quinta-feira, 30 de maio de 2013

LIÇÕES DO HEBRAICO ANTIGO: "MITZVAH/MANDAMENTO"

Shalom, chaverim v'chaverot!

Esta série explora as origens semitas das Escrituras Sagradas, através de preciosíssimas lições do hebraico antigo.

Neste episódio aprenderemos sobre a palavra "Mitzvah" (מצווה) - Mandamento.

Espero que apreciem!


fonte: http://kol-hatorah.org/

quarta-feira, 29 de maio de 2013

CICLO TRIENAL - SEDRAH 112 (Semana de 26 de maio a 01 de junho/2013)


Torah: Bamidbar/Números 20:14-22:1 
Tema(s): A oposição de Edom; A morte de Aharon; A serpente de bronze; Conquistas.
Haftarah: Sh'muel Alef/1ºSamuel 11; Melachim Alef/1ºReis 20 
Tema(s): Sha’ul (Saul) é proclamado rei; Vitória de Shomron (Samaria).
Chochmah HaSh’lichim: Kohelet/Eclesiastes 4:1-11 
Tema: Tristeza pelo oprimido.
Shir Mizmor: Tehilim/Salmos 112 

Tema: Bendito o justo.
TORAH
Bamidbar/Números 20:
14 Mosheh enviou mensageiros de Kadesh[1] ao rei de Edom[2] com a seguinte mensagem: ‘Isto é o que teu irmão[3] Yisra'El declara: Tu sabes a respeito de todas as dificuldades que temos encontrado.
15 Nossos pais migraram para o Egito por um longo tempo. Os egípcios maltrataram a ambos, nossos pais e nós. 16 Quando clamamos ao Eterno, Ele ouviu a nossa voz e enviou um representante para nos tirar do Egito. Nós estamos agora em Kadesh, uma cidade à beira de teus territórios. 17 Por favor, deixa-nos passar através de tua terra. Nós não iremos através de quaisquer campos ou vinhedos, nós viajaremos ao longo da Estrada do Rei[4], não nos desviando para a direita ou para a esquerda’. 18 A resposta de Edom foi: ‘Não passarás através da minha terra ou eu o acolherei com a espada’! 19 Os Yisre’eliym disseram: ‘Nós nos manteremos sobre a trilha batida[5]. Se nosso gado beber qualquer de tua água, nós pagaremos o preço total. Não há com o que te preocupares. Nós somente desejamos passar à pé’. 20 ‘Não passarás’! Foi a resposta de Edom. Edom veio para enfrentar os Yisre’eliym com um grande número de pessoas e uma demonstração de força. 21 Edom assim recusou-se a permitir que Yisra'El passasse através de seus territórios e Yisra'El teve de contornar a área[6]. 22 Partindo de Kadesh, toda a comunidade Yisre’eliy veio para a Montanha de Chor[7]. 23 Na Montanha de Chor o Eterno disse a Mosheh e a Aharon: 24 “Aharon agora morrerá e será juntado ao seu povo. Ele não virá à terra que Eu estou dando aos Yisre’eliym porque vocês se rebelaram contra Minha Palavra nas Mei Merivah[8]. 25 Tu Mosheh, toma a Aharon e seu filho Elazar e traze-os para a Montanha de Chor. 26 Despe Aharon de suas vestes e coloca-as em seu filho Elazar. Aharon então será reunido aos seus ancestrais e morrerá lá”. 27 Mosheh fez como o Eterno ordenou. Os três subiram a Montanha de Chor na presença de toda a comunidade. 28 Mosheh despiu Aharon de suas vestes e colocou-as em Elazar ben Aharon. Aharon morreu[9] lá sobre o topo da montanha. Quando Mosheh e Elazar desceram da montanha, 29 o povo compreendeu que Aharon tinha morrido. Toda a família de Yisra'El[10] se enlutou por Aharon por trinta dias[11].


[1] Bamidbar/Números 20:14 – De kadesh. Aparentemente, logo após a morte de Myriam. Flavio Josefus porém, diz que foi antes da morte de Myriam.
[2] Bamidbar/Números 20:14 – Rei de Edom. Este é Hadad, mencionado em Bereshit/Gênesis 36:“39. E Ba’al-Chanan Ben Achbor morreu e Hadad reinou em seu lugar; sua cidade chamava-se Pa’u; sua mulher chamava-se M’heitav’el Bat Matred Bat Mei-Zahav.”. Hadad, segundo a Torá Samaritana e a Peshitta. O escriba massoreta confundiu o segundo . com um . e escreveu “Hadar”. Curiosamente, o escriba da LXX fez o contrário e confundiu o primeiro, escrevendo 'Harad'. O Targum Onkelos traz “Hadar”, indicando que o erro do copista é bem antigo.
[3] Bamidbar/Números 20:14 – Irmão. Edom foi o povo descendente de Essav, irmão de Ya'akov, conforme Bereshit/Gênesis 25:“25. O que saiu primeiro era vermelho e todo peludo como um manto de peles e chamaram-no Essav. Saiu em seguida o seu irmão, segurando pela mão o calcanhar de Essav e deram-lhe o nome de Ya’akov.” e 36:“1. Eis a descendência de Essav, também chamado Edom.” e 36:“8. Essav estabeleceu-se na montanha de Se’ir. Essav chamava-se também Edom. 9. Eis a descendência de Essav, pai de Edom, na montanha de Se’ir.” e 36:“19. Tais são os filhos de Essav e estes são os seus chefes; isto é, Edom.”.
[4] Bamidbar/Números 20:17 – Estrada do Rei. Uma importante estrada correndo para o norte, ao longo do planalto, a leste do Mar Morto. Ela foi posteriormente melhorada pelos romanos e trechos dela são ainda hoje visíveis. Ou 'o caminho em que o rei vai' ou 'a rota especificada pelo rei'.
[5] Bamidbar/Números 20:19 – Trilha batida. Em hebraico é 'messila' ou 'trilha desimpedida' ou 'rota montanhosa' segundo a Septuaginta.
[6] Bamidbar/Números 20:21 – Teve de contornar a área. Desde que o Eterno tinha dito aos Israelitas para não batalharem com Edom conforme o perek/capítulo 2., passuk/versículo “5. ...em não os provocarem. Eu não lhes darei até o que a planta de um pé pisar da terra deles, desde que Eu dei o Monte Se'ir como uma herança a Essav.”.
[7] Bamidbar/Números 20:22 Montanha de Hor. Alguns a identificam com Jebel Nebi Harun, 80 quilômetros ao sul do Mar Morto e ao sul de Petra, numa área conhecida como Acre (conferir em Antiguidade, de Flavio Josefus, 4:5:7). Ela é descrita como estando nos limites de Edom. Outros a identificam como Jebel Medurah, a noroeste do Mar Morto, ou Jebel Akar. 'Hor Hahar' também pode ser traduzido como 'montanha da montanha' e alguns dizem que o local era uma montanha com uma protuberância, à semelhança de uma segunda montanha, no seu topo. Algumas fonte a traduzem como Monte humanos que pode ser identificado como Amaná, uma montanha ao norte da Terra Santa, como atesta Cantares 4:“Vem comigo do Líbano, minha esposa, vem comigo do Líbano; olha desde o cume de Amaná, desde o cume de Senir e de Hermom, desde as moradas dos leões, desde os montes dos leopardos.”.  
[8] Bamidbar/Números 20:24 – Águas da Disputa. Verificar o perek/capítulo 20, passuk/versículo 13.
[9] Bamidbar/Números 20:28 – Aharon morreu. No quinto mês do ano quadragésimo da saída dos filhos de Yisra'El da terra do Egito, no primeiro dia do mês. Aharon é o único cuja data de falecimento é mencionada na Torah.
[10] Bamidbar/Números 20:29 – Família de Yisra'El. Literalmente, 'Casa de Yisra'El' como quer indicar Shemot/Êxodo 16:“31. Os filhos de Yisra'El deram a esse alimento o nome de manah. Assemelhava-se à semente de coentro: era branco e tinha o sabor de uma torta de mel.”.
[11] Bamidbar/Números 20:29 – Trinta dias. Diz Bereshit/Gênesis 50:“3 Gastaram nisso quarenta dias, que é o tempo necessário ao embalsamamento. Os mitsrayim choraram-no durante setenta dias.” e D'varim/Deuteronômio 34:“8 E os b’nei Yisra'El prantearam a Mosheh trinta dias, nas campinas de Moav; e os dias do pranto do luto de Mosheh se cumpriram.” e muitos eventos registrados em seguida ocorreram nesses trinta dias. Foi depois de haver terminado o período de luto que Yisra'El lutou contra Sichon.

Bamidbar/Números 21:
1 Quando o rei Kana'anita[1] de Arad[2], que vivia no Neguev[3], ouviu que os Yisre’eliym estavam viajando ao longo da Estrada de Atarim[4], ele os atacou e tomou alguns cativos. 2 Os Yisre’eliym fizeram um voto ao Eterno e disseram: “Se tu deres essa nação em nossa mão, nós transformaremos suas cidades em tabú[5]. 3 O Eterno ouviu a voz de Yisra'El e Ele lhes permitiu derrotar os kana'anitas. Os Yisre’eliym declararam-nos e as suas cidades, tabus. O lugar foi, portanto, chamado de Tabu[6]. 4 Os Yisre’eliym partiram da Montanha de Chor, indo pelo caminho do Mar do Sul, de modo a marginar[7] o território de Edom. O povo começou a ficar desencorajado[8] ao longo do caminho. 5 O povo falou contra o Eterno e Mosheh: “Por que tu nos fizeste sair do Egito para morrer no deserto? Não há pão nem água! Nós ficamos desgostosos com esse alimento insubstancial[9]”. 6 O Eterno enviou serpentes venenosas[10] contra o povo e quando elas começaram a morder o povo, muitos Yisre’eliym morreram. 7 O povo veio a Mosheh[11] e disse: ‘Nós pecamos falando contra o Eterno e ti. Reza ao Eterno e que Ele tire as serpentes de nós’. Quando Mosheh rezou pelo povo, 8 o Eterno disse a Mosheh: “Faze para ti imagem de uma serpente venenosa e coloca-a sobre uma haste. Todo aquele que for mordido olhará para ela e viverá”. 9 Mosheh fez uma serpente de cobre[12] e colocou-a sobre uma barra alta. Sempre que uma cobra mordia um homem, ele olhava para a serpente de cobre e vivia. 10 Os Yisre’eliym então partiram e acamparam em Ovot[13]. 11 De Ovot eles partiram e acamparam em Passagens Desoladas[14], junto à fronteira oriental de Moav[15]. 12 Eles então continuaram e acamparam junto ao Riacho Zered[16]. 13 Eles viajaram posteriormente e acamparam no deserto que se estende da fronteira emoriy[17], no lado oposto[18] do Rio Arnon[19]. O Arnon é fronteira moaviy, separando Moav dos emoriy. 14 Portanto, narra o Livro das Guerras do Eterno[20]: “Como um limite extremo[21] Eu dei a ti[22] as correntes de Arnon, 15 assim como as correntezas[23] dos vales que abraçam[24] os limites de Moav, desviando-se da fortaleza[25] assentada”. 16 Dali[26] os Yisre’eliym viajaram para o poço[27]. Este é o poço com referência ao qual o Eterno disse a Mosheh: “Reúne o povo e Eu lhes darei água”. 17 Foi então que Yisra'El cantou este cântico[28]: Surge, ó poço[29], responde a este cântico[30]. 18 Um poço foi cavado por príncipes[31]. Perfurado pelos líderes[32] do povo. Talhado[33] com seus bordões. Do deserto[34]  os Yisre’eliym foram para Matanah[35], 19 de Matanah para Nachaliel[36] e de Nachaliel para Bamot[37]. 20 De Bamot eles foram para Hagai[38] no campo de Moav. Ele fica sobre o topo do penhasco[39] que contempla a Desolação[40]”. 21 Yisra'El[41] enviou emissários a Sichon[42], rei dos emoriy[43], com a seguinte mensagem: 22 ‘Deixa-nos[44] passar através de tua terra. Nós não nos desviaremos para os campos e vinhedos e não beberemos de qualquer poço de  água. Nós seguiremos pela Estrada do Rei até passarmos através de teus territórios’. 23 Sichon, contudo, não deixou Yisra'El passar através de seus territórios. Em vez disso, Sichon reuniu todo o seu povo e saiu para enfrentar Yisra'El no deserto. Quando veio para Yahtsah[45], ele atacou[46] Yisra'El. 24 Yisra'El golpeou-o com a espada[47] e ocupou sua terra desde o Arnon até o Yabok[48], até as fronteiras dos amoniy[49], pois as fronteiras dos amoniy eram fortificadas[50]. 25 Yisra'El assim tomou todas cidades. Eles, mais tarde[51] se assentaram em Cheshbon[52] e todas as suas tributárias, todas cidades emoriy. 26 Cheshbon era a capital de Sichon, rei dos emoriy. Ele lutou contra o primeiro rei de Moav[53] e tomou toda a sua terra até o Arnon. 27 Os menestréis[54], portanto, dizem: Venham para Cheshbon! Que a cidade de Sichon seja construída e estabelecida! 28 Pois um fogo saiu de Cheshbon; uma chama da capital de Sichon e ele consumiu Ar de Moav[55], os senhores dos altares de Arnon. 29 Ai de ti, Moav; tu foste destruída, nação de Kemosh[56]. Teus filhos tornaram-se refugiados, tuas filhas estão cativas a Sichon, rei dos emoriy. 30 O reino de Moav foi removido de Cheshbon até Divon[57] e foi desolado até Nofach[58], perto de Medevah[59]. 31 Yisra'El assim se assentou em território emoriy. 32 Mosheh enviou homens para reconhecerem Ya'azeyr [60] e eles[61] capturam as vilas ao redor, expulsando os emoriy que lá viviam. 33 Os Yisre’eliym[62] então continuaram[63] em direção ao norte para Bashan[64]. Em Edrei[65], Og[66], rei de Bashan[67], veio com todo o seu povo para empenhar os Yisre’eliym na batalha. 34 O Eterno disse a Mosheh: “Não tenhas medo dele. Eu o dei, junto com todo o seu povo e território em tuas mãos. Eu farei o mesmo a ele como fiz a Sichon, rei dos emoriy, que viviam em Cheshbon”. 35 Os Yisre’eliym mataram Og junto com seus filhos e todo seu povo, não deixando sobreviventes e eles ocuparam sua terra.


[1] Bamidbar/Números 21:1 – Kana'anita. Alguns dizem que ele era amalekita.
[2] Bamidbar/Números 21:1 Arad. Esta é identificada como Tel Arad, 21 quilômetros a oeste do Mar Morto, cerca de meio caminho entre Beer Sheva e o Mar Morto. É mencionada em Shofetim/Juízes 1:“16 Também os filhos do queneu, sogro de Mosheh, subiram da cidade das Palmeiras  com os b’nei Yehudah ao deserto de Yehudah, que está ao sul de Arad; e foram e habitaram com o povo”. Alguns dizem que essa guerra ocorreu ainda nos dias de Mosheh.
[3] Bamidbar/Números 21:1 Negev. A parte sul de Yisra’El.
[4] Bamidbar/Números 21:1 Atariym. Um nome próprio segundo a Septuaginta. Provavelmente a estrada principal conduzindo através do Negev até Beer Shevah. Ou 'rota dos espiões' ou 'rota de ida e volta'. Em hebraico temos: אתרים Atariym, plural de uma raiz que provavelmente significa ‘pisar’. É um nome próprio de localidade. Seu significado é incerto – talvez uma passagem na montanha ou uma rota de caravana.
[5] Bamidbar/Números 21:2 Tabu. Em hebraico é חרם 'cherem'. Conforme Vaiykrá/Levítico 27:“21 Quando então o campo é liberado pelo jubileu, ele se torna consagrado ao Eterno, como um campo que foi declarado cherem e ele se torna propriedade hereditária do sacerdote.”. Tal propriedade tabu é a propriedade dos sacerdotes, por força de Bamidbar/Números 18:“14. Toda a coisa consagrada em Yisra'El será tua” enquanto ela não é dedicada ao Templo especificamente. Do sacerdote. É dada ao sacerdote que estiver servindo no ano novo do jubileu.  Em hebraico temos: חרם cherem, uma raiz primitiva que pode significar proibir, devotar, destruir totalmente, destruir completamente, dedicar para destruição, exterminar, proibir para uso comum,  consagrar, devotar, exterminar, colocar sob proibição, ser privado, fender, cortar, mutilar uma parte do corpo,  Conforme Zechariah/Zacarias 14:“11. E habitarão nela, e não haverá mais destruição, porque Jerusalém habitará segura.”.
[6] Bamidbar/Números 21:3 Charmah. Ou 'Chormah'. Verificar no perek/capítulo 14, passuk/versículo 45, adiante. Esta ficava a cerca de 43 quilômetros diretamente a oeste de Arad. Alguns dizem que Chormah aqui não é a mesma do  perek/capítulo 14, passuk/versículo 45.
[7] Bamidbar/Números 21:4 Marginar. De acordo com a tradição, depois da morte de Aharon os Yisre’eliym retornaram sete etapas, finalmente indo a B’nei Yaakan até Mosserah (comparando D'varim/Deuteronômio 10:6 e Bamidbar/Números 33:31). Foi portanto em Mosserah que Aharon ficou enlutado. Os Yisre’eliym então voltaram e pararam em Tsalmonah e Punon.
[8] Bamidbar/Números 21:4 – Desencorajado. Em hebraico é 'katsar nefesh'. Em Shemot/Êxodo 6:“9 Mosheh repetiu essas palavras aos b’nei Yisra'El, mas estes não o ouviram, tão grande era o abatimento de sua alma e penosa a sua servidão”. A Torah Samaritana acrescenta texto semelhante a Shemot/Êxodo 14:“2 E eles diziam a Moshe: deixa-nos servir os mitsrayim! É melhor ser escravos dos mitsrayim do que morrer no deserto”. As demais versões omitem esse texto”. O desencorajamento começou em Tsalmonah e as serpentes começaram a mordê-los em Punon.”.
[9] Bamidbar/Números 21:5 – Insubstancial. Ou 'sem peso', 'desprezível'. Estavam falando do manah.
[10] Bamidbar/Números 21:6 – O Eterno enviou serpentes venenosas. Alguns dizem que o povo deixou o acampamento para obter alimento e eles foram mordidos pelas serpentes.
[11] Bamidbar/Números 21:7 – O povo veio a Mosheh. Alguns dizem que Mosheh saiu para ver o que havia de errado.
[12] Bamidbar/Números 21:9 – Serpente de cobre. Serpente em hebraico é 'nachash' e cobre é 'nechoshet'. Os Yisre’eliym, mais tarde, a chamaram de 'nechushtan' e a serviram. Há uma passagem pertinente a esse assunto muito interessante em Melachim Beit/2ºReis 18:“4 Removeu os altos, quebrou as colunas e deitou abaixo o poste-ídolo; e fez em pedaços a serpente de bronze que Mosheh fizera, porque até àquele dia os b’nei Yisra'El lhe queimavam incenso e lhe chamavam Nechushtan”.
[13] Bamidbar/Números 21:10 – Ovot. Ver perek/capítulo 33, passuk/versículo 35.  Ovot é identificada como 'el-Welba', 48 quilômetros ao sul do Mar Morto ou 'Ein  Hosob', 24 quilômetros ao sul do Mar Morto.
[14] Bamidbar/Números 21:11 – Passagens desoladas. Ou 'passagens de viajantes' ou 'ruínas de Avarim', falando da área do Monte Nebo, conforme perek/capítulo 27, passuk/versículo 12 e 33:47, adiante.  As Bíblias antissemitas referem a esse lugar como 'Iyey Abariym': Números 21:“11Depois, partiram de Ovot e se acamparam em Iyey Abariym, no deserto que está defronte de Moav, para o nascente”.  Bamidbar/Números 33:“44 partiram de Ovot e acamparam-se em Iyey Abariym, no limite de Moav;”. Números 33:“45 partiram de Iyey Abariym e acamparam-se em Dibom-Gad;”.
[15] Bamidbar/Números 21:11 – Junto à fronteira de Moav. Eles não entraram na fronteira de Moav porque o Eterno lhes disse para não lutarem contra Moav. Em Shofetim/Juízes 11:“17. Então, Israel enviou mensageiros ao rei dos edomiy, dizendo: Rogo-te que me deixes passar pela tua terra. Porém o rei dos edomiy não lhe deu ouvidos; a mesma coisa mandou Yisra'El  pedir ao rei dos Moaviy, o qual também não lhe quis atender; e, assim, Yisra'El ficou em Cades”.
[16] Bamidbar/Números 21:12 – Riacho Zered. Este é o rio que flui na ponta sul-este do Mar Morto. Ele forma a fronteira sul de Moav. A área de Zered foi, mais provavelmente, conquistada por Edom anteriormente e tomada por Moav (Bereshit/Gênesis 36:“35 Morto Husham, Hadad Ben Bedad, reinou em seu lugar; ele derrotou Midian, nas terras de Moav; sua cidade chamava-se Avit”). Do contexto, parece que os Yisre’eliy estiveram no extremo oriental de Zered. Alguns dizem que o cruzamento de Zered não é registrado em Bamidbar/Números 33 Mas o Ribeiro Zered é onde chegou ao fim o decreto de que os Yisre’eliym morreriam no deserto por quarenta anos, conforme D'varim/Deuteronômio 2:“14 Foi desta forma que levamos 38 anos para chegar finalmente a atravessar o Ribeiro de Zered, vindos de Kadesh! 15 Pois que o Eterno tinha estipulado que isto não haveria de acontecer antes que todos os homens,16 que trinta e oito anos antes tinham idade de combater, tivessem morrido. 17 E por fim o Eterno disse-me:”. Provavelmente isto ocorreu duas semanas após a morte Aharon, conforme perek/capítulo 33, passuk/versículo 38 Alguns identificam Divon Gad com Vahev ou Matanah. Outros que é Nachaliel, uma corrente cerca de 17 quilômetros ao norte de Arnon, ver Nota de Rodapé nº 31, acima.
[17] Bamidbar/Números 21:13 – Emoriy. No deserto que se estende da fronteira emoriy. Ou 'estendendo além da fronteira emoriy'. Esta pode ter sido uma faixa de terra junto do extremo oriental do Arnon, na margem norte, ao sul do território amoniy.
[18] Bamidbar/Números 21:13 – No lado oposto. Isto é, ao norte, de modo a não entrar em território moaviy; o que tinha sido proibido no perek/capítulo 2, passuk/versículo  9, acima.
[19] Bamidbar/Números 21:13 – Rio Arnon. Ou 'Riacho Arnon' ou 'Baalei Tossafot'. O Riacho Arnon tem um enorme corte que atravessa o planalto de Moav, com cerca de 510 metros de profundidade e 3 quilômetros de largura. Alguns dizem que Arnon aqui é uma cidade, possivelmente identificada como Almon Divlataima. Alguns dizem que Arnon é o mesmo que Nachaliel que alguns comentaristas consideram um nome próprio, a exemplo do que faz a Septuaginta. Realmente alguns dizem que é Arnon. Outras fontes identificam o lugar como Divon Gad ou Alomon Divlataima. De acordo com outros ele é  a área das correntes e leito do rio na margem leste do Yarden. Outros consideram Nachaliel como um nome comum significando 'fluxo poderoso'. Outros há que traduzem Nachaliel como 'herança do Eterno'. Geograficamente, Nachaliel parece ser uma grande corrente a 17 quilômetros ao norte de Arnon. Isto indica que os Israelitas estavam prosseguindo ao longo da praia oriental do Mar Morto.
[20] Bamidbar/Números 21:14 – Livro das Guerras do Eterno. Um livro perdido. Alguns dizem que existia entre os gentios, enquanto outros dizem que era um 'livro de registros' guardado desde os tempos de Avraham. Outros, porém identificam este livro com a Torah como um todo ou, em particular com o Sefer Shemot/Êxodo ou mesmo D'varim/Deuteronômio. Em certo grau, isso depende do significado das citações, conforme veremos abaixo. De acordo com outros, ele não é realmente um livro, mas a narrativa das Guerras do Eterno.
[21] Bamidbar/Números 21:14 – Como um limite extremo. Em hebraico é 'be-sufah'. Outros dizem que 'sufah' denota 'remoinho de vento' e daí o 'rapidamente'. Ou 'nos juncos' e, assim, denotando talvez o 'Mar Vermelho' ou 'Iam Suf' em hebraico. Outros dizem que 'sufah' é o nome de um lugar, denotando um local do Riacho Arnon. Verificar D'varim/Deuteronômio 1:“1.São estas as palavras que Moisés falou a todo o Israel, dalém do Jordão, no deserto, na Aravah, defronte do Yam Suf, entre Paran, Tofel, Lavan, Hazerote e Di-Zaabe.”. Em hebraico 'be-sufah' vem depois da palavra 'vahev' como se vê: “Al-ken ye'amar besefer milchamot Adonay et-vahev besufah ve'et-hanechalim Arnon.”.
[22] Bamidbar/Números 21:14 – Eu dei. Segundo os que entendem que 'et-vahev' é uma só palavra. Alguns indicam que, como forma reflexiva, significa 'Eu me tenho dado'. Outros tomam 'vahev' como uma palavra separada relacionada à raiz 'iahav' e daí denotando uma doação ou um fardo para ser lançado ao Eterno, segundo a mesma inteligência de Tehilim/Salmos 55:“23. Tu, porém, ó Eterno, os precipitarás à cova profunda; homens sanguinários e fraudulentos não chegarão à metade dos seus dias; eu, todavia, confiarei em Ti.”. Outros veem 'vahev' como denotando um remoinho de água ou, na base do cognato semita, um reservatório no deserto. De acordo com outras fontes antigas, 'vahev' é relacionada à palavra 'iahav' e denota um fogo, segundo a Septuaginta. De acordo com inúmeras outras fontes, no entanto, 'vahev' é o nome de um lugar, denotando uma cidade junto à fronteira moavitas. Desde que ela significa 'doação', alguns identificam como 'matanah' no perek/capítulo 21, passuk/versículo 18, adiante. Por outro lado, está identificada como 'Divon Gad' conforme Nota de Rodapé nº 299 acima. Outros veem a partícula 'et' aqui como uma palavra de separação e não como uma preposição. Daí ela pode ser traduzida como 'vem'. Uma fonte talmúdica estabelece que 'Et' e 'Hev' são os nomes de dois acometidos de tsara'at. Portanto, a muito difícil expressão 'et-vahev be-sufah' ou 'et-vahev besufah' pode ser traduzida como indicado, 'uma fronteira extrema, Eu dei a vocês...'; 'Eu Me dei no remoinho de águas'; 'uma doação no remoinho de águas'; 'uma doação no Mar Vermelho'; 'um remoinho de água estava no Mar Vermelho'; 'as Guerras do Eterno foram um fogo em Sufah' segundo a Septuaginta. Se 'vahev' é tomado como o nome de um lugar, o versículo pode ser traduzido como: 'Vahev está na fronteira de Moav'; 'As Guerras do Eterno foram contra Vahev num remoinho de águas'; 'Vahev está nos juncos'; 'Vahev em Sufah ...abraça a fronteira de Moav'; 'Os Israelitas viajaram através de Vahev em Sufah'; 'As Guerras do Eterno foram lutadas contra Vahev em Sufah'; 'Os emoriy conquistaram até Vahev em Sufah'. Se 'et' é tomada como uma palavra separada, o versículo é: 'O Eterno veio e deu milagres no Mar Vermelho' ou 'escrito por Et e Hev que estavam na margem do acampamento'. Foi escolhida a primeira tradução mencionada, uma vez que ela flui do contexto do versículo. A Torah estabelece que Arnon estava na fronteira de Moav, conforme perek/capítulo 21, passuk/versículo 13 e 22:36. O Eterno, no entanto, disse aos Israelitas que não atacassem Moav, conforme D'varim/Deuteronômio 2:9. Contudo, uma vez que os emoriy tinham conquistado o território moavita até o Riacho Arnon, conforme perek/capítulo 21, passuk/versículo 26, isso foi permitido aos Israelitas, conforme D'varim/Deuteronômio 2:“24.“Agora apressem-se e cruzem o Riacho Arnon. Vê! Entreguei em tuas mãos Sichon, o rei emorita de Cheshbon e sua terra. Começa a ocupação! Provoque-o para a guerra!”. Os Israelitas, portanto, conquistaram até o Arnon, conforme D'varim/Deuteronômio 3:“8 Assim, nesse tempo, tomamos a terra da mão daqueles dois reis dos emoriy que estavam dalém do Yarden: desde o rio de Arnom até ao monte Chermon.” e “12 Tomamos, pois, esta terra em possessão nesse tempo; desde Aroer, que está junto ao vale de Arnom e a metade da região montanhosa de Gilad, com as suas cidades, dei aos reu'venitas e gaditas.” e suas fronteiras estendidas desde o Arnon até o Monte Chermon, conforme Yehoshua/Josué 12:“1 São estes os reis da terra, aos quais os b’nei Yisra'El feriram, de cujas terras se apossaram dalém do Yarden para o nascente, desde o ribeiro de Arnom até ao monte Chermon e toda a planície do oriente:”.
[23] Bamidbar/Números 21:15 – Correntezas. Ou 'quedas d'água'. Em hebraico é 'eshed'. Diz D'varim/Deuteronômio 3:“17 Ele também incluía o Aravah, o Yarden e seus limites, do Kineret até o Mar de Aravah, o qual é a parte do Mar Morto sob as correntezas, sobre o penhasco para o leste”. Ou 'derrame', aludindo ao sangue dos emoriy que foram miraculosamente mortos sobre os penhascos do Arnon. Outras fontes traduzem 'eshed' como 'projeções' ou 'designado' conforme a Septuaginta. Alguns identificam com o Monte Abarim.
[24] Bamidbar/Números 21:15 – Abraçam. Literalmente 'recostado sobre' ou 'Eles confiaram no Eterno nos limites de Moav'.
[25] Bamidbar/Números 21:15 – Fortaleza. Em hebraico é 'ar'. Outras fontes tem 'Ar' como o nome de um lugar. Como vemos aqui, era no Arnon, mais provavelmente no ramo sul. Ele foi atacado pelos emoriy, conforme o perek/capítulo 21, passuk/versículo 28, adianta, mas aparentemente mantido por Moav ou por eles habitado, conforme D'varim/Deuteronômio 2:“9. O Eterno disse-me: “Não ataques Moav e não os provoques para a luta. “Eu não te darei a terra deles como uma herança, desde que Eu já dei Ar aos descendentes de Lot como herança deles”. 'Ar' – esse  é o nome da área onde Moav vivia. Mas realmente alguns têm 'Shebet Ar' como o nome de um lugar. Também D'varim/Deuteronômio 2:“29 assim como nós passamos pelo território de Essav, em Se'ir e Moav em Ar...”. Também em Yeshayahu/Isaías 15:“1. Sentença contra Moav. Certamente, numa noite foi assolada Ar de Moav e ela está destruída; certamente, numa noite foi assolada Quir de Moav e ela está destruída”. Portanto, embora os Yisre’eliym passassem por 'Ar', eles não conquistaram esse lugar. Alguns dizem que as fronteiras de Amon estendiam-se ao sul até 'Ar'. A septuaginta traduz esse versículo da seguinte maneira: “O Eterno designou ribeiros para fazer 'Ar' morar aqui”.
[26] Bamidbar/Números 21:16 – Dali. De acordo com muitos comentários, isto não é parte da citação, mas meramente uma continuação da descrição das jornadas dos Israelitas interrompida no perek/capítulo 21, passuk/versículo 14 e 15. De acordo com isso, Os Israelitas vieram para o poço depois da morte de Aharon, descrita no perek/capítulo 20, passuk/versículo 28 e o poço foi cavado por Mosheh e por Elazar. Realmente de acordo com alguns, o poço foi cavado como a última parada dos Israelitas nas Planícies Ocidentais de Moav. Com base nisso, alguns dizem que o poço foi cavado depois da Guerra com Sichon e Og. Porém o acampamento principal Israelita pode ter chegado ao poço nas Planícies Ocidentais de Moav antes das batalhas e somente guerreiros podem ter deixado a área para lutar. De acordo com outras fontes, a sentença ' e dali para o poço' é ainda parte da citação. O cântico pode assim ser dito: 'as correntezas do vale...desviaram-se diante da fortaleza erguida e dali fornecendo água para o poço'. De acordo com isso o poço pode ter sido cavado antes da morte de Aharon. Alguns dizem que esse 'poço' refere-se ao rochedo em que Mosheh bateu. De acordo com outros, a Torah está dizendo que ali, nas ribanceiras do Arnon, eles deram um poço.
[27] Bamidbar/Números 21:16 – Para o poço. Em hebraico é 'b'era'. Possivelmente o nome de um lugar. Encontramos em Yeshayahu/Isaías 15:“8 porque o pranto rodeia os limites de Moav; até Eglaim chega o seu clamor e ainda até Beer-Elim, o seu lamento;”.  Em hebraico é: בארא Beera significando: ‘um poço’. באר אלים Beer Eliym significando: ‘poço do Eterno’. No caso é um poço no sul de Moav. בארה Beerah, o mesmo que Be'era = ‘poço’.
[28] Bamidbar/Números 21:17 – Este cântico. Ou 'um cântico' e alguns dizem que era o Tehilim/Salmos 136. Considerar as próximas notas de rodapé sobre esse assunto. Alguns dizem que nem todo o cântico está escrito.
[29] Bamidbar/Números 21:17 – Surge, ó poço. Ou Yisra'El cantou este cântico no poço, conforme a Septuaginta. Ou 'acerca do poço'.
[30] Bamidbar/Números 21:17 – Responde a este cântico. Ou 'cante do poço' conforme a Septuaginta. Ou 'respondendo um ao outro'.
[31] Bamidbar/Números 21:18 – Príncipes. E não escravos. Alguns dizem que Mosheh e Aharon eram esses príncipes, enquanto outros dizem que era Mosheh e Elazar. De acordo com outros, príncipes foram os 'Patriarcas'.
[32] Bamidbar/Números 21:18 – Líderes Em hebraico é 'nadiv'. Ou 'voluntários'.
[33] Bamidbar/Números 21:18 – Talhado. Em hebraico é 'mechokek'. Alguns dizem que eles cavaram um corte, trazendo a água do poço do deserto para Matanah, etc. Alguns veem 'mechokek' como um nome, indicando um legislador, isto é, Mosheh, um escriba ou o próprio Eterno.
[34] Bamidbar/Números 21:18 – Do deserto. Alguns dizem que isto não é parte do cântico. De acordo com outros, isto faz parte do cântico. Considerar a próxima Nota de Rodapé.
[35] Bamidbar/Números 21:18 – Matana. Alguns identificam Matana com Divon Gad ou Vahev ou Montanhas de Avarim. Em hebraico encontramos: מתנא matena (aramaico), correspondente a מתנה matanah.  Procedente de מתנה Mattanah significando: ‘presente de YHWH’.  Um local de parada dos Yisre’eliym ao final da sua peregrinação localizado a leste do Yarden e provavelmente ao sudeste do mar Morto. Pode ser também Bashan que o Targum traduz como 'Matnan'. A Septuaginta traduz 'Matan' como 'Mantanaim'. Alguns dizem que 'Matanah' foi um lugar de onde os Yisre’eliym  saíram após o encontro com Edom, enquanto outros dizem que esse local representa o próximo estágio da jornada deles. Outros dizem que os Yisre’eliym  talharam uma trincheira ou canal, fazendo a água do poço fluir para 'Matanah'. Alguns identificam 'Matanah' com Khirbet el-Medeine. A palavra 'matanah', porém, também denota 'presente' como vimos e alguns traduzem o versículo da seguinte forma: 'O poço era um presente do deserto'.
[36] Bamidbar/Números 21:19 – Nachaliel. Há quem traduza Nachaliel como 'herança do Eterno'. Geograficamente, Nachaliel parece ser uma grande corrente a 17 quilômetros ao norte de Arnon. Isto indica que os Yisre’eliym estavam prosseguindo ao longo da praia oriental do Mar Morto. O Arnon é fronteira moaviy, separando Moav dos emoriy. Outras fontes identificam o lugar como Divon Gad ou Almon Divlataima. De acordo com outros ele é  a área das correntes e leito do rio na margem leste do Yarden. Outros consideram Nachaliel como um nome comum significando 'fluxo poderoso'. O Riacho Arnon ou 'Baalei Tossafot' tem um enorme corte que atravessa o planalto de Moav, com cerca de 510 metros de profundidade e 3 quilômetros de largura. Alguns dizem que Arnon aqui é uma cidade, possivelmente identificada como Almon Divlataima. Outros dizem que Arnon é o mesmo que Nachaliel que alguns comentaristas consideram um nome próprio, a exemplo do que faz a Septuaginta. Realmente alguns dizem que é Arnon.
[37] Bamidbar/Números 21:19 – Bamot. Também é o nome de um lugar. Alguns o identificam como Montanhas de Avarim, como é caso do perek 33, passuk 47, que são as montanhas para o leste do Mar Morto. Alguns dizem que Nachaliel era uma corrente que fluía de Bamot. De acordo com outros , 'bamot' simplesmente significa 'lugares altos'. Assim, aqueles que mantém que os versículos estão falando de um poço e não das jornadas dos Israelitas, dizem que a corrente fluindo do poço, eventualmente, cobriu 'altos lugares'. Outros traduzem 'bamot' como 'altares idólatras'. Alguns identificam 'bamot' como 'Baal Bamot', como é o caso do perek 22, passuk 41, adiante e Yehoshua/Josué 13:“17. Cheshbon e todas as suas cidades, que estão no planalto: Dibom, Bamot-Baal e Bete-Baal-Meom,”. Olhando para um mapa detalhado da área, parece que os Yisre’eliym passaram pela faixa da extremidade norte.
[38] Bamidbar/Números 21:20 – Hagai. No hebraico é גיא gay ou (forma contraída) para vale, depressão, desfiladeiro. Nesse sentido diz Yehezk’El/Ezequiel  39:“11 Naquele dia, darei ali a Gogue um lugar de sepultura em Yisra'El, o vale dos Viajantes, ao oriente do mar; espantar-se-ão os que por ele passarem. Nele, sepultarão a Gogue e a todas as suas forças e lhe chamarão o vale das Forças de Gogue”. Diz D'varim/Deuteronômio 34:“11 Este o sepultou num vale, na terra de Moav, defronte de Bete-Peor; e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura.”. Algumas fontes identificam esse lugar como 'Avel HaShitim'. O Targum traduz como 'a planície' e alguns dizem que é o mesmo que 'Planícies Ocidentais de Moav' a oeste do penhasco Pisgah, onde Mosheh morreu. Geograficamente aparenta ser a depressão nas elevações ao sul do Monte Nebo. Esta é a fonte da atual corrente 'Ujami', que flui em direção à extremidade norte do Mar Morto, cerca de 5 quilômetros a leste do Yarden. 
[39] Bamidbar/Números 21:20 – Penhasco. Em hebraico é 'pisga'. Alguns dizem que é um nome próprio. Outros traduzem 'pisga' como 'pedreira'. 'Pisga' pode ser um nome genérico para 'penhasco' a cavaleiro da praia leste do Mar Morto. Porém usualmente julga-se denotar o penhasco que sobressai cerca de 13 quilômetros a leste da praia norte do Mar Morto, 3 quilômetros a oeste do Monte Nebo. No hebraico é פסגה Pisgah.  Em português, a partir do transliterado é grafado como: Pisga significando ‘fenda’, ‘penhasco’. Montanha em Moav junto à costa nordeste do mar Morto; localização incerta.
[40] Bamidbar/Números 21:20 – Desolação. Em hebraico encontramos: ישימה yeshiymah é 'desolação' ou ישימון yeshiymon que significaermo’, ‘deserto’, ‘lugar desolado’. Mais precisamente é בית הישמות ou 'Beyt ha-Yeshiy-mot'. Em português, a partir do transliterado é grafado como: 'Bete-Jesimote' significando 'casa da desolação'.  Um lugar em Moav dado à tribo de Re’uven. Alguns tomam 'Yeshimon' como sendo um nome próprio. Outros identificam como 'Bet HaIeshemot' a exemplo de Bamidbar/Números 33:“49 Ali eles acamparam ao longo do Yarden, de Bet HaIeshimot...”. Conferir Yehoshua/Josué 12:“ desde a campina até ao mar de Quinerete, para o oriente e até ao mar da Campina, o mar Salgado, para o oriente, pelo caminho de Bete-Jesimote; e desde o sul abaixo de Asdode-Pisga.” e 13:“20 Bete-Peor, as faldas de Pisga e Bete-Jesimote;”.
[41] Bamidbar/Números 21:21 – Yisra'El. Ver Shofetim/Juízes 11:“19. Mas Yisra'El enviou mensageiros a Seom, rei dos amorreus, rei de Cheshbon; e disse-lhe: Deixa-nos, peço-te, passar pela tua terra até ao meu lugar.”. Alguns dizem que Mosheh os enviou. Em D'varim/Deuteronômio 2:“26. Eu enviei emissários do Deserto de Kedemot a Sichon, rei de Cheshbon, com uma mensagem pacífica, dizendo:”. De acordo com a tradição, o encontro com Sichon ocorreu no sexto mês, um mês após a morte de Aharon.
[42] Bamidbar/Números 21:21 – Sichon. Em hebraico é: סיחון Sichon ou סיחן Sichon. Procedente da raiz סוח Suach. Em português, a partir do transliterado é grafado como ‘Sua’ significando 'impetuoso'.  Um aserita, filho de Zofa;  Seom = 'guerreiro'. Rei dos emoriy na época da conquista derrotado por Mosheh na Transjordânia. Também se liga a סין 'Sin’, de derivação incerta.  Em português, a partir do transliterado é grafado como ‘Sim’ significando 'espinho' ou 'barro'. Pode se referir a  uma cidade na parte oriental do Egito ou  a região deserta entre Elim e Sinai.
[43] Bamidbar/Números 21:21 – Emoriy. Verificar Bereshit/Gênesis 10:“16. assim como os jebuseus, os amorreus, os gergeseus,” e 14:“7. Voltando, chegaram à fonte do julgamento, em Kadesh e devastaram a terra dos Amaleki, assim como os emoriy que habitavam em Chatsatson-Tamar”.
[44] Bamidbar/Números 21:22 – Deixa-nos. Literalmente 'me'.
[45] Bamidbar/Números 21:23 – Yahtsah.  Segundo o Targum. Segundo a Septuaginta é 'Iahatsá. 'Iáhats' é encontrado em Yeshayahu/Isaías 15:“4 Tanto Cheshbon como Eleale andam gritando; até Jaza (Iáhats) se ouve a sua voz; por isso, os armados de Moav clamam; a sua alma treme dentro dele.” em Yirmiyahu/Jeremias 48:“34 Ouve-se o grito de Cheshbon até Eleale e Jasa(Iáhats) e de Zoar se dão gritos até Choronain e Eglate-Selisias; porque até as águas do Ninrim se tornaram em assolação”. Ela foi designada para Reu'ven, conforme Yehoshua/Josué 13:“15 Deu, pois, Mosheh à tribo dos b’nei Re’uven, segundo as suas famílias, 16 começando o seu território com Aroer, que está à borda do vale de Arnon, mais a cidade que está no meio do vale e todo o planalto até Medeba; 17 Cheshbon e todas as suas cidades, que estão no planalto: Dibom, Bamot-Baal e Bete-Baal-Meom, 18 Jaza(Iáhats), Quedemot, Mefaate;” e era uma cidade levítica. Em hebraico é יהץ Yahats ou יהצה Yahtsah ou (feminino) יהצה Yahtsah. Procede de uma raiz não utilizada significando selar; Jasa ou Jaza = 'esmagado'.  Um lugar em Re’uven, a leste do mar Morto, onde Yisra'El derrotou Sichon, rei dos amorreus; localização incerta. Ela pode ser identificada como com Jalul de Kirbet el-Teim, cerca de 24 quilômetros a leste da extremidade norte do Mar Morto e 11 quilômetros ao sul de Cheshbon.
[46] Bamidbar/Números 21:23 – Atacou. Alguns dizem que Mosheh provocou a batalha ao Comando do Eterno, como diz Flavio Josefus em Antiguidade, 4:5:2. Também em D'varim/Deuteronômio 2:“24 Agora apressem-se e cruzem o Riacho Arnon. Vê! Entreguei em tuas mãos Sichon, o rei emoriy de Cheshbon e sua terra. Começa a ocupação! Provoque-o para a guerra”!
[47] Bamidbar/Números 21:24 – Yisra'El golpeou-o com a espada. Flavio Josefus, em Antiguidades 4:5:2, afirma que Sichon não teve coragem de lutar contra os Yisre’eliym e quando os emoriy tentaram parar em busca de água, eles foram mortos.
[48] Bamidbar/Números 21:24 – Yabok. Diz Bereshit/Gênesis 32:“22 Naquela mesma noite ele se levantou com suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos e cruzou a passagem do rio Yavok”. Em hebraico encontramos: יבק Yabok.  Em português, a partir do transliterado é grafado como ‘Jaboque’ significando desembocador. Um ribeiro que cruza a cadeia de montanhas de Gilad e deságua no lado leste do Yarden, aproximadamente a meio caminho entre o mar da Galileia e o mar Morto. O Yabok corre paralelo ao Arnon, cerca de 80 quilômetros ao norte dele.
[49] Bamidbar/Números 21:24 – Amoniy. Ver Bereshit/Gênesis 19:“38 A mais nova teve também um filho, ao qual chamou Ben-Ami: Este é o pai dos amoniy, que vivem ainda hoje.”. O território deles ficava a leste da terra de Sichon, começando cerca de 32. quilômetros a leste do Yarden. Amon e Moav  eram  primos, haja vista serem filhos das filhas de Lot e ao mesmo tempo irmãos delas por parte de pai. Daí o porque de suas terras serem próximas uma à outra. Alguns dizem que os amoniy também tinham terras ao norte de Yabok. A moderna Aman, na Jordânia, deriva seu nome de Amon.
[50] Bamidbar/Números 21:24 – Eram fortificadas. Segundo o Targum. Isso porque o Eterno falou aos Israelitas para não atacarem Amon. Outros veem 'Az' como um nome próprio, o qual a Septuaginta traduz como 'I'azer', conforme se pode ver no perek/capítulo 21., passuk/versículo 32. A Torah, assim diz, 'Az era a fronteira de Amon'. Outras fontes aparentemente identificam 'Az' com 'Ar' como acontece no perek/capítulo 21, passuk/versículo 15 em que fortaleza. Em hebraico é 'ar'. Outras fontes tem 'Ar' como o nome de um lugar. Como vemos aqui, era no Arnon, mais provavelmente no ramo sul. Ele foi atacado pelos emoriy, conforme o perek/capítulo 21, passuk/versículo 28, adianta, mas aparentemente mantido por Moav ou por eles habitado, conforme D'varim/Deuteronômio 2:“9 O Eterno disse-me: “Não ataques Moav e não os provoques para a luta. Eu não te darei a terra deles como uma herança, desde que Eu já dei Ar aos descendentes de Lot como herança deles.”. 'Ar' – esse  é o nome da área onde Moav vivia. Mas realmente alguns têm 'Shebet Ar' como o nome de um lugar. Também D'varim/Deuteronômio 2:“29 assim como nós passamos pelo território de Essav, em Se'ir e Moav em Ar...”. Também em Yeshayahu/Isaías 15:“1 Sentença contra Moav. Certamente, numa noite foi assolada Ar de Moav e ela está destruída; certamente, numa noite foi assolada Quir de Moav e ela está destruída”. Portanto, embora os Yisre’eliym passassem por 'Ar', eles não conquistaram esse lugar. Alguns dizem que as fronteiras de Amon estendiam-se ao sul até 'Ar'. A septuaginta traduz esse versículo da seguinte maneira: “O Eterno designou ribeiros para fazer 'Ar' morar aqui”.
[51] Bamidbar/Números 21:25 – Mais tarde. Verificar perek/capítulo 32, passuk/versículo 2, adiante e Yehoshua/Josué 13:“17.Hesbom e todas as suas cidades, que estão no planalto: Dibom, Bamot-Baal e Bete-Baal-Meom,”. 
[52] Bamidbar/Números 21:25 – Cheshbon. A capital emorita. Ficava cerca de 24. quilômetros a leste da extremidade norte do Mar Morto.
[53] Bamidbar/Números 21:26 – Ele lutou contra o primeiro rei de Moav. Alguns dizem que esta guerra ocorreu quatro anos antes. Porque Sichon tinha conquistado Moav, foi permitido aos Yisre’eliym  ocupá-la.
[54] Bamidbar/Números 21:27 – Menestréis. Poetas ou criadores de parábolas, possivelmente denotando profetas; mulheres que fazem parábolas ou pessoas que falam por parábolas, segundo a Septuaginta. Em hebraico é 'mosh'lim'. Ou 'governantes', possivelmente os governadores sob Sichon, mencionados em Yehoshua/Josué 13:“21 e todas as cidades do planalto e todo o reino de Seom, rei dos emoriy, que reinou em Cheshbon, a quem Mosheh feriu, como também os príncipes de Midian, Evi, Requem, Zur, Hur e Reba, príncipes de Seom, moradores da terra”. Alguns dizem que eles foram Bilam e seu pai Be'or. Diz Yirmiyahu/Jeremias 48:“45 Os que fogem param sem forças à sombra de Cheshbon; porém sai fogo de Cheshbon e labareda do meio de Seom e devora as têmporas de Moav e o alto da cabeça dos filhos do tumulto”.
[55] Bamidbar/Números 21:28 – Ar de Moav. Ou 'Fortaleza de Moav'. Verificar a Nota de Rodapé nº 65, acima.
[56] Bamidbar/Números 21:29 – Kemosh. Uma divindade moaviy, possivelmente um deus guerreiro. Verificar Shofetim/Juízes 11:“24 Não é certo que aquilo que Quemos/Kemosh, teu deus, te dá consideras como tua possessão? Assim, possuiremos nós o território de todos quantos o Eterno, nosso Elohim, expulsou de diante de nós.”. É considerada como uma formação natural de rocha negra na forma de uma mulher. Sua adoração incluía raspar a cabeça. Em hebraico temos: כמוש Kemosh ou (Yirmyahu/Jeremias 48:7) כמיש Kemiysh. Em português, partindo do transliterado é grafado como ‘Quemos’ significando ‘subjugador’. Uma divindade nacional dos moaviy e um elohim dos amoniy.  Também identificado com ‘Baal-Peor’, ‘Baal-Zevuv’, ‘Marte’ e ‘Saturno’. O culto a este deus foi introduzido em Yerushalaiym por Sh'lomo e abolido pelo rei Yoshiyahu, de Yehudah. Conforme Yirmiyahu/Jeremias 48:“13 Pois, por causa da tua confiança nas tuas obras e nos teus tesouros, também tu serás tomada; Quemos sairá para o cativeiro com os seus sacerdotes e os seus príncipes juntamente. Moav terá vergonha de Quemos, como a casa de Israel se envergonhou de Betel, sua confiança”.
[57] Bamidbar/Números 21:30 – Divon. Uma cidade cerca de 5. quilômetros ao norte do Arnon e 19. quilômetros a este do Yarden. Ela foi mais tarde ocupada por Gad, como indica o perek/capítulo 32, passuk/versículo 34. e 33:45, adiante. Considerar nota de rodapé para o perek/capítulo 21, passuk/versículo 12, acima. Também Yehoshua/Josué 13:“9 As suas terras iam desde Aroer, na beira do vale do Arnom, e desde a cidade que ficava no meio daquele vale, até Dibom, incluindo todo o planalto de Medeba”. Cheshbon ficava ao norte do reino de Sichon, enquanto Divon ficava ao sul de seu território conquistado. Em hebraico é: דיבון Diybown ou (forma contraída) דיבן Diybon. Dibom = 'desperdício'. Uma cidade em Moav no lado leste do Jordão que foi tomada pelos Israelitas e reconstruída pelos filhos de Gad. Um local no sul de Judá habitada novamente pelos descendentes de Judá após o retorno do cativeiro.
[58] Bamidbar/Números 21:30 – Nofach. O nome de um lugar. Ou 'ela foi devastada a ponto de corpos apodrecerem até Medebah', conforme a Septuaginta. Aqui 'nofech' é tido como 'inflar' ou 'inchar' ou 'soprar' para acender um fogo. Em hebraico é: נפח naphach. Respirar, soprar, cheirar, ferver, entregar ou perder (a vida). (Qal) respirar, soprar. (Pual) ser soprado. (Hifil) fazer ofegar. 05302 נפח Nophach. Nofa = 'rajada'. Um lugar em Moav.
[59] Bamidbar/Números 21:30 – Medevah. Uma cidade 6. quilômetros ao sul de Cheshbon, na Estrada Real. Diz Yehoshua/Josué 13:“9.As suas terras iam desde Aroer, na beira do vale do Arnom, e desde a cidade que ficava no meio daquele vale, até Dibom, incluindo todo o planalto de Medeba.” e Yeshayahu/Isaías 15:“2. Os moradores de Dibom chorarão no lugar sagrado que fica no monte. Os moaviy choram a destruição das cidades de Nebo e de Medeba; em sinal de tristeza, rapam a cabeça e a barba”. Em hebraico temos: מידבא  'Meydeba. Em português, a partir do transliterado é grafado como ‘Medeba’ significando 'água de descanso'.  Uma cidade em Moav designada para Re'uven e localizada a 6 km (4 milhas) ao sudoeste de Cheshbon; a cidade ainda existe. Parece que Sichon destruiu o poder de Moav até o sul, alcançando Divon, mas na área imediatamente ao redor de Cheshbon ele matou todos os habitantes.
[60] Bamidbar/Números 21:32 – Ia'azer. Em hebraico temos: יעזיר Ya'azeyr ou יעזר Ya'̀zer. Em português, a partir do transliterado é grafado como ‘Jazer’ significando 'ajudado'. Uma cidade levítica a leste do Yarden, em Gilad, no território de Gad, anteriormente uma cidade dos amoriy; localização desconhecida. Uma cidade bem a oeste de Amon Rabah, posteriormente na fronteira leste de Gad. Considerar a Nota de Rodapé para perek/capítulo 21, passuk/versículo 24. Ela estava aparentemente na fronteira leste do reino de Og, próxima do limite amoniy.
[61] Bamidbar/Números 21:32 – Eles. Os espiões. Alguns dizem que eles foram conduzidos por Kalev e Pinechas. Isto ocorreu depois do festival de Sukot, isto é, em  torno do sétimo mês, cerca de seis semanas depois da derrota de Sichon. De acordo com algumas fontes, ocorreu um pouco depois da derrota de Og.
[62] Bamidbar/Números 21:33 – Os Yisre’eliym. Conforme alguns entendem que somente os combatentes foram a Bashan, enquanto o restante do acampamento permaneceu em Aravot Moav.
[63] Bamidbar/Números 21:33 – Continuaram. Literalmente 'voltearam'. Pode significar porém, que a força expedicionária voltou de Ia'azer e dirigiu-se ao reino de Og.
[64] Bamidbar/Números 21:33 – Bashan. Esta é a área leste do Mar de Kineret. Flavio Josefus, em Antiguidades  4:5:3 a identifica como Gilad e Golan, o presente Golan.
[65] Bamidbar/Números 21:33 Edrei. A capital de Og, cerca de 51 quilômetros a sudeste no Kineret que mais tarde foi dada a Menachem, conforme Yehoshua/Josué 13:“31 Incluíam a metade da região de Gilad, Ashtarot e Edrei, cidades do reino de Og, em Bashan. Essas terras foram dadas às famílias de metade dos descendentes de Maquir, filho de Menasheh”. Esta era a terra de Refaim, que tinham sido destruídos por Kedarlaomer e seus aliados, conforme Bereshit/Gênesis 14:“5 No décimo quarto ano, Kedarlaomer pôs-se em marcha com os reis que se tinham aliado a ele e feriram os refaim em Asht’rot-Carnayim e igualmente os zusim em  Ham, os emim em Shave-Kiriatayim”. Considerar a próxima Nota de Rodapé. A LXX interpreta “refaim” como gigantes e a Peshitta como poderosos’. O Targum Onkelos concorda com a LXX. 
[66] Bamidbar/Números 21:33 – Og. De acordo com a antiga tradição Sichon e Og eram irmãos e tinham 800 anos de idade na ocasião descrita em Bamidbar/Números 21:“21 Yisra'El enviou emissários a Sichon, rei dos emoriy, com a seguinte mensagem: 22 Deixa-nos passar através de tua terra...”. Ambos eram gigantes, mas Og era maior”. Como vimos Og era um gigante descrito como um dos sobreviventes de Refaim, uma raça de gigantes. Ele é descrito como tendo uma cama de 4. metros de comprimento em D'Varim/Deuteronômio 3:11. De acordo com a tradição ele sobreviveu ao dilúvio dos dias de Noach. Há fontes que dizem que Og tinha 500 anos de idade e que se não fosse irmão de Sichon era um amigo muito próximo. Em hebraico encontramos: עוג Og.  Provavelmente procedente de Ug. É uma raiz. Pode significar ‘assar, assar um bolo’. Og significa 'de pescoço longo'. Um rei emoriy de Bashan e um dos últimos representantes dos gigantes de Refaim.
[67] Bamidbar/Números 21:33 – Bashan. Em hebraico é: בשן Bashan, vocábulo de derivação incerta. É um nome próprio de localidade. Em português, a partir do transliterado é grafado como Basã significando ‘frutífero’. Refere-se a um distrito a leste do Yarden/Jordão conhecido por sua fertilidade e que foi dado à meia tribo de Menasheh.

HAFTARAH
Sh'muel Alef/1ºSamuel 11:
1 Então Nachash[1], o amoniy, subiu e sitiou Yavesh Gilad. E disseram todos os homens de Yavesh a Nachash: ‘Faz aliança conosco e te serviremos’. 2 E Nachash, o amoniy, lhes disse: ‘Com esta condição farei aliança convosco: Que a todos vós eu arranque o olho direito e assim ponha esta vergonha sobre todo o Yisra’El’. 3 E lhe disseram os anciãos de Yavesh: ‘Deixa-nos por sete dias, para que enviemos mensageiros por todo o território de Yisra’El e se não houver ninguém que nos livre, então sairemos a ti’. 4 E os mensageiros chegaram à Colina de Sha’ul e falaram estas palavras aos ouvidos do povo e todo o povo levantou a sua voz e chorou. 5 E Sha’ul, que voltava dos campos, atrás dos bois, disse: ‘Que tem o povo que chora’? E contaram-lhe as palavras dos homens de Yavesh. 6 Ouvindo essas palavras  a Ruach Elohim repousou sobre Sha’ul e acendeu-se intensamente a sua ira. 7 E tomou um par de bois, cortou-os em pedaços e os enviou a todo o território de Yisra’El, pelas mãos dos mensageiros, dizendo: ‘Quem não sair atrás de Sha’ul e atrás de Sh’muel assim se fará aos seus bois’! Então caiu o temor do Eterno sobre o povo e saíram como um só homem. 8 E contou-os em Bezek[2] e os homens de Yisra’El eram trezentos mil e os de Yehudah, trinta mil. 9 Então disseram aos mensageiros que vieram: ‘Assim dizei aos homens de Yavesh Gilad: Amanhã, ao aquecer-se o sol, tereis salvação’! E os mensageiros vieram e informaram os homens de Yavesh e estes se alegraram. 10 E os homens de Yavesh disseram: ‘Amanhã sairemos a vós e nos farei conforme tudo o que parecer bem aos vossos olhos’. 11 No dia seguinte, Sha’ul pôs o povo em três companhias e vieram ao meio do acampamento pela vigília da manhã e feriram Amon até que o dia aqueceu. E os restantes se espalharam e não ficaram dois deles juntos. 12 E o povo disse a Sh’muel: ‘Quem foi que disse que ‘Sha’ul reinará sobre nós? Dai-nos aqueles homens e os mataremos’! 13 Porém Sha’ul disse: ‘Hoje não morrerá nenhum homem, pois hoje o Eterno fez salvação em Yisra’El’! 14 E Sh’muel disse ao povo: ‘Vinde, vamos a Gilgal e renovemos ali o reino’! 15 E todo o povo partiu para Gilgal e coroaram ali Sha’ul por rei perante o Eterno, em Gilgal e ofereceram ali sacrifícios de paz perante o Eterno e Sha’ul se alegrou muito ali, junto com todos os homens de Yisra’El.

Melachim Alef/1ºReis 20:
1 E Ben Hadad, o rei de Aram, reuniu todas as suas forças e trinta e dois reis estavam com ele e cavalos e carros. E subiu e sitiou a região de Shomron, guerreando contra ela. 2 E enviou mensageiros a Achav[3], o rei de Yisra’El, à cidade 3 e disse-lhe: ‘Assim disse Ben Hadad: A tua prata e o teu ouro são meus e as tuas mulheres e os melhores de teus filhos são meus’. 4 E o  rei de Yisra’El respondeu e disse: ‘Conforme a tua palavra, ó rei, meu senhor, eu sou teu, assim como tudo quanto possuo’. 5 E os mensageiros tornaram a vir e disseram: ‘Assim disse Ben Hadad, dizendo: Na verdade, o que mandei te dizer antes foi que tu hás de me dar a tua prata e o teu ouro, as tuas mulheres e os teus filhos! 6 Portanto, amanhã, a esta hora, enviarei os meus servos a ti para revirar a tua casa e a casa dos teus servos e tudo que for aprazível aos seus olhos pegarão e levarão consigo’. 7 E o rei de Yisra’El chamou a todos os anciãos da terra e disse: ‘Notai e vede como esse homem procura o mal, pois mandou pedir-me as minhas mulheres, os meus filhos, a minha prata e o meu ouro e não lhe neguei’. 8 E todos os anciãos e todo o povo lhe disseram: ‘Não lhe dês ouvidos, nem consintas’. 9 E disse aos mensageiros de Ben Hadad: ‘Diz ao rei, meu senhor: ‘Tudo o que primeiro mandaste pedir a teu servo farei, porém isto não posso fazer’! E os mensageiros foram e levaram esta resposta a ele. 10 E Ben Hadad enviou mensageiros a ele e disse: ‘Que os elohim me castiguem e em dobro, se o pó de Shomron bastar para encher as mãos de todo o povo que me segue’. 11 E o rei de Yisra’El respondeu e disse: ‘Dizei-lhe: Aquele que se arma para a guerra não deve se vangloriar como se já a tivesse vencido’. 12 Ao ouvir estas palavras, estando a beber com os reis nas tendas, disse aos seus servos: ‘Sitiem-na’! E sitiaram a cidade! 13 E um profeta se achegou a Achav, o rei de Yisra’El e disse: ‘Assim disse o Eterno: “Viste toda esta grande multidão? Eis que hoje a Entregarei nas tuas mãos, para que saibas que Eu sou o Eterno”’! 14 E Achav disse: ‘Através de quem’? E ele disse: ‘Assim disse o Eterno: “Através dos moços dos príncipes das províncias”. E disse: ‘Quem começará a batalha’? E disse: ‘Tu’. 15 E contou os moços dos príncipes das províncias e eram duzentos e trinta e dois. E depois deles contou a todo o povo, todos os b’nei Yisra’El – sete mil. 16 E saíram ao meio dia e Ben Hadad estava bebendo e embriagando-se nas tendas, ele e os trinta e dois reis que o ajudavam. 17 E os moços dos príncipes das províncias saíram primeiro. E Ben Hadad enviou espias, que lhe disseram: ‘Saíram de Shomron alguns homens’. 18 E ele disse: ‘Tanto se saíram em paz como para pelejar, tomai-os vivos’! 19 E aqueles moços dos príncipes das províncias saíram da cidade e o exército os seguia. 20 E eles mataram cada um o seu adversário e Aram fugiu e Yisra’El o perseguiu. E Ben Hadad, o rei de Aram, escapou a cavalo com alguns cavaleiros. 21 E o rei de Yisra’El saiu e destruiu os cavalos e os carros e infligiu a Aram uma grande derrota. 22 Então o profeta chegou-se A Yisra’El e lhe disse: ‘Vai, fortalece-te, atenta e vê o que deves fazer, porque no decurso de um ano o rei de Aram subirá contra ti’. 23 E os servos do rei de Aram lhe disseram: ‘Os elohim deles são elohim dos montes, por isso foram mais fortes do que nós. Porém, batalhemos contra eles na planície e, por certo, veremos se não somos mais fortes do que eles’! 24 ‘Faz assim: Tira os reis, cada um do seu lugar e substitui-os por capitães 25 e mobiliza outro exército, como o exército que perdeste e cavalo por cavalo, carro por carro e batalhemos contra eles na planície e veremos se não somos mais fortes do que eles’! E deu ouvidos ao que disseram e assim fez. 26 Passado um ano, Ben Hadad mobilizou Aram e subiu a Afek, para combater contra Yisra’El. 27 Também os b’nei Yisra’El foram mobilizados e, providos de víveres, marcharam contra eles. E os b’nei Yisra’El acamparam defronte deles, como dois pequenos rebanhos de cabras, mas Aram enchia a terra. 28 E o homem de Elohim chegou e falou ao rei de Yisra’El e disse: ‘Assim disse o Eterno: “Porquanto Aram disse: ‘O Eterno é elohim dos montes e não o elohim dos vales’, entregarei toda esta grande multidão nas tuas mãos, para que saibas que Eu sou o Eterno”. 29 E ficaram acampados um defronte do outro por sete dias. No sétimo dia, a batalha começou e os b’nei Yisra’El feriram cem mil soldados de infantaria de Aram, num só dia 30 e os que restaram fugiram para Afek, entrando na cidade e um muro caiu sobre os vinte e sete mil homens que restavam. Mas Ben Hadad fugiu e veio à cidade, indo a uma câmara interna. 31 E os seus servos lhe disseram: ‘Ouvimos dizer que os reis da Casa de Yisra’El são reis clementes. Ponhamos, pois, sacos aos lombos e cordas nas nossas cabeças e saiamos ao rei de Yisra’El; pode ser que ele poupe a tua vida’. 32 E amarraram sacos nas costas e cordas às cabeças e vieram ao rei de Yisra’El e disseram: ‘Assim diz o teu servo Ben Hadad: Deixa-me viver’! E ele disse: ‘Ele ainda está vivo? Ora, ele é meu irmãos’! 33 E aqueles homens tomaram isto por bom presságio e apressaram-se em apanhar a sua palavra e disseram: ‘Teu irmão Ben Hadad vive’! E ele disse: ‘Vinde, trazei-o’! E então Ben Hadad veio à sua presença e o fez subir ao carro. 34 E ele disse: ‘As cidades que o meu pai tomou do teu pai, eu as restituirei a ti e faz para ti ruas em Damesek, como meu pai fez em Shomron’. ‘E eu’ – respondeu Achav – ‘te deixarei ir com esta aliança’. E fez uma aliança com ele e o deixou ir. 35 E um dos homens dos filhos dos nevi'im disse ao seu companheiro pela Palavra do Eterno: ‘Fere-me, rogo’! E o homem se recusou a feri-lo. 36 E ele disse: ‘Por que não obedeceste à Voz do Eterno, eis que, ao deixar-me, um leão te ferirá’. E logo que se apartou dele, um leão o encontrou e o feriu. 37 Depois encontrou outro homem e lhe disse: ‘Fere-me, rogo’! E aquele homem o golpeou, ferindo-o. 38 E o profeta foi e pôs-se no caminho à espera do rei e disfarçou-se com um véu sobre os seus olhos. 39 Quando o rei passou, ele clamou ao rei e disse: ‘O teu servo estava no meio da batalha e eis que um homem, voltando-se, me trouxe um outro e disse: Guarda-me este homem; se ele por acaso vier a faltar, a tua vida responderá pela vida dele ou então pagarás um talento de prata. 40 E estando o teu servo ocupado de uma e de outra parte, ele desapareceu’! Então o rei de Yisra’El lhe disse: ‘Esta é a tua sentença; tu mesmo a pronunciaste’. 41 Então ele se apressou e tirou o véu de sobre os seus olhos e o rei de Yisra’El reconheceu que era um profeta. 42 E disse-lhe: ‘Assim diz o Eterno: “Porquanto deixaste escapar da mão o homem que havia posto para destruição, a tua vida responderá pela vida dele e o teu povo pelo povo dele”’. 43 E o rei de Yisra’El foi à sua casa, desgostoso e indignado e veio a Shomron.


[1] Sh'muel Alef/1ºSamuel 11:1 – Nachash. Em hebraico encontramos: נחש nachash, uma raiz que pode significar: Praticar adivinhação, adivinhar, observar sinais, aprender por experiência, observar diligentemente, tomar por presságio, serpente.  Enfim, significa: Adivinhação, encantamento.
[2] Sh'muel Alef/1ºSamuel 11:8 – Bezek: Em hebraico é: בזק Bezek, procedente de (בזק bazak,  significando ‘relampejar’. É um nome masculino que significa: relâmpago, raio). בזק Bezek é um nome próprio de localidade. Em português, a partir do transliterado é grafado como: ‘Bezeque’ significando 'relâmpago'. Refere-se à terra de Adoni-Bezek, o lugar onde Yisra'El ajuntou-se sob a liderança de Sha’ul.
[3] Melachim Alef/1ºReis 20:2 – Achav. Temos em hebraico: אחאב Achav, uma ocorrência (por contração) אחב Echab (Yirmiyahu/Jeremias 29: “22 Daí surgirá nova espécie de maldição entre os exilados de Yehudah que estão na Babilônia: O Eterno te faça como a Tsidkyahu/Zedequias e como a Achav/Acabe, os quais o rei da Babilônia assou no fogo;”. ). É um nome próprio masculino procedente de (אח ach. É um nome masculino que pode significar: Irmão, irmãos de mesmos pais, meio-irmão de mesmo pai, parente, parentesco, mesma tribo, um em relação a outro em relacionamento recíproco, referindo-se a semelhança no sentido figurado) e (אב av, uma raiz. É um nome masculino que pode significar: Pai de um indivíduo referindo-se ao Eterno como pai de Seu povo, cabeça ou fundador de uma casa, grupo, família ou clan, antepassado, avô, antepassados de uma pessoa referindo-se ao povo, originador ou patrono de uma classe, profissão ou arte referindo-se ao produtor, gerador ou referindo-se à benevolência e proteção. Termo de respeito e honra, governante ou chefe). Enfim, אחאב Achav significa 'irmão do pai'. Refere-se a um rei de Yisra'El, filho de Onri, marido de Izevel/Jezabel ou a um falso profeta executado por Nebuchadnetzar/Nabucodonosor, na época de Yirmyahu/Jeremias.

SHIRIM U'CHOCHMAH
Kohelet/Eclesiastes 4:
1 Voltei-me para contemplar os atos de opressão que sob o sol são praticados e eis que vi fluir lágrimas dos olhos dos oprimidos sem que houvesse quem os confortasse. O poder está nas mãos do opressor e não há quem console o sofredor. 2 Considerei, por isto, que mais louváveis são as que já pereceram do que os que ainda vivem. 3 Melhor que ambos é ainda o que não chegou a nascer e, portanto, não conhece o mal que se pratica sob o sol. 4 Vi que toda a labuta e a dedicação na busca da perfeição na realização das tarefas decorre da inveja despertada no homem contra seu  semelhante; e isto é vão e frustrante. 5 Os tolos cruzam as mãos em indolência e devoram sua própria carne. 6 Melhor parece uma porção de tranquilidade que duas mãos cheias, conquistadas com esforço e frustração. 7 Mais uma vez percebi a futilidade de tudo que há sob o sol. 8 Existe aquele que está só, não tendo nem filho nem irmão; entretanto, é infindável seu labor e seus olhos não encontram satisfação plena e não questiona para que trabalha tanto e por que priva sua alma de qualquer prazer. Este também é um procedimento vão e infeliz. 9 Melhor estão dois juntos que o solitário, pois melhor será o resultado do que fazem. 10 Pois se os dois caírem, cada um soerguerá seu companheiro; o solitário, porém, ao tropeçar, não tem quem o possa socorrer. 11 Além disso, se dois se deitam juntos, aquecem-se um ao outro, mas como se aquecerá o que está solitário?

SHIR MIZMOR
Tehilim/Salmos 112:
1 HaleluYah! Louvado seja o Eterno! Bem aventurado é o homem que teme ao Eterno e que ardentemente se dedica a cumprir Seus preceitos. 2 Poderosa na terra será sua descendência, uma geração íntegra e abençoada. 3 Fartura e riqueza haverá em sua casa e sua generosidade durará para sempre. 4 Mesmo na escuridão, uma luz resplandece para os íntegros, pois Ele é compassivo, misericordioso e justo. 5 Bem haverá para quem tem compaixão e empresta a quem necessita e seus negócios conduz com equidade. 6 Jamais será abalado; eterna será a lembrança do justo. 7 Não se intimidará com notícias funestas, pois seu coração firmemente confia no Eterno. 8 Ele se sente seguro e não é temeroso e testemunhará o fracasso de seus inimigos. 9 Ele oferece e distribui o que precisam os necessitados; perene será a sua benevolência e com glória será exaltado. 10 O ímpio, porém, ao ver o que acontece se sentirá revoltado; inutilmente rangerá seus dentes e terá frustrada sua ambição.
compilado por Yossef ben Yisra'El

Bom estudo e Shabat Shalom!