sábado, 16 de junho de 2012

A ODISSÉIA DOS JUDEUS SEFARADIM - ZOG MARANO (Vídeo)

A ODISSÉIA DOS JUDEUS PORTUGUESES
por Manuel Luciano da Silva, Médico

"ZOG MARANO"
(No passado chamados marranos. Hoje, com o peso do não conhecimento de suas raizes chamados de goyim/estrangeiros)
Foi um sucesso a sessão cultural, intitulada "A Odisseia dos Judeus Portugueses", ( ).
A sessão foi iniciada pelo Sr. Steven Gorban, Director do Grupo chamado "Saudades - Projecto Sefárdico", cujos objectivos são aproveitar todas as boas vontades dos Judeus Sefárdicos Portugueses e unir irmamente em comunhão todos os Portugueses espalhados pelo mundo. E o Sr. Gorban acentuou: "Há quinhentos anos, devido há Inquisição, os Judeus Sefárdicos Portugueses têm andado separados dos outros portugueses. Chegou a hora de iniciarmos um novo período chamado "Os Próximos 500 Anos" e empregarmos as nossas energias a fomentar a amizade e o respeito mútuo entre todos os portugueses, judeus sefárdicos, católicos ou mulçulmanos." 
Depois duma breve apresentação pelo Sr. Gorban dei início à minha conferência com diapositivos coloridos. Comecei por fornecer, embora esquematicamente, uma informação geográfica para melhor compreensão entre a Judeia ou Palestina e o território que veio mais tarde dar origem a Portugal.
Mostrei um mapa do Oceano Atlântico lembrando que foi há 125 milhões de anos que se iniciou a separação dos continentes quando Portugal estava ligado à Nova Inglaterra!... E a América ainda continua a afastar-se da Europa pelo menos uma polegada por ano e é por isso que existe uma grande ameaça de um terramoto gigantesco na Califórnia! A teoria da separação dos continentes deve-se ao meteorologista alemão, Alfred Wegener, que em 1915 escreveu o livro "As Origens dos Oceanos". 
Foi muito criticado pelos geologistas, mas hoje a teoria da separação dos continentes é totalmente aceite! Foi devido à separação dos continentes que nasceu também o Mar Mediterrâneo (mar no meio da terra) resultando daí muito mais tarde vários países à sua volta. Depois do último período glacial, há dez mil anos, a raça humana começou a espalhar-se pela Europa e os povos da Mesopotâmia e do Médio Oriente começaram a usar o Mediterrâneo para pescar, transportar e comercializar. As honras devem ir para os Fenícios -- hoje Líbano -- que, por possuírem abundância de cedros especiais nas suas montanhas, começaram a construir os seus barcos típicos permitindo-lhes poder navegar com facilidade por todo o Mediterrâneo. Talvez por terem necessidade de comunicação foram os fenícios quem inventaram as CONSOANTES que hoje usamos no nosso alfabeto. Os seus vizinhos gregos inventaram as VOGAIS e a PONTUAÇÃO. Foi o matemático Pitágoras (famoso pela sua hipotenusa), que inventou as cinco linhas da música assim como os sinais de pontuação: ponto, coma ou vírgula (pausa) e os dois pontos chamados COLON. Devemos notar que Cólon em grego é igual a Zarco em judaico. Os egípcios mantiveram-se nas margens do Nilo onde basearam a sua civilização na agronomia e na agricultura. Preferiram por isso navegar apenas no Nilo. Os outros povos, como fizeram os fenícios e depois os gregos e os romanos e ainda mais tarde os árabes, passaram a usar frequentemente o Mediterrâneo e até ousaram passar o Estreito de Gibraltar vindo a estabelecer-se ao longo da Europa banhada pelo Atlântico, como aconteceu nas costas do futuro Portugal.

NOMES DE PORTUGAL
Os gregos -- há mais de cinco mil anos -- deram à península que hoje compreende a Espanha e Portugal o nome de Península Ibérica, ou IBEROS, que quer dizer, "MAIS OCIDENTAL ou "PõR DO SOL". A seguir vieram os Judeus, considerados o "Povo da Diáspora", e estabeleceram-se -- há mais de quatro mil anos -- na Península Ibérica e passaram a ser denominados por SEFARDICOS, que quer dizer igualmente "MAIS OCIDENTAL" ou "PõR DO SOL". E finalmente vieram os mouros que conquistaram a península e passaram a chamar ao nosso território ALGARVE, que quer dizer também "MAIS OCIDENTAL" ou "PõR DO SOL". Os Romanos chamaram à nossa terra natal "LUSITÂNIA, que quer dizer TERRA DE LUZ . Isso é verdade porque ainda hoje Portugal é de todos os países da Europa que tem maior número de horas-sol durante todo o ano. O conceito de se denominar a parte mais ocidental do Mar Mediterrâneo "Ocidental" - iberos, sefárdico e algarve - pode ainda hoje ser verificado pelos topónimos que existem na parte mais norte e ocidental de Espanha que tem o nome de "Finis Terra". O mesmo se passa na ponta mais ocidental da Ilha Britânica ou Inglaterra que se chama "Land's End". Todavia com tanta variedade de nomes, os portugueses preferiram criar o seu nome próprio: Portus + Cale, que deu origem a PORTUGAL. (Portus da cidade do Porto e Cale de Gaia).

JUDEUS PORTUGUESES
Depois desta longa introdução geográfica, mas necessária, passei a mostrar diapositivos sobre Portugal. O primeiro foi do Castelo de São Miguel em Guimarães, onde nasceu o Primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Salientei que o conselheiro deste rei chamava-se Egas Moniz e era um judeu sefárdico português. Mostrei também a seguir uma fotografia colorida do Professor Egas Moniz, natural de Avanca e descendente directo do primeiro Egas Moniz e que, passados oitocentos anos, ganhou, em 1949, o primeiro Prémio Nobel da Medicina para Portugal por ter descoberto a lobectomia e a angiografia. Dei depois uma saltada para Coimbra por dois motivos. Primeiro para mostrar à audiência os edifícios da primeira Universidade de Portugal, fundada em 1290 pelo Rei D. Dinis e também para salientar que a minha apresentação sobre os Judeus Sefárdicos Portugueses se ia concentrar naqueles que foram "médicos formados na nobre e vetusta Universidade de Coimbra", saboreando também a grande honra pessoal de eu ser graduado pela mesma Faculdade de Medicina em 1957.
Posto isto comecei a mencionar a série de nomes de médicos sefárdicos portugueses que foram médicos pessoais dos vários reis de Portugal.
Abraão Zacuto foi médico do grande rei D. João II. Era também astrónomo e foi ele que como matemático escreveu o "Almanach Perpetuum" e fez também a Tábuas de Navegação que mais tarde foram usadas por outro judeu sefárdico português de nome Cristóvão Cólon quando fez a viagem às Caraíbas em 1492 e também pelo navegador Vasco da Gama.
Foi durante a estadia de Zacuto em Tomar -- nome judaico que quer dizer montanha -- que se construiu a Sinagoga do Arco ou do Zarco que está agora aberta ao público e da qual mostrei diapositivos coloridos.
Outro judeu que fez parte da armada de Cristóvão Cólon chamava-se Mestre Luis de Torres e além de ser poliglota era também judeu sefárdico português. Isaac Abravanel foi médico do Conde de Bragança mas como o Conde foi condenado à morte por estar envolvido numa conspiração contra o Rei D. João II, este médico sefárdico português fugiu para a Turquia chegando a ser médico particular do Sultão Mahmud II, o Grande. José Vezinho (de Viseu) foi também médico do rei. Era matemático e astrónomo e trabalhou também nos projectos de navegação da Escola de Sagres. Este judeu sefárdico português foi membro da Comissão que reveu o plano de Cristóvão Colombo para chegar à India indo pelo ocidente.
Até à Inquisição (1497) TODOS os reis de Portugal foram tratados por médicos sefárdicos portugueses! Duma maneira geral todos os reis de Portugal trataram bem os judeus sefárdicos portugueses porque lhes reconheciam muita capacidade profissional, não só no campo da medicina e da cirurgia, mas também na matemática, nas finanças, como banqueiros e no artesanato.

INQUISIÇÃO
Com o casamento do Rei D. Manuel I e a filha dos Reis Católicos de Espanha, em 1496, a Inquisição que tinha começado em Espanha em 1492, iniciou-se em Portugal em 1497. Com esta medida trágica começaram a sair de Portugal todos os judeu que eram ricos e que tinham meios para o fazer. Até o famoso Abraão Zacuto foi forçado a sair de Portugal! A lei da Inquisição mandava que todos os judeus se convertessem ao catolicismo ou então estavam sujeitos a serem queimados em Auto-de-Fé.
Por esta razão muitos do judeus sefárdicos portugueses fugiram para as montanhas das Beiras Alta  e da Beira Baixa tornando-se cripto-judeus. Os que se converteram ao cristianismo passaram a ser chamados "marranos" (de porcos) ou "conversos", ou cristãos novos.
O diapositivo que mostrei do auto-de-fé na praça que é hoje a Praça do Comércio em Lisboa é sem dúvida a página mais negra da História de Portugal!
O médico mais célebre do século XVI foi o judeu sefárdico Garcia de Orta que foi um brilhante professor e escritor na Escola Médica de Goa. Mesmo depois de morto os inquisitores desenterraram-no para queimar os seu esqueleto num auto-de fé!

EXPULSÃO DOS JUDEUS
Com a expulsão dos médicos sefárdicos portugueses assim como dos vários eruditos judaicos, Portugal sofreu uma perca terrível de valores intelectuais e até à data ainda não conseguiu recuperar desse 'desesperatum'...(desespero).
Portugal perdeu muito com a Inquisição, mas as outras nações ganharam com a inteligência e qualidades profissionais dos judeus sefárdicos portugueses. É depois da Inquisição que passamos a ver nomes famosos de médicos sefárdicos portugueses em todos os países da Europa, não só como professores das faculdades de medicina, mas até médicos privados dos chefes do governo, reis e rainhas. Assim vemos nomes de médicos portugueses em lugares de destaque, tais como Costa, Da Costa, Bueno, Cardoso, De Castro, Da Silva, Fonseca e Nunez.
João Rodrigues Castelo Branco também conhecido por Amatus Lusitanus além de um bom médico foi botanista em Antuérpia e chegou a ser professor de medicina em Ferrare. Chegou a ser o  médico que tratou do Papa Julius III.
Daniel Fonseca fugiu para França e depois foi médico do Príncipe de Budapeste. Judah Abravanel foi para Nápoles, Génova e Veneza tornando-se um médico famoso.
Filoteu Montalto depois de fugir de Portugal foi para Florença chegando ser médico particular do Duque Federico. Depois foi chamado para tratar da Rainha Catarina de Medicis, em Paris, França, que sofria de enxaquecas e ele receitou-lhe pó de tabaco que naquele tempo "eram as ervas milagrosas".
Jacob Mantinho foi para a Itália onde chegou a ser professor de medicina na Universidade de Roma e médico do Papa Paulo III. Rodrigues da Fonseca foi professor de Medicina em Pisa e Pádua. Fabrísio de Agua Pendente foi professor de anatomia em Bolonha e foi ele que descobriu as válvulas nas veias profundas das nossas pernas e coxas. Rodrigo de Castro foi para Hamburgo, na Alemanha. chegando depois a tratar da Rainha Cristina da Suécia. Uma grande parte dos judeus sefárdicos portugueses fugiram para Amsterdão, onde construíram a maior Sinagoga que há no mundo fora de Israel.
É nesta cidade que encontramos muitos nomes de médicos sefárdicos portugueses como Fernando Mendes, que depois foi para Londres chegando ser médico particular da Rainha Catarina de Bragança, mulher do Rei Carlos II, que sofria de gota e este médico judaico sefárdico português receitou-lhe, pela primeira vez na Inglaterra a colchicina, medicamento que ainda se usa hoje no mundo inteiro para o tratamento do ataque de gota!
Os judeus sefárdicos portugueses foram para  o norte de Africa, para a Turquia, Holanda, Itália, França, Alemanha e Inglaterra. Foram os judeus sefárdicos portugueses que ensinaram os ingleses a fritar peixe, porque levaram com eles o azeite português! Foi a Rainha Catarina de Bragança que ensinou os ingleses a beberem o "chá das cinco" e levou também com ela o uso do garfo para a Casa Real Inglesa, e até as tangerinas!
Foi esta Rainha que deu o nome ao maior Bairro da Cidade de Nova Iorque que se chama hoje "Queens" em sua honra! Não tive acanhamento nenhum em afirmar na minha conferência que a Primeira Rainha de Bristol era 100 % Portuguesa porque no primeiro mapa das ruas de Bristol (1680) aparecem ruas com o nome de "King" (em honra de Carlos II) de "Queen" (em honra da Rainha Catarina de Bragança) e ainda outra rua que dá seguimento a esta que tem o nome de "Catarine Street".
Os judeus sefárdicos portugueses emigraram também para os Açores, Madeira, Cabo Verde, Guiné e Brasil, envolvendo-se na indústria (do açúcar) e nas outras profissões incluindo a medicina. Mesmo da Holanda deram o salto para Recife no norte do Brasil, porque os holandeses tinham roubado a Portugal este território. Seguiram depois para Curaçao e Nova Amsterdão que mais tarde mudou o nome para Nova Iorque, quando os ingleses a conquistaram.
Mas os judeus sefárdicos portugueses andando sempre a procurar um lugar onde houvesse liberdade religiosa, vieram para Newport porque o fundador do Estado de Rhode Island, Roger Williams, garantia liberdade completa de religião. Foi em Newport, R. I. que os judeus sefárdicos construíram a Sinagoga Touro, a mais antiga dos Estados Unidos e que se encontra presentemente em óptimas condições e que é uma cópia em ponto pequeno da grande sinagoga de Amsterdão, na Holanda. Notar que o nome é Touro à portuguesa e não Toro à espanhola. O Presidente da Comissão e um dos fundadores da construção da Sinagoga de Touro foi Aaran Lopez, nascido em Lisboa, Portugal e foi também eleito o primeiro Presidente da Sinagoga Touro!
Foi nesta sinagoga de Newport que o Dr. Mário Soares, como Presidente da Republica Portuguesa, há dez anos, pediu desculpa ao judeus sefárdicos portugueses, pelas atrocidades que os seus antepassados foram vítimas da perseguição religiosa devido à terrível Inquisição em Portugal.
Mostrei depois diapositivos do cemitério judaico de Newport onde vemos os nomes de Abraham Touro, Judah Touro, Aaron Lopez, Moses Levy, Moses Seixas, Jacob Rodrigues Rivera e Meyer Benjamin, todos judeus sefárdicos portugueses!
Os judeus sefárdicos portugueses de Newport tornaram-se comerciantes: importadores e  exportadores e correspondiam-se em português como podemos verificar pelas suas cartas escritas  em português correcto e que estão arquivadas na Sociedade Histórica de Newport!  Muitos judeus  sefárdicos portugueses tornaram-se famosos na América: Bernard Mannes Baruch, conselheiro de   oito presidentes americanos, Moses Seixas fundador do Banco de Rhode Island, Dr. Samuel Nunez  que chegou a ser médico do Rei João V em Portugal e Moses Michael Hays foi  fundador do Banco de Boston e muitos outros.
Uma coisa é certa: os judeus sefárdicos portugueses sempre honraram o  seu nome e tradições portuguesas em todos os países onde viveram!   Basta isto para lhes prestarmos as nossas  homenagens! Devemos juntar  à lista dos famosos judeus sefárdicos portugueses, Pedro Nunes,  grande   matemático e inventor do nónio, assim como Baruch Espinoza, eminente filósofo do século  XVII. Podemos juntar ainda os nomes de Gil Vicente,  poeta, Fernão Mendes Pinto, viajador até à  China e autor da  "Perigrinação" assim como o grande Luis Vaz de Camões, autor de "Os  Lusíadas", porquem os pais dele emigraram de Espanha para Portugal,  sugerindo também ser judeus sefárdicos.

MONTICELLO
Durante a minha conferência fui mostrando paisagens coloridas de Portugal para tornar mais leve a apresentação de tantos nomes e também para criar uma certa expectativa na minha apresentação. Da cidade de Newport demos uma saltada para Monticello, no Estado de Virgínia. Aí visitámos a famosa casa construída pelo Presidente Thomas Jefferson, o autor da Declaração da Independência da América. Também com a ajuda de fotografias coloridas mostrei o aspecto magnífico em que se encontra hoje aquela bela casa monumental, em contraste com o estado de abandono e de destruição a que esta famosa casa chegou, poucos anos do Presidente Thomas Jefferson ter morrido, tendo até sido vendida em leilão público! Foi uma família Judaica Portuguesa de nome Levy que comprou o Monticello e a conservou durante OITENTA e OITO ANOS , evitando assim a sua total destruição. A descoberta de que a família Levy era portuguesa deve-se ao historiador Humberto Carreiro de Bristol que há vários anos quando foi visitar a sua filha a Virgínia, numa visita a Monticello, observou o nome português MACHADO na lápide da sepultura de Rebeca MACHADO Philips que era mãe de Rachel Phillips Levy e avó de Uriah Phillips Levy que no seu testamento deixou Monticello ao povo dos Estados Unidos. Pesquisas sobre a genealogia desta família veio a confirmar-se que se tratava duma família judaica sefárdica portuguesa. Curioso que ainda há pouco tempo havia em Faro, no Algarve, famílias de nome Levy e ainda hoje existem famílias Levy em Guimarães, no Norte de Portugal.

ESTÁTUA DA LIBERDADE
Para rematar a "Odisseia dos Judeus Sefárdicos Portugueses na América" mostrei um diapositivo  colorido da Estátua da Liberdade na Baía da Cidade de Nova Iorque. E perguntei: "Será que esta  estátua é judaica  portuguesa? Claro que a plateia largou uma grande gargalhada! Mas tudo voltou à  calmaria quando eu disse que na base desta famosa estátua, a maior do mundo, existe uma placa  de bronze (1903) com um poema (de 14 versos) com o título " O Novo Colosso" escrito por uma  poetisa de nome Emma Lazarus, que era uma judia sefárdica portuguesa, sobrinha do célebre Juiz  do Supremo Tribunal Americano de nome Benjamim  Cardoso, também judeu sefárdico português!

CRISTOVÃO COLON
E então para o remate final da minha palestra declarei que o célebre  navegador, que toda a gente confunde com Cristopher Columbus, ou  Colombo, era na realidade um Judeu Sefárdico Português de nome  Cristofõm Cólon ou Salvador Fernandes Zarco, nascido em Cuba, Alentejo, Portugal.  Fomos então todos, com ajuda dos diapositivos coloridos, fazer uma  visita à biblioteca do Vaticano, onde observamos as duas Bulas do Papa  Alexandre VI de 3 e de 4 de Maio de 1493,  nas quais vemos, nitidamente, o nome de navegador escrito assim: CRISTOFÕM CÓLON. Devemos  notar que Colombo quer dizer "pombo", mas o navegador não foi pombinho nenhum!...   Depois  analisámos a Sigla do navegador na qual eu lembrei o facto de Cólon em grego ser igual a Zarco  em Judaico, explicando a razão do nome  Salvador Fernandes Zarco. A seguir para confirmar este  nome analisámos o monograma do mesmo navegador, decifrado por minha mulher, Sílvia,  e  conclui com a análise das últimas doze cartas que o célebre navegador escreveu ao seu filho  Diogo Cólon, nas quais em TODAS elas  podemos observar: (1) a Sigla, (2) o Monograma e (3) a Benção em judaico.
O meu penúltimo diapositivo foi dedicado ao Cônsul de Bordeus em  França, Aristides Mendes, que salvou da morte muitos milhares de  indivíduos dando-lhes vistos para passarem por Portugal  durante a II  guerra mundial, entre os quais faziam parte mais de dez mil judeus.  O meu último diapositivo foi a fotografia do actual Presidente da  República Portuguesa, Dr. Jorge Sampaio, que  foi democraticamente eleito pelo povo português, sendo ele descendente de judeus sefárdicos   portugueses! Este é o melhor exemplo para que daqui por diante acabemos, duma vez para  sempre, com as diferenças e invejas entre  judeus, católicos e mulçulmanos.  Há investigadores  que dizem que cerca de sessenta por cento da   população portuguesa tem sangue judaico. Pois os judeus já viviam em   terras lusitanas há cerca de dois mil anos antes de Cristo nascer!... É  por isso que os nomes portugueses baseados em vegetais, árvores, rios e montanhas são derivados de  nomes judaicos! Consulte o seu próprio nome de família para verificar se tem ou não origem judaica!  Depois de mim falou o Professor Robert Waxler da Universidade de  Massachusetts, em Darmouth, que dissertou sobre a situação actual da  restauração da Sinagoga em Ponta Delgada, São Miguel,  Açores. A seguir   foi a vez de George Pacheco, de Fall River, explicar os seus métodos de   investigação genealógica e por fim a poetisa Ada Jill Schneider de   Somerset, Massachusetts, leu  um poema da sua autoria inspirado nas orrentes marítimas do Atlântico norte e dedicado à epopeia  dos judeus sefárdicos nos Açores.
Ainda não se passaram duas semanas e já recebemos quatro convites para repetirmos a mesma sessão cultural!

2 comentários:

  1. Hehe. Legal que postaram o vídeo que eu postei hehe.

    Yaakov benlev

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  2. Shalom, chaver!
    Esse vídeo é demais ... todá pela contribuição.
    Ya'el

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