sábado, 18 de fevereiro de 2012

A CIÊNCIA E "AS DEZ PRAGAS DO EGITO"


Shalom, chaverim!

Sempre houve grande controvérsia em relação à Ciência e a Bíblia. Todavia, nunca tivemos tantas confirmações científicas sobre fatos bíblicos, como nos últimos tempos. Certamente, o Eterno que deu inteligência ao homem para multiplicar a ciência se utilizou, SIM, dos elementos da natureza para exercer o Seu poder, não apenas neste mas, em muitos outros episódios da história bíblica.
Aproveitando o estudo das Sedrot sobre as Pragas do Egito, posto abaixo matéria sobre o assunto, que nos ajuda a entender ainda mais a Grandiosa Sabedoria e Supremacia dAquele que criou todas as coisas.
Shabat Shalom!
(Diário de um egípcio chamado Ipuwer encontrado no Egito em 1820 e levado para o museu da Universidade de Leiden, na Holanda. No texto, ele lamenta o estado do Egito e diz numa carta endereçada a faraó: “Os estrangeiros (hebreus?) vieram para o Egito ... [eles] têm crescido e estão por toda a parte [lit. ‘em todos os lugares, eles se tornaram gente’]... o Nilo se tornou em sangue ... [as casas] e as plantações estão em chamas ... a casa real perdeu todos os seus escravos ... os mortos estão sendo sepultados pelo rio ... os pobres (escravos hebreus?) estão se tornando os donos de tudo ... os filhos dos nobres estão morrendo inesperadamente... o [nosso] ouro está no pescoço [dos escravos?] ... o povo do oásis está indo embora e levando as provisões para o seu festival [religioso?].”)
A ciência e "As dez pragas do Egito"

Pesquisadores acreditam ter encontrado evidências de verdadeiros desastres naturais que podem explicar as dez pragas do Egito, que levou Moisés a libertar os israelitas da escravidão, como descrito no livro do Êxodo na Bíblia.
Mas ao invés da explicação de um ato irado de um Criador vingativo, os cientistas afirmam que as pragas podem ser atribuídas a uma cadeia de fenômenos naturais provocada por mudanças no clima e às catástrofes ambientais que aconteceram há centenas de quilômetros de distância.
Eles coletaram evidências convincentes que oferecem novas explicações para as pragas bíblicas, que serão apresentadas em uma nova série a ser transmitida no canal “National Geographical” ( ).
Os arqueólogos, agora, acreditam que as pragas ocorreram numa antiga cidade de Pi-Ramsés no Delta do Nilo, que era a capital do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, que governou entre 1279 AC e 1213 AC.
A cidade parece ter sido abandonado por volta de 3.000 anos atrás, e os cientistas afirmam que as pragas poderiam oferecer uma explicação.
Climatologistas, estudando o clima antigo deste mesmo período descobriram uma mudança drástica no clima da região que ocorreu no final do reinado de Ramsés II.
Ao estudar estalagmites em cavernas egípcias foram capazes de reconstruir um registro dos padrões do tempo usando os traços de elementos radioativos contidos na rocha.
Eles descobriram que coincidiu com o reinado de Ramsés um clima quente e úmido, mas depois o clima mudou para um período de seca.
O professor Augusto Magini, um paleoclimatologista do instituto de física do ambiente da Universidade de Heidelberg, disse: "O Faraó Ramsés II reinou durante um período de clima muito bom.
"Havia muita chuva e seu país florescia. Mas, este período úmido durou apenas algumas décadas. Após o reinado de Ramsés, a curva do clima despenca. "Há um período de seca, que certamente teria tido consequências graves".
Os cientistas acreditam que essa mudança no clima foi o gatilho para a primeira das pragas.
O aumento das temperaturas poderia ter secado o rio Nilo, transformando o rio que fluía rapidamente e era a vida do Egito em um movimento lento, com cursos de água lamacenta.
Estas condições teriam sido perfeitas para a chegada da primeira praga, que na Bíblia é descrita como o Nilo transformado em sangue.
Dr. Stephan Pflugmacher, um biólogo do Instituto Leibniz de Ecologia da Água e Pesca Interior, em Berlim, acredita que esta descrição poderia ter sido o resultado de uma alga tóxica de água doce.
Ele disse que a bactéria, conhecida como "algas de sangue vinho" ou oscillatoria rubescens, é conhecida por ter existido há 3.000 anos e ainda hoje provoca efeitos semelhantes. Ele disse: "Ela se multiplica maciçamente no movimento lento das águas quentes, com altos níveis de nutrição. E quando ela morre, mancha a água de vermelho."
Os cientistas também afirmam que a chegada destas algas desencadearam os acontecimentos da segunda, terceira e quarta praga - rãs, piolhos e moscas. O desenvolvimento de girinos em sapos adultos, plenamente formados, é regulado por hormônios que podem acelerar o seu desenvolvimento em tempos de estresse. A chegada das algas tóxicas teria desencadeado tal transformação e forçou os sapos a deixarem a água onde eles viviam. Mas, quando as rãs morreram, os mosquitos, moscas e outros insetos teriam se multiplicado sem predadores para manter seus números sob controle. Isto, de acordo com os cientistas, poderia ter levado, por sua vez, à quinta e sexta praga - gado doente e furúnculos.
O professor Werner Kloas, um biólogo do Instituto Leibniz, disse: "Nós sabemos que muitas vezes os insetos são os portadores de doenças, como a malária, assim, o próximo passo da reação em cadeia é o surto de epidemias, fazendo com que a população humana adoecesse".
Outra grande catástrofe natural, mais de 400 quilômetros de distância, também já está sendo considerada como responsável por desencadear as pragas de número sete, oito e nove, que trazem granizo, gafanhotos e trevas para o Egito.
Uma das maiores erupções vulcânicas da história da humanidade ocorreu quando Thera, um vulcão que fazia parte do arquipélago mediterrâneo de Santorini, a norte da ilha de Creta, explodiu cerca de 3.500 anos atrás, que expeliu milhões de toneladas de cinzas vulcânicas na atmosfera.
Nadine von Blohm, do Instituto de Física Atmosférica da Alemanha, tem conduzido experiências sobre como os granizos se formam e acredita que as cinzas vulcânicas podem ter se chocado com nuvens carregadas acima do Egito para produzir tempestades dramáticas de granizo.
Dr. Siro Trevisanato, um biólogo canadense que escreveu um livro sobre as pragas, disse que os gafanhotos também poderiam ser explicados pela erupção vulcânica.
Ele disse: "As cinzas poderiam ter causado anomalias climáticas, que se traduz em precipitações mais elevadas, maior umidade. E isso é exatamente o que favorece a presença dos gafanhotos".
As cinzas vulcânicas também poderiam ter bloqueado a luz do sol tornando-se a praga da escuridão.
Os cientistas encontraram pedra-pomes, a pedra feita a partir do resfriamento de lava vulcânica, durante as escavações das ruínas do Egito, apesar de não haver qualquer vulcões no Egito.
A análise das rochas mostra que ela veio do vulcão de Santorini, fornecendo evidências físicas que a precipitação de cinzas da erupção em Santorini atingiu a costa egípcia.
Quanto à causa da última praga, a morte dos primogênitos do Egito, primariamente, tem sido sugerido como sendo causada por um fungo que pode ter envenenado o abastecimento de grãos, e como os primogênitos teriam o direito de se alimentarem deste grãos primeiro, seriam as primeiras vítimas. ( )


"O Eterno não faz 'mágicas' ... cada coisa em Sua criação foi feita com um propósito do qual Ele se  utiliza quando quer mostrar o Seu Poder; como aconteceu no episódio das 10 pragas; Mar de Juncos; Sodoma e Gomorra etc". 

Fonte: Telegraph.co.uk (29/03/2010)
Tradução Livre: André R Fonseca

2 comentários:

  1. Os efeitos do Thera chegaram inclusive à Antartida, como estudos comprovam. Devemos por isso acreditar que só um povo não foi afectado? Porque não falam os registos religiosos de tão grande acontecimento à escala global? Será que interpretaram isso como manifestação divina ou o subverteram nesse sentido?

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  2. Shalom, Anônimo. Primeiramente, a Torah não tem a preocupação com o registro histórico, haja visto, não mostrar exatamente uma ordem cronológica em seus livros. Sua preocupação é registrar os fatos relativos a uma cultura ou povo. Como pode observar, há relados dos efeitos do Thera em quase todas as civilizações, sempre dentro de um contexto particular. Outra probabilidade de não se citar a extensão de tais eventos globais é que, devido aos conhecimentos restritos sobre a geografia e geologia do planeta, o mundo das Escrituras estava circunscrito a aqueles e aquilo que o cercava. Agradecemos o comentário! Shabat Shalom.

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