segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

TESHUVÁ PASSO (1) - COMEÇANDO A PURIFICAÇÃO (Parte 1)

Primeiro Passo: Começando a Purificação 
Por Sha'ul Bentsion
Esta série é para pessoas que já conhecem a Bíblia, e que querem vivê-la plenamente. Neste artigo encontra-se o Primeiro Passo.

Introdução (Síntese)
Teshuvah é a palavra hebraica para “retorno” e esta série ensinará justamente como retornar aos caminhos do Criador; às Veredas Antigas, de forma sólida, clara e consistente. 
Destina-se a pessoas que estejam abertas a conhecer as verdades puramente bíblicas e que não encontram respaldo dentro de suas comunidades; que ao observarem o sistema religioso vigente têm se perguntado “o que há de errado”, todavia, ao buscar respostas junto aos seus líderes receberam respostas evasivas ou intelectualizadas. Se você já se pegou pensando "existe algo de muito errado", mas, ao admitir isso tem sido levado a uma dúvida maior: “e agora, o que eu faço com tudo isso?”, esta série de artigos é para você; escrita por quem muitos anos atrás se fez essa mesma pergunta e que sabe que você precisa de respostas sólidas, claras e, acima de tudo, respostas práticas.
Ler esse texto é sinal de que já deu o primeiro e mais o importante passo de todos: “teve a coragem de investigar a verdade”, pois, “provavelmente conhece muitas pessoas que não teriam tanta coragem, seja pelo medo de descobrirem estar erradas, seja pela ameaça de um líder espiritual opressor, ou simplesmente pela vida comunitária”.
E se você já deu esse passo, certamente a promessa bíblica irá se cumprir para você:
“E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração”. Yirmiyahu/Jeremias 29:13.
Se em seu desespero, você clama: “Pai, seja qual for a verdade, revela-a a mim, pois quero te seguir”. Tende bom ânimo! Porque é nesse momento que a jornada começa.
Apenas para que essa série não comece do passo dois, chamemos a esse passo que você já deu de “passo zero” ou “passo introdutório”. Qual, portanto, o primeiro passo já dentro da caminhada? Isso é justamente o que vermos agora.
Começando a Purificação
Imagine que você tivesse uma amiga que no passado foi bastante namoradeira, mas que recentemente tivesse mudado. Essa amiga lhe conta que o que a fez mudar foi o fato de ter conhecido o homem da vida dela.
Imagine ainda que, ao ser convidada para ir à sua casa, você percebe que sua amiga ainda tem muitos porta-retratos com fotos de relacionamentos antigos. Você repara ainda que ela também conserva muitos dos bichos de pelúcia e outros símbolos românticos dos relacionamentos anteriores. Qual seria o conselho que você daria a essa amiga?
Certamente que você diria que, para começar um novo relacionamento, agora definitivo, é preciso colocar um fim nos relacionamentos passados. Você a encorajaria a se livrar de tais símbolos dos antigos amantes, como forma de se preparar para o seu futuro esposo.
Você chegou até aqui. Nada mais lógico, portanto, que o primeiro passo já dentro da caminhada propriamente dita seja uma grande limpeza. Ou melhor dizendo, chamemos de purificação. Você está para começar um novo relacionamento, com o seu esposo definitivo: o Messias prometido. Deve, portanto, remover aquilo que diga respeito a outros deuses, para que possa passar a se dedicar somente a Elohim.
A primeira pergunta que surge é: Por que isso é importante?
Porque isso é importante
Desde os tempos antigos, o sincretismo religioso sempre foi um problema. O povo de Israel era acusado disso constantemente nas Escrituras. Isso pode ser visto nas passagens abaixo: "Temiam também a YHWH e dentre o povo fizeram para si sacerdotes dos lugares altos, os quais exerciam o ministério nas casas dos lugares altos. Assim temiam a YHWH, mas também serviam a seus próprios deuses, segundo o costume das nações do meio das quais tinham sido transportados”. (Melachim Beit/2ºReis 17:32-33)
"Oferecestes-Me vós sacrifícios e oblações no deserto por quarenta anos, ó casa de Yisra'El? Sim, levastes Sicute, vosso rei e Quium, vosso deus-estrela, imagens que fizestes para vos mesmos”. (Amós 5:25-26)
Esse problema do sincretismo religioso também foi vivenciado pelos israelitas seguidores de Yeshua, pois Sha’ul/Paulo assim escreve a Corinto em duas ocasiões: "Não podeis beber do cálice do nosso Adon/Senhor e do cálice de demônios; não podeis participar da mesa do nosso Adon e da mesa de demônios”. (Curintayah Alef/1ºCoríntios 10:21). "Que harmonia há entre o Mashiach e Beliya'al? Ou que parte tem o crente com o incrédulo? E que consenso tem o santuário de Elohim com ídolos? Pois nós somos santuário do Elohim vivo, como Elohim disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e Eu serei o seu Elohim e eles serão o Meu povo. Pelo que, saí vós do meio deles e separai-vos, diz YHWH; e não toqueis coisa imunda e Eu vos receberei”. Curintayah Beit/2ªCoríntios 6:15-17.
Você pode perceber por essas passagens que o Eterno não ficava (nada) feliz com o povo quando este misturava elementos da sua adoração com elementos de religiões politeístas ou pagãs.
Isso não apenas pela idolatria mas, também, porque Ele abominava essas práticas e categoricamente proibiu os Seus filhos de copiarem tais práticas religiosas: "...tenham o cuidado para não serem enganados e para não se interessarem pelos deuses delas, dizendo: 'Como essas nações servem aos seus deuses? Faremos o mesmo'.  Não adorem a YHWH, vosso Elohim, como fazem essas nações, porque, ao adorarem os seus deuses, elas fazem todo tipo de coisas repugnantes que YHWH odeia, como queimar seus filhos e filhas no fogo em sacrifício aos seus deuses”. (Devarim/Deuteronômio 12:30-3)1.
"Assim diz YHWH: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais do céu; porque deles se espantam as nações”. (Yirmiyahu/Jeremias 10:2).
Os motivos são bem simples de entender: Essas práticas eram abomináveis, arraigadas no misticismo e na superstição e odiosas. Além disso, como Sha’ul/Paulo explica a Corinto, o Eterno não deseja misturas. Não pode haver relação entre o santuário de Elohim e o dos demônios, que são adorados e idolatrados em tais religiões.
O Messias, como nosso esposo, deseja que sejamos puros e exclusivamente dedicados a Ele. Não muito diferente, é verdade, do que desejamos de nossos cônjuges quando nos dedicamos a eles num casamento.
Tendo ficado claro que o Eterno não se agrada de sincretismo religioso, partimos para o lado prático da questão: O que devo fazer?

(continua...)
para ver estudo completo visite:  www.torahviva.org

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