quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

KASHRUT (ALIMENTAÇÃO PURA) ... A CIÊNCIA VALIDANDO A TORÁ

Uma dieta antiga está se tornando uma das tendências mais quentes!
Um número crescente de freqüentadores de supermercados nos Estados Unidos estão comprando alimentos kasher (puros segundo a Torá)* - não por razões religiosas, mas porque estão convencidos de que os alimentos são mais seguros e melhores para a saúde.

As vendas de alimentos kasher atingiram US $ 12,5 bilhões em 2008, um aumento de 64% desde 2003.

Refletindo esse interesse crescente, a Manischewitz, uma grande empresa de alimentos kasher, realizou uma aula de culinária kasher no mês passado, em Manhattan. Ela trouxe cinco chefs de todo o país que prepararam pratos com o mais tradicional ingrediente kasher: o caldo de galinha.

De acordo com pesquisa de mercado, 62% das pessoas que compram alimentos kasher o fazem por razões de qualidade do alimento, enquanto 51% dizem comprar kasher para a sua salubridade "em geral." Cerca de um terço diz que compram kasher devido as normas de segurança alimentar. Acreditam que são melhores do que com alimentos tradicionais dos supermercados. Apenas 15% dos entrevistados dizem comprar comida kasher por causa das regras religiosas.

Joe Regenstein, professor de ciência dos alimentos da Cornell University, especializado em leis kasher, observa que as restrições de comida kosher foram criadas por motivos religiosos, não para produzir alimentos mais seguros e saudáveis. Mas, há vantagens nessa alimentação já que algumas das leis kasher relacionadas com ingredientes e preparo pode ter vantagens potenciais para a saúde.

As regras rigorosas para a produção e certificação de produtos kasher pode resultar em uma análise mais rigorosa dos problemas de segurança alimentar. Por exemplo, as organizações independentes, como a União Ortodoxa são pagas por empresas de alimentos para enviar pessoal especializado para as fábricas para garantir que todas as restrições das leis kasher estejam sendo cumpridas. Esse acompanhamento extra normalmente significa que os produtos kasher são produzidos mais lentamente do que outros alimentos.

Em geral, a comida kasher tem de ser cuidadosamente observadas durante o seu processamento e preparação. Cereais, legumes embalados, frutas e produtos similares são inspecionados por qualquer vestígio de substâncias não-kasher, como insetos (cochonilha)*. Como as leis kasher proibem a mistura de carne e laticínios, todos os produtos lácteos kasher são tratados separadamente de qualquer produto à base de carne. Nenhum molusco é permitido, e todos os peixes, como tudo o que é kasher, devem ser tratados com os utensílios que não tenham estado em contacto com qualquer coisa não-kasher.

A certificação da carne kasher é ainda mais complicada. Em primeiro lugar, apenas alguns animais podem ser comidos: são proibidos porcos, roedores e aves de rapina, por exemplo. Além disso, cada vaca, frango ou outro animal, que é certificado como kasher tem de ser morto e esquartejado de uma maneira particular.

Durante este processo, cada animal é morto rapidamente por uma pessoa treinada. Alguns acreditam que este tipo de abate é mais humano e menos doloroso do que as práticas tradicionais dos matadouro. Cada animal abatido é inspecionado de perto quanto à sinais de doença, e qualquer animal que pode ter ficado doente não é usado.

E porque todas as carnes kasher são completamente salgadas para diminuir a quantidade de sangue, elas têm menos probabilidade de carregar as bactérias E. coli e salmonella, dizem os especialistas, embora não foram realizados estudos conclusivos que confirmem essa especulação.

Existem alimentos considerados neutros (Parve) nesse tipo de alimentação. Eles podem ser particularmente úteis para pessoas com exigências rígidas de dieta ou alergias a certos alimentos, pois esses alimentos não possuem e/ou não tiveram contato com nenhum traço de leite ou carne.

Fonte: “THE NEW YORK TIMES, abril 2010” 
(*) adição para fins de esclarecimento

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