quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A TRINDADE E A NATUREZA DO ETERNO (PARTE 2)


Por Sha'ul Bentsion
Na primeira parte deste estudo, ficou comprovado historicamente que a maior parte dos seguidores de Yeshua até o século III cria não em uma Trindade, mas sim que o Eterno se manifesta de diferentes formas, e que se manifestou inclusive na pessoa de Yeshua HaMashiach.
Os defensores dessa crença, que antes de serem perseguidos por Roma compunham a maioria dos seguidores de Yeshua, eram por Roma chamados de “Monarquistas.”
O Testemunho de uma Obra Antiga
Uma das obras mais antigas de que se tem notícia, defendendo essa posição, vem justamente de um documento siríaco, de Aristides ao imperador Adriano, cuja datação é do início do século II, entre 117 e 138). A carta afirma:
"Os cristãos, portanto, traçam a origem de sua religião a partir de Yeshua o Messias; e Ele é chamado de Filho do Altíssimo. E é dito que Elohim desceu do céu, e de uma virgem hebréia assumiu e vestiu-se de carne; e o Filho de Elohim teve vida em uma filha do homem." (Carta de Aristides)
A carta afirma exatamente a posição monarquista, de que o próprio Eterno se manifestou na pessoa de Yeshua HaMashiach.
A posição monarquista nada mais era do que o antigo pensamento semita, conforme já demonstrado no artigo “O Caminho de Elohim”, de reconhecer que apesar dEle se apresentar à criação em diferentes manifestações, o povo sempre compreendeu a célebre afirmação da Torá: ‘Shemá Israel YHWH Eloheinu YHWH Echad.’ (Ouve, ó Israel, YHWH nosso Elohim, YHWH é Um.) - texto de Devarim/Deuteronômio 6:4. Para o pensamento semita, a subdivisão do Eterno fazia pouco sentido.

O Politeísmo, a Filosofia Grega, e a Construção da Trindade
Porém, a posição monarquista sofreu grande concorrência com os nascentes diteísmo e triteísmo, que a própria Enciclopédia Católica atribui à influência da filosofia grega no meio cristão.
Sobre os primeiros trinitários, a Enciclopédia Católica afirma:
“Havia muito que era insatisfatório na teologia da Trindade, e na Cristologia dos autores ortodoxos do período Ante-Niceno. O mero ensino da tradição era explicado por ideias filosóficas, que tendiam a obscurecê-la tanto quanto a elucidavam. A distinção do Filho e do Pai era tão comentada que o Filho parecia ter funções próprias, separadas do Pai, acerca da criação e da preservação do mundo, e assim ser um deus derivativo e secundário. A unidade da Divindade era comumente guardada por uma referência à unidade de origem. Era dito que o Eterno* estava, desde a eternidade, sozinho com Sua Palavra, um com Ele (como Razão, in vulca cordis, logos endiathetos), antes da Palavra ser falada (ex ore Patris, logos prophorikos), ou foi gerado e se tornou Filho pelo propósito da criação. Os Alexandrinos somente insistiam corretamente na geração do Filho a partir de toda a eternidade; mas assim a Unidade do Eterno* era ainda menos manifesta. Os escritores que assim teologizam podem frequentemente ensinar expressamente a tradicional Unidade da Trindade, mas isso mal se encaixa com o Platonismo de sua filosofia.” (Monarchianism - Theology, Catholic Encyclopedia, * Nome pagão substituído)
Em outras palavras, a própria Enciclopédia Católica afirma abertamente que os primeiros trinitários eram diteístas ou triteístas. A origem disso, afirma a própria história católica, estava na filosofia de Platão.
De fato, como a Enciclopédia Católica afirma, a doutrina da Trindade até a época de Tertuliano era uma doutrina, nas próprias palavras do historiador católico Anthony A. Killeen, “insatisfatória” tanto na sua teologia quanto, mais fundamentalmente, na sua cristologia - isto é, no estudo do próprio papel do Messias.
Como visto na primeira parte deste estudo, a doutrina da Trindade só viria a ganhar um contorno teológico mais formalizado na figura de Tertuliano.

O Preço de uma Heresia
A Enciclopédia Católica continua ainda, e afirma:
“Os teólogos assim defendiam a doutrina do Logos às custas de duas doutrinas fundamentais do Cristianismo, a Unidade do Eterno, e a Divindade de Cristo. Eles pareciam fazer a Unidade do Eterno dividida em dois ou mesmo três, e fazer de Jesus Cristo algo inferior ao supremo Pai Eterno. Isto é eminentemente verdade dos principais oponentes dos Monarquistas, Tertuliano, Hipólito, e Novaciano. (Vide Newman, "As Causas do Arianismo", em "Tracts theol. e eccles.")” (ibid)
Em outras palavras, a criação da doutrina da Trindade que, conforme visto na primeira parte do estudo, teve razões muito mais políticas do que teológicas, trouxe consequências desastrosas no meio cristão: custou a própria Unidade do Eterno, e a própria Elohut de Yeshua.
Entenda o leitor o que, em outras palavras isso quer dizer: A Trindade feriu o Shemá, a proclamação mais básica e fundamental da fé monoteísta israelita, que é apontada por Yeshua como sendo a principal das mitsvot (mandamentos)!
Mas não ficou apenas nisso, a Trindade também feriu o princípio da Elohut de Yeshua, ao rebaixar o Mashiach, que a teologia neo-testamentária exalta como o cerne da nossa fé, a uma espécie de vice-deus. E isso é admitido abertamente pela Igreja de Roma na Enciclopédia Católica, em artigo sancionado pelo Vaticano!
Não à toa, a confusão dos patriarcas católicos ante-nicenos levou à elaboração da doutrina do Arianismo, isto é, a doutrina de que Yeshua seja um ser distinto de Elohim. Apesar de ter hoje grande popularidade como sendo uma doutrina supostamente judaica, a origem dessa doutrina está na realidade no Catolicismo.
A doutrina do Arianismo, originária do século III, não teve origem no meio da fé simples semita, mas sim na confusão da filosofia grega inserida na fé, e ficou restrita exatamente a esses meios, conforme descreve o cardeal-diácono John Henry Newman:
"O Arianismo do quarto século não era uma heresia popular. Os leigos, como um todo, se revoltaram contra ele em toda parte da Cristandade. Foi uma epidemia de escolas e de teólogos, e a eles ficou essencialmente confinada. Ela não se espalhou entre os padres paroquiais e seus rebanhos, ou o grande corpo de monges; apesar de, com o passar do tempo, ter ganho certa porção de alguns em cidades maiores, e em algumas comunidades monásticas. As classes que moldaram mártires nas perseguições não foram, em qualquer senso, o trono da heresia." (Causes of the Rise and Successes of Arianism, section I, Newman)
O Protesto dos Fiéis
A Enciclopédia Católica continua, afirmando:
“O Monarquismo era o protesto contra ela filosofização aprendida, que para a simplicidade dos fiéis parecia demais com a mitologia ou com uma emanação gnóstica. Os Monarquistas enfaticamente declaravam que o Eterno* é um, plena e perfeitamente um, e que Jesus Cristo é o Eterno*, plena e perfeitamente o Eterno. Isso estava certo, e era certamente muito necessário, e ao passo que é fácil ver porque teólogos como Tertuliano e Hipólito se opunham a eles (pois seu protesto era precisamente contra o Platonismo que esses teólogos herdaram de Justino e dos Apologistas),” (Monarchianism - Theology, Catholic Encyclopedia, * Nome pagão substituído)
Em outras palavras: Quando os defensores da nascente doutrina da Trindade começaram a propor fórmulas filosóficas para unificar seu pensamento triteísta com as idéias do monoteísmo bíblico, o povo começou a protestar. E alguns dos mais proeminentes monarquistas foram brutalmente perseguidos. 
A própria Enciclopédia Católica afirma que eles estavam corretos ao defenderem o Shemá, a proclamação monoteísta da Torá, contra o triteísmo platônico que se instaurava na Igreja Romana e que, como demonstrado na primeira parte deste estudo, tinha razões muito mais políticas do que teológicas.

A Redução do Mashiach e a Negação da Torá
Um episódio dessa perseguição encontra-se na obra de Hipólito, acerta de Noeto, um monarquista. Pouco se sabe sobre ele e sua doutrina, e o pouco que se sabe é distorcido pelas palavras de seus opositores. Porem, há no relato de Hipólito uma passagem interessante:
"Mas ele se levantou contra eles, dizendo, 'Que mal, então, estou fazendo em glorificar Cristo?' E os presbíteros responderam a ele, 'Nós também conhecemos em verdade um Eterno*; conhecemos a Cristo; sabemos que o Filho sofreu tal como Ele sofreu, e virá julgar os vivos e os mortos. E essas coisas que aprendemos, afirmamos.' Então, após examiná-lo, eles o expulsaram da Igreja. E ele foi carregado por tamanho poço de orgulho, que estabeleceu uma escola. E eles agora buscam exibir a fundação do seu dogma citando uma palavra da Lei, 'Eu sou o Eterno* de teus pais, não terás outros deuses diante de mim;' e novamente em outra passagem, 'Eu sou o primeiro', disse Ele, 'e o último, além de Mim não há outro.'" (Contra Noetum)
Ao ser chamado para dar satisfações perante a Igreja Romana, Noeto sintetiza de forma bem clara o que ocorreu na adoção da nascente doutrina da Trindade: Não apenas o Mashiach foi inferiorizado, como ainda o fundamento monoteísta da Torá foi abandonado.

Pelo Poder da Tradição Católica
Sobre esse episódio, a Enciclopédia Católica comenta:
"Assim eles refutaram Noeto com a tradição - o Credo Apostólico era suficiente; pois o Credo o Novo Testamento de fato tornam clara a distinção das Pessoas, e as fórmulas e orações tradicionais eram igualmente inerrantes." (Monarchianism - Theology, Catholic Encyclopedia, * Nome pagão substituído)
Observe a sutileza da coisa. Não foi apenas a B’rit Chadashá (Novo Testamento) que foi utilizada para fundamentar a doutrina da Trindade (até porque a Escritura, sozinha, não dá base para tal coisa.) Em mesmo pé de igualdade com a B’rit Chadashá, os presbíteros católicos citaram a tradição católica.
Observe o leitor a gravidade da situação: A Torá do Eterno foi literalmente suplantada pela tradição católica, de forma que a figura do Mashiach Yeshua foi reduzida, relegada a de um vice-deus!

Justino e os Defensores do Shemá
A Enciclopédia Católica menciona Justino como sendo justamente aquele que agregou a filosofia platônica às suas idéias concernentes à natureza do Eterno.
Justino, em seu diálogo com Trifo, um judeu, em meados do século II, relata o seguinte:
"Não suponham, senhores, que eu falo de maneira supérflua quando repito essas palavras frequentemente: mas é porque eu sei que alguns desejam antecipar essas afirmações, e dizer que o poder enviado do Pai de todos, que apareceu a Moisés, ou a Abraão, ou a Jacó, é chamado um Anjo porque Ele veio aos homens (pois por Ele os mandamentos do Pai foram proclamados aos homens); é chamado Glória, porque Ele aparece em uma visão que às vezes não pode ser suportada; é chamado um Homem, e um ser humano, porque Ele aparece vestido de tais formas quais o Pai deseja; e eles o chamam Palavra, porque Ele carrega as novas do Pai aos homens; mas mantêm que esse poder é indivisível e inseparável do Pai, assim como eles dizem que a luz do sol na terra é indivisível e inseparável do sol nos céus; mas quando ele desce, a luz desce com ele; assim o Pai, quando Ele deseja, dizem eles, faz o Seu poder brotar, e quando Ele deseja, Ele o faz retornar a Ele." (Diálogo com Trifo, capítulo 128)
Essa é talvez uma das melhores definições da crença monárquica entre os pais da Igreja Romana. Embora deva-se considerar as palavras de Justino com certa cautela, uma vez que ele estava representando uma crença oposta, aqui a descrição de Justino sobre aqueles que se opunham à sua filosofia platônica parece se encaixar bem com a visão semita sobre Elohim.
Isto é, a idéia de que toda manifestação de poder observada pelos israelitas era atribuída a Elohim, o poder supremo. E que Ele era chamado de muitos nomes, tais como Elyon, Shadai, YHWH Tseva’ot, segundo a maneira como Ele próprio se manifestava. Para maiores informações sobre isso, vide o artigo “O Caminho de Elohim.”
Sobre a idéia de que as manifestações de Elohim não poderiam ser dEle separadas, conforme Justino afirma acerca dos monarquistas, o célebre historiador luterano John Laurence Von Mosheim afirma:
"... deve ser questão de alguma dúvida o quanto Tertuliano, cujo tratado contra Praxeas foi obviamente o produto de uma mente hostil, perturbada, e fervilhando de indignação, pode ser confiada em ter tão engenhosa, ampla e fiel exposição das opiniões de seu adversário. Acidentalmente, encontrei uma notável passagem de Justino Mártir... na qual ele observa que, entre os cristãos de sua época, havia alguns que mantinham que a Palavra do Eterno, ou Filho, era simplesmente um certo poder ou virtude do Pai, e que não poderia de forma alguma ser separada do Pai; assim como a luz do sol sobre a terra não pode ser desunida daquilo que brilha nos céus; que tal divina virtude se manifestou em diversas formas, e assim adquiriu uma variedade de nomes, às vezes sendo chamada de Anjo, às vezes de Glória, às vezes de um homem, e, em outras a Palavra; que o Eterno emitiu essa virtude segundo a Sua vontade, e novamente a chamou... Agora, aqueles que ensinavam uma doutrina como essa devem necessariamente ter negado qualquer distinção real das pessoas na divina natureza, e crido que a divina natureza de Cristo era simplesmente uma virtude ou raio enviado por um tempo da eterna luz do Pai." (The Commentaries on the Affairs of the Christians Before The Time of Constantine The Great, volume I)
A Palavra Mágica de Tertuliano
A Enciclopédia Católica continua o seu relato, no corpo principal do texto, da seguinte maneira:
“é igualmente compreensível que os guardiões da Fé deveriam ter, a princípio, dado as boas vindas ao retorno dos Monarquistas à simplicidade da Fé, "ne videantur deos dicere, neque rursum negare salvatoris deitatem" ("Pois eles não parecem estar afirmando dois deuses nem, por outro lado, negando a divindade do Salvador". - Orígenes, "Sobre Tito", frag. II). Tertuliano, ao opô-los, admite que os não-instruídos estavam contra ele; eles não conseguiam entender a palavra mágica oikonomia com a qual ele, ao conceber, salvou a situação.” (Monarchianism - Theology, Catholic Encyclopedia)
Como já visto anteriormente na primeira parte do estudo, à época da formulação e desenvolvimento da doutrina da Trindade, a maior parte do povo ainda aderia ao princípio semita do Shemá, e de que o Eterno se manifesta de diferentes formas.
Para tentar convencê-los do contrário, Tertuliano, nas palavras da Enciclopédia Católica, formula a “palavra mágica” oikonomia (economia), dando através dela o contorno teológico que pôde formalizar teologicamente a doutrina da Trindade. Mesmo assim, a aceitação do povo - chamado de inculto por Tertuliano por rejeitar sua filosofia grega - foi muito pequena.
Além disso, como visto, nos círculos acadêmicos, a doutrina da Trindade deu origem a desvios ainda piores, como o unitarismo de Ário, que oficializou o diteísmo ao criar a doutrina de que o Messias seria uma pessoa separada do Eterno.
Foi apenas entre meados do século III e o início do século IV que a Igreja de Roma oficializou a doutrina da Trindade ao excomungar aqueles que criam de uma maneira que não se conformava com a filosofia grega da Igreja.

O Destino dos Monarquistas
Ainda sobre a revolta do povo, que não aceitou facilmente a nova doutrina trinitária, a Enciclopédia Católica afirma:
“Eles declaravam que ele ensinava dois ou três deuses, e clamavam "Monarchiam tenemus." Então Calisto reprovou Hipólito, e não sem razão, por ensinar dois deuses.” (ibid)
De fato, Hipólito de Roma relata o seguinte sobre Calisto, bispo de Roma:
"'Pois', Calisto diz, 'Eu não professarei crença em dois deuses, Pai e Filho, mas em um. Pois o Pai, que subsistiu no próprio Filho, depois de tomar para Ele próprio a nossa carne, a elevou à natureza da Elohut*, ao trazê-la em união com Ele próprio, e fez uma; assim o Pai e o Filho devem ser denominados um Eterno, e essa Pessoa sendo uma, não pode ser duas." (Refutação de Todas as Heresias, livro 9 capítulo 7)”
Infelizmente, esse sistema de dois (ou três) deuses, que a própria Enciclopédia Católica admite que era equivocado, tornou-se um dos pilares da fé cristã da atualidade.
Mas, e quanto àqueles que se mantinham fiéis ao Shemá e ao que as Escrituras revelavam sobre a natureza do Eterno, e que eram maioria até serem perseguidos pelos trinitários?
A mesma Enciclopédia Católica relata o seu destino:
"Uma vez que o sistema monárquico foi colocado em linguagem filosófica, não foi visto mais como o Cristianismo antigo." (Monarchianism - Theology, Catholic Encyclopedia)
Roma admite que essa forma de entender o Eterno, como Aquele que se manifesta de diferentes formas, representava o “Cristianismo antigo” (sic) e que precisava morrer, para dar lugar à evolução teológica trazida não pelo estudo das Escrituras, mas pela filosofia grega.
Infelizmente, até hoje muitos crêem na originalidade da doutrina da Trindade dentre os seguidores do Messias. A história, porém, é abundante na documentação do oposto. Fato esse, inclusive, admitido pelos próprios historiadores católicos.

Conclusão (parte 2)
Analisando tais elementos históricos, o seguinte pode ser concluído:
  • Nos primórdios, até meados do século II, os seguidores de Yeshua mantinham a crença de que o Eterno se manifesta de diferentes formas, e que Yeshua não é outro, senão o Eterno manifesto em carne.
  • Essa crença era baseada na proclamação monoteísta do Shemá, ensinada pela própria Torá.
  • Até o século III, a doutrina da Trindade estava ainda em desenvolvimento, sendo incompleta e insatisfatória.
  • Em sua origem, a doutrina da Trindade era diteísta ou triteísta.
  • O politeísmo trinitário deu origem a outras heresias, como o unitarismo ariano.
  • A doutrina da Trindade nasceu a partir da filosofia grega, incorporada à tradição católica.
  • A princípio, houve forte oposição a ela. Essa oposição foi sufocada ao longo do tempo, por meio do apelo à tradição católica.
  • A própria Igreja Católica admite que o monarquismo semita representava o que ela própria chama de “Cristianismo Antigo”, que foi suplantado com o passar do tempo.
oooOOOooo
fonte: www.torahviva.org

6 comentários:

  1. Baruch Hashém! Ótimo estudo! Gostaria que me indicasse estudo sobre como entender o ensino de que Yeshua deveria nascer do sêmen de Yosef com o relato de Matitiyahu de ter nascido de uma virgem?

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    1. Shalom Marcos. Você fez uma pergunta semelhante em uma outra publicação: " O CAMINHO DE ELOHIM (PARTE 2)", como lá dissemos, os textos originais trazem palavras erroneamente traduzidas. Uma significando "jovem casada" (Yoel, Ester) e outra "jovem em idade de casar", mas, não necessariamente "virgem" no conceito ocidental da palavra. Um estudo mais profundo do hebraico bíblico é essencial para que se compreenda tanto as palavras utilizadas na Bíblia, como a cultura semita da época. Shalom u'vrachah!

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  2. Desculpe Rosh! Entendi sua explanação! Desta vez perguntei se conhece estudos que tratam da dinâmica! Aprecio muito os comentários do sr Tsadok dos Nazarenos, no entanto, não consigo concordar com ideia que Yeshua nasceu de uma virgem, no sentido de não ter tido relação sexual!
    http://www.judaismonazareno.org/news/nasceu-yeshua-de-uma-virgem/

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  3. Shalom, Marcos! Você tem toda razão. Na realidade a doutrina da "imaculada conceição" é um dogma Mariano, afirmado no Sexto Concílio Ecumênico em 680. Sua pesquisa pode começar por aí. Vai perceber muitos acréscimos a partir dos Concílios.

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  4. Shalom Moré Ya'el bat Yossef!!!
    Como harmoniza o fato de Yeshua ser uma manifestação de YHWH e sua manifestação como homem na terra?

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    1. Shalom, Marcos. Acredito que todos somos manifestação de HaShem na terra, pois, estamos aqui com o propósito de ajudar no Tikun Olam, ou seja, "reparar o mundo". Yeshua e os Profetas estiveram aqui com esse objetivo. E, é isso exatamente que harmoniza sua natureza humana com a divina.

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