sexta-feira, 21 de setembro de 2012

CICLO TRIENAL - SEDRAH 78 (Semana de 16 a 22 de setembro//2012)

Torah:  Vayicrah/Levítico 6:19-30 / 7:1-38            
Tema(s): Sacrifícios de Unção, Pecado e Votos
Haftarah: Yiov/Jó 31; Yeshayahu/Isaias 4; 58
Tema(s) A Justificativa de Iyov; O Remanescente de Yisrael      
Shirim u’Chochmah: Tehilim/Salmos 78;  Eclesiástico 8
Tema(s):  A História de Yisrael; A Prudência

PERGUNTAS:

1  O Eterno previu que todos aqueles que desejassem ser "justos" e que buscassem andar em obediência às Suas Instruções, certamente cometeriam falhas na tentativa de acertar o alvo. Inclusive, os Cohanim.  Por quê? 

2  Iyov/Jó se mantinha livre da imoralidade, da ganância, da luxúria e da idolatria, e era generoso para com as viúvas e os órfãos, conforme menciona o perek/capítulo 30. No perek 31, 
Jó convida seu "adversário em juízo" a levantar acusações contra o registro verídico da sua vida. Em que consiste o discurso de Iyov no perek 31 e a que "adversário" ele se refere? 

3  Leia Yeshayahu/Isaias 4 e 58 e responda:  Quem é esse "renovo/remanescente" e quando as promessas sobre ele se darão?

TEHILIM/SALMOS 78
(interpretação semita)

Um “Maskil” de Assaf. Escuta, meu povo, a minha Torá; inclina teu ouvido às palavras que pronuncia minha boca. Contarei uma parábola e enunciarei enigmas de tempos que já passaram há muito. O que ouvimos e aprendemos, exposto por nossos pais, não ocultaremos a seus descendentes, até as mais longínquas gerações, relatando o louvor do Eterno e os atos maravilhosos que praticou em Seu poder. Um testemunho Ele estabeleceu para Jacob e uma Torá (Lei) para Israel, e ordenou que os transmitissem a seus filhos. Para que possam conhecê-los os componentes da última geração – para que os filhos que ainda não nasceram venham em seu tempo narrá-los a seus filhos. Assim saberão depositar suas esperanças no Eterno, não esquecerão os prodígios de Suas obras e saberão cumprir Seus mandamentos. Eles não se comportarão como seus pais, uma geração contumaz e rebelde, uma geração que não soube dedicar a HaShen seu coração e cujo espírito não manteve fidelidade ao Eterno. Os filhos de Efraim, destros arqueiros, recuaram no decisivo dia da batalha, não guardaram o pacto com o Eterno e, sob Seus ensinamentos, se recusaram a andar, esquecendo Suas façanhas e as maravilhas que lhes mostrou. Diante de seus pais havia realizado prodígios nas terras do Egito, nos campos de Tsôan. Fendeu o mar e fê-los passar através dele, ergueu as águas, com elas formando muralhas. Conduziu-os com uma nuvem durante o dia e com uma coluna de fogo durante a noite. As rochas do deserto fendeu e dessedentou-os à satisfação. Fez com que do rochedo jorrasse água, abundante como a de um rio. Tornaram porém a pecar, rebelando-os contra o Altíssimo no deserto. Ousaram em seus corações submeter a testes o Eterno, pedindo a comida pela qual ansiavam, dizendo: “Poderá Ele prover uma mesa no deserto? De fato, feriu a rocha e dela fez jorrar água como um rio caudaloso. Entretanto, poderá prover pão e preparar carne para Seu povo?” Irou-Se o Eterno ao ouvi-los e um fogo acendeu-se contra Jacob, e Sua ira fez fluir contra Israel; porquanto Nele não creram e em Sua salvação não confiaram. Entretanto, deu às nuvens instruções e abriu as portas do céu, fazendo sobre eles chover o maná para comer, provendo-os com grãos celestes. Puderam comer o manjar dos céus; provisões em abundância Ele lhes enviou. Desencadeou no céu o vento do Oriente; com Seu poder fez soprar o vento do sul. Como se fora pó, fez sobre eles chover carne, e como areia dos mares, aves em quantidades intermináveis. Ao redor de suas moradas no meio do acampamento fê-las cair. Comeram, então, e muito se fartaram com o que Ele lhes trouxe, atendendo seu desejo. Ainda não se haviam saciado e comida havia ainda em suas bocas, quando contra eles se ergueu a ira do Eterno e causou a morte dos mais fortes entre eles, e aos escolhidos de Israel fez prostrar. Apesar disto, voltaram a pecar, descrendo em Suas maravilhas. Então Ele fez seus dias serem vãos e seus anos envoltos em terror. Somente quando já os fazia findar seus dias, O buscavam, se arrependiam e oravam ao Eterno. Recordavam então que o Eterno era sua Rocha, o Elohim Altíssimo seu redentor. Mas tentavam seduzi-Lo com suas palavras, Lhe mentiam com suas línguas. Não Lhe era dedicado seu coração, nem a Seu pacto eram fiéis. Mas Ele, o Misericordioso, perdoou a iniqüidade e não os destruiu; reteve muitas vezes Sua cólera, não acendendo contra eles toda Sua ira. Pois lembrou que eram apenas carne frágil, um sopro de vida que passa e acaba. Quantas vezes O provocaram no deserto e Lhe trouxeram dor e aflição! Vez por vez continuaram a pô-Lo à prova; do Santo de Israel exigiram sinais. Não se lembraram de Sua mão poderosa nem do dia em que os redimiu do atormentador, quando milagres realizou no Egito e Suas maravilhas praticou em Tsôan. Em como transformou em sangue os seus rios e fez suas torrentes de água não poderem ser bebidas; contra eles enviou bestas que devoravam e que os infestavam. Deu suas colheitas aos insetos, o fruto de seu trabalho ao gafanhoto; destruiu com granizo suas vinhas, e suas figueiras com a geada. Com granizo exterminou suas crias e com raios seus rebanhos; desfechou contra eles Sua cólera ardente, indignação e atribulações, uma legião de mortais mensageiros. Deu livre curso à Sua fúria; não poupou da morte sua alma, e seus corpos castigou com a peste. Abateu todos os primogênitos do Egito, as primícias das tendas de Chám. Conduziu então em jornada Seu povo, guiando-os através do deserto como se fossem um rebanho. Inspirou-lhes seguir para que não temessem, enquanto o mar cobria seus inimigos, e os trouxe à Sua santa terra, à montanha que Sua Destra conquistou. Expulsou ante eles vários povos, e acomodou as tribos de Israel em suas tendas, atribuindo a cada uma seu quinhão. Entretanto, novamente, se rebelaram contra o Altíssimo, e não cumpriram Seus preceitos. Afastaram-se de Seu caminho e foram rebeldes como seus pais; se deformaram como um arco empenado. Provocaram Sua ira com seus altares erigidos para idolatria, despertaram seu zelo com seus ídolos. Ante isto acendeu-se a ira do Eterno, e Ele rejeitou a Israel. Abandonou o tabernáculo de Shiló, a tenda que era Sua morada entre os homens. Permitiu que cativo se tornasse Seu poder – seus eleitos – e nas mãos de malévolos estivesse Sua glória. À espada entregou Sua nação, indignou-Se com o povo de Sua herança. O fogo consumiu Seus jovens, e Suas donzelas não tiveram cantos nupciais. Seus sacerdotes tombaram à espada, suas viúvas não entoaram lamentações. Então despertou o Eterno como de um sonho, como um guerreiro que o vinho impulsiona. Fez Seus inimigos baterem em retirada e sobre eles lançou desgraça eterna. Desprezou a tenda de José e não escolheu a tribo de Efraim. Escolheu, sim, a tribo de Judá, e o Monte Tsión que Ele tanto ama. E construiu Seu templo, elevado como os céus e firme como a terra, a que Ele assegurou a existência. Escolheu David, Seu servo, e o retirou de seu aprisco. Fez com que abandonasse as crias de seu rebanho e viesse pastorear a Jacob, Sua nação, a Israel, Sua possessão. Ele os governou com a retidão de seu coração, e com habilidade os passou a dirigir.
fonte: http://www.centrojudaico.com.br


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