sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

SHABAT - UM PRESENTE DO ETERNO AOS SEUS FILHOS (VÍDEO TOV LEHODOT)

Muitas vezes somos questionados sobre "o por quê" de guardarmos o Shabat. Isso já aconteceu com você?  Minha resposta foi muito simples:- "por que é uma Instrução de YHWH (uma mitzvah) e está na Bíblia (Torah)!"
"O Shabat foi criado por causa do homem" e para o homem pois, diante das inúmeras atividades a que se impõe no dia a dia, certamente, não separaria um tempo para seu enlevo espiritual e comunhão. 
O Shabat é um dia de encontro entre O criador e a criatura; um presente do Eterno para Seus filhos!
Devemos "RECEBÊ-LO" com gratidão ao Eterno e alegria!
“Guardarão, pois, o Shabat os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua. Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo dia ele descansou, e restaurou-se” (Ex. 31:16 e 17).



Tehilim (Salmo) 92
Salmo e cântico para o dia de Shabat. Como é bom louvar o Eterno e entoar salmos em honra de Teu Nome, ó Altíssimo! Proclamar desde o amanhecer Tua bondade e, às noites, Tua fidelidade. Com o alaúde, a lira e a harpa acompanhando com seu som minhas palavras. Porque me trazes satisfação com Teus feitos, cantarei com alegria, celebrando as obras de Tuas mãos. Quão magníficas elas são, ó Eterno, e quão profundos são Teus desígnios! O insensato não os percebe e os tolos não conseguem entender que, mesmo que brotem como erva os iníquos e floresçam os malévolos, eles serão, para sempre, destruídos. Porém Tu, ó Eterno, permaneces eternamente exaltado. Pois Teus inimigos, ó Eterno, perecerão, e serão dispersos todos os que praticam iniqüidades. Exaltaste minha força como a de um búfalo e me cingiste com óleo puro. Meus olhos enxergaram o destino de meus inimigos, e meus ouvidos hão de escutar o que acontecerá aos malévolos. Os justos, porém, florescerão como a palmeira; como o cedro do Líbano crescerão altaneiros. Plantados na casa do Eterno, florescerão nos átrios do nosso Elohim. Mesmo na velhice, cheios de seiva e viço produzirão frutos para proclamar que reto é o Eterno. Ele é a minha Rocha, que não dá lugar à injustiça.
Transliteração:
Mizmor shir leiom hashabat. Tov lehodot ladonai ulezamer leshimchá elión. Lehaguid babóker chasdêcha, veemunat'chá baleilót. Alê assór vaalê nável, alê higaion bechinor. Ki simachtáni Adonai befaolêcha, bemaasse iadêcha aranên. Ma gadelú maassêcha Adonai, meod amecu mach’shevotêcha. Ish baár lo iedá, uchessil lo iavín et zot. Bifrôach reshaim kemó éssev, vaiatsítsu cól pôale áven, lehishamedam adê ad. Veata marom leolam Adonai. Ki hinê oievêcha Adonai, ki hinê oievêcha iovêdu, yitparedú cól pôale áven. Vatarem kir’em carni, baloti beshémen raanan. Vatabet ení beshurai, bacamim alai mereim, tishmána oznai. Tsadik catamar yifrach, keérez balevanon yisguê. Shetulim bevêt Adonai, bechats’rot Elohênu iafríchu. Od ienuvun bessevá, deshenim veraananim yihiú. Lehaguid ki iashar Adonai, tsuri velo avláta bó.
Shabat Shalom Leculam! 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

LEI DA LIBERDADE RELIGIOSA - Você conhece seus Direitos?

em Portugal:

Lei da liberdade religiosa  - Artigo 14.º
 
Dispensa do trabalho, de aulas e de provas por motivo religioso
1 - Os funcionários e agentes do Estado e demais entidades públicas, bem como os trabalhadores em regime de contrato de trabalho, têm o direito de, a seu pedido, suspender o trabalho no dia de descanso semanal, nos dias das festividades e nos períodos horários que lhes sejam prescritos pela confissão que professam, nas seguintes condições:
a) Trabalharem em regime de flexibilidade de horário;
b) Serem membros de igreja ou comunidade religiosa inscrita que enviou no ano anterior ao membro do Governo competente em razão da matéria a indicação dos referidos dias e períodos horários no ano em curso;
c) Haver compensação integral do respectivo período de trabalho.
2 - Nas condições previstas na alínea b) do número anterior, são dispensados da frequência das aulas nos dias de semana consagrados ao repouso e culto pelas respectivas confissões religiosas os alunos do ensino público ou privado que as professam, ressalvadas as condições de normal aproveitamento escolar.
3 - Se a data de prestação de provas de avaliação dos alunos coincidir com o dia dedicado ao repouso ou ao culto pelas respectivas confissões religiosas, poderão essas provas ser prestadas em segunda chamada, ou em nova chamada, em dia em que se não levante a mesma objecção.

Aprovada em 26 de Abril de 2001.

O Presidente da Assembleia da República, António de Almeida Santos.
Promulgada em 6 de Junho de 2001. --- Publique-se.
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO.
Referendada em 8 de Junho de 2001.
O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres.

http://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortuguesa.aspx

E no Brasil:

Lei 12142/05, Lei nº 12.142, 
de 08 de dezembro de 2005 de São Paulo

(Projeto de Lei nº 590, de 2001 do Deputado Campos Machado – PTB)
O PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA:
Faço saber que a Assembléia decreta e eu promulgo, nos termos do artigo 28, § 8º, da Constituição do Estado, a seguinte lei:
Artigo 1º - As provas de concurso público ou processo seletivo para provimento de cargos públicos e os exames vestibulares das universidades públicas e privadas serão realizados no período de domingo a sexta-feira, no horário compreendido entre as 8h e as 18h.  Citado por 1
§ 1º - Quando inviável a promoção de certames em conformidade com o "caput", a entidade organizadora poderá realiza-los no sábado, devendo permitir ao candidato que alegar motivo de crença religiosa a possibilidade de faze-los após as 18h.
§ 2º - A permissão de que trata o parágrafo anterior deverá ser precedida de requerimento, assinado pelo próprio interessado, dirigido à entidade organizadora, até 72 (setenta e duas) horas antes do horário de início certame.
§ 3º - Na hipótese do § 1º, o candidato ficará incomunicável desde o horário regular previsto para os exames até o início do horário alternativo para ele estabelecido previamente.
Artigo 2º - É assegurado ao aluno, devidamente matriculado nos estabelecimentos de ensino público ou privado, de ensino fundamental, médio ou superior, a aplicação de provas em dias não coincidentes com o período de guarda religiosa previsto no "caput" do artigo 1º.
§ 1º - Poderá o aluno, pelos mesmos motivos previstos neste artigo, requerer à escola que, em substituição à sua presença na sala de aula, e para fins de obtenção de freqüência, seja-lhe assegurada, alternativamente, a apresentação de trabalho escrito ou qualquer outra atividade de pesquisa acadêmica, determinados pelo estabelecimento de ensino, observados os parâmetros curriculares e plano de aula do dia de sua ausência.
§ 2º - Os requerimentos de que trata este artigo serão obrigatoriamente deferidos pelo estabelecimento de ensino.
Artigo 3º - As despesas decorrentes da execução desta lei correrão à conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Artigo 4º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 8 de dezembro de 2005.
a) RODRIGO GARCIA - Presidente Publicada na Secretaria da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 8 de dezembro de 2005.
a) Marco Antonio Hatem Beneton - Secretário Geral Parlamentar
a) Marco Antonio Hatem Beneton - Secretário Geral Parlamentar


sábado, 22 de janeiro de 2011

TESHUVAH - "A DIFÍCIL VOLTA AO LAR"

O que é teshuvah?

"Teshuvah" é um termo hebraico que significa retorno, embora seja constantemente traduzido como arrependimento. Trata-se de um processo vital, profundamente arraigado no interior do ser humano. A teshuvah é inerente a todos e não está restrita apenas ao aspecto religioso da vida, mas, transcende todos os outros aspectos da existência humana.
Mas, teshuvah é retorno para onde?
Alguns diriam:- "teshuvah é o retorno para Elohim, para a Torah, para as Veredas Antigas". Mas, pensando bem, teshuvah, primeiramente, deve ser um retorno para nós mesmos.

Certo dia li um “post” intitulado “minha vida sem mim” e pensei: - como esse "sentimento de afastamento da própria essência" pode ser comum à tantas pessoas!?  Uma sensação de vazio que faz com que nada pareça ter sentido e tudo pareça não ter significado!
Seguimos os caminhos dos homens, iludidos pela ignorância e apegados aos dogmas absorvidos da cultura ocidentalizada. Trilhamos os mesmos passos que nossos antepassados, sem nunca questionarmos e nos distanciando do Caminho da Torah.
O que fazer para voltar?
Quantas vezes me perguntei isso?! Quantas vezes me perdi nessa busca! Porque se perder é mais fácil ... há tantos atalhos que, encontrar O Caminho de volta se torna uma verdadeira odisséia; uma batalha que se trava dia a dia com nosso pior inimigo – o inimigo interior - que nos aliena e nos cega.
Quando nossos olhos são desvendados, e isso exige muito desprendimento, enxergamos o que nos fez agir dessa maneira e só a partir daí conseguimos reunir forças para ir atrás do que nos pertence de fato, descobrir realmente quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Assim, deixando de lado a bagagem que carregávamos sem ao menos saber porquê, nos vemos qual "filho pródigo", ou talvez o órfão, resgatando o seu passado, sua história. Talvez, por isso, esse retorno tenha de ser primeiramente um adentramento.
Não se volta porque se quer! 
Volta-se porque ouve-se o chamado; um clamor interior, como a voz do Pai esperançoso que anseia pelo filho que há muito se foi, mas, que nunca perdeu a esperança de sua volta.
Qual o objetivo em se “voltar para casa"?
Inicialmente, poder-se-ia dizer que o objetivo seria retornar às origens; retomar o lugar que nos pertence; restaurar a aliança. Mas, para mim, essa volta tem um peso muito maior; significa o resgate da nossa verdadeira identidade; a consciência de pertencer a um povo - Am'Yisrael.
Teshuvah é isso! 
Retorno à verdadeira essência; regresso aos braços do "Abba" e nisso não há mágica – há persistência - pacientemente, corajosamente - um passo de cada vez, porque o caminho é estreito e a estrada é íngreme; permanecer, portanto, é o desafio!
 "Chazak chazak venit chazek"
(força, força, sejamos fortalecidos)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

IM ESHKACHECH YERUSHALAIM - Tehilim (Salmos) 137:5-6

(Tehilim 137)
Im eshkachech
(letra e música)
Im eshkachech Yerushalaim
tishkach yemini,
tidabek l'shoni lechiki
im lo ezkerechi.

Im eshkachech Yerushalaim.
Im lo e'eleh Yerushalaim
al rosh simchati
z'chor adonai livnei adom
et yom Yerushalaim.

Im eshkachech Yerushalaim.
Ha'omrim aru aru,
ad hayesod bah
im lo e'eleh Yerushalaim
al rosh simchati.

אִם אֶשְׁכָּחֵךְ
אִם אֶשְׁכָּחֵךְ יְרוּשָׁלָיִם, תִּשְׁכַּח יְמִינִי. 
תִּדְבַּק לְשׁוֹנִי לְחִכִּי אִם לֹא אֶזְכְּרֵכִי, 
אִם לֹא אַעֲלֶה אֶת יְרוּשָׁלַֽיִם עַל רֹאשׁ שִׂמְחָתִי
(Hebraico com pronúncia Ashkenazi)
video
SE EU ME ESQUECER DE TI JERUSALÉM
(tradução)

Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém,
que se resseque a minha mão direita.
Apegue-se-me a língua ao paladar,
se não me lembrar de ti, 
se não preferir eu Jerusalém
à minha maior alegria."

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

COMO ESTUDAR A BÍBLIA (TORAH) Parte final

Humildade e Dependência

Devemos também depender da Ruach HaKodesh (Espírito Santo) para que seja nosso Mestre da Torah.

Tehilim diz:
"Abre meus olhos, para que eu veja as maravilhas de Tua Torah." Tehilim (Salmos) 119:18

Yeshua disse:
"Mas quando vier o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em Meu Nome, lhes ensinará e lhes recordará tudo o que lhes disse." Yochanan (João) 15:26

Procure passagens da Torah quando estiver lendo o Brit Chadasha (Novo Testamento). Isto ajudará ao Espírito (Ruach) que lhe mostre como as primeiras congregações no Mashiach interpretavam a passagem, e também como eles a praticavam. É essencial para nós, vermos a Ruach de Elohim por trás de cada preceito, para entender em primeiro lugar por que O Eterno o ordenou a Israel. Isto significa que temos que conhecer o conteúdo e o espírito da Lei (mitsvah). Cada mitsvah tem um sentido literal e espiritual. O Eterno (Yud, Hey, Vav, Hey) quer que conheçamos e ponhamos em prática ambos!

O estudo não é um fim em si mesmo. Temos que chegar a ser praticantes da Palavra também. Chega o momento quando temos que aplicar as nossas vidas os ensinos que estamos aprendendo para crescer e chegar a ser o Israel Messiânico! Cada professor da Torah deve animar seus estudantes a praticar a Torah e a aplicar o que está aprendendo.

Por último: Devemos estar sempre abertos à possibilidades de aprender e com o desejo de mudar nossas crenças ou opiniões quando as escrituras nos demonstrem que estamos equivocados! Nenhum de nós tem toda a verdade. Devemos manter o desejo de conhecer diferentes ensinos e pontos de vista para ver se têm alguma validade de acordo ao que as Escrituras nos mostram. Oro para que esta lição introdutória sobre a Torah tenha sido de ajuda para você como estudante da Palavra. O Eterno lhe abençoe em seus estudos e no aprofundamento de Sua Palavra. E lhe conceda Sabedoria, Entendimento e conhecimento.
Shalom Aleichem!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

COMO ESTUDAR A BÍBLIA (TORAH)


Para Iniciantes da Torah
Pelo Rabino Edward L. Nydle
Traduzido por Shlomo Ben Avraham

Os Efraimitas que são novos no estudo da Torah precisam de algumas bases para auxiliar-lhes a entender como estudar e interpretar a Torah. Isto lhes ajudará a entender as mitsvot (os mandamentos) contidas na Torah e sua aplicação.

Permitam-me compartilhar com vocês algumas informações úteis a respeito da aprendizagem da Torah, que fará uma grande diferença e evitará que caiam no erro de interpretar versos e textos incorretamente.

Nenhum tipo de comunicação, seja escrita ou oral, verbal ou não verbal, pode ser compreendido sem interpretação. Frequentemente interpretamos sem que estejamos conscientes da maneira como atingimos dita interpretação e raciocínio. A Torah deve ser interpretada para que seja entendida. Portanto, temos que conhecer boas práticas (ou regras) de interpretação para que não haja equivoco na leitura, além de obter o que realmente diz a Torah. Más interpretações implicam a um mau entendimento. Um mau entendimento implica em uma doutrina falsa!

Assumimos que todos nós estamos sob a fonte de inspiração da Torah, e que O Eterno (Yud, Hey, Vav, Hey) nos deu a Torah através de Mosheh. Portanto, cada letra deve ser levada em conta seriamente. Os Sábios nos ensinam que cada passagem da Torah tem 70 facetas, com respeito aos 70 membros do Sanhedrín (Corte Suprema de Israel), cuja função era interpretar a lei. A Torah tem muitos níveis de significado intencionado para o leitor. Também, a interpretação da Torah dever ter um grande respeito pelo significado de cada palavra e frase no texto. O Eterno  colocou na Torah tudo o que o leitor precisa para entender o texto! É nosso dever mergulhar profundamente no conteúdo para descobrir o que o Eterno está nos dizendo no texto.

Categorias de Interpretação da Torah (PaRDeS)

Os Rabinos estabeleceram quatro categorias de interpretação da Torah chamadas PDRS ou   PaRDeS = paraíso (vide significado abaixo):
  • Pshat - o significado literal e simples do texto.
  • Drash - o significado homilético deste estudo (MiDrash).
  • Remez - o significado escondido.
  • Sod - o oculto, misterioso
O Pshat é o significado básico de um texto. Nenhuma interpretação da Escritura abandona seu Pshat (sentido simples)! Isto significa que não importa que outras formas de interpretação se aplicaram ao texto, o texto sempre retém seu sentido simples e terá que ser considerado dessa maneira! Ainda o Pshat tem muitos níveis de interpretação. Isto significa que devemos aplicar as regras e os conhecimentos da gramática, a sintaxe, a história, a cultura, a geografia, e precisamente dar-lhe sentido comum e literal ao texto. Recorde que a interpretação procura a simplicidade como seu objetivo para o entendimento. A interpretação singela é preferível à complicada ou complexa. Uma interpretação que resolvam muitas das dificuldades propostas pelo texto tem um tom de veracidade para adjudicar-lhe.

O ponto de partida para toda interpretação da escritura é saber o que o texto nos está dizendo. Isso é óbvio! Mas ainda conhecendo o que cada palavra ou oração significa não é tão óbvio. Assim, temos que trabalhar desde o texto hebraico original. As traduções são somente tentativas humanas para interpretar o texto e todas as traduções são discutíveis! Isto coloca à pessoa que somente sabe inglês ou espanhol em desvantagem sobre o estudante que está em seus inícios no estudo do Hebraico. Dessa forma, o que o Eterno disse fica a mercê dos tradutores. Não podemos nos aproximar de nenhum texto à maneira casual porque poderíamos perder a oportunidade de ver que erros há dentro do texto. Isto requer algum conhecimento do idioma hebraico.

Depois, devemos considerar a maneira em que o texto está expresso. Isto quer dizer que temos que levar em consideração os adjetivos, substantivos, pronomes, e o uso apropriado dos substantivos num texto. Procuramos o jogo de palavras, a repetição, associação de palavras, os matizes verbais, e as semelhanças. Devemos expressá-los verbalmente para entender o texto.
(continua na parte 2...)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

KASHRUT (ALIMENTAÇÃO PURA) ... A CIÊNCIA VALIDANDO A TORÁ

Uma dieta antiga está se tornando uma das tendências mais quentes!
Um número crescente de freqüentadores de supermercados nos Estados Unidos estão comprando alimentos kasher (puros segundo a Torá)* - não por razões religiosas, mas porque estão convencidos de que os alimentos são mais seguros e melhores para a saúde.

As vendas de alimentos kasher atingiram US $ 12,5 bilhões em 2008, um aumento de 64% desde 2003.

Refletindo esse interesse crescente, a Manischewitz, uma grande empresa de alimentos kasher, realizou uma aula de culinária kasher no mês passado, em Manhattan. Ela trouxe cinco chefs de todo o país que prepararam pratos com o mais tradicional ingrediente kasher: o caldo de galinha.

De acordo com pesquisa de mercado, 62% das pessoas que compram alimentos kasher o fazem por razões de qualidade do alimento, enquanto 51% dizem comprar kasher para a sua salubridade "em geral." Cerca de um terço diz que compram kasher devido as normas de segurança alimentar. Acreditam que são melhores do que com alimentos tradicionais dos supermercados. Apenas 15% dos entrevistados dizem comprar comida kasher por causa das regras religiosas.

Joe Regenstein, professor de ciência dos alimentos da Cornell University, especializado em leis kasher, observa que as restrições de comida kosher foram criadas por motivos religiosos, não para produzir alimentos mais seguros e saudáveis. Mas, há vantagens nessa alimentação já que algumas das leis kasher relacionadas com ingredientes e preparo pode ter vantagens potenciais para a saúde.

As regras rigorosas para a produção e certificação de produtos kasher pode resultar em uma análise mais rigorosa dos problemas de segurança alimentar. Por exemplo, as organizações independentes, como a União Ortodoxa são pagas por empresas de alimentos para enviar pessoal especializado para as fábricas para garantir que todas as restrições das leis kasher estejam sendo cumpridas. Esse acompanhamento extra normalmente significa que os produtos kasher são produzidos mais lentamente do que outros alimentos.

Em geral, a comida kasher tem de ser cuidadosamente observadas durante o seu processamento e preparação. Cereais, legumes embalados, frutas e produtos similares são inspecionados por qualquer vestígio de substâncias não-kasher, como insetos (cochonilha)*. Como as leis kasher proibem a mistura de carne e laticínios, todos os produtos lácteos kasher são tratados separadamente de qualquer produto à base de carne. Nenhum molusco é permitido, e todos os peixes, como tudo o que é kasher, devem ser tratados com os utensílios que não tenham estado em contacto com qualquer coisa não-kasher.

A certificação da carne kasher é ainda mais complicada. Em primeiro lugar, apenas alguns animais podem ser comidos: são proibidos porcos, roedores e aves de rapina, por exemplo. Além disso, cada vaca, frango ou outro animal, que é certificado como kasher tem de ser morto e esquartejado de uma maneira particular.

Durante este processo, cada animal é morto rapidamente por uma pessoa treinada. Alguns acreditam que este tipo de abate é mais humano e menos doloroso do que as práticas tradicionais dos matadouro. Cada animal abatido é inspecionado de perto quanto à sinais de doença, e qualquer animal que pode ter ficado doente não é usado.

E porque todas as carnes kasher são completamente salgadas para diminuir a quantidade de sangue, elas têm menos probabilidade de carregar as bactérias E. coli e salmonella, dizem os especialistas, embora não foram realizados estudos conclusivos que confirmem essa especulação.

Existem alimentos considerados neutros (Parve) nesse tipo de alimentação. Eles podem ser particularmente úteis para pessoas com exigências rígidas de dieta ou alergias a certos alimentos, pois esses alimentos não possuem e/ou não tiveram contato com nenhum traço de leite ou carne.

Fonte: “THE NEW YORK TIMES, abril 2010” 
(*) adição para fins de esclarecimento

domingo, 2 de janeiro de 2011

QUEM SOMOS E EM QUE CREMOS

    QUEM SOMOS
    • Somos uma pequena congregação/kehilah israelita na cidade de Itu, interior de São Paulo que desde 2005, rompeu com o sistema religioso em que estava inserido, fazendo teshuvah (retornando às veredas antigas da fé).
    • Não somos judeus, porque judeus são os descendentes diretos da tribo de Yehudah e muitos de nós não tem como comprovar sua ascendência, portanto, somos israelitas retornando à fé, pois acreditamos que todos aqueles que têm "abraçaco" a Torah (Pentateuco e Profetas),  são os remanescentes das Tribos Perdidas de Israel. 
    • Somos 100% pró Israel, não somos proselitistas e não convertemos judeus.
    • Somos monoteístas e cultuamos HaShem (YHWH) como Único e Verdadeiro Elohim.  
    •  Somos 100% observantes da Torah.


    "Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham. Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de cânticos. Então, se dizia entre as nações: Grandes coisas fez o SENHOR a estes. Grandes coisas fez o SENHOR por nós e, por isso, estamos alegres". 
    • (Tehilim/Salmos 126:1-3)

      video
      TEHILIM 126:1
      Beshuv HaShem
      Quando o Senhor
      et Shivat Tsion
      nos trouxe a Sião
      Hayinu, hayinu kecholmin
      éramos como os que sonham

    EM QUE CREMOS
    No Eterno
    • Cremos que o Eterno (YHWH) é o Elohim de Avraham, Yitschak e Ya’akov. 
    • Cremos que Ele é Único (Echad).
    • Cremos que YHWH se revela de muitas formas, mas, rejeitamos a doutrina da  trindade ou o dualismo (deus pai, deus filho).

    Na Torah 
    • Cremos na Bíblia (Hebraica) por inteiro, que inclui a Torah (Pentateuco) e o Tanach (Profetas). 
    • Cremos que a Torah (Pentateuco) foi dada pelo Eterno a todo o povo de Israel, através de Mosheh/Moisés. 
    • Cremos que todo aquele que abraça a fé deve procurar viver como talmid (discípulo), passando a observar a Torah e Seus preceitos.

    Na Restauração 
    • Cremos que todo Israel irá retornar à Yerushalayim e o Beit HaMikdash/Templo será restaurado. 

    Na Casa de Israel 
    • Cremos na existência da Casa de Israel - Yehudim (Judeus) e demais Tribos - e que todos seremos reajuntados na vinda do Mashiach, segundo o Tanach. 
    • Cremos que a grande maioria dos que têm se achegado à fé nos últimos tempos fazem parte dos  dispersos da Casa de Israel. 
    • Cremos que todo aquele que se achega à Torah deve observar o Shabat (descanso semanal no sétimo dia), as Festas Bíblicas (Chaguim), a Kashrut (alimentos puros) e a brit milah (circuncisão), segundo a Torah.
    • "Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da tua Torah" 
      (Tehilim 119:18)