quarta-feira, 29 de junho de 2011

CICLO TRIENAL - SEDRAH 16 (Semana 26/jun a 02/jul)


Torah: Bereshit (Gênesis) 19:1-31
Tema:  Lot  e a destruição de S'idom e Amorah
HaftarahMikah (Miquéias) 1; Shoftim (Juízes) 6;   Yirmiahu (Jeremias) 19, 21
Tema:  Juízo contra Ysrael e Yehudah; Livramento contra Midian;  Profecia contra Yehudah
B’rit Chadashah Lucas 17; Ma'assei Hash'lichim (Atos dos Emissários) 28
Tema: Ensinos diversos; Os leprosos; O retorno de Yeshua; Fim das viagens de Sha' ul
Shirim u’Chochmah: Tehilim (Salmos) 16; Mishle (Provérbios) 16
Tema: Recusa em servir a demônios; Os retos e os Iníquos 


PERGUNTAS



1 Que semelhança(s) poderiam haver entre sua vida e a de Lot?


2 Qual a relação entre Bereshit (Gênesis) 19:10,11 e Tessalonissayah Bet (2ªTessalonisses) 2:7-11?


3 Que ensinamento Yeshua nos dá em Lucas 17:32, ao dizer: “Lembrai-vos da mulher de Lot”?


4 Ler: Ma'assei HaSh'lichim (Atos dos Emissários) 28:22 e 24:14. Qual a relação com nossa caminhada?


5 Ao lermos Shoftim (Juízes) 6:12 a 14, vemos que o Eterno não repreende Gidon por reclamar; ao contrário, lhe diz: “Vai nessa força”. Que força seria essa? Partindo desse trecho, quais as semelhanças entre você e Gidon?
Bom estudo e lehitraot

segunda-feira, 27 de junho de 2011

REFLEXÕES SOBRE O LIVRO DA SABEDORIA DE SALOMÃO (Sefer Chochmat Shlomo)

Reflexões sobre o Sefer Chochmat Shlomo
(Livro da Sabedoria de Salomão)
por  Sha'ul Bentsion
Um dos livros mais belos escritos por Shlomo HaMelech (Rei Salomão) não é encontrado no cânon protestante (pelos motivos já expostos nos comentários de outros apócrifos). Contudo, creio que seja de grande importância para nós, seguidores de Yeshua.
É com isto em mente que convido a todos a me acompanharem nesta pequena reflexão que intitulei de “O Jardim de Salomão”.
Veremos o magnífico e impressionante uso da interpretação por Shlomo (Salomão), e as incríveis implicações disso. Sua sabedoria provavelmente ia muito mais a fundo do que imaginamos, e esta obra denominada na Septuaginta de “Sabedoria de Salomão” (no hebraico “Chochmat Shlomo”), a quarta obra  literária de Shlomo (Salomão), é a chave para nossa reflexão.

Língua Original
Durante muito tempo, a igreja católica defendeu a tese de que Chochmat Shlomo (Sabedoria de Salomão) teria de fato sido escrito por Shlomo  HaMelech (o rei Salomão). Contudo, recentemente tem havido muita controvérsia a esse respeito. Entre os acadêmicos não há um consenso com relação à língua original de Chochmat Shlomo (Salomão).
Como supõem autoria de um judeu helenista, a corrente que defende a originalidade do grego ganhou certa força, principalmente em meio a teólogos católicos, que afirmam que o grego é muito bem escrito.
Contudo, esses mesmos teólogos caem em contradição ao admitir que diversas passagens trazem um “mau uso do grego”, que aponta claramente para uma  interpretação errônea do hebraico por baixo do texto grego. Muitas delas inclusive dão margem a reconstruirmos o texto original hebraico.
É também notório o fato do grande sábio Ramban (Rabino Moshe Ben Nachman) citar, no prólogo o seu comentário da Torá, a existência do Chochmat Shlomo no hebraico.
Além disso, não podemos deixar de ignorar o testemunho da igreja nestoriana, pois a Peshitta também traz o texto. Aliás, o livro no aramaico em diversos pontos discorda do grego, apontando para uma origem não no grego, mas sim no hebraico original de Shlomo (Salomão).
Por fim, pelo que veremos a seguir, não é difícil demonstrar a autoria de Shlomo (Salomão), conforme veremos mais adiante.

Pensamento Grego ou Sabedoria Judaica?
Um dos principais motivos dos acadêmicos protestantes duvidarem da autoria de Shlomo (Salomão) seria uma suposta influência do pensamento grego nesta obra, a qual eles alegam que poderia ser vista no papel da sabedoria, bem como em sua descrição da criação, e até mesmo nas descrições da alma e das dimensões espirituais.
Contudo, tais conclusões se devem na realidade à falta de compreensão de tais acadêmicos acerca da tradicional mística judaica. Um exemplo disso seria o fato de que a mesma alegação é feita com relação ao Sefer Chanoch (Livro de Enoque). Porém, escavações recentes trouxeram à tona fragmentos do mesmo nas cavernas de Qum'ram - comunidades bem distantes do helenismo e do pensamento grego.
Na realidade, a mística do Sefer Chochmat Shlomo em nada difere da mística judaica. Os elementos supracitados podem ser encontrados fortemente em obras como os Targumim (traduções comentadas do Tanach para o aramaico), nas Boas Novas de Yochanan, e até mesmo em outras obras de Shlomo, principalmente Mishlei (Provérbios).
Ao que tudo indica, o que temos na realidade é uma interpretação mais profunda explorada por Shlomo, em todo auge de sua sabedoria.
O mais curioso disso é que se analisarmos sob essa ótica, encontramos paralelos impressionantes entre as obras de Shlomo (Salomão) e as Boas Novas:
Se analisarmos o livro de Marcus, vemos que ele é bastante simples e objetivo, uma resposta direta acerca da missão de Yeshua - exatamente o tipo de resposta da qual precisa o locutor de Kohelet (Eclesiastes), decepcionado com a vida.


O livro de Lucas já é mais analítico, e apresenta uma preocupação de construção da figura do Messias em forma de midrash - exatamente como Shlomo (Salomão) faz com o viver a Torah em Mishlei (Provérbios). Podemos então concluir que o viver a Torah e o receber o Messias estão intrinsecamente ligados.


O livro de Matitiyahu (Mateus) é impressionantemente semelhante à Shir HaShirim (Cantares), pois apresenta o Reino do Messias/YHWH através de inúmeras parábolas - exatamente como Shir HaShirim (Cantares) faz com a relação entre Israel e YHWH, segundo os grandes sábios.” .


Já Yochanan (João) apresenta Yeshua como à luz do mundo, a Palavra/Memra/Sabedoria encarnada. É também onde vemos Yeshua sendo mostrado como o Filho do Homem. O paralelo com Chochmat Shlomo é grande demais para ser ignorado. Chochmat Shlomo fala justamente da Palavra/Memra/Sabedoria e ainda apresenta profeticamente o sofrimento do justo.
Esses paralelos, grandes demais para serem ignorados, certamente são fruto da Ruach HaKodesh (Espírito Santo).
Mas não podemos deixar de nos perguntar: Será que Shlomo (Salomão) sabia de alguma coisa quando estava escrevendo tais livros? Será que no alto de sua sabedoria ele enxergou o Messias?
É bem possível, dentro dos fatos aqui vistos...

Messianismo e Profecia
O principal motivo de Chochmat Shlomo não ter sido incluído quando consolidação do cânon judaico, já na era pós-talmúdica (cerca do século 3) é o seu forte messianismo. Desde aquela época vemos uma grande preocupação rabínica com textos e livros que pudessem servir de base para legitimar as “alegações dos seguidores de Yeshua”.
Curiosamente, mesmo os mais pragmáticos com relação às origens deste livro o colocam como anterior à vinda de Yeshua. Ora, tendo estabelecido este fato, os relatos (especialmente os do capítulo 4) de cunho messiânico são impressionantes.
O desenvolvimento teológico acerca da Palavra/Memra/Sabedoria que habitaria entre os homens também deve ter sido visto com grande preocupação por ser um dos temas centrais da fé em Yeshua, muito bem representado pelo livro de Yochanan (João)
O forte conteúdo profético de Chochmat Shlomo apontando para Yeshua enquanto Messias, servo sofredor, narrando sua morte humilhante, e ainda servindo de base para Yochanan (João) é forte evidência da sua inspiração divina.

Citações
Outra grande evidência de sua inspiração é o uso freqüente da teologia de Chochmat Shlomo na Bri't Chadashá (Novo Testamento). Segue lista de passagens que fazem uso dos conceitos estabelecidos no Sefer Chochmat Shlomo:
Mt. 24:42-43 e Sab 2:13,18 Rm. 11:34 e Sab 9:13 Ef. 6:13,17 e Sab 5:18-19 Hb. 1:3 e Sab 7:26 Rm. 5:12 e Sab 1:13-14 _  entre várias outras...
Além dessa, podemos citar ainda o forte paralelo entre João (Yochanan) e Chochmat Shlomo, conforme dito acima.

O Tripé de Shlomo
A mensagem de Chochmat Shlomo (Sabedoria de Salomão) parece apoiar-se numa espécie de tripé teológico. Chamo de tripé porque, tal como um tripé, onde há três ramificações unidas na base. Assim como um tripé traz estabilidade em qualquer circunstância, da mesma forma as três ramificações da fé em YHWH trazem estabilidade espiritual.
O elemento-chave do tripé é, naturalmente, a sabedoria, o conhecimento de YHWH que deve ser buscado a todo tempo.
Vemos também o Messias, tanto como servo sofredor como aquele que aponta o caminho de como deve ser uma vida de justiça (ie. o nosso modelo), também é um dos elementos essenciais. E o terceiro seria a Torah. Sua observância é bastante enfatizada e os vários aspectos de desprezo à Torah são tratados como o caminho dos iníquos, que leva à perdição.
O interessante é que esses três assuntos se fundem e se mesclam, demonstrando a unicidade de sua essência. O Messias é a Palavra/Sabedoria que é a Torah.
Encerro esta modesta reflexão ratificando as belíssimas palavras de Shlomo (Salomão), que nos ensina acerca da Torah dizendo:
O princípio da sabedoria é o mais sincero desejo pela Torah. E o zelo pela Torah é amar à sabedoria. E amá-la significa cumprir as suas mitsvot; e dar ouvidos às suas mitsvot é a segurança da incorruptibilidade; e a incorruptibilidade nos aproxima de Elohim. Portanto o desejo da sabedoria nos leva ao Reino. (Chochmat Shlomo/Sabedoria de Salomão 6:17-20)
 fonte: http://www.torahviva.org/index.php?p=5_55

domingo, 26 de junho de 2011

CURIOSIDADE - "VATICANO ADMITE: CALENDÁRIO ESSÊNIO ERA USADO POR YESHUA"


ROMA (AFP) --- Papa Bento XVI na quinta-feira, liga Jesus (Yeshua) com os judeus essênios, dizendo que ele usou o calendário da Páscoa da seita misteriosa, conhecida através dos Manuscritos do Mar Morto encontrados em Qumran.


Celebrando a Missa da Ceia do Senhor na Basílica de Roma San Giovanni in Laterano, o teólogo papa disse que Jesus (Yeshua) "celebrou a Páscoa com seus discípulos provavelmente de acordo com o calendário de Qumran, e, assim, pelo menos, um dia antes" da observada pela corrente principal da época. Bento XVI disse que esta hipótese "não foi ainda aceita por todos", mas que era a explicação mais "provável" para contradições entre os diferentes evangelhos sobre a vida de Cristo. No Evangelho de João, Jesus (Yeshua) morre na cruz durante a Páscoa, e os cordeiros são sacrificados no Templo de Jerusalém, enquanto nos outros três evangelhos sua última refeição - a Última Ceia -. com seus discípulos foi um Seder de Pessach. Além disso, o papa disse quinta-feira, Jesus celebrou a Páscoa "sem cordeiro, como fez a comunidade dos essênios", que não sacrificava animais.
"Em vez do cordeiro ofereceu a si mesmo, ele ofereceu sua vida", Bento XVI acrescentou. Os Manuscritos do Mar Morto, descobertos em 1947, foram atribuídos pelos historiadores e estudiosos da Bíblia aos essênios, uma seita rigorosa que se separou do sacerdócio de Jerusalém e se estabeleceu em Qumran, às margens do Mar Morto. Alguns dizem que o próprio Jesus (Yeshua) era um essênio. O cardeal francês Albert Vanhoye, ex-reitor da Pontifícia Bíblica Institute, disse que no tempo de Jesus (Yeshua) "o Calendário Essênio era mais tradicional do que a versão mais recente usada pelo sacerdócio de Jerusalém" e mais em uso.

A Guerra dos Calendários em Israel
Conclusão
Fica bem evidente, através de fatos históricos, que a época do Segundo Beit HaMikdash (Templo) em Israel viu 2 calendários competindo entre si, espelhando a disputa político-religiosa entre fariseus e saduceus. Isso demonstra que a questão é um pouco mais complexa, e não há como simplesmente olharmos para o NT e dizermos: “Yeshua seguia o calendário do Beit HaMikdash [Templo]” uma vez que não havia apenas um calendário em questão. É preciso irmos mais profundamente na análise de cada calendário, para determinarmos o calendário original.
Encerramos esta parte do estudo, que demonstrou a evolução histórica do calendário e as motivações políticas da controvérsia, com uma pequena tabela que demonstra um padrão de comportamento, e a fonte das alterações nos tempos apontados:

Mudança
Alterações
Personagem Catalisador
Império
Calendário Sacerdotal
Adoção do modelo do calendário babilônio
Antíoco Epifânio
Selêucida (Greco-Sírio)
Calendário Farisaico
Costumes inventados, transformados em leis
Calendário Farisaico
Inserção de novos elementos da astronomia babilônia
Constantino
Romano
Calendário de Hillel 2
Novos costumes transformados em leis

Evidentemente que toda história é passível de interpretação. Os fariseus até hoje mantêm que o seu calendário é o calendário bíblico original, e que foram os saduceus/essênios quem introduziram mudanças.
(continua) 
nota: Veja estudo completo em: http://www.torahviva.org/index.php?p=5_7
                                     
Shavuá Tóv!

terça-feira, 21 de junho de 2011

CICLO TRIENAL - SEDRAH 15 (Semana 19 a 25/jun)


Torah: Bereshit (Gênesis) 18
Tema:  O Eterno aparece a Avraham  
HaftarahChanoch (Enoque) 61; Malachim Bet (2 Reis) 13; Zachariyah (Zacarias) 1, 2
Tema: A medida dos justos;  As visões de Zacarias; Yisrael e Yehudá contra Moav
B’rit Chadashah Matitiyahu (Mateus) 16; 1 Timóteo 2
Tema: Yeshua e seus opositores; Confissão de Kefa; O testemunho e as mulheres
Shirim u’Chochmah: Tehilim (Salmos) 15; Mishle (Provérbios) 15
Tema: Habitando com o Eterno; Conselhos diversos

PERGUNTAS


1 Em Bereshit (Gênesis) 17:26 a 18:4, Avraham dá uma extraordinária lição de vida a ponto de nos deixar constrangidos. Que lição é essa ?


2 Descreva que Caminho citado em Bereshit (Gênesis) 18:19.


3 Que motivo leva o Eterno a afirmar de forma inexorável aos dois Malahim (anjos) que em Avraham seria cumprida a promessa do surgimento de Seu povo.


4 Por que você acha que Sodoma foi destruída? (1ª Dica: evite resposta que seja senso comum / 2ª Dica: leia Lucas 12:32)


5 Que entendimento você tem de Matitiyahu (Mateus)16: 18?


6 Explique o texto de I Timóteo 2:11 a 15.
Bom estudo e Lehitraot

sábado, 18 de junho de 2011

AV HA'RACHAMIM (PAI DE MISERICÓRDIA) - VÍDEO

Olhando para o passado e comparando nossas lutas diárias com as daqueles que nos antecederam, podemos ver o quanto somos privilegiados, pois, eles desbravaram os caminhos da nossa fé e suportaram mortes, angústias e perseguições, simplesmente por existirem.
Parece até egoísmo quando por qualquer dificuldade nos desesperamos, nos revoltamos contra o Eterno e muitas vezes desistimos da própria fé, achando que as nossas preces não são ouvidas, apenas porque as coisas não se resolveram no momento que desejávamos (oh! Efraim!); muitos dos nossos problemas são apenas reflexos de nossos posicionamentos, nossas escolhas; não propriamente um levante de hasatan (do inimigo) contra nós.  
Como, estando ainda na carne (fisicamente falando) e tendo de resistir às tentações e paixões deste mundo, não seremos submetidos à provas? Não sofreremos decepções? Traições? Não viveremos dias de tristeza e angústia? Não sofreremos perdas?  Vivemos num mundo em que para reconhecermos o bem, precisamos da existência do mal!
Foi por isso que Yeshua nos escreveu: "NO MUNDO TEREIS AFLIÇÕES, mas TENDE BOM ÂNIMO (não percam a fé), Eu venci o mundo". Yochanann (João 16:33).
Ya'el Bat Yossef

A oração, chamada “Av Harachamim” (Pai de Misericórdia), foi composta em 1096, o ano da primeira cruzada, quando foram destruídas várias comunidades judias na região de Rhin (Reno).
Os sobreviventes a aqueles massacres, que presenciaram o sofrimento e a agonia dos mártires, invocaram ao Eterno, lhe pedindo a retribuição com Sua justiça aos que perpetraram semelhantes atos de crueldade.
         Esta oração memorial pelas almas dos mártires judeus, acredita-se que foi instituída pela primeira vez na Alemanha, e é recitada a cada Shabat (excetuando alguns Shabatot, nos quais se abençoa o mês que está por começar), logo depois da leitura da Torá, antes de devolvê-la à Arca. 
         Ao princípio, era recitada unicamente no Shabat anterior à festa de Shavuot, porque os piores massacres foram durante esses dias. Posteriormente, quando esta prece foi adotada pela maioria das congregações na Polônia e Europa do Este, fez-se extensiva para cada semana tal como se faz hoje em dia.
As palavras iniciais desta oração, dirigidas ao “Pai Misericordioso”, são uma declaração de que embora nosso povo tenha sofrido inumeráveis perseguições e martírios, não diminuiu o reconhecimento de que o Eterno é nosso Pai Misericordioso. Nosso raciocínio é muito limitado para compreender por que ocorrem esses tipos de coisas.
Ao mesmo tempo solicitamos que não tenha sido em vão a morte de homens, mulheres, meninos e Comunidades. Todas essas vítimas judias que foram destruídas pelos Cruzados em seu caminho a liberar a Terra de Israel do domínio muçulmano, poderiam haver-se salvado se tivessem aceito converter-se à religião de seus agressores. Em muitos casos, não havia mais necessidade que uma declaração verbal. Entretanto, eles se negaram.
É significativo também, que nesta oração se invoca a justiça Divina em favor dos homens justos de todas as nações.
A coragem de nossos antepassados deve nos motivar para a busca de fortalecimento em nosso cotidiano e o amor à vida (com a qual ele nos presenteou)
Tefilah Av Ha'rachamim"
 (Prece "Pai de Misericórdia) 

(baseada no livro Minha Prece do Rav. Nissan Mendel)

Pai misericordioso, que mora nas alturas excelsas, em sua profunda compaixão, recorde com misericórdia aos piedosos, os retos e os íntegros, as Santas Comunidades, que ofereceram suas vidas pela santificação do Sagrado Nome.
Foram amados e amáveis em suas vidas e em sua morte não se separaram (do Eterno),
Foram mais velozes que as águias, mais fortes que os leões, para executar a vontade de seu Criador.
Que nosso Elohim os recorde com compaixão, junto aos outros justos do mundo, vindique o derramamento do sangue de seus servos, como está escrito na Torah de Mosheh, homem consagrado ao Eterno:
Aclamai, ó nações, com alegria, o povo dEle, porque ele vingará o sangue dos seus servos; aos seus adversários retribuirá vingança, e fará expiação pela sua terra e pelo seu povo.” Devarim (Deuteronomio) 32:43
E por seus servos, os profetas, está escrito:
Eu purificarei (às nações de suas iniqüidades) Mas por (derramamento de sangue do justo) não os purificarei, Elohim mora em Tsion” Yoel (Joel) 4:21
E nas Sagradas Escrituras está dito:
Por que diriam as nações: Onde está o seu Elohim? Torne-se manifesta entre as nações, à nossa vista, a vingança do sangue derramado dos teus servos.” Tehilim (Salmos) 79:10
E está dito:
Pois ele, o vingador do sangue, se lembra deles; não se esquece do clamor dos aflitos. ” Tehilim (Salmos) 9:13

Shavuá Tóv!


fonte: http://www.restaurandoisrael.com.br


segunda-feira, 13 de junho de 2011

CICLO TRIENAL - SEDRAH 14 (Semana 12 a 18/jun)



Torah: Bereshit (Gênesis) 17
Tema:  A aliança a circuncisão                                                   
HaftarahChanoch (Enoque) 60; Neemiah (Neemias) 10; Sh'muel Bet (2 Samuel) 3 
Tema: Aliança e punição; Compromisso de Retorno à Torah; David e Avner
B’rit Chadashah Romayahu (Romanos) 4
Tema: Avraham foi chamado na fé antes da circuncisão
Shirim u’ChochmahTehilim (Salmos) 14; Mishle (Provérbios) 14
Tema: A insensatez do ateu; Os frutos da sabedoria
PERGUNTAS


(1) A igreja alega ser herdeira da promessa de Avraham. Leia Bereshit (Gênesis) 17:10 e Galutyah (Gálatas) 3:29 e valide ou não tal alegação.


(2) Lendo Bereshit 17:2. Que comentários poderiam ser feitos sobre essa passagem?


(3) Você é capaz de defender que a fé de Avraham era uma fé essencialmente bíblica? Dê exemplo.


(4) Corintiyahu Alef (I Corintos)  7:18, diz: “É alguém chamado, estando circuncidado? Fique circuncidado. É alguém chamado estando incircuncidado? Não se circuncide”. Qual o significado dessa recomendação de Sha’ul (Paulo)? (Dica: I Cor. 7:27)


(5) No passuk (versículo) 17:16 de Bereshit (Gênesis): “Eu a abençoarei e dela te darei um filho. Eu a abençoarei e ela será a mãe de nações e dela sairão reis”. Qual o motivo, em sua opinião, do Eterno usar a palavra nação no plural?


(6) Romanos 4:11: “E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé que teve quando ainda não era circuncidado, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles na incircuncisão, a fim de que a justiça lhes seja atribuída”. Que entendimento você tem dessa passagem?

Bom estudo e Shavuá Tóv!

PORCOS - DE AGENTES DE LIMPEZA A COMIDA, DESDE QUANDO?!

Shalom, queridos irmãos e amigos visitantes!

Esse artigo da "Suinocultura Industrial", trata da origem e utilização dos porcos na antiguidade e como estes passaram de "agentes de limpeza do meio ambiente", a comida em algumas culturas.


Os Porcos no Antigo Egito
Material histórico revela que os porcos já eram conhecidos no Antigo Egito e no Oriente, há mais de 4.000 anos. Possivelmente originários das regiões da Mesopotâmia ou da Turquia, espalharam-se pelo delta do rio Nilo, sendo utilizados também para puxar o arado, na preparação da lavoura, oferecendo, além da tração, a vantagem de fazerem, com os próprios pés, os orifícios no solo onde seriam depositadas as sementes do trigo.


Conta-se que na Babilônia, uma das cidades mais antigas do mundo, os porcos andavam soltos, com o objetivo de consumir os restos de alimentos, dejetos e o lixo depositado nas ruas.


O historiador grego Heródoto (484-425 a.C.) escreveu que os egípcios consideravam o porco um animal "impuro", uma vez que se alimentava de dejetos e excrementos. Os escravos responsáveis pela criação e pelo abate também eram proibidos de freqüentar templos e outros lugares sagrados.


Ainda nos dias de hoje, os porcos desfrutam de uma imagem bastante negativa em muitas culturas. Os motivos estão ligados, possivelmente, a idéia de "impureza" da espécie, que foi transmitida pela história.


Os Porcos na Bíblia 


Foi com a Bíblia que dos grandes mitos (?) em torno dos porcos passou a ser difundido, contribuindo para piorar a já péssima reputação dos animais, no Oriente.


no Velho Testamento, no 3° livro de Moisés são descritos os mandamentos para a pureza do homem. Entre eles, encontra-se a advertência contra o consumo de carne de animais considerados "impuros", entre eles, o porco.


..." também os porcos, porque as unhas são fendidas e as fendas das unhas divididas em duas, ... estes vos serão imundos. " (Lev. 11:7).


Hoje sabemos, através da história, que os porcos do Antigo Egito possivelmente sofriam com tênias, triquinas e outros parasitas. Moisés, com seus mandamentos, estabelecia também medidas de higiene para o povo, evitando verminoses e doenças transmitidas através da carne suína mal-cozida. Medidas estas que ainda hoje são recomendadas pelos sanitaristas.




No Novo Testamento encontramos vários registros nos quais a figura dos porcos é associada ao profano, àquilo que não é sagrado ou ao pecado humano.




"... Não dêem aos cães coisas santas, nem deites vossas pérolas aos porcos,pois voltando-se, eles as pisarão com os pés e as despedaçarão". 
Matitiyahu (Mateus) 7:6




Na segunda epístola de Pedro, o porco é retratado como um animal imundo, comparado àqueles que insistem em permanecer ao pecado:


"... pois aconteceu-lhe o que diz aquele provérbio verdadeiro, o cão retornou ao próprio vômito e o porco lavado, revolveu-se, de novo, no lamaçal". 
Kephah Bet (2 Pedro) 2:2

Os Porcos na Antigüidade Latina 


Os romanos, adeptos de grandes banquetes e de orgias gastronômicas, descobriram bem cedo que poderiam melhorar a qualidade e aumentar a quantidade da carne, se desenvolvessem técnicas adequadas de cuidado aos animais. 


Assim, as primeiras granjas e instalações de suínos da história remontam a Roma.
 
Presuntos, salames e carne suína sempre foram artigos indispensáveis nas mesas romanas, embora naquela época, a quantidade de gordura dos animais fosse muito maior do que a dos conhecidos atualmente.
 
Também provêm de Roma Antiga, os primeiros relatos de especulações sobre o aproveitamento dos dejetos suínos.

Agora já sabemos! Sim, "O HÁBITO DE COMER PORCO É HERANÇA DA CULTURA PROMÍSCUA DA ROMA ANTIGA!"



Shavuá Tóv!
mais sobre o temaPORCO - ABOMINAÇÃO A ELOHIM
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fonte: Suinocultura Industrial 
http://www.suinoculturaindustrial.com.br