segunda-feira, 29 de abril de 2013

SEDRAH 107 - RESUMO SEMANAL (HA'ISHAH / MULHERES)

"Cria em mim, ó Elohim, um coração puro, e renova em mim um espírito reto."
Tehilim (Salmos 51)

RESUMO DO ESTUDO SEMANAL DA SEDRAH
Bamidbar (Números) 14:1-45
A MURMURAÇÃO DE YISRA'EL
A Sedrah desta semana está em Bamidbar (Números) 14. O assunto tratado dá continuidade ao evento anterior, no qual os dez líderes/espias enviados a espiar a Terra Prometida trouxeram desonra no meio do povo por conta do relatório contraditório que, gerando revolta, fez com que o povo afrontasse à Hashem e sofresse as conseqüências  de seus atos, uma vez que O Eterno é justo. 
Nesse episódio, especificamente, notamos a reação de um povo ingrato e injusto, que de maneira insolente desobedece a voz do seu líder, infringindo as regras impostas pelo próprio Elohim e, como conseqüência da indisciplina, sofre derrota e morte.
A imagem que nos vêm à mente é de uma multidão em luto; uma fraqueza total, muita desconfiança, amargura de espírito; um povo atormentado e até mesmo depressivo. Por outro lado percebemos o desapontamento do próprio Criador, que os escolheu, os amou, os livrou e  protegeu.  
Mais uma vez, o povo desagrada Hashem de tal forma, que Ele deseja destruir todos aqueles que se contaminaram e murmuraram contra Ele ... No episódio do bezerro de ouro O Eterno também desejou destruir o povo, pois, haviam idolatrado outro deus. Neste caso a afronta não foi diferente! Revoltados, o povo já não desejava mais seguir adiante e entrar na terra, para servir e estar na presença do Único Elohim. Eles desejaram que um novo líder fosse levantado no lugar de Mosheh para guiá-los  de volta ao Egito e assim, estariam mais uma vez na escravidão e na idolatria. Infelizmente, diante dos obstáculos, perderam a fé no meio do Caminho.
A ofensa foi tão grande que olhando essa situação parece ironia, porém, jamais podemos imaginar que somos melhores que nossos antepassados e que jamais faríamos isto, pois a arrogância nos cega. Se tudo isso foi relatado na Torah minuciosamente, no mínimo, é para que pudéssemos aprender e vigiar... O cuidado deve ser dobrado, pois, como imaginar que eles desejaram voltar ao Egito, onde eram feitos escravos, a entrar na terra e usufruir de tudo aquilo como filhos do Criador?!
Muitas vezes nos vemos em situações extremamente parecidas, mas, precisamos ter autocontrole e muita convicção daquilo que cremos e que temos vivido diante da Torah de Hashem, para não agirmos por impulso ou até mesmo por rebeldia. 
Atualmente, temos vivido em comunidade (uma sinagoga), procurando zelar por aquilo que o Eterno nos entregou e cumprindo as Suas Instruções, a própria Torah. Quão grande deve ser a nossa alegria e gratidão diante de tanto que recebemos. 
E o que temos feito diante de tudo isto? Quantas vezes nos deparamos com nossos sentimentos contraditórios (como aqueles que assombraram o povo), numa guerra interna, desvalorizando o que temos recebido e que até mesmo, por falta de sabedoria e entendimento, desprezando o que temos vivido e abrindo mão de viver aquilo que ainda está por vir.
Como é admirável o comportamento de Mosheh, quando Hashem pronuncia a destruição do povo. Quanto zelo pelo nome do Eterno, pedindo que não fizesse aquilo, pois os egípcios o difamariam, dizendo que: “Não podendo o Elohim deles fazê-los entrar na terra prometida matou-os no deserto.” 
Essa também deveria ser a nossa atitude para com o nosso Criador; nossa demonstração de amor e respeito; ações baseadas no zelo pela Torah, na obediência, no nível de relacionamento que exercitamos com o nosso próximo.
Quando iremos deixar de nos preocupar conosco mesmos e pensar como povo; nos preocupar com o Reino, como fez Mosheh? Um verdadeiro exemplo! 
A súplica de Mosheh foi atendida e O Eterno já não destruiria todo o povo, porém, a conseqüência ainda era terrível. Todos, acima de 20 anos, morreriam no deserto e não entrariam em Kena'an.
A pergunta que fica no ar e não quer se calar: “será que mesmo que O Eterno tenha proclamado algo sobre O Seu povo, não haveria nada que pudessem fazer para que fossem livres daquele mal? Se tivessem se prostrado, se humilhado, clamado, se arrependido verdadeiramente ... Hashem, acaso, não lhes teria dado uma nova chance?”   
Em II Crônicas 7:14 temos encontramos a resposta: “E se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” 
Um outro relacionamento que temos para nos espelhar é o de David, um homem segundo o coração do Eterno, que errava pois era humano, mas, não deixava o orgulho domina-lo, antes se arrependia, se dobrava diante de Hashem, em total humildade.
Diante disso, fica uma lição ainda maior; se pecarmos, não estaremos totalmente condenados, temos a chance de nos arrependermos, de sermos perdoados e vivermos uma nova oportunidade diante de Hashem, sem jamais esquecer que todo pecado gera uma conseqüência da qual não seremos livrados, mas, por Sua Chessed não seremos destruídos.
Que façamos o propósito de reconhecermos nossos erros e nos arrependermos diante de Hashem, buscando um coração puro e uma vida de retidão, construindo assim um maior e melhor relacionamento, num alto nível de intimidade e amor para com nosso Elohim.
Tehilim 51:
"Tem misericórdia de mim, ó Elohim, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.( )  Cria em mim, ó Elohim, um coração puro, e renova em mim um espírito reto."
por: Reynah, Rivkah v'Divorach

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