quinta-feira, 11 de abril de 2013

SEDRAH 104 - RESUMO SEMANAL (HA'ISH / HOMENS)

"Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas de Tua Torah."  Tehilim (Salmos) 119:18


RESUMO DO ESTUDO SEMANAL DA SEDRAH


Texto estudado no último Shabat :
Bamidbar (Números) 11:1-15 

O texto começa com o povo elevando uma queixa ao Eterno por estar insatisfeito com o momento que estava vivendo no deserto. Ouvindo, O Eterno,  se irou de tal maneira contra os murmuradores, que Seu fogo ardeu entre eles, consumindo todos os que estavam na última parte do acampamento.

Uma questão debatida em nosso grupo foi a licitude ou não de reclamarmos ao Eterno. Chegou-se ao consenso de que há licitude, desde que o façamos diretamente a Ele, com ternura, transparência e submissão; exatamente o oposto do que aconteceu com o povo, que se queixava, resmungava entre si e que acabou gerando profunda irritação em HaShem.

Esse episódio nos mostra o quanto o Eterno não se agrada da murmuração; do Lashon Harah (língua má), que foi o que ocorreu no meio do povo e cujas consequências foram funestas.

O verso 4 indica que parte das multidões que saíram de Mitzrayim juntamente com os israelitas exerceram influência negativa, pois, ao sentiram desejo comer alguma carne e saudades do Egito, foram se queixar com os filhos de Israel, contaminando-os.

Esse fato deve servir de alerta para nós, hoje, pois, nos momentos de dificuldades, de tentações, muitas vezes, nos esquecemos do cativeiro “mental” a que estávamos sujeitos antes de conhecermos a Torah; e, onde, além de viver sob a égide da cultura ocidental, éramos induzidos a obedecer homens e seguir seus ídolos, dentro de um pensamento filosófico puramente greco-romano, totalmente em desacordo com a Torah.

Será, então, que não compartilhamos desse mesmo sentimento?  A Torah nos traz algumas restrições como, por exemplo, não trabalhar ou fazer negócios no Shabat; consumir determinados alimentos e, ainda, comer em determinados lugares.

Temos, portanto, de nos manter alertas quanto às tentações, desejos e cobiças da nossa carne, para não retrocedermos; o Eterno nos prova e quer nossa fidelidade!

No verso 6, o povo reclama que só havia o Manah. Esse sentimento de privação merece reflexão.

Afinal, o que representa o Manah hoje? O Manah para nós, em resumo, é viver inteiramente na dependência do Eterno, o que somente é possível se nossas vidas transcorrerem em total obediência à Torah, como forma de alcançar o melhor relacionamento possível com o Eterno.

Através desse texto HaShem nos ensina que não devemos ter quaisquer preocupações quando decidimos obedecê-Lo, pois, o Manah supria todas as necessidades alimentares do povo.
A única forma de evitarmos cair nesse mesmo comportamento é ACEITANDO A TORAH plenamente.

Nossos debates, nossas conversas e nosso estilo de vida, enfim, tudo em nossa vida deve ter como referência a Torah; não buscando pretextos para sua violação. Desde que sejamos firmes em nosso posicionamento de não transgredir, nada nos impede de convivermos com familiares e amigos que não observam a Torah, aproveitando a oportunidade para transmitir a eles nosso estilo de vida e demonstrar o quanto podemos aproveitar a vida, sem que para isso precisemos desobedecer as Instruções do Eterno.

Com isso, fica explicito nosso temor pelo Eterno, colocando-o em primeiro lugar em nossa vida e,  é dessa forma que manifestamos nossa irrestrita confiança e gratidão para com o Elohim Echad.

Assim como está escrito em Tehilim/Salmos 1, somos felizes, pois “nosso prazer está na Torah de YHWH e meditamos nEla dia e noite.”


por Yossef Ben  Israel, Peretz, Yaakov Ben Yehudah v'Yesher

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