sábado, 9 de julho de 2011

ISRAELITAS RETORNANDO, BABILONIZADOS?


Arqueólogos israelenses encontraram em Jerusalém um sinete (uma espécie de carimbo) de cerca de 2.500 anos de idade que, segundo especialistas, mostram o valor da Bíblia como fonte de documentação histórica. O sinete estampa o nome da família Tema, a qual, de acordo com o Livro de Neemias, estava entre os exilados que retornaram a Judéia no ano 537 a.C. após o fim do cativeiro na Babilônia.


"É um nexo entre as provas arqueológicas e o relato bíblico, ao evidenciar a existência de uma família mencionada na Bíblia", diz a arqueóloga Eilat Mazar, que dirige as escavações que acharam o sinete, de pedra escura, com forma elíptica e dimensões de 2,1 centímetros por 1,8 centímetros.


Mazar explicou que, segundo a Bíblia, os Tema viviam em uma região de Jerusalém conhecida como Ofel, designada especialmente aos servidores do Primeiro Templo, construído pelo rei Salomão no século 10 a.C. O relato bíblico conta que, após os israelitas serem deportados à Babilônia por Nabucodonosor, depois de este conquistar Jerusalém em 586 a.C., os Tema estavam entre as primeiras famílias a retornar à Judéia.

 Influência do cativeiro
A arqueóloga ressaltou a influência mesopotâmica mostrada pelo carimbo, que em uma de suas faces possui gravada a cena de um ritual. Nele, dois sacerdotes dispostos em ambos os lados de um altar oferecem sacrifícios à deusa babilônica Sin, representada por uma lua crescente. Para um judeu, essa referência ao paganismo teoricamente não seria permitida.

A especialista disse que o detalhe chamou a atenção, e especulou-se a possibilidade de o selo ter sido feito na Babilônia, com um espaço vazio para o nome de um possível cliente, e que pode ter sido comprado por seus proprietários em algum bazar.


Eilat Mazar, que concentra grande parte de suas investigações no período mais antigo da história de Israel, é responsável também por outras descobertas importantes, como a da base de uma estrutura arquitetônica localizada em Jerusalém e que poderia corresponder ao palácio do mítico rei Davi.

"6 Este são os filhos da província que subiram do cativeiro dentre os exilados, que Nabucodonozor, rei da Babilônia, transportara e que voltaram para Jerusalém e para Judá, cada um para a sua cidade,7 os quais vieram com Zorobabel, Jesuá, Neemias, Azarias, Raamias, Naamâni, Mardoqueu, Bilsã, Misperete, Bigvai, Neum e Baaná. Este é o número dos homens do povo de Israel; (...) 55 os filhos de Barcos, os filhos de Sísera, os filhos de Tamá,"  (Neemyah (Neemias) 7:6,7,55

Como podemos observar no capítulo 7 do livro de Neemias, a família de Tamá (Temech) fazia parte do grande grupo de Israelitas que estava voltando do exílio na Babilônia, onde havia ficado cativo por cerca de 70 anos. Nesse período, o povo ficou exposto a uma cultura politeísta - impregnada de símbolos e deuses pagãos - totalmente alheia às Escrituras, adorando à criação ao invés do Criador.

Segundo o estudo acima, no sinete (anel) dessa família que estava regressando à Yerushalayim (Jerusalém) há duas figuras com as mãos erguidas diante de um altar, reverenciando à deusa babilônica Sin (lua), cujo símbolo tem a forma de uma lua crescente. (Inclusive, há evidências que sugerem um reavivamento do culto a essa deusa em Bavel no período em que os Israelitas estiveram alí). Esse tipo de veneração era muito comum  entre os povos do Antigo Oriente Médio e, ainda hoje, a lua crescente aparece como símbolo religioso em culturas como a muçulmana.

Esse achado arqueológico trás para nós uma importante mensagem. Este mundo - que em muito se assemelha a uma Babilônia moderna - oferece-nos constantemente uma vida de transgressão e desobediência ao Eterno e à Sua Palavra. 

Assim como os membros da família Tamá, somos “israelitas” saindo desse antro de perdição e idolatria e, por termos permanecido tanto tempo em contato com as contaminações de Bavel, muitas vezes, queremos "retornar" a Yerushalayim (Jerusalém) com hábitos e tradições contrários ao caráter de Am'Israel, o Povo de Elohim.

Todavia, "voltar" para nós tem um sentido muito mais profundo do que retornar ao lugar de origem; significa reaprender - mudar os valores; recomeçar - lançar fora tudo o que esteja em oposição à Palavra do Eterno - pois, a porta que remete ao Reino é estreita e precisamos nos esforçar muito para conseguirmos nos desvencilhar de toda a bagagem que carregamos durante séculos de cultura pagã e de sofismas.

Que o Eterno se compadeça de nós, Seu Povo, e nos fortaleça em nossa teshuvah (retorno às veredas antigas da fé) e nos livre de toda idolatria e dos costumes da terra de nossas peregrinações físicas e espirituais!

"Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos"
(Salmo) 119:105


Shabat Shalom!


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