terça-feira, 29 de janeiro de 2013

CICLO TRIENAL - SEDRAH 97 (Semana de 27 de janeiro a 03 de fevereiro/2013)

Torah:    Bamidbar/Números 3:14 - 4:20     
Tema(s):  O Recenseamento dos Levi'im e a Função dos B'nei Kehat
Haftarah:  Yeshayiahu/Isaias 43; 63
Tema(s)    A Libertação de Israel apesar da Ingratidão; O Juízo dos Povos
Shirim u’Chochmah: Tehilim/Salmos 97; Sefer Chochmah Yeshua ben Sirach/Livro da Sabedoria de Yeshua filho de Sirach 27
Tema(s):  HaShem Triunfa

PERGUNTAS

1  Os filhos de Kehat tinham uma função especial. Que função era essa?

2  Qual a principal promessa de YHWH para Israel em Yeshaiyahu/Isaias 43?

3  Por quê YHWH afirma que irá se vingar das nações em Yeshaiyahu/Isaias 63?

4  Quem se envergonhará, e quem se alegrará com os juízos de YHWH nos Tehilim/Salmos 97? Por quê?



TEHILIM/Salmos 97
(na perspectiva semita)

Reina o Eterno e por isto regozija-se a terra e alegram-se as incontáveis ilhas. Ele está envolvido por densas e escuras nuvens, e justiça e direito formam a base do Seu trono. Fogo O precede e abrasa os inimigos à Sua volta. Seus relâmpagos iluminam o mundo, e a terra os vê e estremece. Como cera se derretem os montes ante o Eterno, o Senhor de toda a terra. Os céus proclamam Sua justiça e todos os povos vêem Sua glória. Humilhados ficam todos os que veneram ídolos e deles se vangloriam. Diante Dele se prostram todos os poderosos. Tzión ouve e se alegra, e rejubilam-se as filhas de Yehudah/Judá ante Teus juízos, ó Eterno. Porque Tu, ó Eterno, és supremo sobre toda a terra, elevado acima de todos os poderosos. Vós que amais ao Eterno, repudiai o mal; Ele preserva as almas de Seus fiéis e os salva das mãos dos malévolos. Luz eterna foi semeada para os justos e alegria para os de coração puro. Alegrai-vos no Eterno todos os justos e rendei louvores à menção de Seu santo Nome.
Transliterado
Adonai malách taguêl haárets, yismechú iyím rabim. Anan vaarafêl sevivav, tsédec umishpát mechon kis’ó. Esh lefanav telêch, ut’lahêt saviv tsarav. Heíru veracav tevel, raatá vatachel haárets. Harim cadonág namássu milifnê Adonai, milifnê adon col haárets. Higuídu hashamáyim tsidcó, veraú chol haamim kevodó. Ievôshu col ôvede féssel hamit’halelim baelilím, hishtachavú ló col elohim. Shameá vatismach Tsión, vataguêlna benót Iehudá, lemaan mishpatêcha Adonai. Ki atá Adonai elión al col haárets, meod naalêta al col elohim. Ohavê Adonai sin’ú ra, shomer nafshot chassidáv, miiad reshaim iatsilêm. Or zarúa latsadic, uleyishrê lev simchá. Simchú tsadikim badonai, vehodú lezecher codshó. 

Cantando o Tehilim 97

ECLESIÁSTICO/Ben Sirach 
Capítulo (Perek) 27
A difícil justiça
1 Por causa do lucro muitos pecaram; quem procura enriquecer-se, desvia os olhos.
2 Como se finca a estaca no meio da juntura das pedras, assim também, entre a venda e a compra se introduz o pecado. [3]
4 Se não te mantiveres firme no temor de Elohim, depressa há de arruinar-se a tua casa.
5 Quando se sacode a peneira, ficam nela só os refugos: assim os defeitos da pessoa, na sua maneira de opinar.
6 Como o forno prova os vasos do oleiro, assim é a prova da tribulação para os justos.
7 O fruto revela como foi cultivada a árvore: assim, a palavra que provém do pensamento do coração.
8 Não elogies a ninguém, antes de ouvi-lo falar: aí está a pedra de toque das pessoas.

Palavras vãs
9 Se procurares a justiça, hás de alcançá-la e dela te revestirás como de um traje de gala: habitarás com ela e te protegerá para sempre, e no dia do ajuste de contas encontrarás apoio. 
10 Os pássaros da mesma espécie aninham-se juntos: assim a verdade volta para os que a praticam.
11 O leão está sempre à espreita da caça: assim os pecados armam laços aos que praticam a iniqüidade.
12 A fala do temente a Elohim permanece na Sabedoria; o estulto, porém, muda como a lua.
13 No meio dos insensatos restringe teu tempo; ao contrário, freqüenta os que têm bom senso. 

14 A fala dos estultos é detestável: suas risadas são sobre os prazeres do pecado.
15 A falação de quem muito jura arrepia os cabelos, e suas disputas fazem tapar os ouvidos. 16 Nas contendas dos soberbos há derramamento de sangue, e suas maldições são penosas de ouvir.
Falta de lealdade na amizade
17 Quem revela os segredos perde a confiança do amigo e não encontrará mais amigo íntimo. 
18 Ama teu amigo e une-te a ele com lealdade:
19 se, porém, revelares seus segredos, é inútil ires atrás dele.
20 Como alguém que enterrou um falecido, assim é aquele que perde a amizade do seu amigo: 

21 como aquele que deixou escapar um pássaro das mãos, assim deixaste partir o teu amigo e não o recuperarás.
22 Não o sigas, pois já está muito distante: fugiu, como a corça que escapou da armadilha, pois sua alma está ferida;
23 não podes mais alcançá-lo. Da própria maldição pode haver perdão,
24 mas revelar os segredos do amigo é cortar toda esperança.

Planejando maldades
25 Quem pisca o olho planeja maldades: quem conhece tal pessoa, mantém-se longe.
26 Na tua presença falará com doçura e admirará teus discursos; depois, porém, mudará de linguagem e apontará deslizes nas tuas palavras.
27 Muitas coisas aborreço, mas nenhuma como alguém assim: o próprio Senhor o detesta.
28 Quem atira uma pedra para cima, fá-la cair sobre a própria cabeça: um golpe traiçoeiro produz feridas no próprio traidor.
29 Quem abre uma cova, cai dentro dela; quem põe uma pedra no caminho do outro, nela tropeça; quem prepara uma armadilha para outrem, nela será apanhado.
30 Quem forja um plano malvado, contra ele o mal se volta sem que ele saiba de onde vem. 31 A ilusão e o escárnio atingem o orgulhoso, e a vingança, como um leão, o colherá de surpresa.
32 Serão presos na armadilha os que se alegram com a queda dos justos, e a dor os consumirá antes que morram.
Ira, furor e vingança
33 Ira e furor são duas coisas execráveis: até o pecador procura dominá-los. 

Bom estudo e Shabat Shalom!

domingo, 27 de janeiro de 2013

ANSIEDADE PELA JORNADA (REFLEXÃO SOBRE BAMIDBAR/NÚMEROS)


“E os filhos de Israel fizeram conforme a tudo o que YHWH ordenara a Mosheh; assim armaram o arraial segundo as suas bandeiras, e assim marcharam, cada qual segundo as suas gerações, segundo a casa de seus pais.” (Bamidbar/Números. 2:34)
É normal que ao se depararem com o princípio do livro de Bamidbar (Números), as pessoas se sintam ansiosas para irem adiante. Trechos que se referem a genealogias, ou à contagem e divisão do povo em seus clãs, famílias e tribos, costumam gerar um desejo de que se chege logo “ao que interessa”, geralmente uma narrativa ou um texto que contenha alguma instrução.
Ainda mais quando esses textos fazem parte de algum sistema de leitura regular, como por exemplo uma parashá (no sistema anual mais recente) ou uma sedrá (no sistema trienal mais antigo). Mesmo quando não dizemos em voz alta, é comum pensarmos: E agora, o que vou extrair de ensinamento disso? Melhor passar logo para uma parte mais relevante.
Penso que esse sentimento de ansiedade para chegarmos logo a algum lugar supostamente mais interessante nos permite sentir um pouco, mesmo que bem levemente, a ansiedade que nossos pais sentiram ao se depararem com a jornada adiante deles.
Bamidbar (Números) começa com o povo acampado no deserto do Sinai. Nada mais natural, após a saída do Egito e a recepção da Torah, que o povo estivesse ansioso para seguir logo viagem. Caso se apressassem, poderiam chegar à terra da promessa em alguns poucos dias. No entanto, YHWH faz o povo parar e se organizar de uma maneira singular.
Observe que todos os homens são contados, e o total ultrapassa os 600 mil! Não entrarei aqui no mérito de se o número é literal, que parece ser algo mais da nossa cultura, ou simbólico de uma enorme quantidade, que seria algo aparentemente mais alinhado com a cultura semita. Fato é que era muita gente, e a Torá diz que eles foram todos contados, e organizados segundo suas tribos, segundo a casa de seus pais, e em uma posição específica. E tudo isso muito antes de poderem seguir viagem.
A principal e preciosíssima lição disso, portanto, está na preocupação de YHWH para com o fato de que até o detalhe do detalhe deveria estar em ordem, para que apenas o melhor pudesse suceder para com o Seu precioso povo. O detalhe, que nos enfadonha e que nos deixa ansiosos, é algo de extrema importância para Ele.
Não temos culpa de estarmos inseridos numa cultura da pressa. Lembro-me de alguns anos atrás que uma rede de fast food lançou uma campanha onde se você não fosse atendido em 45 segundos (!!!), seu lanche sairia de graça. Isso ilustra o absurdo do rítmo que a sociedade em que vivemos impõe sobre nós. Não há tempo para detalhes. Não há tempo para o preparo. No entanto, não é assim se desejamos ter qualidade de vida.
A Torah não nos ordena que não sintamos ansiedade (como algumas religiões o fazem), pois seria absurdo achar que temos tal domínio consciente sobre nossas emoções. Mas a Torah nos ensina a controlarmos nossas ações, e a pararmos e a prestarmos atenção nos detalhes do que YHWH deseja de nós. Mesmo que, para isso, seja necessário exercer controle sobre nossa ansiedade pela jornada.
Shlomo haMelech (o rei Salomão) nos ensina:
Prepara de fora a tua obra, e aparelha-a no campo, e então edifica a tua casa.” (Mishlei/Provérbios 24:27)
É exatamente o que YHWH ordenou a Moshe que fizesse com o povo. Planejamento, preparo, antes de seguir viagem.
Trazendo esta lição para nosso cotidiano, temos um valioso ensinamento: Antes de tomarmos qualquer ação, coloquemos as coisas em ordem. Verifiquemos cada detalhe daquilo que pretendemos fazer. Paremos e pensemos: Que preceitos da Micrah (Escritura) se aplicam ao que estamos querendo fazer? Busquemos respostas, façamos planos, e oremos antes de agir.
por Sha'ul Bentsion
Jan 26, 2013

sábado, 26 de janeiro de 2013

CICLO TRIENAL LEYELADIM - SEDRAH 96 (A FUNÇÃO DOS LEVITAS)

Shalom, Yeladim
Na Sedrah passada começamos o quarto livro da Torah - Bamidbar  (Livro das Contagens / Números) que inicia com o Eterno dando Instruções à Mosheh para fazer um recenseamento (contagem) dos homens entre 20 e 60 anos - de todas as Tribos de Israel - que estivessem em condições de combater na guerra de conquista da Terra Prometida / Kena'an.
Vamos ao nosso estudo semanal? 
"O LEVI'IM E O SERVIÇO A HASHEM" 
Bamidbar/Números 2:14 - 3:13
Como vimos na Sedrah anterior, os B'nei Levi não foram contados no censo realizado entre as outras tribos, pois, O Eterno os separou para o serviço no Mishkan. Aos Levi'im foi designada a função de cuidar dos utensílios sagrados, montar e desmontar o Mishkan e, principalmente, realizar o Serviço a HaShem.
“Mas os levitas, segundo a tribo de seus pais, não foram contados entre eles, porquanto o YHWH tinha falado a Mosheh, dizendo: Porém não contarás a tribo de Levi, nem tomarás a soma deles entre os filhos de Israel”. Bamidbar 1:47-49.
E os Filhos de Israel seguiram as instruções de HaShem e marcharam com suas bandeiras/estandartes segundo a ordem estabelecida.
O perek/capítulo 3 inicia com Mosheh falando acerca da separação dos Filhos de Aharon para a Kehunah/Sacerdócio ao Eterno. “Estes são os nomes dos B’nei Aharon, dos sacerdotes ungidos, cujas mãos foram consagradas para administrar o sacerdócio” (Bamidbar/Números 3:2-3).
Na Bíblia o termo "ungir" tem um significado especial - está associado a "escolha  / separação" para uma missão específica. Assim, aqueles homens deviam ter suas vidas totalmente voltadas para a função mais importante de todas, a Kehunah/Sacerdócio - o serviço de adoração / culto a HaShem.
Muitas vezes, Yeladim, quando pessoas são escolhidas ou designadas para uma determinada função/serviço, ela pode acabar se esquecendo que o que a torna especial é o serviço que ela presta e a quem ela presta. É só vermos o que aconteceu a Nadav e Avihu.
"Mas, Nadav e Avihu morreram perante YHWH, quando ofereceram fogo estranho perante YHWH no deserto de Sinai, e não tiveram filhos; porém Eleazar e Itamar administraram o sacerdócio diante de Aharon, seu pai" (Bamidbar/Números 3:4)
Tudo que o que a Bíblia nos relata é de fundamental importância. Por exemplo, essa passagem de Vaiykrah/Levítico nos ajuda a ter consciência da importância de seguirmos, à risca, tudo aquilo que o Senhor nos ordena em Sua Torah, sob pena de não lhe agradarmos e sofrermos com as consequências.
E disse mais o Senhor a Mosheh (verso 6): "Faze chegar a tribo de Levi, e põe-nos diante de Arão, o sacerdote, para que o sirvam."
A Tribo de Levi foi separada por HaShem para auxiliar aos Kohanim em todo o serviço do Mishkan e contada à parte. HaShem ordenou, também, que de toda a porção levada ao Tabernáculo, uma parte lhes fosse entregue para suprimento.
No verso 11, HaShem explica o por que de a Tribo de Levi ter sido "consagrada" a Ele no lugar dos primogênitos de Israel que foram poupados da morte em Miztaryim/Egito:  "E Eu, eis que tenho tomado os levitas do meio dos B’nei Yisra’El, em lugar de todo o primogênito, que abre a madre, entre os B’nei Yisra’El; e os levi’im serão Meus. Porque todo o primogênito é Meu; desde o dia em que tenho ferido a todo o primogênito na terra de Mitsrayim, santifiquei para Mim todo o primogênito em Yisra’El, desde o homem até ao animal: Meus serão; Eu sou YHWH".(Bamidbar/Números 3:12-13)
Ou seja, todo o primogênito pertence ao Senhor e, se não fosse pela separação dos Levi'im, todo o primeiro filho do sexo masculino deveria ser consagrado ao serviço a HaShem.
Nas Sedrot futuras, estaremos estudando sobre "o resgate dos primogênitos" e entendo qual a sua posição entre Am'Israel.
Shabat Shalom!
ATIVIDADE:
(Figura para Imprimir) 




Vamos recordar a passagem sobre os primogênitos?

1  Pinte o desenho.

2  Recorte a figura correspondente.

3  Cole no local indicado.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

FRAGMENTO DE TÁBUA SEMELHANTE AO CÓDIGO DE HAMURABI É ENCONTRADO EM TEL HAZOR

Tábua encontrada em Israel é semelhante ao Código de Hamurabi

Fragmento de 3700 anos é contemporâneo à lei babilônica e tem texto semelhante ao código de leis que vigorou na Mesopotâmia (jul/2007)

Fragmento encontrado em Israel: texto guarda semelhanças com lei babilônica
Uma equipe da Universidade Hebraica de Jerusalém descobriu em escavações em Tel Hazor, no norte de Israel, o fragmento de uma tábua cuneiforme que apresenta semelhanças com o conteúdo e o momento da escritura do Código de Hamurabi, um dos mais antigos conjuntos de leis escritas.
O fragmento está escrito na língua acádia, atualmente extinta e usada na antiga Mesopotâmia principalmente por assírios e babilônios no segundo milênio aC.
"É a primeira vez que um fragmento de um código de lei é descoberto na Terra Santa e, até mesmo, fora de Mesopotâmia", explicou o chefe da equipe de pesquisas, o arqueólogo Amnon Ben-Tor, da Universidade Hebraica de Jerusalém.
"O texto se refere às regras que regiam as relações entre mestres e escravos", explicou o professor Wayne Horowitz, que decifrou os símbolos. "Essas linhas que evidenciam um conteúdo legal confirmam a ligação entre o reino de Hazor e os reinos da Síria do norte", considerou.
Os arqueólogos dataram a tábua entre os séculos 18 e 17 a.C., o mesmo período do Código de Hamurabi, informou hoje a universidade em comunicado. Ela foi achada recentemente em Tel Hazor, um dos sítios arqueológicos mais importantes de Israel, declarado Patrimônio da Humanidade em 2005.
Localizada no norte da Galiléia, Hazor foi uma das principais cidades do Crescente Fértil durante a idade de bronze. Situada na estrada que liga o Egito à Ásia, Hazor comercializava estanho com as cidades da Babilônia e da Síria para alimentar sua indústria de bronze.
Hazor mantinha ligações políticas e econômicas estreitas com a Mesopotâmia, entre o Tigre e o Eufrates (hoje, Iraque e nordeste da Síria). Hazor prosperou sobretudo durante a metade do período cananeu (1750 a.C) e foi a maior cidade fortificada de Israel durante o período israelita (século 9 a.C.). A Bíblia se refere a Hazor como "a cabeça de todos esses reinos" cananeus (Josué 11:10).
"Leis similares às do Código de Hamurabi são conhecidas pela Torá (corresponde ao Antigo Testamento), mas a diferença de tempo entre as duas escrituras é de mil anos. Agora, temos em nossas mãos o fragmento de uma tábua que contém leis muito similares ao código, mas achada em Hazor e que datam do mesmo período", aponta o professor Amnon Ben-Tor, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica.
Os fragmentos encontrados se referem a questões relacionadas com legislação sobre danos pessoais e relações entre amos e escravos, e são esses que guardam similaridades com a peça de Hamurabi descoberta há mais de um século no que hoje é o Irã.
O Código de Hamurabi (por volta de 1750 aC) é um dos mais antigos códigos de lei, o primeiro quase completo. Texto babilônio não religioso, mas de inspiração divina, elaborado sob a autoridade do rei Hamurabi, ele prolonga juridicamente a obra militar e política do fundador do reino da Babilônia. Esse código está atualmente no Museu do Louvre em Paris, mas uma cópia também está exposta no museu arqueológico de Teerã.
"Hoje sabemos que em Tel Hazor havia uma escola de escribas que estavam familiarizados com o Código de Hamurabi", aponta Ben-Tor, para quem essa transferência de conhecimento pode ter acontecido na última etapa da Idade do Bronze. 
Segundo o pesquisador, a descoberta pode ajudar a entender sobre como esse tipo de leis passou para o período israelita.

(Com informações da EFE e da AFP)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

CICLO TRIENAL - SEDRAH 96 (Semana de 20 a 26 de janeiro/2013)


Torah:    Bamidbar/Números 2:14 - 3:13     
Tema(s):  A Função dos B'nei Levi
Haftarah:  Yeshayiahu/Isaias 29; Amós 3
Tema(s)    Contra Yerushalayim, Shom'rom e Contra Beit'El
Shirim u’Chochmah: Tehilim/Salmos 96; Sefer Chochmah Yeshua ben Sirach/Livro da Sabedoria de Yeshua filho de Sirach 26
Tema(s):  HaShem é Rei e Juiz

PERGUNTAS

1 Bamidbar/Números 3:14 relembra a morte de Nadav e Avihu. Por que eles morreram? Que paralelo podemos traçar com a nossa vida atual?

2 Que obra assombrosa Yeshayahu (Isaías) afirma que faria no meio dos filhos de Israel?

3 Enumere as queixas de HaShem contra Israel em Amós 3.

4 O que diz o salmista sobre os deuses das religiões?


TEHILIM/Salmos 96
(na perspectiva semita)
Erguei ao Eterno uma nova canção. Que toda a terra Lhe entoe uma canção. Cantai ao Eterno, bendizei Seu Nome, proclamai a cada dia a salvação que Dele provém. Que ante todas as nações exaltemos Sua glória e entre todos os povos Seus feitos maravilhosos, porque grande é o Eterno e digno dos mais altos louvores. Ele é reverenciado acima de todos os poderosos, pois os deuses dos povos pagãos são apenas ídolos, enquanto o Eterno é o Criador dos céus. Honra e majestade estão à Sua frente; glória e beleza resplandecem de Seu santuário. Rendei ao Eterno, ó família dos povos, rendei ao Eterno tributo de glória e majestade. Rendei a devida honra a Seu Nome; vinde a Seus átrios portando oferendas. Prostrai-vos ante o Eterno em Sua sagrada morada; tremam diante Dele todos os habitantes da terra. Anunciai entre as nações: o Eterno reina; Ele firmou o mundo de forma a que não possa ser abalado. Com eqüidade Ele julgará os povos. Alegrem-se os céus e regozije-se a terra, brame o mar em toda sua plenitude; exultem os campos com tudo que neles há, e cantem em júbilo todas as árvores da floresta diante do Eterno, pois eis que Ele vem para julgar a terra. Ele julgará o mundo com Sua justiça, e os povos com a Sua verdade.
Transliterado:
Shíru ladonai shir chadásh, shíru ladonai col haárets. Shíru ladonai, barechú shemo, basseru miion leiom ieshuató. Saperu vagoyim kevodo, bechol haamim nifleotáv. Ki gadol Adonai umehulal meod, norá hu al col elohim. Ki col elohê haamim elilím, vadonai shamáyim assá. Hod vehadar lefanáv, óz vetif’éret bemicdasho. Havu ladonai mishpechót amim, havú ladonai cavód vaoz. Havú ladonai kevod shemó, seú minchá uvôu lechats’rotáv. Hishtachavú ladonai behadrát códesh, chílu mipanáv col haárets. Imrú vagoyim Adonai malách, af ticón tevel bal timot, iadin amim bemesharim. Yismechú hashamáyim vetaguel haárets, yir’am haiam umeloó. Iaalóz sadai vechol asher bo, az ieranenú col atsê iáar. Lifnê Adonai ki va, ki va lishpot haárets, yishpot tevel betsédec veamim beemunató. 

Cantando o Tehilim 96:

ECLESIÁSTICO/Ben Sirach 
Capítulo (Perek) 26
A boa e a má Esposa
1 Feliz o marido que tem uma boa esposa: o número de seus dias será duplicado.
2 A mulher virtuosa é a alegria do marido, que passará em paz os anos de sua vida.
3 Boa esposa é herança excelente, reservada aos que temem o Senhor: ela será dada ao marido em recompensa pelas boas obras.
4 Rico ou pobre, seu marido tem alegria no coração, e em qualquer circunstância mostra um rosto prazenteiro.
5 De três coisas meu coração tem medo, e com a quarta meu rosto esmoreceu:
6 a acusação de uma cidade, o ajuntamento do povo
7 e a calúnia mentirosa, coisas todas piores do que a morte;
8 mas dor profunda e aflição é mulher ciumenta de outra,
9 pois o flagelo da língua a todos atinge.
10 Como a canga dos bois mal ajustada, assim é a mulher má: quem a tem é como se tivesse pegado um escorpião.
11 A mulher beberrona provoca muita raiva e injúria, pois a sua torpeza não fica oculta.
12 A impudicícia da mulher vê-se no movimento dos olhos e se reconhece pelas pálpebras.
13 Com a filha atrevida redobra a vigilância, para que não aproveite a ocasião que encontrar. 

14 Cuidado com o olhar de uma desavergonhada e não te admires, se vier a te deixar.
15 Como o viajante sedento, ela abre a boca à fonte e bebe de toda água que estiver mais perto; diante de qualquer estaca se assenta, e a toda seta abre sua a aljava, até mais não poder. 

16 Pelo contrário, a graça da mulher dedicada é a delícia do marido,
17 e sua correção lhe revigora os ossos.
18 Mulher sensata e silenciosa é dom do Senhor e nada é comparável à pessoa bem educada. 

19 Mulher santa e pudica é graça sobre graça,
20 e não há medida que determine o valor da alma casta.
21 Como o sol que se levanta para o mundo nas alturas de Elohim, assim o encanto da boa esposa na casa bem arrumada.
22 Como a lâmpada que brilha sobre o candelabro sagrado, assim é a beleza do rosto num corpo bem plantado;
23 colunas de ouro sobre bases de prata, assim as pernas graciosas sobre os pés seguros da mulher.
24 Fundamentos eternos sobre rocha sólida, tais são os mandamentos de Elohim no coração da mulher santa.

Três coisas sem justiça
25 Por duas coisas se contristou meu coração e pela terceira me veio a cólera:
26 o soldado que definha na miséria, a pessoa de bom senso, votada ao desprezo, 
27 e quem passa da justiça para o pecado: O Eterno o prepara para a espada.
A difícil justiça
28 Duas profissões me pareceram difíceis e perigosas: é sábio, e muito temido, sentado em seu trono. dificilmente o negociante escapará de alguma falta, e o taberneiro, também, de algum pecado. 
Bom estudo e Shabat Shalom!

domingo, 20 de janeiro de 2013

"ENCONTRADO SELO DE 1500 ANOS USADO PARA MARCAR PÃO"

"NOVA DESCOBERTA ARQUEOLÓGICA COMPROVA LIGAÇÃO MILENAR DOS JUDEUS À TERRA DE ISRAEL"


Uma nova evidência da presença milenar dos judeus em Eretz Israel - descoberto selo (sinete) com a Menorah (candelabro de 7 hastes), um dos mais antigos símbolos judaicos, na cidade de Acre (Akko). 

Quanto mais escavam, mais os arqueólogos  encontram evidências da presença israelita desde os tempos mais remotos em Israel. 

Selo, encontrado no norte de Israel, era usado para marcar o pão destinado às comunidades judaicas da época


Um grupo de arqueólogos israelenses encontrou em Acre, no norte do país, um selo com forma de candelabro utilizado para marcar o pão há mais de 1.500 anos, informou nesta terça-feira a Direção de Antiguidades de Israel em comunicado. (Jan/2012)
O selo, de pequeno tamanho e feito de cerâmica, deixava sobre a superfície do pão a figura de um candelabro de sete braços como o utilizado no segundo Templo de Jerusalém. Esta era uma forma de marcar o pão destinado às comunidades judaicas da época que viviam sob o Império Bizantino.
"Esta é a primeira vez que um selo deste tipo é achado em uma escavação científica controlada, o que torna possível determinar sua origem e sua data", afirmou Danny Syon, um dos diretores da escavação em um povoado rural aos arredores de Acre, cidade notoriamente cristã naquela época.
Fotografia aérea de Horbat Uza
Segundo os arqueólogos, o achado demonstra que os judeus viviam na região e que o pão era marcado para enviá-lo aos que residiam dentro da cidade, uma espécie do atualmente empregado selo "kosher" para produtos que respondem às estritas normas da cozinha judaica.

O costume também se assemelha ao dos cristãos da época, que marcavam seus pães com uma cruz. Em letras gregas, ao redor do selo judeu, está o que parece ser o nome do padeiro, "Launtius", comum entre a comunidade judaica da época.
David Amit, outro arqueólogo a cargo da escavação e especialista em selos de pão, explicou no comunicado que "o candelabro foi gravado no selo antes de colocá-lo no forno, e o nome do padeiro depois". 
Sêlo do Pão achado em Horbat Uza
"Disso deduzimos que os selos com a figura eram fabricados em série para os padeiros, e que cada um deles colocava depois seu nome", explicou.

Na jazida arqueológica de Hurbat Uza foram encontrados até agora vários objetos que corroboram a existência de uma pequena comunidade judaica em torno de Akko, cidade milenar que, por sua estratégica situação geográfica, foi sempre ambicionada pelos diferentes conquistadores da Terra Santa.
FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br




sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

CICLO TRIENAL LEYELADIM - SEDRAH 95 (O RECENSEAMENTO E A POSIÇÃO DAS TRIBOS)

Shalom, Yeladim!


A Sedrah passada culminou com o estudo dos dois últimos perekim/capítulos do livro de Vayikrah/Levítico. Através deles O Eterno dá algumas advertências muitos importantes a Am'Israel com relação às bençãos e as maldições contidas na Torah.  As bençãos, se cumprissem Suas Mitzvot e as maldições como consequência pela desobediência.

Vamos ao estudo desta semana?

"O RECENSEAMENTO E A POSIÇÃO DAS TRIBOS" 
(Distribuição das Tribos de Israel)
Bamidbar/Números 1:1 - 2:34

A Sedrah desta semana se inicia com o quarto livro da Torah - Bamidbar – também chamado de Chumash HaPekudim – Livro das Contagens / Números. 
Bamidbar/Números (במדבר), em hebraico, significa "no deserto ou no ermo". 

"Falou o Senhor a Mosheh no deserto de Sinai, na tenda da revelação, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano depois da saída dos filhos de Israel da terra do Egito. Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas famílias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes de todo homem". (Bamidbar, 1:2)
 No início desse perek/capitulo, Hashem dá ordens a Mosheh para fazer um censo (um levantamento) dos homens em idade entre 20 e 60 anos, que estivessem aptos a exercer o serviço militar.
Essas instruções foram dadas, ainda no deserto, treze meses após a saída do Povo de Israel de Mitzrayim/Egito.
O Eterno também determinou que essa contagem fosse acompanhada pelo Nassi (Príncipe) de cada tribo;  aquele que era o responsável (o cabeça) dos milhares de Israel.
"E, tendo ajuntado toda a congregação no primeiro dia do segundo mês, declararam a linhagem deles segundo as suas familias, segundo as casas de seus pais, conforme o número dos nomes dos de vinte anos para cima, cabeça por cabeça". (Bamidbar/Números 1:18)
Como o Senhor ordenou, assim foi feito!  O número de homens contados dentre os Filhos de Reuven, Shimeon, Gad, Yehuda, Issachar, Zevulun, Yossef (através de seus filhos Efraim e Menashe), Binyamin, Dan, Asser e Naftali chegou à soma de seiscentos e três mil quinhentos e cinqüenta.
"Mas os levitas, segundo a tribo de e seus pais, não foram contados entre eles; porquanto o Senhor dissera a Mosheh: Somente não contarás a tribo de Levi, nem tomarás a soma deles entre os filhos de Israel".  (Bamidbar/Números 1:47-49)
Portanto, os levitas ficaram de fora do senso, num primeiro momento, pois sua função específica era cuidar do serviço à HaShem e de tudo o que se relacionasse com o Mishkan/Tabernáculo, como cuidar de todos os objetos  sagrados e até armar e desarmar a Tenda quando acampavam ou prosseguiam em viagem. 
Como sempre, HaShem foi bastante específico ao transmitir Suas Instruções ao povo, descrevendo, inclusive,  onde e como cada Tribo deveria se fixar fisicamente.
E as ordens foram as seguintes: "Os filhos de Israel devem acampar cada um no seu lugar, e cada um junto à sua bandeira, segundo os seus exércitos." (Bamidbar/Números 1:58). E E assim sucedeu: "Cada um junto ao seu estandarte (bandeira), com as insígnias (distintivos) das casas de seus pais; ao redor, de frente para a tenda da revelação, se acamparão." (Bamidbar/Números 2:2). 
De frente para o Mishkan/Tabernáculo, a Oriente as Tribos de Yehudah, Issachar e Zevulun;  a Oeste as Tribos de Efraim, Menasheh e Benyiamin;  ao Norte as Tribos de Dan, Asser e Naftali e ao Sul  Reuven, Shimeon, Gad; foram se posicionando em torno do Mishkan, formando um quadrilátero. Assim, quando o povo viajava, o acampamento se movia na mesma posição em que acampavam.
"E os filhos de Israel fizeram conforme a tudo o que o SENHOR ordenara a Moheh; assim armaram o arraial segundo as suas bandeiras, e assim marcharam, cada qual segundo as suas gerações, segundo a casa de seus pais."  (Bamidbar/Números 2:34)
Como podemos ver, Yeladim, sempre que algo é relevante para HaShem, ele deixa claro em Sua Palavra, repetindo inclusive, várias vezes, para que não nos esqueçamos!

ATIVIDADES:
 Vamos montar o Acampamento? 
(Acampamento para montar)

Vamos colocar as Tendas?
(Tenda para montar)


1)  Recorte o número de tendas de acordo com o número de Tribos de Israel;

2)  Escreva em cada Tenda o nome de cada uma das Tribos;

3)  Coloque a tenda de cada Tribo de acordo com as instruções dadas na Torah (em relação ao Mishkan).