segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

VÍDEO - PURIM E A HISTÓRIA DE ESTER

Shalom, Yeladim!

O livro de Ester conta-nos a história de Hadassa (Esther), a jovem israelita que livrou seu povo da morte. Esse grande livramento recebeu o nome de Purim ou sorte(s), em português.
Vamos aproveitar a oportunidade para recordar a coragem e determinação de Esther?

A HISTÓRIA DE ESTHER
video

Veja se você consegue encontrar todas as palavras no caça-palavras abaixo:

אָזְנֵי הָמָן  /  אֶסְתֵּר  /  מָרְדְּכַי  /  פּוּרִים  /   רַעֲשַׁן  /  שָׂמֵחַ  /  תַּחְפֹּשֶׂת
Caça-Palavras de Purim
dica: (Orelhas de Hamã, Ester, Mordechai, Purim, Chocalho ...)
Chag Sameach!

PURIM: HISTÓRIA DE ESTER - A RAINHA QUE SALVOU O SEU POVO

Shalom, chaverim!

Estamos nos aproximando de Purim, uma época especial para relembrarmos os feitos de Hadassa (nome hebraico de Ester), a jovem que se tornou rainha e arriscou sua vida para livrar da morte o nosso povo, os israelitas.

Apesar de não ser um mandamento bíblico, essa festividade marca um dos eventos mais alegres entre o povo de Israel!

"E que estes dias seriam lembrados e guardados em cada geração, família, província e cidade, e que esses dias de Purim não fossem revogados entre os israelitas, e que a memória deles nunca teria fim entre os de sua descendência". (Ester 9:28)

Portanto, vamos aproveitar a oportunidade para ler o livro de Ester  e contar a historia pra todas as crianças?!

A HISTÓRIA DE ESTER E A LEMBRANÇA DE PURIM
(Ester 1 a 10)
Há muitos e muitos anos, num reino chamado Pérsia, havia um rei muito poderoso chamado Achasverosh/Assuero. Sua esposa, a rainha Vashti, era a mulher mais bela de todo o reino. No terceiro ano de seu reinado, o rei convidou os príncipes de todas as províncias para lhes mostrar toda riqueza e beleza do seu reino.
Terminado esse tempo, o rei decidiu convidar todo o povo de Shushan, capital do reino, para participar durante uma semana de uma grande festividade nos jardins do palácio.
Em separado, a rainha Vashti reunia as esposas de todos os hóspedes do rei também para grandes festas no palácio.
No sétimo dia, como ponto máximo das celebrações, o rei mandou chamar a rainha, para exaltar sua beleza perante todos os convidados. Ao ser chamada pelo rei a rainha Vashti firmemente respondeu: Digam ao rei que não posso aceitar".
Quando os eunucos transmitiram a recusa da rainha, Achasverosh/Assuero sentiu-se desrespeitado e humilhado perante o povo, afinal, ser chamado a estar na presença do rei, era considerado uma alta honraria.
Despedidos os convidados, consultou aos seus ministros sobre "que atitude deveria tomar contra a rebelde Vashti". A resposta foi unânime:"tirar-lhe a coroa e buscar no reino uma nova esposa, afinal, se as outras mulheres seguissem o seu exemplo, desobedecendo aos seus maridos seria uma vergonha, porque cada homem deve ser o senhor na sua casa".
Que difícil decisão, pois o rei amava muito Vashti. Por fim, a rainha foi banida para muito longe do reino. Seus ministros, preocupados com sua solidão insistiram: "oh! rei Achasverosh, já é tempo de eleger uma nova rainha". Certamente, uma mulher tão bela quanto Vashti alegraria seu coração!
Foram, então, postos editais em todas as províncias, convocando as moças do reino para que o rei escolhesse a substituta de Vashti.
Havia em Shushan um homem chamado Mordechai/Mordecai, vindo de Yerushalayim/Jerusalém. Ele criara como filha uma parente órfã de pai e mãe chamada Hadassa (Esther). Era uma jovem belíssima.
Ao saber do edital, Mordechai, decidiu esconder Ester crendo que moça alguma do reino poderia superar sua beleza. Comunicou a ela sua decisão, recomendando: "Hadassa, se você for escolhida não diga que é israelita". Esther prometeu obedecer, porque o tinha como um pai. Sua esperança era que o rei escolhesse outra moça entre as centenas que lhe fossem apresentadas. Mas o tempo passava sem que Achasverosh coroasse a nova rainha. Era como se a beleza de Vashti apagasse a beleza de todas as candidatas; nenhuma lhe agradava. Até que chegou a vez de Esther e o rei ficou impressionado com sua formosura e apressou-se em escolhê-la. Passaram-se sete anos desde a deposição de Vashti, quando Esther ocupou o trono como rainha da Pérsia.
Mordechai passava todos dias no páteo das mulheres para ter notícias da sua filha adotiva, a rainha Esther.
Foi numa desses dias que ouviu dois eunucos conversando sobre uma conspiração contra o rei. Imediatamente mandou comunicar a Esther. Ela tomou as providências devidas e foram punidos aqueles que tramavam derrubar Achasverosh. Essa atitude de Mordechai foi anotada nas "Crônicas Diárias do reino".
Nesse tempo, a pessoa mais importante no reino, depois do rei, era Haman, que gozava de algumas regalias, recebendo honrarias, entre elas, que por lei todo indivíduo se curvasse e se prostrasse diante dele. A lei era rigorosamente cumprida por todos, exceto por Mordechai que acreditava que somente ao Eterno deveria se prostrar . Ao notar o desdém de Mordechai, Haman encheu-se de ódio, não somente contra ele, mas contra todo o seu povo.
Denunciou os judeus a Achasverosh, acusando-os de terem costumes estranhos e não obedecerem as leis do rei e aconselhou-o a exterminá-los.
Com isso convenceu o rei a fazer um decreto a todas as províncias do reino, que todos os israelitas, adultos e crianças, fossem executados em um só dia.
Ao ouvir a notícia da tragédia, Mordechai correu para Esther, mandando que ela fosse suplicar ao rei piedade para o seu povo. Era uma ordem difícil de ser cumprida, porque ninguém podia entrar na presença do rei sem ser por ele convocado; quem tivesse essa ousadia seria morto. Mas Mordechai insistiu: "Hadassa, você precisa ir; não pense que escapará ao massacre que ameaça todos os israelitas".
Esther criou coragem. Convocou seu povo, com a ajuda de Mordechai, pedindo a todos que jejuassem e orassem para ajudá-la nessa difícil tarefa. A seguir, vestiu os roupas reais e postou-se no pátio em frente ao salão real. Se o rei estendesse o cetro, ela teria permissão; se ele não estendesse o cetro ela seria punida pela desobediência.
Vendo-a, Achasverosh sorriu e levantou o cetro como sinal de sua aprovação. Pediu que ela se aproximasse e perguntou-lhe, ternamente: "O que queres, rainha Esther? Pede-me! Até metade do reino te darei". Então Esther respondeu que apenas vinha convidá-lo para um jantar em que Haman também comparecesse. O rei aceitou, surpreso por tão simples petição.
Ao recebee o convite, Haman envaideceu-se; "era tão importante que até a rainha o distinguia, convidando-o junto com o rei". "Mas", disse Haman à sua esposa e aos filhos, "nada disso me satisfaz enquanto vir Mordechai à porta do palácio". "Mande enforcá-lo", responderam. Esse é o meu desejo, replicou Haman; não só Mordechai; mas todo o seu povo muito em breve deixarão de existir.
Aconteceu que, nessa mesma noite, o rei ficou com insônia e pediu que lessem para ele as "Crônicas Diárias" onde era anotado tudo o que acontecia no palácio. Ao ouvir o caso da conspiração tramada contra ele e de como Mordechai o salvara, quis saber que recompensa tinham dado àquele homem. "Nenhuma", responderam!
Nesse momento chegou Haman e o rei consultou-o: "Que se fará ao homem por quem o rei tiver gratidão?" Pensando que esse homem seria ele, Haman propôs: "Que esse homem vista o traje real, use uma coroa, monte o cavalo do rei e seja levado pelas ruas, apregoando-se: Assim se faz ao homem de quem o rei está grato".
"Então", disse Achasverosh, "apressa-te, veste Mordechai e leva-o pelas ruas, como disseste". E Haman teve que cumprir as ordens do rei. Mas terminado o passeio pela cidade, voltou para casa furioso e contou à família a humilhação que havia passado. "Como devo vingar-me?" perguntou à esposa. E ela respondeu: "Se Mordechai, perante quem já começaste a cair, é da semente dos israelitas, não vencerás, mas certamente cairás perante ele".
No dia seguinte, quando se realizava o banquete de Esther, com a presença do rei e de Haman, Achasverosh perguntou novamente: "Qual é a tua petição, rainha Esther? E qual o teu requerimento? Até metade do reino te será dado".
Esther levantou-se e disse: "Peço a minha vida e a do meu povo. Porque eu e meu povo seremos exterminados".
O rei também levantou-se indignado: "E onde está aquele cujo coração o permitiu tal crueldade?" Respondeu Esther: "O homem, o inimigo, o opressor é Haman".
(Desenho para pintar)
Surpreso e chocado por essa revelação contra o homem que ele mais admirava, Achasveroch retirou-se para o jardim. Então Haman atirou-se aos pés de Esther pedindo misericórdia. Voltando o rei do jardim, deparou-se com Haman ajoelhado diante de Esther e gritou-lhe: "O que fazes? Porventura também queres forçar a rainha na minha própria casa? Guardas! Prendam este homem!"
Nesse mesmo dia, Haman foi enforcado na forca que havia preparado para mordechai e, a pedido de Esther, o rei revogou a lei que decretava a morte de todos os jisraelitas. A seguir, mandou chamar Mordechai. Deu-lhe o anel (que representava autoridade) retirado de Haman e colocou-o na posição que seu inimigo ocupara. Mordechai saiu do palácio usando um majestoso manto e levando, na cabeça, uma coroa de ouro.
Seu primeiro ato como ministro foi decretar que os israelitas preservassem, para sempre, como memorial, o dia 14 do "décimo segundo mês bíblico", dia esse em que a tristeza se transformou em alegria. Que os celebrassem com banquetes, troca de presentes entre a família e amigos, e tsedakah (donativos) aos necessitados. E como esse dia foi marcado pela mudança de sorte dos israelitas, foi chamado de Purim, plural de"pur (sorte, em hebraico).
oooOOOooo

sábado, 25 de fevereiro de 2012

CICLO TRIENAL LE YELADIM - SEDRAH 50 (LEVANDO A TORAH AOS PEQUENINOS)

Shalom, Yeladim!

A Sedrah anterior (49) termina com o Faraó pedindo a Mosheh para orar a YHWH para fazer cessar a praga de grazino.  Como das outras vezes, Faraó prometeu deixar o povo ir embora se a praga fosse retirada, mas, assim que o granizo parou de cair, ele voltou atrás em sua decisão. 

PRAGAS: GAFANHOTOS, TREVAS E MORTE DOS PRIMOGÊNITOS
(Shemot/Êxodo 10:1 a 11:10)
Neste capítulo, HaShem instrui Mosheh e Aharon, a levar outra mensagem ao Faraó, para deixar o povo dele sair, porque desta vez Ele  iria enviar gafanhotos a Mitzrayim/Egito para destruir tudo o que escapou da saraiva (chuva de pedras) e haveria grande calamidade sobre os egípcios. 
Então, os servos de Faraó lhe disseram: "Deixa logo ir os homens, para que sirva seu Elohim, por acaso não sabes que o Egito está destruido?"
Pela primeira vez, o Faraó reconheceu os seus erros, mas ainda assim permaneceu determinado a não deixar partirem os israelitas. Desta forma, como prometido, YHWH enviou uma imensa nuvem de gafanhotos que devorou tudo o que havia sobrado nos campos. 
Nunca na história houvera uma praga de gafanhotos tão devastadora como esta, trazendo ruína total ao Egito, o qual já tinha sido totalmente destruído pelas catástrofes anteriores.
O deus egípcio da colheita, como os outros deuses, não teve poder para proteger o povo de tão grande calamidade.  Ainda assim, o coração de Faraó ficou endurecido, recusando-se a honrar o Elohim verdadeiro. 
Novamente o Faraó mandou chamar Mosheh e Aharon, implorando a eles que orassem a Elohim para que cessasse esta praga. Mosheh orou e YHWH mandou um forte vento oeste que levou os gafanhotos para o mar. Quando tudo se acalmou, a teimosia do Faraó voltou e outra vez recusou-se a deixar sair o povo de Israel.
Então, como predito, seguiu-se a nona praga! 
Por seis dias, todos em Mitzrayim/Egito foram cercados por tão grande escuridão, e nada permanecia aceso. Os egípcios foram tomados de grande pavor, sem conseguir dar um passo sequerSomente no lugar onde estavam os israelitas, havia luz.  
Apesar disso, Faraó ainda quis barganhar (fazer troca) com Mosheh e Aharon, dizendo que permitiria que partissem com todo o povo, se deixassem os rebanhos como garantia.
Mosheh e Aharon disseram que não que não tinha acordo; a ordem de YHWH era que libertassem os homens, mulheres,  crianças animais e, ainda, que levassem com eles todos os seus pertences. 
Faraó se enfureceu com Mosheh e Aharon e gritou: "Saim da minha frente! Nunca mais quero ver a face de vocês"
E disse mais: "tomem muito cuidado, pois da próxima vez que eu contemplar a face de vocês, certamente morrerão".  
Mosheh respondeu: "Não será necessário procurarmos novamente o Faraó, pois YHWH mandará ainda uma praga ao Egito, após a qual o Faraó não terá como recusar deixar sair os filhos de Israel de Mitzayim/Egito".
"Exatamente à meia-noite", continuou Mosheh, "o Anjo de Elohim passará sobre o Egito e golpeará todos os primogênitos homens e animais". (Essa última praga seria a morte de todos os primogênitos do Egito, inclusive primogênito de Faraó, além de todos os primogênitos dos animais).  "Quanto aos filhos de Israel, nenhum será tocado"
Com estas palavras, Mosheh e Aharon deixaram o Faraó!

A Sedrah desta semana fica por aqui, todavia, deixa-nos algumas questões:




1  No verso 1 de Shemot/Êxodo 10, que motivos O Eterno deu para endurecer o coração de Faraó e seus servos?  (Vamos ler?)


2  Por quê os israelitas foram protegidos das pragas?  (Leia Shemot/Êxodo 11:7).

Shabat Shalom!






sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

CICLO TRIENAL - SEDRAH 50 (Semana de 19 e 25 de fevereiro/2012)


Torah: Shemot/Êxodo 10:1 a 11:10 
Tema(s): Pragas: Gafanhotos; Trevas e Morte dos Primogênitos
Haftarah: Sh'muel Beit/2 Samuel 18, 19; Iyiov/Jó 33, 37
Tema(s): David - Av'Shalom e os Filhos de Shaul; Presunção de Iyov/Jó; Sabedoria de YHWH
Shirim u’Chochmah: Tehilim/Salmos 50; Shir HaShirim / Cântico dos Cânticos 7
Tema(s): Convocação ao Arrependimento; Cântico para a Amada (parte 5)
PERGUNTAS
1.  O principal deus de Mitzrayim/Egito era Rá, o deus do sol. Durante três dias o Eterno revela o Seu poder sobre esta deidade: Ao ver a sua oferta recusada, qual a atitude de Faraó?   Quais foram suas palavras e a quem ele se equipara? 
 
2.  Sh'muel Beit/2 Samuel 18:5 - David Melech diz a seus guerreiros: "Poupai o meu filho Av'shalom por amor a mim!".  Em sua opinião, por quê, mesmo pedindo a seus homens para serem clementes com Av'shalom, este, acabou perdendo a vida de uma forma tão banal?

3.  Leia Iyov/Jó 33 e respondaQual a diferença entre o conceito dos amigos de Iyov/Jó, referente a dor e sofrimento, e o de Eliú?

4.  "Aquele que traz oferenda de agradecimento, honra a mim, e aquele que procura sempre melhorar seu caminho, a este mostrarei a Minha redenção" (Tehilim/Salmos 50). O que o Eterno procurou deixar claro nesse Tehilim? 
Lehitraot

RESGATANDO A HISTÓRIA DO POVO BRASILEIRO (MIKVE DO SÉCULO 17 DESCOBERTO NA BAHIA)


Bahia pode ter artefato judeu do século 17

Construção para banhos rituais no Pelourinho seria registro material mais antigo da prática da religião judaica na América Portuguesa

19 de fevereiro de 2012 | 3h 05
Pesquisadores encontraram o que pode ser o registro material mais antigo da prática da religião judaica na América Portuguesa. Em um hotel do Pelourinho, em Salvador (BA), eles identificaram uma mikvé - local onde são realizados banhos rituais com o sentido de purificação e renovação (mais informações nesta página).
A historiadora Suzana Severs, do grupo de pesquisa responsável pela descoberta, explica que a mikvé deve ter a mesma idade do casarão onde foi construída, datado da segunda metade do século 17. Se a hipótese for confirmada, ela é quase tão antiga quanto Kahal Zur Israel, a primeira sinagoga das Américas, localizada no Recife e construída na primeira metade do século 17.
Ao contrário da sinagoga pernambucana - edificada durante o período de tolerância religiosa da dominação holandesa -, a mikvé baiana surgiu provavelmente sob as sombras da perseguição desencadeada pela Inquisição portuguesa, cujos ecos chegaram à Colônia com a instalação do tribunal na Bahia.
Em 1497, d. Manuel I, rei de Portugal, havia convertido "por decreto" todos os judeus do reino ao catolicismo. Naturalmente, um número considerável manteve, em segredo, as práticas religiosas judaicas.
Em 1536, foi criado o tribunal da Inquisição em Lisboa, intrinsecamente unido à Coroa portuguesa. Sua principal função era investigar a sinceridade da "conversão" dos cristãos-novos - como ficaram conhecidos os judeus que, ao menos formalmente, tiveram de abraçar a fé cristã.
"Pretendiam descobrir o que essas pessoas pensavam, sentiam e faziam", afirma Anita Novinsky, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) e uma das maiores especialistas brasileiras em cristãos-novos.
Criptojudeus. Um cenário hostil na Europa obrigou muitos cristãos-novos a se lançarem ao mar rumo ao continente americano. "Podemos dizer com segurança que eles foram responsáveis pelo primeiro impulso econômico e criativo do Brasil Colônia", aponta Anita. "Os plantadores de cana-de-açúcar pioneiros do Nordeste eram cristãos-novos."
Suzana explica que alguns cristãos-novos aderiram ao catolicismo. Outros se afastaram de qualquer prática religiosa. Mas houve quem mantivesse as tradições judaicas na sua vida privada: eram os chamados criptojudeus.
Os pesquisadores sugerem que o primeiro dono do casarão do Pelourinho pode ter sido um criptojudeu que, mesmo durante a perseguição inquisitorial, realizava práticas religiosas judaicas a poucos metros da tradicional Igreja de São Francisco. Não se descarta a hipótese de o local ter servido como uma "sinagoga da resistência".
"Determinamos os proprietários do casarão até a primeira metade do século 19", afirma Suzana, que participou da incursão pelos registros cartoriais e arquivos históricos de Salvador. "Já temos hipóteses para os donos no século 18. Mas queremos chegar ao século 17 para desvendar a história do homem que edificou a mikvé."
Acaso. Em 2008, um judeu ortodoxo hospedado no Hotel Villa Bahia procurou o gerente do local, o francês Bruno Guinard, para perguntar qual seria o uso original daquela construção tão singular, "que possuía todos os pré-requisitos para funcionar como uma mikvé", até mesmo uma caixa d'água para armazenar a água da chuva. Guinard ouvira de um historiador que aquele equipamento era usado para "banhos portugueses".
Na mesma época, a nutricionista baiana Berta Wainstein visitou o local e conversou com Guinard, sugerindo também a possibilidade de se tratar de uma mikvé. Surgiu assim o desejo de criar um grupo de pesquisa para confirmar o caráter judaico da construção.
Berta afirma que, além de determinar a identidade do construtor da mikvé, o grupo procura apoio para criar o primeiro centro de referência em estudos sobre cristãos-novos no País.
O centro poderia ser instalado em uma casa situada nos fundos do hotel. Dessa forma, seria possível contar com um acesso para visitantes que desejam ver a mikvé sem atrapalhar o cotidiano dos hóspedes.
A mikvé foi restaurada e está sendo conservada pelo hotel, contudo não está aberta para a visitação pública.
fonte: http://www.estadao.com.br/noticias

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O SÁBADO ATRAVÉS DOS SÉCULOS - CURIOSIDADE

É especialmente interessante notar o esforço feito pela religião predominante para se opor aos ensinamentos bíblicos com relação ao Shabat.
Costumamos dizer àqueles que se achegam à fé Israelita que a teshuvah (retorno à fé Bíblica) se inicia dando um passo de cada vez.  Todavia, não nos omitidos em dizer que a observância do Sábado Bíblico ou "Shabat" é o primeiro sinal na teshuvah, porque rompe com um paradigma.
Abaixo, artigo que reúne alguns relatos históricos sobre o "sábado". Espero que gostem!
Lehitraot! (até mais) 
O SÁBADO ATRAVÉS DOS SÉCULOS
SÉCULO I
“Quase todas as igrejas no mundo celebram os sagrados mistérios [da Ceia do Senhor] no sábado de cada semana.” Socrates Scholasticus, Eccl. History
“Então a semente espiritual de Abraão [os cristãos] fugiram para Pela, do outro lado do rio Jordão, onde encontraram um lugar de refúgio seguro, e assim puderam servir a seu Mestre e guardar o Seu sábado.” Eusebius’s Ecclesiastical History
Filo, filósofo e historiador, afirma que o sábado correspondia ao sétimo dia da semana.
SÉCULO II
“Os cristãos primitivos tinham grande veneração pelo sábado, e dedicavam o dia para devoção e sermões. ... Eles receberam essa prática dos apóstolos, conforme vários escritos para esse fim.” D. T. H. Morer (Church of England), Dialogues on the Lord’s Day, Londres, 1701
SÉCULOS II, III, IV
“Desde o tempo dos apóstolos até o Concílio de Laodicéia [364 d.C.), a sagrada observância do sábado dos judeus persistiu, como pode ser comprovado por muitos autores, não obstante o voto contrário do concílio.” John Ley, Sunday A Sabbath, Londres, 1640
SÉCULO III
“Pelo ano 225 d.C., havia várias dioceses ou associações da Igreja Oriental, que guardavam o sábado, desde a Palestina até a Índia.” Mingana Early Spread of Christianity
SÉCULO IV
“Na igreja de Milão (Itália), o sábado era tido em alta consideração. Não que as igrejas do Oriente ou qualquer outra das restantes que observavam esse dia, fossem inclinadas ao judaísmo, mas elas se reuniam no sábado para adorar a Jesus, o Senhor do sábado.” Dr. Peter Heylyn, History of the Sabbath, Londres, 1636
“Por mais de 17 séculos a Igreja da Abissínia continuou a santificar o sábado como o dia sagrado do quarto mandamento.” Ambrósio de Morbius
“Ambrósio, famoso bispo de Milão, disse que quando ele estava em Milão, guardou o sábado, mas quando passou a morar em Roma, observou o domingo. Isso deu origem ao provérbio: ‘Quando você está em Roma, faça como Roma faz.’” Heylyn, History of the Sabbath
Pérsia 335-375 d.C. Eles [os cristãos] desprezam nosso deus do Sol.
“Eles [os cristãos] desprezam nosso deus do Sol. Zoroastro, o venerado fundador de nossas crenças divinas, não instituiu o domingo mil anos antes em honra ao Sol cancelando o sábado do Antigo Testamento? Os cristãos, contudo, realizam suas cerimônias religiosas no sábado.” O’Leary, The Syriac Church and Fathers
SÉCULO V
“Agostinho [cujo testemunho é mais incisivo pelo fato de ter sido um devotado observador do domingo] mostra... que o sábado era observado em seus dias ‘na maior parte do mundo cristão’.” Nicene and Post-Nicene Fathers, série 1, vol. 1, págs. 353 e 354
“No quinto século a observância do sábado judaico persistia na igreja cristã.” Lyman Coleman, Ancient Christianity Exemplified, pág. 526
SÉCULO VI
“Neste último exemplo, eles [a Igreja da Escócia] parecem ter seguido o costume do qual encontramos vestígios na primitiva igreja monástica da Irlanda, ou seja, afirmavam que o sábado era o sétimo dia no qual descansavam de todas as atividades.” W. T. Skene, Adamnan’s Life of St. Columba, 1874, pág. 96
Sobre Columba de Iona: “Tendo trabalhado na Escócia por trinta e quatro anos, ele predisse clara e abertamente sua morte, e no dia 9 de junho, um sábado, disse a seu discípulo Diermit: ‘Este é o dia chamado sábado, isto é, o dia de descanso, e como tal será para mim, pois ele colocará um fim aos meus labores’.” Butler’s Lives of the Saints, artigo sobre “St. Columba”
SÉCULO VII
“Parece que, nas igrejas célticas primitivas, era costume, tanto na Irlanda quanto na Escócia, guardar o sábado... como um dia de descanso. Eles obedeciam literalmente ao quarto mandamento no sétimo dia da semana.” Jas. C. Moffatt, The Church in Scotland
Disse Gregório I, Papa de Roma (590-604): “Cidadãos romanos: Chegou a meu conhecimento que certos homens de espírito perverso têm disseminado entre vós coisas depravadas e contrárias à fé cristã, proibindo que nada seja feito no dia de sábado. Como eu deveria chamá-los senão de pregadores do anticristo?”
SÉCULO VIII
Índia, China, Pérsia, etc. “Abrangente e persistente foi a observância do sábado entre os crentes da Igreja Oriental e dos Cristãos de São Tomás da Índia, que jamais estiveram ligados a Roma. O mesmo costume foi mantido entre as congregações que se separaram de Roma após o Concílio de Calcedônia, como por exemplo, os abissínios, jacobitas, marionitas e armênios.” New Achaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge, artigo intitulado “Nestorians”
SÉCULO IX
“O papa Nicolau I, no nono século, enviou ao príncipe governante da Bulgária um extenso documento dizendo que se devia cessar o trabalho no domingo, mas não no sábado. O líder da Igreja Grega, ofendido pela interferência do papado, declarou o papa excomungado.” B. G. Wilkinson, Ph.D., The Truth Triumphant, pág. 232
SÉCULO X
“Os seguidores de Nestor não comem porco e guardam o sábado. Não crêem em confissão auricular nem no purgatório.” New Schaff-Herzog Encyclopedia, artigo “Nestorians”
SÉCULO XI
“Margaret da Escócia, em 1060, tentou arruinar os descendentes espirituais de Columba, opondo-se aos que observavam o sábado do sétimo dia em vez de o domingo.” Relatado por T. R. Barnett, Margaret of Scotland, Queen and Saint, pág. 97
SÉCULO XII
“Há vestígios de observadores do sábado no século doze, na Lombárdia.” Strong’s Encyclopedia
Sobre os valdenses, em 1120: “A observância do sábado... é uma fonte de alegria.” Blair, History of the Waldenses, vol.1, pág. 220
França: “Por vinte anos Pedro de Bruys agitou o sul da França. Ele enfatizava especialmente um dia de adoração reconhecido na época entre as igrejas celtas das ilhas britânicas, entre os seguidores de Paulo, e na Igreja Oriental, isto é, o sábado do quarto mandamento.” Coltheart, pág. 18
SÉCULO XIII
“Contra os observadores do sábado, Concílio de Toulouse, 1229: Canon 3: Os senhores dos diversos distritos devem procurar diligentemente as vilas, casas e matas, para destruir os lugares que servem de refúgio. Canon 4: Aos leigos não é permitido adquirir os livros tanto do Antigo quanto do Novo Testamentos.” Hefele
SÉCULO XIV
“Em 1310, duzentos anos antes das teses de Lutero, os irmãos boêmios constituíam um quarto da população da Boêmia, e estavam em contato com os valdenses, que havia em grande número na Áustria, Lombárdia, Boêmia, norte da Alemanha, Turíngia, Brandenburgo e Morávia. Erasmo enfatizava que os valdenses da Boêmia guardavam o sétimo dia (sábado) de uma maneira estrita.”Robert Cox, The Literature of the Sabbath Question, vol. 2, págs. 201 e 202.
SÉCULO XV
“Erasmo dá testemunho de que por volta do ano 1500 os boêmios não apenas guardavam estritamente o sábado, mas eram também chamados de sabatistas.” R. Cox, op. cit.
Concílio Católico realizado em Bergen, Noruega, em 1435: “Estamos cientes de que algumas pessoas em diferentes partes de nosso reino adotam e observam o sábado. A todos é terminantemente proibido – no cânon da santa igreja – observar dias santos, exceto os que o papa, arcebispos e bispos ordenam. A observância do sábado não deve ser permitida, sob nenhuma circunstância, de agora em diante, além do que o cânon da igreja ordena. Assim, aconselhamos a todos os amigos de Deus na Noruega que desejam ser obedientes à santa igreja, a deixar de lado a observância do sábado; e os demais proibimos sob pena de severo castigo da igreja por guardarem o sábado como dia santo.” Dip. Norveg., 7, 397
SÉCULO XVI
Noruega, 1544: “Alguns de vocês, em oposição à advertência, guardam o sábado. Vocês devem ser severamente punidos. Quem for visto guardando o sábado, pagará uma multa de dez marcos.” Krag e Stephanius, History of King Christian III
Liechtenstein: “Os sabatistas ensinam que o dia de repouso, o sábado, ainda deve ser guardado. Dizem que o domingo [como dia semanal de descanso] é uma invenção do papa.” Wolfgang Capito, Refutation of the Sabbath, c. de 1590
Índia: “Francisco Xavier, famoso jesuíta, chamado para a inquisição que foi preparada em Goa, Índia, em 1560, para verificar ‘a maldade judaica, a observância do sábado’.” Adeney, The Greek and Eastern Churches, págs. 527 e 528
Abissínia: Não é pela imitação dos judeus, mas em obediência a Cristo e Seus apóstolos, que observamos este dia [o sábado].” De um legado abissínio na corte de Lisboa, 1534, citado na História da Igreja da Etiópia, de Geddes, págs. 87 e 88
SÉCULO XVII
“Cerca de 100 igrejas guardadoras do sábado, a maioria independentes, prosperaram na Inglaterra nos séculos dezessete e dezoito.”Dr. Brian W. Ball, The Seventh-Day Men, Sabbatarians and Sabbatarianism in England and Wales, 1600-1800, Clarendon Press, Oxford University, 1994
SÉCULO XVIII
Alemanha: “Tennhardt de Nuremberg adere estritamente à doutrina do sábado, por ser um dos dez mandamentos.” J. A. Bengel, Leben und Wirken, pág. 579
“Antes que Zinzendorf e os morávios de Belém [Pensilvânia] iniciassem a observância do sábado e prosperassem, havia um pequeno grupo de alemães observadores do sábado na Pensilvânia.” Rupp, History of the Religious Denominations in the United States
“Os abissínios e muitos do continente europeu, especialmente na Romênia, Boêmia, Morávia, Holanda e Alemanha, continuaram a guardar o sábado. Onde quer que a igreja de Roma predominasse, esses sabatistas eram penalizados com o confisco de suas propriedades, multas, encarceramento e execução.” Coltheart, pág. 26
SÉCULO XIX
China: “Os taiping, quando interrogados sobre a observância do sábado, responderam que, em primeiro lugar, porque a Bíblia o ensina, e, em segundo, porque seus ancestrais o guardavam como dia de culto.” A Critical History of Sabbath and Sunday
SÉCULO XX
[Nota do editor: Há milhões de observadores do sábado no mundo, espalhados por mais de 25 denominações e centenas de congregações independentes, observadoras do sábado.]

Fonte: http://www.dsa.org.br/osabado/temas

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

ARQUEOLOGIA - MENORAH COM CERCA DE 2.OOO MIL ANOS


Arqueólogos descobrem imagem de menorá de 2.000 anos

A Menorá, retratada sobre um pedestal, está entalhada em uma pedra encontrada em sinagoga

11 de setembro de 2009 

Associated Press

Arqueólogos israelenses encontraram uma antiga representação de uma menorá, o candelabro de sete braços que se tornou um símbolo do judaísmo, informa a Autoridade de Antiguidades de Israel.
O bloco de pedra com o menorá entalhado na face frontal - AP(O bloco de pedra com a menorá entalhado 
na face frontal)
A Menorá foi gravada numa pedra há cerca de 2.000 anos, e descoberta numa sinagoga perto do mar da Galileia. Cerâmicas, moedas e ferramentas encontradas no local indicam que a sinagoga é da época do Segundo Templo de Jerusalém, onde a menorá era mantida, disse a arqueóloga Dina Avshalom-Gorni.
O escultor pode ter visto a menorá durante uma peregrinação e, então, recriado a imagem na sinagoga, sugeriu ela.
Um pequeno número de imagens da menorá da mesma época já havia sido encontrada, disse ela, mas esta é especial porque estava dentro de uma sinagoga e longe de Jerusalém, ilustrando a ligação entre os judeus da região de Jerusalém e os da Galileia, ao norte.
A menorá, retratada sobre um pedestal, está entalhado em uma pedra que ficava no salão central da sinagoga.
O Templo de Jerusalém foi destruído por legiões romanas no ano 70. O Arco de Tito, em Roma, erigido para celebrar a vitória, mostra soldados romanos carregando a menorá para fora de Jerusalém. Hoje, o candelabro faz parte do selo oficial do Estado de Israel. 
A maioria das imagens da menorá foi feita após a destruição do templo, e se esta descoberta é realmente anterior, ela poderia ser uma representação mais próxima do original, disse o arqueólogo Aren Maeir.
"Se você tem uma representação da menorá da época do Templo (como a encontrada), há chances são de que ela seja mais precisa e retrate o objeto propriamente dito", disse ele.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae

sábado, 18 de fevereiro de 2012

A CIÊNCIA E "AS DEZ PRAGAS DO EGITO"


Shalom, chaverim!

Sempre houve grande controvérsia em relação à Ciência e a Bíblia. Todavia, nunca tivemos tantas confirmações científicas sobre fatos bíblicos, como nos últimos tempos. Certamente, o Eterno que deu inteligência ao homem para multiplicar a ciência se utilizou, SIM, dos elementos da natureza para exercer o Seu poder, não apenas neste mas, em muitos outros episódios da história bíblica.
Aproveitando o estudo das Sedrot sobre as Pragas do Egito, posto abaixo matéria sobre o assunto, que nos ajuda a entender ainda mais a Grandiosa Sabedoria e Supremacia dAquele que criou todas as coisas.
Shabat Shalom!
(Diário de um egípcio chamado Ipuwer encontrado no Egito em 1820 e levado para o museu da Universidade de Leiden, na Holanda. No texto, ele lamenta o estado do Egito e diz numa carta endereçada a faraó: “Os estrangeiros (hebreus?) vieram para o Egito ... [eles] têm crescido e estão por toda a parte [lit. ‘em todos os lugares, eles se tornaram gente’]... o Nilo se tornou em sangue ... [as casas] e as plantações estão em chamas ... a casa real perdeu todos os seus escravos ... os mortos estão sendo sepultados pelo rio ... os pobres (escravos hebreus?) estão se tornando os donos de tudo ... os filhos dos nobres estão morrendo inesperadamente... o [nosso] ouro está no pescoço [dos escravos?] ... o povo do oásis está indo embora e levando as provisões para o seu festival [religioso?].”)
A ciência e "As dez pragas do Egito"

Pesquisadores acreditam ter encontrado evidências de verdadeiros desastres naturais que podem explicar as dez pragas do Egito, que levou Moisés a libertar os israelitas da escravidão, como descrito no livro do Êxodo na Bíblia.
Mas ao invés da explicação de um ato irado de um Criador vingativo, os cientistas afirmam que as pragas podem ser atribuídas a uma cadeia de fenômenos naturais provocada por mudanças no clima e às catástrofes ambientais que aconteceram há centenas de quilômetros de distância.
Eles coletaram evidências convincentes que oferecem novas explicações para as pragas bíblicas, que serão apresentadas em uma nova série a ser transmitida no canal “National Geographical” ( ).
Os arqueólogos, agora, acreditam que as pragas ocorreram numa antiga cidade de Pi-Ramsés no Delta do Nilo, que era a capital do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, que governou entre 1279 AC e 1213 AC.
A cidade parece ter sido abandonado por volta de 3.000 anos atrás, e os cientistas afirmam que as pragas poderiam oferecer uma explicação.
Climatologistas, estudando o clima antigo deste mesmo período descobriram uma mudança drástica no clima da região que ocorreu no final do reinado de Ramsés II.
Ao estudar estalagmites em cavernas egípcias foram capazes de reconstruir um registro dos padrões do tempo usando os traços de elementos radioativos contidos na rocha.
Eles descobriram que coincidiu com o reinado de Ramsés um clima quente e úmido, mas depois o clima mudou para um período de seca.
O professor Augusto Magini, um paleoclimatologista do instituto de física do ambiente da Universidade de Heidelberg, disse: "O Faraó Ramsés II reinou durante um período de clima muito bom.
"Havia muita chuva e seu país florescia. Mas, este período úmido durou apenas algumas décadas. Após o reinado de Ramsés, a curva do clima despenca. "Há um período de seca, que certamente teria tido consequências graves".
Os cientistas acreditam que essa mudança no clima foi o gatilho para a primeira das pragas.
O aumento das temperaturas poderia ter secado o rio Nilo, transformando o rio que fluía rapidamente e era a vida do Egito em um movimento lento, com cursos de água lamacenta.
Estas condições teriam sido perfeitas para a chegada da primeira praga, que na Bíblia é descrita como o Nilo transformado em sangue.
Dr. Stephan Pflugmacher, um biólogo do Instituto Leibniz de Ecologia da Água e Pesca Interior, em Berlim, acredita que esta descrição poderia ter sido o resultado de uma alga tóxica de água doce.
Ele disse que a bactéria, conhecida como "algas de sangue vinho" ou oscillatoria rubescens, é conhecida por ter existido há 3.000 anos e ainda hoje provoca efeitos semelhantes. Ele disse: "Ela se multiplica maciçamente no movimento lento das águas quentes, com altos níveis de nutrição. E quando ela morre, mancha a água de vermelho."
Os cientistas também afirmam que a chegada destas algas desencadearam os acontecimentos da segunda, terceira e quarta praga - rãs, piolhos e moscas. O desenvolvimento de girinos em sapos adultos, plenamente formados, é regulado por hormônios que podem acelerar o seu desenvolvimento em tempos de estresse. A chegada das algas tóxicas teria desencadeado tal transformação e forçou os sapos a deixarem a água onde eles viviam. Mas, quando as rãs morreram, os mosquitos, moscas e outros insetos teriam se multiplicado sem predadores para manter seus números sob controle. Isto, de acordo com os cientistas, poderia ter levado, por sua vez, à quinta e sexta praga - gado doente e furúnculos.
O professor Werner Kloas, um biólogo do Instituto Leibniz, disse: "Nós sabemos que muitas vezes os insetos são os portadores de doenças, como a malária, assim, o próximo passo da reação em cadeia é o surto de epidemias, fazendo com que a população humana adoecesse".
Outra grande catástrofe natural, mais de 400 quilômetros de distância, também já está sendo considerada como responsável por desencadear as pragas de número sete, oito e nove, que trazem granizo, gafanhotos e trevas para o Egito.
Uma das maiores erupções vulcânicas da história da humanidade ocorreu quando Thera, um vulcão que fazia parte do arquipélago mediterrâneo de Santorini, a norte da ilha de Creta, explodiu cerca de 3.500 anos atrás, que expeliu milhões de toneladas de cinzas vulcânicas na atmosfera.
Nadine von Blohm, do Instituto de Física Atmosférica da Alemanha, tem conduzido experiências sobre como os granizos se formam e acredita que as cinzas vulcânicas podem ter se chocado com nuvens carregadas acima do Egito para produzir tempestades dramáticas de granizo.
Dr. Siro Trevisanato, um biólogo canadense que escreveu um livro sobre as pragas, disse que os gafanhotos também poderiam ser explicados pela erupção vulcânica.
Ele disse: "As cinzas poderiam ter causado anomalias climáticas, que se traduz em precipitações mais elevadas, maior umidade. E isso é exatamente o que favorece a presença dos gafanhotos".
As cinzas vulcânicas também poderiam ter bloqueado a luz do sol tornando-se a praga da escuridão.
Os cientistas encontraram pedra-pomes, a pedra feita a partir do resfriamento de lava vulcânica, durante as escavações das ruínas do Egito, apesar de não haver qualquer vulcões no Egito.
A análise das rochas mostra que ela veio do vulcão de Santorini, fornecendo evidências físicas que a precipitação de cinzas da erupção em Santorini atingiu a costa egípcia.
Quanto à causa da última praga, a morte dos primogênitos do Egito, primariamente, tem sido sugerido como sendo causada por um fungo que pode ter envenenado o abastecimento de grãos, e como os primogênitos teriam o direito de se alimentarem deste grãos primeiro, seriam as primeiras vítimas. ( )


"O Eterno não faz 'mágicas' ... cada coisa em Sua criação foi feita com um propósito do qual Ele se  utiliza quando quer mostrar o Seu Poder; como aconteceu no episódio das 10 pragas; Mar de Juncos; Sodoma e Gomorra etc". 

Fonte: Telegraph.co.uk (29/03/2010)
Tradução Livre: André R Fonseca