sexta-feira, 8 de abril de 2011

"NOSSA LUTA NÃO É CONTRA A CARNE"

É comum ouvirmos das pessoas: "como o tempo tem passado rápido"; "parece que ontem foi primavera e já estamos chegando no inverno"!
"E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, 
e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente?"(Lukas 13:7)
Em nossa correria diária nos esquecemos de que tudo aquilo que vemos estampado nas manchetes não são novidades; são coisas das quais as Escrituras nos alertam há milhares de anos: "o mundo jaz no maligno"; "por se multiplicar a iniquidade (anomia) o amor de muitos esfriará" e inúmeras outras passagens.
Certamente, as tragédias que têm se abatido sobre a humanidade (as perdas, as dores, o luto), acabam fazendo com que muitos não parem para refletir e não percebam o quanto o mal, verdadeiramente, tem se multiplicado sobre a terra. 
Num grupo de reflexão, um dia desses, isso se fez notório... a angústia, a ansiedade, a sensação de impotência dominava. 
Ao ouvir sobre o jovem de 20 anos que acabou não só com a vida de tantos outros jovens, como, também, com a de suas famílias - imaginar sua solidão; sua desesperança; sua loucura - fico a me perguntar: o quanto somos responsáveis por aqueles que estão a nossa volta?!  O quanto nos importamos com aquele que mora ao nosso lado; o quanto demonstramos tolerância com quem convivemos; o quanto somos presentes na vida daqueles que amamos? Ou, o quanto verdadeiramente amamos?!
Se permanecermos de braços cruzados - em estado contemplativo - achando que estamos "protegidos por nossa fé egoísta do que se passa lá fora" - presos a um intelectualismo religioso; só conseguiremos expressar nossa solidariedade de lábios. Não sejamos como uma árvore morta! Não nos acomodemos a uma vida espiritual vazia, seca, sem vida!
Obviamente, não conseguiremos fazer quaisquer intervenção no mundo em que vivemos enquanto não formos agentes transformadores; se não dermos o primeiro passo, quem dará? As mudanças não devem partir de nós mesmos?! 
É desejo de hasatan/adversário que permaneçamos inertes; voltados para nossas próprias mazelas; encurralados com medo do furor de um inimigo que muitas vezes é potencializado por nossos próprios medos! 
Por quê temer? Se cairmos, HaShem nos levantará; se desfalecermos, Ele lutará por nós.  Se nos acharmos sozinhos, Ele disponibilizará Seus Malachim (Anjos), como fez com David Melech (Tehilim/Salmos 91) - basta pedirmos!
Então, por quê nos acovardar?
Você já parou para pensar nisso?!
Eu já! e fiquei terrivelmente triste, lembrando a Parábola da Figueira.

Que o Elohim se compadeça de Seu povo Israel e que nos desperte ...
Shabat Shalom!

2 comentários:

  1. Shalom Ya'el

    Geralmente nos cerramos dentro das quatro paredes de nossos corações... Somos realmente incapazes de dirigir uma ligação para aqueles que amamos e para mostrarmos a eles que realmente nos importamos...
    Se isto já é uma realidade, imagine anunciarmos a Verdade?!?!?!
    Excelente tua reflexão!!! Porém, precisamos "consertar" a nós mesmos primeiro, para então com o coração aberto nos aproximarmos dos outros, daqueles que precisam de nós...
    Sem a Misericórdia de HaShem e Sua Ruach não somos capazes sequer de ter este tipo de pensamento!!!
    Que o Eterno continue abençoando-a e dando-lhe tamanha Sabedoria para continuar nos ensinando com textos tão maravilhosos!!!
    Shavuá Tov,
    YM e a galerinha

    ResponderExcluir
  2. Verdade,Yossef! O mundo capitalista nos rouba tempo até para expressar amor ... Cada dia mais precisamos da presença da Ruach!

    ResponderExcluir