quarta-feira, 16 de março de 2011

“ E CONHECEREIS A VERDADE ...”

Certamente, uma das coisas mais difíceis na teshuvah é tentar explicar às pessoas que “não negamos Yeshua - O Mestre dos Mestres - cuja pedagogia teve por finalidade nos fazer retornar aos Caminhos da completa restauração de nosso relacionamento com O Abba, através da Torah”.
Se perguntarmos a qualquer pessoa:- “quem é Jesus”? Indubitavelmente, todos, de todas as línguas e credos, terão uma resposta. E, se perguntarmos:- “quem foi Yeshua”? Quantos dirão prontamente:- o Mestre da Torah?! Muitos franzirão a testa com desdém ou nos darão as costas.
Durante muito tempo fomos “protestantes (termo usado para identificar aqueles que, havendo deixado o catolicismo romano, enveredaram pelos ensinamentos de Lutero), acreditando que, ao romper com Roma, estavamos “retornando às origens da fé bíblica”.
Quem foi Martinho Lutero?
Essa pergunta nos levou ao século XVI e ao padre que iniciou a reforma da igreja católica.  Quando começamos a nos aprofundar nas origens do cristianismo, chegamos ao século III (quando as heresias estavam permeando a fé), ao Concílio de Nicéia e ao reinado do Imperador Constantino (o primeiro a aderir ao cristianismo e a declará-lo “religião oficial”).
O que eram os "Concílios"?
Nessa época, os “Concílios” eram grandes convocações, cujo objetivo era reunir os líderes (bispos) de todas as igrejas (*) para discutir e deliberar sobre assuntos administrativos ou doutrinários com o propósito de dar um “rumo comum” à fé. Foi num desses “Concílios”, por exemplo, que se transferiu a Dia de Observância do Sábado para o Domingo e em outro se fundamentou a base da crença na Trindade (*).

Foi assim que descobrimos, ironicamente, o significado de:- “Todos os caminhos levam a Roma”!
As doutrinas da igreja, os ensinamentos , tudo aquilo que havíamos aprendido nos Seminários Cristãos, vinha dos “pais da igreja de Constantino” (São Clemente, São Gregório, Sto. Agostinho, São Tomás de Aquino” e assim por diante). 
Como poderíamos “falar de salvação” se nem ao menos conhecíamos o verdadeiro significa bíblico dessa palavra? Ignorávamos nossa origem israelita/judaica, não cumpríamos os preceitos Bíblicos; só conhecíamos o nome pagão de nosso Elohim!? Até o credo que professávamos era o “Credo Atanasiano” (um bispo católico?!). Visto por esse ângulo, “não passávamos de católicos reformados”.
Quanto mais nos aprofundávamos nos estudos e na pesquisa Bíblica, mais nos conscientizávamos de que não conhecíamos a origem de nossa fé. É triste, mas, a cegueira espiritual é mais letal do que a cegueira real! 
A partir do momento que nos afastamos dos ensinamentos Sagrados, ficamos à mercê de nossa própria ignorância e da anomia. Isso, sim, é "Cair da Graça"!
Tiradas as escamas de nossos olhos, não conseguimos mais continuar aceitando o esteriótipo criado por Roma e Constantino - que nega a origem e a essência da fé num Elohim Único (Echad), rejeita o povo escolhido – Israel (os judeus e os de todas as outras tribos espalhadas pelas nações) e que aboliu a Lei do Eterno (a Torah).
Shalom u'vrachá!
(Paz e Benção)
(*) Concílios

(**)Credo de Atanásio (Quicumque vult), subscrito pelos três principais ramos da Igreja Cristã (Católicos Romanos, Católicos Ortodoxos e Protestantes)

Um comentário:

  1. shalom !
    meu nome é Daniel. sou da cidade de campo redondo,
    interior do rio grande do norte, e sou um israelita do caminho, e hoje sou feliz por conhecer a verdade, e ser liberto dos caminhos que levam a Roma, la vivi durante 20 anos de minha vida, e disso não me orgulho nem um pouco.
    Hoje liberto e com a fé de yeshua, tento explicar as pessoas, que só a "verdadeira verdade" pode libertar o homem, e esses artigos me ajudam bastante.

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