sexta-feira, 13 de julho de 2012

CICLO TRIENAL - SEDRAH 68 (Semana de 08 a 14 de julho/2012)

Torah: Shemot/Êxodo 32:15-34:28     
Tema(s): Expiação pelo Bezerro de Ouro; A Tenda; Mosheh novamente no monte
Haftarah: Sh'muel Alef/1ºSamuel 5; Melachim Alef/1ºReis 1; Yeshayahu/Isaías 46
Tema(s)A arca e os filisteus; A sucessão de David; A queda de Bavel
B’rit Chadashah: Ma'assei HaSchilihim/Atos dos Emissários 19; Curintayah Alef/1ªCoríntios 8
Tema(s):   Os seguidores em Éfeso; Carne sacrificada a ídolo   
Shirim u’Chochmah: Tehilim/Salmos 68; Chochmah Sh'lomo/Sabedoria de Salomão 17
Tema(s):  A proteção a Yisra'El; Pragas no Egito x Cuidado com Yisra'El (continuação)
PERGUNTAS:
1  Shemot/Êxodo 32:21-23.  A desculpa que Aharon deu a Mosheh para construir o "Bezerro de Ouro" é justificável? Explique. 
2  Shemot/Êxodo 32:34b. "Mas, no dia de Minha visita, Eu punirei seu pecado.  A respeito de "quem" YHWH está falando?                          
3  "E ela lhe disse: ‘Meu senhor! Tu juraste à tua serva pelo Eterno, teu Elohim, dizendo: ‘Teu filho Sh’lomo há de reinar depois de mim e ele se sentará no meu trono’! Agora, eis que Adoniahu reina e, até agora, o meu senhor, o rei, não o sabe" (Melachim  Alef/1 Reis 5:17).  Se Bat Sheva não fosse movida a interceder a David Melech por Sh'lomo, o que isso representaria?
4  Yeshayahu/Isaias 46:1-13  fala sobre a queda de Bavel.  A quem o profeta adverte? 
5  "E aconteceu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Sha’ul, tendo atravessado as regiões mais altas, chegou a Éfeso e,  achando ali alguns talmidim" (Ma'assei HaSchilihim/Atos dos Emissários 19).  Em sua opinião, de quem eram esses talmidim e o que o levou a essa conclusão?
6  O Tehilim/Salmo 68 foi composto durante uma "mudança". Que "mudança" era essa e por quê David estava se alegrando e bendizendo a YHWH?



SABEDORIA DE SALOMÃO/Chochmah Sh'lomo
Capítulo (Perek) 17
As trevas e a coluna luminosa

1 São grandes e inenarráveis os teus julgamentos; por isso, os que não tinham a Instrução (Torah) se extraviaram.
2 De fato, quando os iníquos se persuadiram de poder dominar a nação santa, perceberam que jaziam cativos das trevas, agrilhoados a uma longa noite, encerrados em suas casas, fugitivos da perpétua providência.

3 E quando pensavam estar escondidos em seus obscuros pecados, sob o tenebroso véu do esquecimento, foram dispersados sofrendo pavor horrível, perturbados até pelas sombras.
4 Pois nem a caverna que os abrigava preservava-os do medo, porque ruídos que desciam até eles os perturbavam, e espectros lúgubres, de semblante triste, lhes apareciam.
5 Nenhum ardor de fogo podia fornecer-lhes luz, nem as límpidas chamas dos astros podiam iluminar aquela noite horrenda.

6 Aparecia-lhes somente um fogo repentino, que incutia medo e, apavorados com aquela visão que não se via, imaginavam ser piores as coisas que se viam.
7 Tinham sido um fracasso os artifícios da magia, e a inteligência de que presumiam caiu no ridículo.

8 Pois aqueles que prometiam banir das almas enfermas os temores e as perturbações, sofriam agora com um temor ridículo.
9 De fato, embora nada de perturbador os devesse amedrontar, assustados com a passagem dos animais e com o silvo das serpentes morriam de medo: afirmavam que não percebiam o próprio ar, do qual, no entanto, ninguém absolutamente pode fugir.

10 A maldade, ao ser condenada, dá testemunho do seu próprio medo, pois a consciência perturbada sempre presume coisas cruéis.
11 Aliás, o medo não é outra coisa senão a falta dos socorros que vêm da reflexão:
12 quanto menor é a íntima esperança dessa ajuda, tanto maior parece a ignorância da causa do tormento.

13 Eles, porém, naquela noite verdadeiramente insuportável, saída das cavernas da insuportável região dos mortos, dormindo o mesmo sono,
14 ora eram agitados pelos monstros dos fantasmas, ora desfaleciam como se entregassem o espírito: um medo repentino e inesperado se derramava neles.

15 Por isso, se algum deles ali caísse, era mantido preso num cárcere sem grades.
16 Quer se tratasse de um camponês ou de um pastor de ovelhas, ou de um trabalhador ocupado nas lides do campo, sofria uma necessidade inescapável, pois todos estavam presos por uma mesma cadeia de trevas.
17 Fosse o vento soprando, ou o suave canto dos pássaros entre os espessos ramos das árvores, ou o ritmo da água correndo com ímpeto, ou o som seco das rochas que desmoronavam, 

18 ou a corrida invisível dos animais que saltitavam, ou o rugido dos animais ferozes que bramiam, ou o eco que reboava da cavidade dos montes, tudo os fazia desfalecer de terror.
19 Entretanto, o orbe terrestre inteiro era iluminado por uma luz fúlgida, enquanto se mantinha sem impedimento em seus trabalhos.
20 Somente sobre eles pesava uma noite profunda, imagem das trevas que haviam de recebê- los: eles próprios, aliás, eram mais pesados para si mesmos que as próprias trevas. 
Shabat Shalom!



 







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