaShem ordenou, ele “FERE” a rocha por duas vezes com sua vara, ou seja, bate com força, fazendo jorrar muita água. 
Ao “bater na rocha com força”, Mosheh perdeu a oportunidade de fazer Kidush HaShem,  como no passado, mostrando ao povo que o Eterno, milagrosamente, deu água a eles (quem sabe, não se arrependeriam de ter duvidado do Eterno diante daquela situação difícil).  
Muito provavelmente, por ter transgredido a ordem de HaShem e feito segundo suas forças - não “Santificando O Nome de HaShem” diante de toda a congregação de Israel - Mosheh foi impedido pelo Eterno de entrar na Terra Prometida. Ao “ferir” a rocha, Mosheh põe em dúvida se foi O Poder de Elohim ou a sua força física que fez a água jorrar.
O que podemos aprender com esses dois episódios (Shemot/Êxodo 17 e Bamidbar/Números 20) tão semelhantes?
  • Primeiramente, que não podemos achar que somos mais espirituais que nossos antepassados, pois, podemos cair nos mesmos erros, se não vigiarmos nossos atos e palavras. 
  • Segundo, que seremos julgados pelo Eterno segundo a intenção de nosso coração. Obediência traz honra; Desobediência gera consequências. 
  • Depois, que não devemos agir segundo o nosso coração, mas, estar atentos àquilo que diz a Palavra de HaShem (Torah), sem tentar “interpreta-las" de acordo com as nossas conveniências.
A Torah nos diz que não houve profeta semelhante a Mosheh, no entanto, num momento de ira e exaltação ele foi privado de entrar na Terra da promessa, por "interpretar" o que HaShem não disse.
  • Por último e o mais importante, que devemos confiar no Eterno mesmo que coisas ruins aconteçam e mesmo diante de situações muito difíceis, pois Ele jamais abandonou os Seus filhos e jamais desamparou o Seu povo. (“Quando clama o necessitado, o Eterno o ouve e o livra de suas atribulações ...”) Tehilim/Salmo 34:7.
Tudo o que está registrado na Torah, Yeladim, é para nos lembrar que não somos melhores que nossos antepassados e diariamente precisamos nos policiar, do contrário, estaremos desonrando a HaShem perante o mundo ao murmurar diante das dificuldades ou tribulações;  sendo ingratos, nos esquecendo do quanto Ele já fez por nós; e repetindo os mesmos erros dos nossos pais e sendo privados das bençãos do Eterno.
(Mosheh fere a rocha)
Hoje, temos o privilégio de ter a Torah como nosso Manual de Vida e, portanto, não há desculpas para violar Suas Mitzvot, para não confiar em Seu Poder ou para deixar passar qualquer oportunidade de exaltarmos os Seus feitos, fazendo "Kidush HaShem" diante daqueles que não O conhecem ou que estão enfraquecidos, não é verdade?

Pare um momento para pensar e responda: Existe alguma coisa impossível ao Elohim de Israel?
Bom estudo e Shabat Shalom!

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