segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

TESHUVÁ PASSO (5) - DEIXANDO O VÍCIO PELO OCULTO 1 (Parte 1)

Quinto Passo:  Deixando o Vício pelo Oculto - Profecias ( Parte 1)
 por Sha'ul Bentision
II -  Introdução ao Quinto Passo
 (...) Este quinto passo é o primeiro no sentido de promover uma verdadeira desintoxicação da sua vida espiritual.
Você já deve ter percebido que na vida cotidiana, as pessoas frequentemente apresentam vícios. Alguns vícios são muito evidentes e combatidos veementemente, como por exemplo, o vício em álcool, cigarro ou algum entorpecente.
Outros vícios, porém, são mais sutis. Por exemplo, quantas pessoas você conhece podem ser viciadas em café? Isto é, precisam beber o café para não se sentir mal. E podem até ter sintomas de abstinência, como por exemplo, dores de cabeça. É claro que o  vício em café não é tão prejudicial quanto, por exemplo, o alcoolismo, mas não deixa de ser um vício.
Mas nem todo vício é uma dependência química. Alguns vícios são psicológicos, outros são vícios de comportamento. Vício, via de regra, é um hábito escravizador, difícil de se libertar mesmo quando traz consequências nocivas.
Algumas pessoas, por exemplo, podem ser viciadas em sexo. Outras, em computadores. Seja qual for, todo vício pode e deve ser trabalhado no sentido de libertar a pessoa. O viciado muitas vezes precisa de uma ação externa para ter forças para romper o seu vício.
Da mesma forma que existem vícios de natureza física (dependência química), outros de natureza psicológica, outros ainda comportamentais, existem também os vícios espirituais. E é justamente o que iremos aqui abordar; é um dos mais mortíferos dos vícios espirituais que existem: o vício pelo oculto.
Quase todos os que trabalham com recuperação de vícios apontam para um primeiro elemento como sendo a etapa mais importante na caminhada em direção à cura: O admitir o problema.
Frequentemente, pessoas viciadas - e, ressalte-se, o vício é algo muito mais cotidiano do que gostamos de admitir – normalmente relutam muito até admitir que têm um problema. É preciso muitas vezes ter uma coragem enorme para conseguir. Eu mesmo, caro leitor, custei em admitir que o vício espiritual por aquilo que é oculto era um problema em minha vida.
III – Exemplificando o problema
Imagine, porém, caro leitor que duas congregações religiosas são vizinhas. Uma fica em frente à outra. Agora imagine que as duas irão fazer uma sequência de palestras numa mesma data e num mesmo horário. Chamemos as duas de congregação A e congregação B.
A congregação A coloca uma faixa dizendo o seguinte sobre sua palestra: ‘Vivendo com Yeshua no seu cotidiano’. Já a congregação B coloca uma faixa dizendo: ‘Desvendando as Profecias do Apocalipse’. Lembrando que ambos os eventos irão ocorrer na mesma data e hora.
Vamos imaginar que 100 pessoas passem por aquele local e tenham disponibilidade de assistir a um dos dois eventos. Qual a proporção de pessoas que você, leitor, acha que assistirá à primeira palestra? E à segunda?
Se vivêssemos num mundo ideal, caro leitor, a resposta seria simples: Caminhar com Yeshua no cotidiano é infinitamente mais importante do que saber o que irá acontecer nos tempos finais. Num mundo ideal, seria esperado que uns 80 a 90% das pessoas se dirigisse à primeira palestra.
No entanto, tanto eu quanto você sabemos que não é isso que iria acontecer. Provavelmente a frequência será o inverso. E se as congregações dependiam da presença das pessoas para cobrir os custos do evento, provavelmente a congregação A ficará em maus lençóis.
Isso é exatamente porque vivemos num mundo de pessoas viciadas pelo oculto. O ocultismo é algo que fascina, atrai, promete um falso poder e uma falsa espiritualidade e arrebanha multidões. E as pessoas chegam à fé bíblica com a mesma expectativa.
IV – O que diz a Palavra
De cara, porém, a Torah – a revelação dada pelo Eterno a Mosheh/Moisés – já nos diz o seguinte: “As coisas encobertas pertencem a YHWH nosso Elohim, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta Torah”. Devarim/Deuteronômio 29:29.
O leitor pode, inclusive, perceber pelo contexto do capítulo, que o ato de buscar coisas encobertas está diretamente ligado à idolatria. Por que este é exatamente o que motiva o ser humano a buscar outros ‘poderes’.
Pela Torah, deveríamos cuidar daquilo que nos é revelado e isso deveria ter uma relevância prática para o nosso dia-a-dia. Mas o viciado em ocultismo acaba trocando essa mudança de vida, de caráter, que requer esforço, trabalho, aprendizagem, por um conhecimento supostamente mais ‘profundo’, mas que na realidade é inútil e vazio.
O primeiro hábito do vício pelo oculto que devemos aqui abordar e confrontar com a Palavra é o vício pela profecia.
Para isso, caro leitor, precisamos antes de mais nada olhar para os exemplos bíblicos, a fim de não sermos confundidos no nosso entendimento do que é o dom de profecia, como ele se manifesta e a que ele se destina.
V – Maiores do que a Bíblia?
Na obra ‘Encyclopedia of Biblical Prophecy’, o teólogo J. Barton Payne lista 1.239 profecias no Tanach/Antigo Testamento e 578 profecias da B’rit Chadashah/Novo Testamento. Ou seja, lista um total de 1.817 profecias em toda a Bíblia.
Agora, imagine que uma denominação que diga ter o ‘dom de profecia’ faça, em média, 6 cultos por semana: três por fim-de-semana e três durante a semana. Imagine agora, caro leitor, que nesses cultos, tenhamos em média três profecias sendo proferidas. Possivelmente, temos muito mais do que isso, mas vamos ficar com esses números apenas para ilustração.
Considerando que um ano tem em média 52 semanas, isso significa quem em menos de dois anos, aquela denominação terá proferido mais profecias do que a Bíblia inteira!
Vale lembrar, caro leitor, que a Bíblia foi escrita num intervalo de aproximadamente 1.500 anos e aborda um período de história mais longo ainda do que isso. É claro que nem toda profecia desse período foi registrada, mas as principais certamente foram. E isso nos dá uma ideia de ordem de grandeza.
Mesmo que fôssemos supor que apenas uma em cada quatro profecias proferidas foram registradas na Bíblia, isto é, que a Bíblia contenha apenas 20% do que foi revelado – o que seria muito pouco, evidentemente – ainda assim em menos de dez anos aquela denominação terá proferido mais profecias do que todos os 1.500 anos (para citar o tempo mínimo) de narrativa escrita na Palavra!
E mesmo se formos considerar números mais modestos do que esses, os resultados são ainda assim assombrosos. Se pensarmos que um ‘profeta’ profira em média uma profecia por semana e, se imaginarmos um ministério de 35 anos – equivalente a uma vida de trabalho da maioria das carreiras pela legislação brasileira – ele ainda assim provavelmente proferirá em vida mais profecias do que toda a Bíblia!
Não é preciso ser nenhum perito em matemática para perceber que essas estatísticas apontam para um problema grave, não é mesmo?
Mas não vamos parar por aqui. Vamos agora analisar um resumo geral das profecias das Escrituras, para observar o que elas podem nos revelar sobre a natureza e o objetivo das profecias bíblicas.

(continua...)
para ver estudo completo visite:  www.torahviva.org


Nenhum comentário:

Postar um comentário