sábado, 29 de outubro de 2011

HEBRAICO PARA CRIANÇAS (3) "CONHECENDO O ALEF BEIT"

Olá, Pessoal!
Antes de conhecermos as novas letrinhas do Alef Beit, vamos recordar aquelas que aprendemos na semana passada?

Alef         Beit/Veit         Guimel         Dalet   

Hey         Vav          Zayin         Chet  
Fácil, não? Agora que já relembramos o nome das nossas letrinhas,  vamos conhecer mais algumas:

Olá, amiguinhos, eu sou o "Tet" Tenho o som do "T" na lingua portuguesa, como na palavra "televisão" e também em outras línguas, como o inglês, espanhol, alemão.
Sou a nona letra do Alef Beit e, portanto, represento o número 9

Agora que você já me conhece, que tal repetir o meu nome?

Tet (Têt) ... é isso aí!



E eu sou o "Yod" ,  a menor letrinha do Alef Beit, mas não menos importante! Na lingua portuguesa, tenho o som da vogal "i", como em "io-io" e, no inglês tenho o som é do "Y", como na palavra "you". 
Mas, posso iniciar palavras com as letras "I, J e Y", como Israel (ישראל), Jerusalém (ירושלים) ou  Yeshua (ישוע)


Sou a décima letrinha, portanto, represento o número 10.

Vamos repetir o meu nome?  Yod (Yód)


Meu nome é "Chaf"  .  Meu som também é mais forte e se parece com o "R" do início de palavras como "Rato" ou o som do "R duplo" como "teRRa", na língua portuguesa.
Quando apareço com um pontinho no centro me transformo no "Kaf"  e tenho o som da letra "K" como no inglês "King", ou o "C" da palavra "Café", em português.  Também mudo a minha aparência quando apareço no final das palavras.  
Sou a décima primeira letra do alfabeto e represento o número 20.

Repita comigo:  Chaf (Ráf).   E agora, Kaf (Cáf).  Muito bem!


 "Lamed" é o meu nome e tenho o som da letra "L" no português, como na palavra  "laranja".
Me diferencio das outras letrinhas porque, quando escrita, apareço sempre acima da linha.
Sou a décima segunda letrinha do alfabeto Hebraico e represento o número 30.

Vamos repetir o meu nome: Lamed (Lámed) - com o som de "lá" e não de "lã", ok? 



Meu nome é "Mem"  e na maioria das línguas tenho represento a letra "M", como na palavra "maçã", no português ou "man" em inglês.
Também ganho uma forma diferente quando apareço no final das palavras.


Sou a décima terceira letra do Alef Beit e represento o número 40.

Agora é só repetir:  Mem  (Mêm)



"Nun"    é o meu nome. Tenho o som do "N" na lingua portuguesa, como na palavra "navio" e também em outras línguas, como o inglês, espanhol, alemão. 

Quando apareço no final das palavras, também, ganho uma forma diferente.

Sou a décima quarta letra do alfabeto hebraico e, portanto, sou também o número 50.  

Já que aprendeu o meu nome, agora é só repetir:  Nun (Nún)


Eu sou a letra "Samech"  e às vezes sou confundida com o "Mem", mas, se reparar bem ... somos bem diferentes! Tenho o som do "S", como no inglês "summer" e, no português "S" do início de palavras como "Sapo" ou "SS" como em "paSSado".

Sou a décima quinta letra do Alef Beit e represento o número 60.

Agora é só repetir o meu nome: "Samech" (SâmeRR). Mais uma vez!



E eu sou a letra "Ayin"  .  Como o "Alef" eu sou uma letrinha muda, mas, com uma pequena ajuda,  posso ganhar o som das vogais (vamos ver mais adiante).  

"Ayin" em hebraico significa "olho". Ganhei esse nome porque, antigamente, eu tinha o formato de um olho.  

Sou a decima sexta letra do alfabeto hebraico e também o número 70.

Bom ... agora é só repetir: "Ayin" (Áin).
Por hoje é só!
Nos vemos na próxima semana.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CICLO TRIENAL - SEDRAH 33 (Semana de 23 a 29 de outubro)

Torah: Bereshit/Gênesis 38:1 - 30
Tema(s): Yehudah e Tamar
Haftarah: Oshea/Oseias 3, 4 e 5 
Tema(s): A infidelidade de Israel; A culpa dos Cohanim/
Sacerdotes
Shirim u’Chochmah: Tehilim/Salmos 33; Cohelet/Eclesiastes 2
Tema(s): YHWH O Provedor; Os Tempos de YHWH


PERGUNTAS


1  A história de Yehudah/Judá e Tamar (Bereshit/Gênesis 38) tem sido objeto de discussão entre os estudiosos da Bíblia, por interromper, de certa forma, o fluxo natural da história de Yossef/José. Qual a sua relevância dentro do texto? 

2  Bereshit/Gênesis 38 provê uma ligação importante entre o capítulo 15:13-16 (a promessa a Abraão e seus descendentes de uma estada curta em uma terra estrangeira) e o capítulo 46 (que registra a descida deles para o Egito).  Que ligação é essa e qual a sua finalidade?

3 "Respondeu ele: Que penhor te darei? Ela disse: O teu selo, o teu cordão e o cajado que seguras. Ele, pois, lhos deu e a possuiu; e ela concebeu dele". (Bereshit 38:18). Biblicamente, qual o significado desses objetos?

Bom estudo e Lehitraot!



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

HEBRAICO PARA CRIANÇAS (2) "CONHECENDO O ALEF BEIT"


Olá, pessoal!
Hoje vamos começar falando um pouquinho sobre o alfabeto hebraico ou "Alef Beit! 
O alfabeto hebraico é composto por 22 letras, cinco das quais ganham forma diferente quando aparecem ao final de uma palavra (mas, disso, falaremos mais tarde); tem duas letrinhas silenciosas (Alef e Ayin) e não possui vogais, ou seja, todas as letras são consoantes. 
Sabe por quê o alfabeto hebraico ganhou o nome de Alef Beit? Se você respondeu que é por causa das duas primeiras letrinhas, você respondeu certo!
O alfabeto hebraico é escrito da direita para a esquerda, ao contrário de línguas como a portuguesa em que se escreve da esquerda para a direita. É diferente, também, da maioria dos alfabetos porque é "alfa numérico", ou seja, cada letra representa um número. 
O "Alef" é a primeira letra do alfabeto e o "Tav"  é a última. 
E olha o que o Mashiach/Messias declarou em Guilyana/Apocalipse 1:8:  "Eu sou o Alef e o Tav, o princípio e o fim"Interessante, não é mesmo?


"CONHECENDO O ALEF BEIT"


Olá, pessoal! Meu nome é Alef (א) e sou a primeira letrinha do Alefbeit.  Sou uma letra silenciosa.  Mas, vou contar um segredinho: "quando acompanhada de alguns pontinhos, posso ganhar som de 'a, e, i, o, u' ".
Como algarismo, represento o número "1"


E agora, vamos pintar a letra "álef"?




Meu nome é Beit (ב), sou a segunda letrinha do Alefbeit.  Se você disse que tenho o som do  "B", como em "bebê", você acertou!
Mas, se ganhar um pontinho (בּ), eu me transformo no  Vet e ganho o som do "V", como em "veleiro"
Como algarismo, represento o número "2"

 E agora, vamos pintar a letra  "bêit"?


Meu nome é Guimel (ג) e sou a terceira letrinha do Alefbeit. Ganhei esse nome porque, antigamente, me parecia com um camelo = "gamal" (em hebraico). No português, me pareço com o "G", mas o meu som é de "Gue", como em "guitarra; guepardo".
Como algarismo, represento o número "3"

E agora vamos pintar a letra "guímel".




E eu me chamo Dalet (ד). Sou a  quarta letra do Alefbeit e  não tenho nenhum segredo. Na língua portuguesa, meu som é do "D", como na palavra " dedo". 
Como algarismo, represento o número "4" 

E agora, vamos pintar a letra "dálet"?



Meu nome é Hey (ה) e sou a quinta letrinha do Alefbeit. Ao mesmo tempo que me pareço com o "H" da língua portuguesa (heroi), tenho um som aspirado como no inglês (home);  um "r" bem fraquinho.  Sou uma letra misteriosa e posso aparecer no começo e  no final de palavras hebraicas.
Como algarismo, represento o número "5"
E agora, vamos pintar a letra "hêy"?


Pessoal, eu sou o "Vav" (ו). Isso mesmo: "váv"!
Sou a sexta letrinha do Alefbeit e sou uma letrinha muito interessante!  
Há momentos que me apresento como a consoante "V",  mas, dependendo da palavra, posso aparecer como as vogais "O" ou "U" da lingua portuguesa. 
Como algarismo, represento o número "6".

E agora, vamos pintar a letra "váv"?



Meu nome é Zayin (ז) e sou a sétima letra do Alefbeit. Tenho o som da letra "Z" na lingua portuguesa, como em "zebra".  Tenho a aparência de um machadinho, não é mesmo?

Como algarismo, represento o número "7"

E agora, vamos pintar a letra "zayin"?




Eu sou o Chet (ח), a oitava letra do AlefBeit. Me pareço com o "Hey", mas não vá nos confundir, ok?! O meu som é mais forte e se parece com o "R" do início de palavras como "Rede ou Remo" ou o som do "R duplo" que aparece no meio de palavras como "caRRo ou jaRRo", na lingua portuguesa.

Como algarismo, represento o número "8"

E agora vamos pintar a letra "chêt".


Por hoje, é só, amigos! 
Nos vemos na próxima semana.
lehitraot! (até lá!)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

CICLO TRIENAL - SEDRAH 32 (Semana de 16 a 22 de outubro )


Torah: Bereshit/Gênesis 37:1 - 36
Tema(s): Yossef é vendido.
Haftarah: Yeshaiyahu/Isaias 16; 47, 48; 
Tema(s): Lamento de Moav/Moabe; Punição de Bavel; A 
paciência de YHWH (O Eterno)
Shirim u’Chochmah: Tehilim/Salmos 32; Cohelet/Eclesiastes 1
Tema(s): Confissão e Libertação; A vaidade II

PERGUNTAS

1 A Torah fala sobre a Casa de Ya’akov/Jacó, a Casa de Yossef/José e a batalha contra o maligno. No Tanach/Primeiro Testamento encontramos a seguinte frase: “E a casa de Ya’akov será um fogo e a casa de Yossef uma chama, e a casa de Essav/Esaú restolho.” (Ovadiyah/Obadias 1:18). Que conclusões podemos tirar disso? 

2 Que conclusões podemos tirar acerca dos sonhos de Yossef em relação aos dias vividos por ele e o cumprimento das profecias sobre Yeshua HaMashiach?

3  Leia Yeshayahu/Isaias 16, 47, 48.  
    a) Quem era o povo de Moav/Moab? (Dica: Bereshit/Gênesis 19:37,38)
    b) Qual a sua relação com o povo Israelita? 
    c) Ainda segundo o texto acima (47, 48), a quem representam? 
Bom estudo e Lehitraot!


A TRINDADE E A NATUREZA DO ETERNO (PARTE 1)


Por Sha'ul Bentsion
Sempre que nos deparamos com pontos fundamentais da fé, a pergunta mais importante de todas é: Como era no princípio? A maioria das pessoas afirma que gostaria de crer e praticar a fé como os primeiros seguidores de Yeshua fizeram, e a maioria certamente crê dessa forma. 
Um dos pontos fundamentais de divergência entre os seguidores de Yeshua é a questão da natureza do Pai e do Filho. Basicamente, quanto a isso, existem três campos de pensamento principais: O dos trinitários, de maneira bem resumida e superficial, na fórmula de que o Eterno se subdivide em três pessoas, que dividem uma mesma essência e formam um só ser.
Os arianos que, novamente falando em linhas bem gerais, não creem que Yeshua seja o próprio Eterno, mas sim outro ser que de alguma forma também é central para a fé. E os que creem que o Eterno é um único Ser, manifestando-se de muitas formas, inclusive na pessoa de Yeshua. Esses não são os únicos, mas certamente são os mais expressivos atualmente.
A Questão Histórica
Evidentemente que existe a questão bíblica, e a análise do contexto das Escrituras é fundamental, principalmente buscando o entendimento do Tanach (Primeiro Testamento) sobre a natureza de Elohim. Sobre isso, já existe no grupo material relativamente abundante.
Contudo, essa questão também tem um caráter histórico: Existe alguma coisa que nos aponte, do ponto de vista histórico, na direção de como criam os primeiros seguidores de Yeshua? 
A maioria dos trinitários, por exemplo, sequer questiona a origem dessa doutrina, ou sequer se pergunta se ela de fato era a forma como criam a maioria dos seguidores de Yeshua. Simplesmente partem do pressuposto de que isso seja verdade. Mas o que a história nos revela?
Qual dessas crenças era a mais aceita e tida como a conclusão mais lógica a partir das Escrituras, para os primeiros seguidores de Yeshua? Ou seja, o que revela a abordagem histórica?
Existe uma resposta na história, e ela pode surpreender a muitos. Este é um primeiro artigo de uma série, que pretende abordar essa questão.
O Testemunho Histórico de um dos Pais da Trindade
Para obter a resposta a essa indagação, é preciso voltar as atenções a Quintus Septimius Florens Tertullianus, ou Tertuliano, como é conhecido popularmente. 
Tertuliano é importante do ponto de vista histórico porque foi o primeiro teólogo a dar uma definição, um contorno formal, à doutrina da Trindade. É ele quem primeiro a explana, e quem define o seu dogma. Sendo assim, ele pode ser considerado um dos pais dessa doutrina. 
Para fazer isso, Tertuliano também contrasta sua crença trinitária com outras crenças que existiam na época, e ao fazer isso, fornece informações preciosíssimas historicamente. 
A principal obra de Tertuliano defendendo a trindade é chamada de “Contra Práxeas”, escrita no início do século III.
Os principais adversários de Tertuliano são por ele chamados de “monarquistas”, e ele, Tertuliano, assim os define: 
“Então ou é o Pai, ou é o Filho, e o dia não é o mesmo que a noite; nem o Pai é o mesmo que o Filho, de forma que ambos sejam Um, e Um ou Outro sejam ambos - uma opinião que os mais conceituados 'monarquistas' mantêm.” (Contra Práxeas, Capítulo 10)
Ou seja, os monarquistas de Tertuliano eram justamente aqueles que compreendiam que YHWH é um, e que ao longo das Escrituras Ele se manifesta de diferentes formas.
A Posição da maioria, antes de Nicéia
Como é de conhecimento comum, foi no Concílio de Nicéia que a doutrina da Trindade foi oficializada como dogma da Igreja. Mas, como eram as coisas antes de Nicéia?
Abaixo, observa-se o testemunho histórico de Tertuliano sobre como criam a maioria dos seguidores de Yeshua, cerca de pouco mais de 100 anos do Concílio de Nicéia.
“Os simples, de fato, (não os chamarei de não-sábios nem de indoutos), que constituem a maioria dos crentes, ficam assombrados com a dispensação (dos três em um), no sentido de que a sua própria regra de fé os afasta da pluralidade de deuses para um único e verdadeiro Eterno*; não compreendem que, apesar dEle ser o único e verdadeiro Eterno*, Ele deve ser crido em sua própria economia... Eles estão constantemente nos atacando, dizendo que somos pregadores de dois deuses e de três deuses, enquanto eles mantêm preeminentemente o crédito para eles mesmos de serem adoradores do Único Eterno*; tal como se a Unidade em si com suas deduções irracionais não produzisse heresia, e a Trindade racionalmente considerada constitui a verdade. 'Nós', dizem eles, 'mantemos a Monarquia (ou único governo do Eterno*).'“ (Tertuliano, Contra Práxeas, Capítulo 3, * Nome pagão substituído)
Observe que Tertuliano afirma claramente que a maioria dos crentes em Yeshua, até o final do século II criam que YHWH é um, e se manifesta de diversas formas.
Ele afirma ainda que a maioria dos seguidores de Yeshua acreditava dessa forma, e rejeitava doutrinas que dividissem YHWH/Yeshua em dois - o que seria posteriormente conhecido como “Arianismo” devido à Ário, bispo do século III. Semelhantemente rejeitavam doutrinas que dividissem YHWH em três (Trindade).
É importante observar que, nessa época, Sabélio ainda não havia dado contorno formal ao que posteriormente se chamou de Modalismo, uma das vertentes do pensamento de que YHWH se manifesta de diversas maneiras. Isso aconteceria posteriormente, quase 50 anos depois.
Observe ainda o esforço de Tertuliano para tentar convencer a esses seguidores de Yeshua de que na realidade YHWH se subdividia em três pessoas. Por seu texto, fica claro que naquela época, a doutrina da Trindade ainda era muito pouco difundida, e estava em seus estágios iniciais.
A fórmula atual de entendimento da trindade, com o contorno que tem até hoje, teve sua origem justamente nas explanações de Tertuliano. Mas o que o motivou a tentar fazer proliferar tão veementemente essa idéia?
Há dois motivos que a história nos indica. O primeiro motivo é político. A Enciclopédia Católica afirma o seguinte:
“Práxeas prevenira, segundo Tertuliano, o reconhecimento da profecia montanista por parte do papa. Tertuliano o ataca como monarquista, e desenvolve a sua própria doutrina da Santa Trindade.” (Tertullian, Enciclopédia Católica)
Para o Montanismo, a doutrina da Trindade era fundamental, pois Montano, fundador do movimento, considerava ser ele próprio a encarnação, ou talvez o portador do Espírito Santo. Com profecias e êxtase similares ao dos cultos pagãos, o Montanismo era uma espécie de movimento pentecostal primitivo. E Tertuliano era ferrenho defensor e seguidor do Montanismo.
Para Tertuliano, que até a meia-idade havia sido um pagão, provavelmente a familiaridade do Montanismo com o paganismo primitivo era certamente um ponto de convergência atraente.
Isso também explica o segundo motivo, sobre o qual o próprio Tertuliano dá indícios importantes na mesma obra:
“Bem, então os latinos têm dores para pronunciar a Monarquia, enquanto os gregos de fato se recusam a entender a economia, ou dispensação (dos três em um). Quanto a mim, contudo, se eu obtive algum conhecimento de sua língua, tenho certeza de que a monarquia não tem outro significado senão o governo único e individual; mas apesar disso tudo, esta monarquia não tem, porque é o governo de um, impossibilitando aquele de quem é governo, de quer ter um filho ou de fazer de si mesmo um filho de si próprio, ou de ministrar sua própria monarquia através dos agentes que desejar.” (ibid)
Observe portanto que os desenvolvimentos de Tertuliano quanto à doutrina da Trindade tiveram também a motivação de procurar unificar alguns diferentes tipos de crença existentes à sua época.
E não é surpreendente que um dos principais objetivos fosse permitir uma maior facilidade de adoção da fé por parte dos romanos (por ele chamados de latinos), que tinham muita dificuldade de abandonar o politeísmo.
Para o que certamente para ele significava facilitar a conversão, Tertuliano encontrou uma forma de combinar a unicidade de YHWH com uma visão de mundo politeísta, procurando agradar a todos os lados.
Conclusão (parte 1)
Analisando esses elementos históricos, pode-se concluir o seguinte:
  • Até o século III, a maioria dos seguidores de Yeshua cria que YHWH se manifesta de diversas formas, e que Yeshua é uma dessas manifestações.
  • Até o século III, a doutrina da Trindade ainda não estava definida em sua forma atual. 
  • Os motivos que levaram Tertuliano a fazer algumas das importantes postulações trinitárias não foram unicamente teológicos, mas fundamentalmente políticos e sincréticos.
  • Uma das principais motivações de Tertuliano era a defesa do Montanismo, uma forma primitiva de pentecostalismo baseada em êxtase e nas falsas profecias de Montanus.
(continua)
fonte: www.torahviva.org